8 de fevereiro de 2021
Em 8 de fevereiro, o Hurun Report e Fotile (empresa de eletrodoméstico) divulgaram conjuntamente o “FOTILE-Hurun Wealth Report 2020", revelando a quantidade e a distribuição geográfica das famílias chinesas com riquezas de RMB 6 milhões (R$ 5 bilhões), RMB 10 milhões (R$ 8,32 milhões), RMB 100 milhões (R$ 83,20 milhões) e de US$ 30 milhões (R$ 161,13 milhões). A pesquisa inclui a China continental, Hong Kong, Macau e Taiwan. Este é o 12º ano consecutivo em que o Hurun Report publica o Relatório de Riqueza. De acordo com o relatório, a fortuna total das "famílias ricas" da China no patamar de RMB 6 milhões de ativos totalizam RMB 146 trilhões (R$ 121,48 trilhões), o que é 1,5 vezes o PIB anual da China, dentre eles, a China continental responde por quase 90%. Com base nos RMB 146 trilhões (R$ 121,48 trilhões) citados acima, a riqueza total das famílias no patamar de RMB 100 milhões foi de RMB 94 trilhões (R$ 78,21 trilhões), representando 64%, ou 4 pontos percentuais a mais comparada com o ano anterior. Já a riqueza total das famílias no patamar de US$ 30 milhões foi de RMB 89 trilhões (R$ 74,05 trilhões), representando 61%, ou 5 pontos percentuais a mais comparada com o ano anterior. Espera-se que dentre a riqueza total de RMB 146 trilhões (R$ 121,48 trilhões), RMB 17 trilhões (R$ 14,14 trilhões) sejam herdados dentro de 10 anos, RMB 42 trilhões (R$ 34,95 trilhões) herdados dentro de 20 anos e RMB 78 trilhões (R$ 64,90 trilhões) herdados dentro de 30 anos. Hurun, fundador da Hurun Report, disse: "É mais desejável que os empresários já tenham seus sucessores arranjados aos 70 anos de idade". “Os consumidores de alto nível da China são bem importantes pelo seu forte poder de consumo e são uma grande força para impulsionar a demanda doméstica. O número de famílias no patamar de 10 milhões em riquezas na China continental ultrapassou 1,6 milhão, com o consumo total atingindo RMB 3 trilhões (R$ 2,50 trilhões) no ano passado, e com 3% da população criando 3% do PIB da China. A tendência de consumo que este grupo está liderando serão claramente visíveis no mercado em três a cinco anos", disse Hurun. Pequim continua sendo a região com o maior número de familiares com fortuna de RMB 100 milhões, um aumento de 400 em relação ao ano anterior, totalizando 19.300, um aumento de 2,1%. Em segundo lugar fica o Guangdong, com o número de famílias no patamar de RMB 100 milhões em 16.200, um aumento de 2,4%. Xangai ficou em terceiro lugar, com 400 famílias no patamar de RMB 100 milhões a mais do que no ano anterior, um aumento de 2,5%. Em termos da composição das riquezas das famílias com RMB 100 milhões de riquezas, o relatório revela que 75% dessas famílias são proprietários de empresas, enquanto outros 15% são especuladores imobiliários e 10% são acionistas profissionais. O relatório ainda revela que 70% das riquezas dos especuladores imobiliários acima mencionados são representados por investimento imobiliário. Por parte dos acionistas profissionais, o dinheiro e as ações representam mais de 80% de sua riqueza total, e seus investimentos imobiliários representam 18% de sua riqueza. Em termos de principais áreas de gastos dessas famílias, o turismo continua sendo a principal área de gastos, seguido por bens de luxo diários, saúde e bem-estar, e entretenimento. A educação dos filhos caiu do segundo para o quinto lugar. Fonte: SOHU News; Hurun Report
27 de janeiro de 2021
A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, fez um anúncio de estreia sobre a abordagem do presidente Biden sobre a relação EUA-China e a disputa da Huawei. Psaki disse na segunda-feira que Biden abordaria as relações entre os EUA e a China com "paciência". Psaki acrescentou que o presidente Biden “adotará uma abordagem multilateral para se envolver com a China e isso inclui a avaliação das tarifas atualmente em vigor e ele deseja garantir que tomemos todas as medidas em coordenação com nossos aliados e parceiros, e com democratas e republicanos no Congresso.” Dias após a posse de Biden, o presidente chinês Xi Jinping falou no Fórum Econômico Mundial na segunda-feira para