14 de dezembro de 2020
Em um discurso na Conferência Anual de Economista da NetEase 2021 (NAEC, sigla em inglês) ocorrido em 13 de dezembro, Zhu Guangyao, ex-vice-ministro do Ministério das Finanças da China, disse que no Quinto Plenário do 19º Comitê Central do Partido Comunista da China, propôs que o PIB per capita da China atinja o nível médio dos países desenvolvidos em 2035. Guangyao acredita que o PIB per capita de US$20.000 é um indicador de referência muito importante, e para atingir esse objetivo, o PIB per capita da China precisa crescer de US$10.000 em 2019 para US$20.000 em 2035. Além disso, o PIB precisa dobrar para acompanhar o crescimento, isso exige que o PIB da mantenha com uma taxa média de crescimento anual de mais de 4,73% durante os próximos 15 anos para alcançar o objetivo. O PIB per capita da China ultrapassou a marca de US$10.000 pela primeira vez em 2019, chegando a US$ 10.261, entretanto o Banco Mundial elevou o padrão dos países de alta renda para US$ 12.535 em 1º de julho de 2020, o que significa que a China ainda está a US$ 2.000 distante da linha padrão para países de alta renda. Guangyao observou que, com um PIB global de US$87,75 trilhões em 2019, a China é a segunda maior economia do mundo em termos de PIB total com o valor em US$14,3 trilhões. Os Estados Unidos, a principal economia do mundo, tem um PIB total de US$ 21,43 trilhões em 2019, e o PIB da China em 2019 representou 67% do PIB dos EUA. Segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), a relação entre o PIB da China e os EUA aumentará em 6 pontos percentuais para 73% em 2020. Entretanto, o PIB per capita dos Estados Unidos em 2019 é de US$65.000 e da China é de US$10.261, o que ainda é 6,5 vezes maior do que o da China, a diferença permanece enorme. Qual é o nível médio dos países desenvolvidos? Zhu Guangyao destacou que entre os sete países ocidentais, o PIB per capita dos Estados Unidos atingiu US$ 65.000, a Alemanha e o Canadá atingiram cerca de US$ 46.000; o Reino Unido, US$ 43.000; a França, US$ 40.000; e a Itália, US$ 33.000. Esses são os países industrializados mais desenvolvidos, e o nível médio dos países desenvolvidos de que a China fala não têm um significado de referência em comparação com esses países ocidentais. Em sua opinião, a Grécia e a Eslováquia na União Europeia estão basicamente no nível médio dos países desenvolvidos. Em 2019, o de PIB per capita da Grécia foi de US$ 19.500 e a Eslováquia de US$ 19.300, portanto usando esses referenciais o valor do PIB per capita de US$ 20.000 é um indicador importante para o nível dos países desenvolvidos médios. Usando isto como referência, Zhu Guangyao acredita que para o PIB per capita da China alcance o nível médio de um país desenvolvido nos próximos 15 anos, ele precisa dobrar de 10.000 em 2019 para US$ 20.000 em 2035, em conjunto com uma duplicação do PIB, o que necessita uma taxa média de crescimento anual de 4,73% nos próximos 15 anos. Fonte: 21 caijing
11 de dezembro de 2020
Na Conferência Online da Standard Chartered 2021, ocorrida em 10 de dezembro, Ding Shuang, economista chefe da região China e Ásia do“Standard Chartered Bank” (Banco Britânico), estima-se que o crescimento econômico da China se recupere de 2,1% em 2020 para 8% em 2021. De acordo com Ding Shuang, quando e como retirar as políticas de estímulo introduzidas em resposta à pandemia, se tornou o foco da atenção atual do mercado chinês. Segundo Ding Shuang, é preciso estabelecer a retirada das políticas de estímulo como o tema da política macro, e evitar um o abismo político (interrupção drásticas de políticas que causam efeitos adversos). As políticas devem ser reduzidas em momentos e escalas certas, como a redução de orçamento público e fundos orçamentários do governo, incluindo a diminuição de créditos e a taxa de déficit estimado. Não há necessidade de aumentar