Uma lousa desenvolvida pela chinesa iFLYTEK usa inteligência artificial para transformar fórmulas escritas à mão em gráficos dinâmicos, reconhecer desenhos e convertê-los em modelos tridimensionais, além de responder a comandos de voz durante a aula.
Chamado de Tongchuang AI Blackboard, o equipamento combina uma lousa física com uma tela digital. Quando o professor escreve uma função matemática, por exemplo, o conteúdo pode ser digitalizado e convertido em uma representação gráfica na tela. Já desenhos de figuras geométricas podem ser reconhecidos pelo sistema, padronizados e transformados em modelos 3D que permitem operações como rotação, abertura e divisão das formas.
A proposta é incorporar os recursos digitais à própria dinâmica da aula, sem exigir que o professor deixe a lousa para operar um computador ou abra diferentes programas para apresentar o conteúdo.
Comandos de voz e assistente virtual
Uma das principais diferenças em relação a uma tela digital convencional está na capacidade de interpretar o que acontece durante a aula.
O sistema reconhece conteúdos escritos à mão, falas e diferentes tipos de materiais apresentados pelo professor. A partir dessas informações, pode oferecer recursos complementares relacionados ao assunto que está sendo explicado.
Isso torna a interação com o conteúdo mais imediata. Em vez de abrir um programa separado para mostrar uma representação gráfica ou tridimensional, o professor pode partir diretamente do que escreveu na lousa.
O equipamento também reúne recursos de câmera e áudio para registrar informações da aula. Segundo a iFLYTEK, o sistema consegue organizar conteúdos escritos e falados e gerar registros que podem ser consultados posteriormente.
A tecnologia já está presente em mais de 100 mil salas de aula e é utilizada em escolas de 33 regiões de nível provincial e mais de 1.400 distritos e condados da China, segundo informações divulgadas pela empresa.
A iFLYTEK também começou a levar a solução para outros mercados. Uma escola da Indonésia passou a utilizar a tecnologia em 2026, enquanto delegações estrangeiras têm conhecido o equipamento em visitas e eventos ligados à inteligência artificial e à educação.