pedir aos líderes mundiais que fortaleçam a coordenação da política macroeconômica. Xi acredita que as nações devem rejeitar o pensamento da Guerra Fria e abraçar a comunicação estratégica. Em uma coletiva de imprensa na Casa Branca, Psaki respondeu que o apelo de Xi não mudaria a abordagem estratégica do governo Biden para a China. “O que vimos nos últimos anos é que a China está ficando mais autoritária em casa e mais assertiva no exterior, e Pequim agora está desafiando nossa segurança, prosperidade e valores de maneiras significativas que exigem uma nova abordagem dos EUA”, disse Psaki. Quando se trata da longa guerra dos Estados Unidos com a gigante da tecnologia chinesa Huawei, Psaki adotou a retórica do governo Trump e disse que a espionagem industrial e o roubo de propriedade intelectual da China continuam sendo uma preocupação. “Nossa visão, a visão do presidente, é que precisamos jogar melhor na defesa, o que deve incluir responsabilizar a China por suas práticas injustas e ilegais e garantir que as tecnologias americanas não estejam facilitando o crescimento militar da China”, disse ela. Li Wei, professor de Relações Internacionais da Universidade Renmin da China, comentou sobre a disputa EUA-China da Huawei. “É muito provável que o governo Biden exclua a China do fornecimento de componentes essenciais da Huawei na América e ofereça aos aliados internacionais da América uma chance de fazê-los”, disse Li. As relações EUA-China são importantes demais para falhar. Atualmente, a Casa Branca também está revisando a ordem executiva de Trump que impedia os investidores americanos de fazer compras com três operadoras de telecomunicações chinesas. Fonte da Imagem de Capa: Politico Fonte: Pandaily
27 de janeiro de 2021
A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês) divulgou um novo relatório mostrando que a China se tornou o maior destinatário mundial de investimentos em 2020, o crescimento dos fluxos de investimento da China cresceu 4%, chegando a US$ 163 bilhões, enquanto nos países ocidentais desenvolvidos caindo 69% para US$ 229 bilhões. A China recebeu 19% de todos os investimento estrangeiro direto (IED) do mundo em 2020. O investimento estrangeiro direto global de 2020 caiu drasticamente em 42%, chegando a US$ 859 bilhões, mais de 30% abaixo do investimento global no período da crise de 2008. Enquanto os fluxos de entrada de investimentos da China estão crescendo, a China também aumentou os seus investimentos no exterior. Recentemente, o Ministério do Comércio divulgou os últimos dados mostrando que a China realizou US$ 132,94 bilhões de IED no exterior no ano de 2020, um aumento de 3,3% em relação ao ano anterior. Os investimentos no setor de alta tecnologia da China cresceu 11% e as fusões e aquisições transfronteiriças aumentaram em cerca de 54%, principalmente nos setores de tecnologia da informação e comunicação (TIC, na sigla em inglês) e farmacêutico. Especialistas dizem que o motivo para o fluxo de investimento alto da China é devido ao controle rápido da pandemia, fazendo com que a macroeconomia entre rapidamente na trajetória de recuperação e melhoria. Por outro lado, graças à expansão constante da China na abertura e relaxamento do acesso ao mercado, otimizando a nova lista negativa de acesso ao investimento estrangeiro e do catálogo de incentivo as indústrias de investimento, promoção de projetos piloto adicionais e abrangentes para expandir a indústria de serviços, foi possível atrair muito capital global para se estabelecer na China em busca de maiores oportunidades de negócios. Fonte: 21st Century Business Herald
26 de janeiro de 2021