as taxas de juros. De acordo com a previsão do Standard Chartered, a proporção da dívida da China como parte do PIB provavelmente aumentará moderadamente em 2021. Ding Shuang informou que a participação deve chegar a 285% até o final de 2021. Em 2019, a proporção era de 255% e em setembro de 2020 e aumentou para 280%. Ding Shuang disse que o crescimento econômico da China se recuperará acentuadamente em 2021 beneficiando-se dos impactos positivos da recuperação econômica global. Espera-se que a economia global recupere de uma taxa de crescimento negativo de -3,8% em 2020 para 4,8% em 2021. A tendência do crescimento da economia chinesa em 2021 pode mostrar uma alta no primeiro trimestre e uma breve retaguarda, pois o efeito negativo da retirada das políticas de estímulo vai surgir após o primeiro trimestre e à medida que os créditos/empréstimos e a taxa de déficit diminuem, a economia chinesa tem potencial de recuperar da breve retaguarda. Globalmente, a China continuará liderando a recuperação global em 2021, mas a diferença entre o crescimento chinês e o crescimento global diminuirá de 5,9 pontos percentuais em 2020 para 3,2 pontos percentuais em 2021. Fonte: 21caijing; caixin.com
30 de novembro de 2020
A China combate a importação de "lixo estrangeiro", enquanto regulamenta a construção de sistemas de reciclagem de resíduos sólidos e acelera o desenvolvimento das indústrias de processamento e reutilização de resíduos sólidos. Na conferência de imprensa periódica realizada no dia 30 pelo Ministério Ecológico e Ambiental (MEE, na sigla em inglês), Qiu Qiwen, Diretor Geral do Departamento de Resíduos Sólidos e Químicos, disse que desde a proibição da importação de "lixos estrangeiros", os membros do grupo de coordenação interministerial trabalharam para o fortalecimento da conservação de recursos e do uso intensivo, assim como para a melhora da reutilização dos resíduos sólidos domésticos. Por muitos anos a China importou lixo de outros países para fins comerciais, por exemplo, roupas utilizadas que não foram higienizadas e transportadas em ambiente precário que carregam microrganismo maléficos. Além disso, papéis, piano, eletrônicos, peças de automóveis, entre outros. O MEE tem trabalhado na implementação da proibição dos "lixos estrangeiros", a meta de importação zero deve ser alcançada até o final de 2020. A China era o maior importador mundial de "lixo estrangeiro". Desde os anos 1980, com o rápido desenvolvimento das indústrias baseadas na manufatura doméstica, a China começou a importar resíduos sólidos, comumente conhecidos como "lixo estrangeiro", do exterior para aliviar a escassez de matéria-prima interna. Um tipo clássico de "lixo estrangeiro" é o papel utilizado. Estes resíduos são uma das matérias-primas importantes da indústria de papel e celulose da China. As estatísticas da “China Paper Association” mostram que em 2019, existiam cerca de 2.700 empresas nacionais de produção de papel e papelão, tendo uma produção de 10.765 milhões de toneladas, um aumento de 3,16% em relação ao ano anterior. Quase 70% do papel da China vem de resíduos de papel, enquanto os resíduos de papel importados em todos os anos anteriores ocupavam 1/3 do total de resíduos de matérias-primas de papel da China. A importação de "lixo estrangeiro" atende às necessidades de produção de algumas empresas, mas também coloca em risco a segurança ecológica da China e a saúde de sua população. Estatísticas divulgadas pelo MEE mostram que houve uma redução na importação de resíduos sólidos nos últimos anos. Em 2016, antes da reforma, a importação foi de 46,55 milhões de toneladas. Em 2017, 42,27 milhões de toneladas; 2018, 22,63 milhões de toneladas; e em 2019, 13,48 milhões de toneladas. A redução foi de 9,2% (2017), 51,4% (2018) e 71% (2019). A partir de 15 de novembro de 2020, as importações totais de resíduos