A indústria chinesa avança no domínio de tecnologias estratégicas e reduz a dependência de fornecedores estrangeiros. Segundo dados apresentados no Parlamento chinês, a produção doméstica de oleodutos e gasodutos já custa cerca de 60% do valor de produtos importados e tem prazo de entrega 50% menor. Como resultado, a taxa de importação desses equipamentos caiu de 90% para menos de 30%.
Os dados foram apresentados em 12 de março, durante sessão do “Corredor dos Representantes” da Assembleia Popular Nacional da China, em Pequim. Na ocasião, executivos e engenheiros destacaram o impacto da inteligência artificial, da automação e da inovação industrial na manufatura do país.
Jia Shaoqian, presidente do Grupo Hisense, afirmou que a empresa recebeu em janeiro o reconhecimento de “Fábrica Farol” em sua unidade de televisores. Segundo ele, a fábrica produz uma TV de tela grande a cada 20 segundos.
De acordo com Jia, a inteligência artificial permite ajustar a produção às mudanças do mercado e incorporar a demanda dos consumidores diretamente na linha de fabricação. Ele também destacou o desenvolvimento de dois componentes próprios: um chip de controle de luz e cor com IA e um chip de retroiluminação para telas. Esses componentes permitiram lançar uma tecnologia de controle tridimensional de cor e iniciar a produção em massa antes de concorrentes internacionais.
A automação também alterou processos industriais. Em uma fábrica de ar-condicionado da empresa, um sistema com 17 câmeras de alta precisão, 11 robôs e algoritmos de IA substituiu a inserção manual de tubos de cobre em placas de alumínio. Segundo a empresa, a mudança elevou a velocidade de desenvolvimento de produtos em 37% e a eficiência de produção em 49%, além de reduzir custos em 35% e o consumo de energia por unidade em 13%.
Durante a mesma sessão, Li Gang, engenheiro da Tianjin Steel Pipe Manufacturing Co., Ltd., citou o campo de gás offshore Deep Sea One, que utiliza 9.425 tubos submarinos sem costura produzidos pela empresa chinesa.
Li também relatou o desenvolvimento de uma tecnologia própria de controle de roscas para revestimentos de poços de petróleo, utilizada em tubulações para operações em águas profundas de até 1.800 metros. Segundo ele, esse tipo de tecnologia era dominado por fabricantes estrangeiros. Hoje, a produção já ocorre em escala dentro da China.
Fonte: stdaily


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