Os resultados do quarto trimestre da fabricante de carros elétricos Tesla e da gigante de tecnologia Apple, que serão divulgados na quarta-feira, devem mostrar sua crescente dependência da China, um mercado central para ambos, disseram observadores da indústria chinesa. O sucesso dessas duas empresas na China pode ser visto como um exemplo para as empresas americanas que estão verdadeiramente comprometidas com o mercado chinês para continuarem suas trajetórias de crescimento, disseram os analistas. A Tesla, indiscutivelmente uma das estrelas mais brilhantes do mercado de ações dos EUA depois que suas ações dispararam 743,4% no ano passado, deve divulgar seus resultados do quarto trimestre em breve. A Estimize, uma plataforma de estimativas financeiras de crowdsourced (coleta de informações, opiniões ou trabalho de um grupo de pessoas, geralmente obtidas através da Internet), estimou um lucro ajustado de US$ 1,02 (aproximadamente R$ 5,10) por ação para o quarto trimestre, em comparação com 43 centavos um ano antes. A Tesla entregou 499.550 veículos no ano passado, quantidade logo abaixo de sua meta pré-COVID-19 de entregar mais de meio milhão de carros. A previsão de entregas para este ano é esperada em mais de 800.000 veículos, segundo a mídia. Há preocupações sobre se a produção da Tesla pode acompanhar suas metas de vendas, disse Zeng Zhiling, diretor-gerente da LMC Automotive Consulting em Xangai, ao Global Times na terça-feira. A Shanghai Gigafactory da Tesla provavelmente assumirá um papel mais importante nos planos de manufatura da Tesla, disse Zeng, citando o processo ineficiente em sua planta europeia em meio a problemas ambientais. "O mercado europeu, que tem uma série de marcas de carros elétricos viáveis, dificilmente é um lugar para a Tesla exercer seu poder mágico", comentou. A fábrica de Xangai contribuiu com cerca de um terço da capacidade de produção global da Tesla ao longo de 2020, de acordo com Zeng, que disse que a China seria cada vez mais um mercado de confiança para a montadora de carros elétricos dos EUA. A China é um dos mercados de automóveis mais abertos do mundo e quase todos os grupos de automóveis internacionais notáveis criaram joint ventures no país e colheram bons retornos, Huang Libin, porta-voz do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) e diretor geral do MIIT Bureau de Inspeção de Desempenho e Coordenação, em uma conferência de imprensa na terça-feira. Junto com uma transição acelerada para veículos elétricos globalmente, notáveis montadoras internacionais estão colocando mais ênfase na China. Eles estão efetivamente melhorando as cadeias da indústria de apoio do país, promovendo avanços tecnológicos e impulsionando o emprego e o crescimento econômico, disse Huang. A Apple está programada para divulgar os resultados do quarto trimestre na quarta-feira, e há estimativas de mercado de que a fabricante do iPhone apresentará receita trimestral recorde, alimentada por fortes vendas de gadgets em meio a trabalho remoto e tendências escolares. Pode haver uma melhora no desempenho da Apple no mercado chinês este ano, notadamente em smartphones, disse Ma Jihua, um analista veterano da indústria, ao Global Times na terça-feira. Segundo o especialista, os telefones 5G da Apple são provavelmente mais atraentes para os consumidores chineses, já que os telefones 5G de outros fornecedores geralmente têm preços na faixa mais sofisticada, reduzindo assim a diferença de preço entre iPhones e outros smartphones. Com os telefones 5G respondendo pela maior parte do mercado de telefones da China, isso indicaria uma força contínua para a Apple, embora as remessas de smartphones do país estejam em declínio. Fonte: Global Times
26 de janeiro de 2021
Várias províncias da China divulgaram suas metas econômicas para o ano de 2021 nas sessões da Assembleia Popular Nacional e a Conferência Consultiva Política, que ocorreram no início do ano de 2021. De acordo com o veículo de imprensa chinês, 21st Century Business Herald (CBH), as províncias do leste da China como Guangdong, Xangai e Pequim têm a meta de crescimento do PIB para o 2021 fixada em 6% ou mais. As províncias do centro da China como Henan, Hunan e Shanxi estabeleceram metas de crescimento econômico entre 7% e 8%. Hubei, que sofreu maior impacto da pandemia em 2020, e Hainan devido à política favorável de livre comércio (zona franca), fixaram uma meta de crescimento econômico acima de 10% para 2021. O crescimento do PIB de 2,3% em 2020 da China está bem abaixo da taxa de crescimento histórico normal de cerca de 6%. Com índices base da economia inferior, espera-se