sólidos do país atingiram 7,18 milhões de toneladas, uma diminuição de 41% em relação ao ano anterior. Qiu disse aos repórteres que o MEE continuaria a trabalhar com a Administração Geral Aduaneira para combater o contrabando de "lixo estrangeiro", impor sanções rigorosas para a importação de resíduos sólidos e outras atividades ilegais, cortar efetivamente a cadeia de suplementos do contrabando de "lixo estrangeiro". Ao mesmo tempo, aumentar os esforços de gerenciamento e consolidação das áreas de coleta e distribuição de resíduos sólidos, reforçar a supervisão da indústria de reciclagem de resíduos sólidos, investigar os processos ilegais e punir de acordo com a lei. Ele disse aos repórteres que os departamentos relevantes estão regulamentando a construção de um sistema de reciclagem de resíduos sólidos. O Ministério da Habitação e Desenvolvimento Urbano e Rural está trabalhando com departamentos relevantes para promover o lançamento completo da classificação de lixo (coleta seletiva) em cidades acima do segundo nível administrativo, e chegando a 81,2% de cobertura das áreas residenciais com coleta seletiva em 46 cidades-chave. Os Correios do Estado estão promovendo a redução dos materiais de embalagem, a taxa de utilização de sacos de trânsito recicláveis chegou a 87,2%. O MEE está gerenciando um sistema centralizado de coleta e transferência trans-regional para fabricantes de baterias de chumbo em Pequim e mais de 20 províncias. Hoje o repórter da Yicai Finance, recebeu estatísticas do MEE mostrando que, até agora, os pontos de teste da China de "cidade sem resíduos" foram traçados mais de 900 tarefas e 500 projetos, com investimento de mais de 120 bilhões de yuans (R$ 97,92 bilhões). Fonte: Yicai Finance
26 de novembro de 2020
Em 26 de novembro, Liu Yuanchun, Vice-reitor da Universidade Renmin da China, previu na “2020 Sohu Finance Annual Conference” que a China ultrapassará o limiar dos países de alta renda nos próximos cinco anos, com o PIB per capita crescendo de US$ 11.000 no final de 2020 para US$ 13.700 em 2025. "De acordo com nossas estimativas, o PIB per capita atingirá US$11.000 até o final de 2020. O limiar para a armadilha da renda média (teoria econômica) é de US$ 12.375 que cresce a uma velocidade de cerca de US$ 200 ao ano, o limiar para os países de renda alta será de US$ 13.500 no ano de 2025. Projetamos que nosso PIB per capita em 2025 estará em US$13.700". Liu Yuanchun enfatizou que a superação da "armadilha da renda média" é um desafio que a China deve enfrentar. De acordo com a meta estabelecida pela Quinta Sessão Plenária do Comitê Central da China, a taxa de crescimento econômico da China precisa atingir 5,5% em média nos próximos 5 anos, dobrar o PIB per capita nos próximos 15 anos e a taxa de crescimento econômico da China precisa atingir 4,8% em média nos próximos 15 anos. Para atingir estes objetivos, ele apontou que a economia da China precisa trabalhar em quatro diâmetros: deter tecnologia centrais; fazer reformas institucionais; ser uma nação forte em talentos; quebrar o atual "caos" para criar uma nova plataforma competitiva. Na conferência foram tratados vários assuntos importantes sobre a futura economia internacional, a seguir são alguns pontos resumidos: Por enquanto, a recuperação da economia mundial levará mais tempo do que o esperado, o problema da estagnação econômica prolongada, em vez de ser resolvido, pode ser exacerbado. Em outras palavras, a economia internacional terá menores taxas de crescimento, taxas de juros mais baixas e menor crescimento do investimento e do comércio, além disso, terá maior endividamento e maior risco de investimento. A maior dúvida é a economia dos EUA: vai desacelerar nos próximos cinco anos, ou entrará em uma nova rodada de expansão? Atualmente, a opinião do FED (Federal Reserve System) é que os EUA entrarão num período de