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China prevê mais de 1 milhão de toneladas de baterias descartadas até 2030

baterias descartadas
Imagem: Xinhua

A China poderá gerar mais de 1 milhão de toneladas de baterias descartadas de veículos de nova energia até 2030, segundo estimativas discutidas nesta quarta-feira (28) pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. Diante do avanço do descarte em larga escala, o governo chinês anunciou medidas para reforçar a fiscalização e regulamentar o setor de reciclagem e reutilização de baterias.

Durante a segunda reunião do grupo especial nacional sobre reciclagem de baterias, o ministério determinou o combate a práticas ilegais na cadeia de reaproveitamento. Entre as irregularidades citadas estão a destinação inadequada de baterias usadas, a produção de itens fora dos padrões com materiais descartados, o descumprimento das regras de rastreamento, desmontagens ilegais com impacto ambiental e operações comerciais sem licença.

O governo também definiu como prioridade a criação de um mecanismo de longo prazo para lidar com a aposentadoria em massa das baterias de veículos elétricos e híbridos. As medidas fazem parte das metas traçadas para 2026.

Além disso, a reunião estabeleceu o fortalecimento das leis, políticas públicas e padrões técnicos para o setor. O ministério ainda determinou operações conjuntas de fiscalização para regularizar o mercado de reciclagem de baterias usadas.

Outro foco da estratégia envolve o uso de tecnologias digitais para monitorar o fluxo das baterias ao longo da cadeia produtiva. A proposta inclui ampliar o rastreamento das unidades descartadas e reforçar a responsabilidade das empresas envolvidas no processo.

O governo chinês também incentivou a cooperação entre associações industriais, fabricantes e instituições de pesquisa para desenvolver novas tecnologias, equipamentos e modelos de negócios voltados ao reaproveitamento de baterias.

A pressão sobre o setor cresce à medida que a China amplia sua frota de veículos elétricos e híbridos, mercado no qual o país lidera em vendas e produção global.

Fonte: News.cn