que a economia chinesa atinja um crescimento maior em 2021. A meta de crescimento de "mais de 6%" estabelecida pelo governo local é bastante conservadora em comparação com as previsões econômicas de organizações internacionais (cerca de 8%) e instituições de mercado (cerca de 8%-9%). Alguns especialistas disseram ao CBH que a taxa de crescimento do governo local de 6% ou mais pode estar relacionada com a meta de crescimento econômico nacional. Como a economia do país ainda enfrenta incertezas externas como a pandemia e os atritos comerciais com os Estados Unidos, e ainda não se sabe se o consumo interno voltará ao normal, uma meta de crescimento de 6% ou mais, parece realista. Considerando que cortes fiscais e reduções de taxas ainda serão implementados em 2021, a taxa de crescimento da receita fiscal em 2021 será inferior à taxa de crescimento do PIB. O ano de 2021 é o ano de abertura do “14º Plano Quinquenal”, muitas iniciativas foram lançadas para expandir a demanda interna, impulsionar a inovação, acelerar a construção de um novo padrão de desenvolvimento. Pequim, Guangzhou, Shenzhen, Zhengzhou e Luoyang, promoverão vigorosamente a construção de cidades como centros de consumo internacional. Fonte: 21caijing; 21st Century Business Herald
22 de janeiro de 2021
O comércio exterior da China com a UE totalizou 4,05 trilhões de yuans (cerca de R$ 3,4 trilhões) nos primeiros 11 meses de 2020, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior, tornando a China o maior parceiro comercial da UE. Em novembro do ano passado, a China recebeu investimentos reais de US$ 117,98 bilhões de 27 países do bloco comercial e investiu mais de US$ 80 bilhões. Estes números explicam bem a resiliência e o potencial das relações econômico e comerciais China-UE. Os trens de carga China-Europa fizeram 12.400 viagens no ano passado, transportando mais de 1,13 milhão de TEUs (unidades equivalentes a vinte pés), um aumento de 50% e 56% em relação ao ano anterior, respectivamente. Um total de 9,31 milhões de peças de suprimentos antipandêmicos pesando 76.000 toneladas foram transportados, o que promoveu vigorosamente a cooperação antipandêmica entre a China e os países e regiões ao longo das linhas ferroviárias e desempenhou um papel importante na estabilização das cadeias industriais e de abastecimento globais. Uma investigação da Câmara de Comércio da UE na China descobriu que a pandemia não desencorajou as empresas europeias de investirem na China. De acordo com a pesquisa, 89% dos entrevistados europeus disseram que ficariam na China, e 2/3 consideraram o país um dos três principais destinos de investimento. Muitas empresas europeias estão expandindo seus investimentos na China. Algumas empresas chinesas também aumentaram seus investimentos na Europa. A fabricante chinesa de baterias SVOLT Energy Technology deve investir 2 bilhões de euros (aproximadamente R$ 13 bilhões) para construir uma fábrica de baterias e um centro de pesquisa na Alemanha. A planta, quando concluída, produzirá baterias de energia para 300.000 a 500.000 veículos elétricos a cada ano e criará 2 mil empregos. O especialista Stefan Di Bitonto, da agência de desenvolvimento econômico Germany Trade and Invest, disse que o investimento da empresa chinesa promoverá o desenvolvimento sinergético da indústria, oferecerá mais oportunidades de emprego e aumentará a competitividade internacional da indústria automobilística alemã. Líderes chineses e europeus em 30 de dezembro do ano passado anunciaram em conjunto que os dois lados haviam concluído as negociações do acordo de investimento. O acordo de investimento "equilibrado, de alto padrão e mutuamente benéfico" demonstrou a resolução e confiança da China para promover a abertura de alto nível e fornecerá maior acesso ao mercado, maior nível de ambiente de negócios, garantias institucionais mais fortes e perspectivas de cooperação mais brilhantes para investimento mútuo. O tratado também impulsionará bastante a recuperação econômica mundial na era pós-pandemia e aumentará a confiança da comunidade internacional na globalização econômica e no livre comércio.