contínuo descendente econômico nos próximos anos e que o crescimento diminuirá de cerca de 2% no passado, para cerca de 1,5%. As economias emergentes e os países em desenvolvimento podem continuar a ser o motor de crescimento da economia mundial? A participação das economias emergentes e dos países em desenvolvimento na economia mundial podem continuar a aumentar a partir dos atuais 50%? Existem problemas significativos no momento, e a posição da China neles merece uma pesquisa especial. O problema da dívida global foi aliviado? A solução para uma eventual crise financeira e econômica é eficaz? De acordo com as últimas estatísticas da Instituição Financeira Internacional (IIF, na sigla em inglês), o montante total da dívida global em outubro atingiu US$ 2,72 milhões; a taxa de endividamento subiu para 365%, o que levou o mundo à uma combinação de dívidas altas e taxas de juros baixas. As mesmas soluções para a crise financeira de 2008 são insuficientes para resolver alguns dos novos problemas. O progresso tecnológico terá avanços significativos no futuro, levando a economia mundial a uma era de produtividade total dos fatores (PFT) e a sair da estagnação a longo prazo? Estamos vendo um declínio no papel do progresso tecnológico para o crescimento econômico. O paradoxo de Solow ressurgiu, com as taxas de crescimento da PFT caindo drasticamente nas regiões onde o progresso tecnológico é melhor. Nos próximos cinco anos, é difícil esperar que as revoluções tecnológica e industrial conduzam a humanidade para fora do caos e das depressões econômicas atuais. É possível reverter a taxa de envelhecimento da população? Não há solução para o problema atual do envelhecimento no norte da Europa e no Japão, pelo menos em termos de crescimento econômico, mas o mais importante é que isso leva a uma mudança sistemática na taxa de poupança. O declínio na taxa de crescimento econômico global, levou a uma mudança qualitativa no padrão de distribuição, tornando o mercado cada vez mais enxuto. Será que o populismo provocado pela desigualdade de renda será aliviado a curto prazo? O padrão de distribuição de renda entre países mudou drasticamente na última década, a distribuição de renda de 2021 tem um padrão semelhante ao de 1928. A desigualdade de renda levou a um populismo crescente, e a epidemia exacerbou ainda mais a situação. Fonte: 21caijing; Sohu Finance
19 de novembro de 2020
Em 19 de novembro, na coletiva de imprensa do Ministério do Comércio da China, o porta-voz, Gao Feng, disse que a China está disposta a manter a comunicação com a União Europeia, usando como base o Acordo de Investimento China-EU (“Comprehensive Agreement on Investment” em inglês na sigla de BIT) para avançar no processo do Acordo de Livre Comércio China-EU. Além disso, a China acelerará a negociação do “Acordo de livre comércio China-Japão-Coreia do Sul”, “China Japan ROK FTA” em inglês na sigla CJKFTA. Início antecipado do processo de negociações da Acordo de Livre Comércio China-EU Gao Feng informou que os ambos os lados têm acelerado o processo e alcançado resultados positivos através de negociações intensivas e contínuas de acordo com o consenso dos seus líderes, tendo a meta de concluir as negociações ainda em 2020. Nesta semana, a China e a Europa realizam a 34ª rodada de negociações. Esta já é a nona rodada de negociações formais realizadas este ano. Segundo Gao Feng, os dois lados estão se concentrando nas questões remanescentes e o aprofundamento do assunto, que devem levar a um progresso positivo. Gao enfatizou que a negociação é propícia ao aprofundamento da cooperação econômica e comércio bilateral entre a China e a Europa, num contexto de crescente pressão descendente da economia mundial, é de grande importância a promoção da liberalização, facilitação do comércio, dos investimentos globais e do desenvolvimento sustentável