A China ultrapassou 100 bilhões de gigabytes em uso de internet móvel no primeiro trimestre de 2026, com alta de 19,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O país chegou a 1,623 bilhão de usuários, um aumento de 13,48 milhões desde o fim de 2025, segundo dados do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação.
O avanço reflete uma mudança no padrão de consumo. Em março, cada usuário utilizou, em média, 23,4 gigabytes por mês, o maior nível já registrado. O dado confirma a expansão do uso de aplicativos, vídeos e serviços digitais no dia a dia.
Enquanto o consumo de dados cresce, os serviços tradicionais seguem em queda. As chamadas por celular somaram 468,3 bilhões de minutos, redução de 5,6% em um ano. As ligações por telefone fixo caíram 21,2%. O uso de SMS também recuou: o volume caiu 3,5% e a receita diminuiu 12,2%.
Mesmo com essa transição, o setor manteve crescimento em volume. A receita total das telecomunicações atingiu 439,4 bilhões de yuans, com leve queda de 1,8%. No entanto, ao considerar os preços do ano anterior, o volume de serviços avançou 8,3%.
A base de usuários continua em expansão, impulsionada por conexões mais rápidas. A China encerrou março com 697 milhões de acessos à internet fixa. Desse total, 95,5% já utilizam velocidades acima de 100 Mbps. Os planos de 1 Gbps ou mais somam 249 milhões de usuários.
No celular, o avanço ocorre com a expansão do 5G. O país atingiu 1,836 bilhão de linhas ativas, das quais 1,254 bilhão já utilizam a nova geração de rede, o equivalente a 68,3% da base.
As conexões de internet das coisas (IoT) chegaram a 2,948 bilhões, com aumento de 59,54 milhões no trimestre. Os serviços de TV pela internet somam 410 milhões de usuários.
A expansão da infraestrutura sustenta esse avanço. A rede de fibra óptica alcançou 75,78 milhões de quilômetros, enquanto os pontos de acesso à internet chegaram a 1,26 bilhão. A maior parte, 96,7%, já opera com fibra.
O 5G também segue em expansão. A China atingiu 4,958 milhões de estações base, após a instalação de 120 mil novas unidades no trimestre. Com isso, a tecnologia passou a representar 38,2% de todas as estações móveis do país.