21 de janeiro de 2021
Gao Feng, porta-voz do Ministério do Comércio da China (MOC) informou que em 2020, o Investimento Estrangeiro Direto (IED) da China manteve um desenvolvimento estável e saudável, alcançando crescimento de 3,3% em relação ao ano anterior, com um total de US$ 132,94 bilhões (R$ 713,98 bilhões). As informações foram passadas em uma coletiva de imprensa no dia 21 de janeiro, promovida pelo MOC. Dentre os US$ 132,94 bilhões, os IEDs não financeiro foram de US$110,15 bilhões (R$ 591,58 bilhões), 0,4% menor em relação ao ano anterior. Os projetos de construção estrangeiros contratados permaneceram estáveis, com contratos assinados no valor de US$255,54 bilhões (R$ 1,37 trilhões), uma queda de 1,8% em relação ao ano anterior. A receita de vendas foi de US$155,94 bilhões (R$ 837,51 bilhões), uma queda de 9,8% em relação ao ano anterior. Em relação à questão laboral, foram enviados 301.000 trabalhadores de várias categorias para o exterior, com 623.000 trabalhadores registrados no exterior no final de dezembro de 2020. A cooperação em IED da China em 2020 pode ser resumida nos seguintes pontos, segundo Gao Feng: Avanço contínuo nos investimentos dos países ao longo da "The Belt and Road" (Iniciativa Cinturão e Rota). Em 2020, as empresas da China investiram US$17,79 bilhões (R$ 95,54 bilhões) em investimentos diretos não financeiros em 58 países ao longo da "Belt and Road", um aumento de 18,3%, representando 16,2% do montante total no mesmo período. Aumento dos fluxos de investimento para serviços de locação e negócios, comércio atacadista e varejista, pesquisa científica, serviços técnicos profissionais, produção e fornecimento de eletricidade. O investimento de empresas locais participando ativamente no IED. As empresas locais fizeram um investimento direto externo não financeiro de US$ 80,75 bilhões (R$ 433,68 bilhões), 16,4% a mais do que no mesmo período, representando 73,3% do total do IED no mesmo período. Entre eles, o IED da região leste aumentou 21,8% anual; Guangdong, Xangai e Zhejiang ficaram entre os três primeiros colocados. 80% dos projetos de contratação estrangeira recentemente assinados estão concentrados no setor de infraestrutura. Em 2020, as empresas chinesas aceitaram mais de 5.500 projetos de infraestrutura no exterior, com um valor cumulativo de novos contratos de mais de US$ 200 bilhões (R$ 1,07 trilhões), representando 80% do valor total do contrato naquele ano. Entre eles, o valor contratual dos projetos de construção em geral e de Hidrelétricas, barreiras de controle de inundação, cresceu rapidamente em 37,9% e 17,9%, respectivamente, em relação ao ano anterior. Fonte: People’s Daily; Beijing Daily
6 de janeiro de 2021
Em 5 de janeiro, o Banco Mundial divulgou seu relatório “Global Economic Prospects” da edição de janeiro de 2021. No relatório, o Banco disse que a economia global deverá crescer 4% em 2021, assumindo que a vacina contra o covid-19 seja amplamente distribuída no 1 ano. No entanto, se os líderes políticos não tomarem medidas decisivas para conter a propagação da epidemia e implementar reformas de incentivos do investimento, a recuperação econômica será lenta e fraca. O Banco prevê que o crescimento econômico da China subirá para 7,9% em 2021. De acordo com o relatório, mesmo que a economia global volte a crescer após ter diminuído 4,3% em 2020, a pandemia matou e adoeceu um grande número de pessoas, empurrando milhões para a pobreza, prejudicando a atividade econômica e o crescimento da renda no longo prazo. O foco principal da política a curto prazo é conter a propagação da epidemia e garantir a rápida e ampla implantação da vacina. Para apoiar a recuperação econômica, as autoridades também precisam promover um ciclo de reinvestimento visando alcançar um crescimento sustentável