da economia mundial. De acordo com o Ministério do Comércio, no 8° Diálogo Econômico e Comercial de Alto Nível China-UE, os dois lados confirmaram progressos significativos na questão da concorrência justa, o que significa que o processo geral de negociação deu um grande passo, e os dois lados estão agora se concentrando nas questões remanescentes do texto e nas questões de acesso ao mercado para acelerar as negociações. O Eurostat divulgou recentemente dados mostrando que nos primeiros sete meses deste ano, o comércio bilateral entre a China e a Europa atingiu 382,7 bilhões de euros, um aumento de 2,6% em relação ao ano anterior, a China se tornou pela primeira vez o maior parceiro comercial da UE, mais do que os Estados Unidos, com um volume comercial de 5,2 bilhões de euros. Enquanto isso, a China manteve sua posição como a maior fonte de importações da UE e o terceiro maior mercado de exportação, respondendo por 21,9% e 10,3%, respectivamente. O ano 2020 marca o 45º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre a China e a Europa, e a escala do comércio China-UE disparou 250 vezes nos quase 40 anos até 2019. Em agosto deste ano, a empresa China Railway Express operou 1.247 trens entre China-Europa, transportando até 113.000 TEU (unidade equivalente a um conteiner de 20 pés) de carga, um aumento de 62%. Recentemente, a China e a Europa assinaram o "Acordo de Indicações Geográficas China-UE" (EU-China Landmark Geographical Indications Agreement, em inglês), para incluir os produtos com indicação geográfica(GI) dos ambos na lista de proteção, o acordo foi negociado durante oito anos, incluindo um total de 550 (275 de cada parte) produtos de indicações geográficas, o que também significa que 275 tipos de produtos chineses serão protegidos pela UE, acelerando o acesso ao mercado da UE. Aceleração as negociações do Acordo de Livre Comércio China-Japão-Coreia do Sul (CJKFTA) As negociações do CJKFTA foram iniciadas em novembro de 2012 e até agora foram realizadas 16 rodadas. Os três lados tiveram profundas trocas de opiniões sobre comércio de mercadorias, comércio de serviços, investimentos e regras, obtendo progressos significativos. Ele ressaltou que a assinatura da Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP, na sigla em inglês) criou condições favoráveis para acelerar a negociação do CJKFTA. A China está disposta a trabalhar com o Japão e a Coréia do Sul para superar ativamente o impacto da epidemia, fazer pleno uso dos recursos existentes, manter consultas e intercâmbios através de videoconferências, conferências telefônicas e outras formas, acelerar a negociação e esforçar-se para alcançar resultados substanciais o mais rápido possível. O Vice-Ministro Wang Shouwen, do Ministério do Comércio, destacou recentemente que através da RCEP, a China estabeleceu relações comerciais mais fortes com o Japão. Ele afirmou que é a primeira vez que a China assina FTA (acordo de livre comércio) com as dez maiores economias do mundo, e é um grande avanço na implementação de estratégia chinesa de FTA, que aumentou a cobertura comercial da China com seus parceiros de livre comércio dos atuais 27% para cerca de 35%. Os parceiros de FTA serão de 26 no total. Wei Jianguo, vice-presidente da “China Center for Intenrnational Economic Exchanges” (CCIEE) e ex-vice-ministro do Comércio, disse ao 21st Century Business Herald que a conclusão da RCEP certamente impulsionará as negociações do CJKFTA "Até lá, se a China, a segunda maior economia do mundo, o Japão, a terceira maior economia, e a Coréia do Sul, a sexta maior economia do mundo, puderem alcançar um FTA de alto padrão, certamente impulsionará significativamente a economia mundial". Wei acredita que se a RCEP e a CJKFTA progredir sem problemas, nos próximos cinco a dez anos, a economia global entrará numa "era Ásia-Pacífico" ou "era asiática", a região Ásia-Pacífico se tornará o motor do desenvolvimento econômico mundial, a Ásia se tornará a maior cadeia de produção, cadeia de abastecimento e da cadeia de consumo do mundo. Fonte: 21caijing