que seja menos dependente da dívida governamental. O presidente do Banco Mundial, David Malpass, observou que enquanto a economia global parecia ter entrado em uma lenta recuperação, os líderes políticos enfrentam sérios desafios em muitas áreas, incluindo saúde pública, gestão da dívida, políticas orçamentárias, bancos centrais, reformas estruturais, entre outras áreas, lutando para garantir que a frágil recuperação global ganhe ímpeto e estabeleça as bases para um forte crescimento futuro. Para superar o impacto da pandemia e suportar adversidades ao investimento, é necessário um grande impulso para melhorar o ambiente de negócios, aumentar a flexibilidade do mercado de trabalho e de produtos, e fortalecer a transparência e a governança. Estima-se que o colapso da atividade econômica global em 2020 seja ligeiramente menos severo do que o previsto anteriormente, principalmente devido a uma contração menor nas economias desenvolvidas e a uma recuperação mais forte da China. Em contraste, a atividade econômica na maioria dos mercados emergentes e economias em desenvolvimento tem sido mais afetado do que o esperado. No relatório, o Banco Mundial prevê que o crescimento econômico anual na região da Ásia-Pacífico atinja 7,4%, a ser liderado principalmente por uma recuperação da China. O Banco prevê que o crescimento econômico da China subirá para 7,9% em 2021, refletindo uma liberação mais ascendente do que o esperado da demanda reprimida e a recuperação da produção e das exportações. Como resultado do rápido crescimento da China, o PIB total nas economias emergentes e em desenvolvimento deverá crescer 5% em 2021, após uma contração de 2,6% em 2020. Nos países desenvolvidos, após o aumento no terceiro trimestre de 2020 das taxas de infecção, a economia se estagnou, apesar de ter dado indícios de crescimento, indicando uma recuperação lenta e com muitos desafios. Nos Estados Unidos, o PIB deve crescer 3,5% em 2021, após uma contração estimada de 3,6% em 2020. Na Zona de Euro, a produção deverá crescer 3,6% este ano, após um declínio de 7,4% em 2020. No Japão, a atividade econômica contraíram-se 5,3% no ano passado e prevê-se um crescimento de 2,5% em 2021. Fonte: 21 caijing
18 de dezembro de 2020
A Conferência Central de Trabalho Econômico foi realizada em Pequim entre 16 e 18 de dezembro. A Conferência observou que, após cinco anos de trabalho contínuo, a China fez novas conquistas históricas no desenvolvimento econômico e social, e os principais objetivos e tarefas do 13° Plano Quinquenal foram concluídos. A Conferência enfatizou que 2021 tem importância especial no processo de modernização e construção na China. A 21caijing organizou os principais elementos da conferência nos últimos três anos e concluiu seguintes mudanças da China no ano de 2020: A base da recuperação econômica ainda não está consistente, necessitando manter a economia operando dentro de uma faixa razoável As estatísticas base da economia da China ainda estão baixas devido ao choque da pandemia e a estimativa do crescimento econômico de cerca de 8% em 2021 está baseado em números cardinais baixos. A taxa de crescimento de 8% não estaria consistente, pois alguns economistas estimam a taxa de crescimento econômico potencial da China em torno de 5,5% em 2021-2025. No próximo ano, a situação econômica mundial ainda é grave e complexa, a recuperação é instável e desequilibrada, e os vários tipos de riscos derivados do impacto da pandemia não devem ser ignorados. As políticas macro da China devem manter continuidade e não devem ser feito curvas bruscas na posição política No processo de integração da prevenção e controle da pandemia com o desenvolvimento econômico e social, a economia chinesa se recuperou constantemente: o PIB anual caiu 6,8% no primeiro trimestre, cresceu 