18 de novembro de 2020
De acordo com o "Boletim Estatístico Nacional sobre Investimento em Ciência e Tecnologia de 2019", divulgado pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China, o país investiu um total de 2,21 trilhões de yuans (aproximadamente R$ 1,79 trilhão) em financiamento de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em 2019, um aumento de 12,5% em relação ao ano anterior, o que equivale a 2,23% do PIB. As cidades chinesas que mais investem em P&D em 2019 são Pequim, Xangai, Shenzhen, Guangzhou, Suzhou, Hangzhou, Xian, Chongqing, Nanjing, Tianjin, Chengdu, Hefei, Dongguan, Foshan e Zhengzhou. A Classificação em termos de valor absoluto do investimento. Como os dados relacionados a Wuhan, Changsha, Shenyang e Qingdao não estão disponíveis para 2019, somente 15 cidades entraram nas estatísticas. (Fontes de dados: boletins estatísticos locais, relatórios de trabalho do governo, boletins de investimento em ciência e tecnologia, etc.) As cidades de primeira linha representam um quarto do investimento nacional em P&D. Em 2019, o investimento combinado em P&D de Pequim, Xangai, Guangzhou e Shenzhen foi de 576,4 bilhões de yuans, representando 26% do total do país, uma prova do papel de liderança dessas cidades no cenário nacional de inovação. Pequim é a única cidade onde o investimento em P&D ultrapassa 200 bilhões de yuans, o que está muito à frente do restante. Os três principais temas das estatísticas de P&D são atividades científicas e tecnológicas de instituições de pesquisa, instituições de ensino superior (universidades) e empresas regulamentadas. Existe uma forte concentração dos dois primeiros em Pequim, portanto a cidade carrega o maior fardo da pesquisa científica. Em 2018, as despesas de pesquisa básica de Pequim representaram 25,5% do total do país. Ao mesmo tempo, Pequim também ocupa o primeiro lugar no número de empresas de alta tecnologia de nível nacional nas cidades do país. Em 2018, os gastos corporativos de P&D de Pequim representaram 41,7% dos gastos de P&D de toda a sociedade. O investimento em P&D de Xangai em 2019 é de 152,46 bilhões de yuans, ficando em segundo lugar. Em 2016, Xangai tornou-se o primeiro centro científico nacional abrangente aprovado, com a região de Zhangjiang como a principal área de hospedagem. Como um centro científico nacional abrangente, as tarefas centrais incluem a realização de grandes pesquisas científicas de ponta e fundamentais aplicadas e o fortalecimento das capacidades originais de inovação, concentrando-se na construção de grandes clusters de infraestrutura científica e tecnológica de patamares mundial. Em 2019, pesquisadores de Xangai publicaram um total de 87 artigos nas principais revistas acadêmicas internacionais Science, Nature e Cell, representando cerca de 28,4% do total da China. Enquanto os dois primeiros da lista têm as pesquisas concentradas em empresas e universidades, o terceiro lugar, Shenzhen, é caracterizada mais pelas empresas como o principal corpo de inovação, com as empresas líderes do setor desempenhando a função de liderança. A Huawei, por exemplo, gastou 131,7 bilhões de yuans em pesquisa e desenvolvimento em 2019, que poderia classificar a empresa em quarto lugar, caso participasse do ranking das cidades. Devido à presença global da empresa, os gastos em P&D da Huawei não estão totalmente concentrados em Shenzhen, onde está a sua sede. Shenzhen tem a carência de grandes instituições de pesquisas e ensino (universidades), resultando em que as pesquisas básicas sejam deixadas de lado, especialmente porque algumas empresas de Shenzhen estão em áreas de inovação pouco conhecidas. Fonte: 21 caijing