3,2% no segundo trimestre e 4,9% no terceiro trimestre. Após a recuperação do crescimento macroeconômico, os participantes do mercado também estão preocupados e discutindo a saída das políticas convencionais. Esta conferência apontou que as macro políticas devem manter continuidade, estabilidade e consistência no próximo ano. Devemos continuar a implementar uma política fiscal ativa e uma política monetária prudente, manter o apoio necessário para a recuperação econômica e operar a política de forma mais precisa e eficaz, sem reviravoltas bruscas, e assegurar o tempo e a eficácia das políticas. Contra um cenário de recuperação econômica inconsistente, a macro política não se contrairá e permanecerá em um certo nível. Necessidade de maior consistência na política fiscal Na conferência foi apontado que a política fiscal deve ser qualitativamente mais eficaz e consistente, os gastos devem ser moderados, a segurança financeira precisa ser aumentada para as principais atividades nacionais, tomar a iniciativa de promover a inovação científica e tecnológica, acelerar a reestruturação econômica e regular a distribuição de renda, solucionar o risco de dívidas implícitas dos governos locais, e os órgãos públicos devem compilar os orçamentos. Manter a política monetária estável, flexível, racional e em nível moderado. Foram propostos que uma política monetária estável deve ser flexível e precisa, racional e moderada. Racional e moderado significa o nível de liquidez do mercado, e precisa implicar nas inovações e reformas da política monetária que impactam diretamente em economias físicas. Recentemente, Liu Guoqiang, vice-diretor do Banco Central da China, apontou que o próximo passo é melhorar as estratégias sazonais da política monetária no nível macro; e melhorar o sistema de ferramentas estruturais da política monetária no nível micro. Por exemplo, para áreas-chave e elos fracos da economia nacional que precisam de apoio a longo prazo, devemos aumentar ainda mais os investimentos, explorar e estabelecer um mecanismo de longo prazo que alcance diretamente a economia física e fluir o canal de transmissão de liquidez do sistema financeiro para a economia física. Estabilizar a alavancagem da macro economia e combater todos os tipos de negligência de dívidas. Um relatório divulgado pelo Laboratório Nacional de Finanças e Desenvolvimento mostra que a taxa de alavancagem da macroeconomia aumentou em 27,7% nos três primeiros trimestres de 2020, passando de 245,4% no final de 2019 para 270,1%. A taxa de alavancagem aumentou em todos os setores, com as taxas de alavancagem dos setores corporativo, residencial e governamental aumentando em 12,7%, 8,4% e 6,5%, respectivamente. Foi apontado que devem ser mantidas a escala da oferta de dinheiro e de financiamento social para corresponder à taxa nominal de crescimento econômico, e a taxa de alavancagem macroeconômica deve ser mantida relativamente estável. Em termos de riscos financeiros, a reunião mencionou especificamente a resolução de dívidas ocultas e a negligência de dívidas. Deixou claro que o sistema jurídico do mercado obrigacionista deve ser melhorado e que todos os tipos de negligência de dívidas devem ser combatidos. Continuar a combater a especulação imobiliária e resolver os problemas de moradia nas grandes cidades A conferência propôs que a moradia está relacionada com o bem-estar das pessoas. Foi estipulado a necessidade de definir que as casas sejam para morar - e não para especular - pois, muitas pessoas compram residências para deixar parada e vender ou alugar no futuro quando o mercado oferecer preços mais altos. Foi determinado que seja promovido o desenvolvimento estável e saudável do mercado imobiliário, levando em conta as condições locais e adotando múltiplas medidas. Considerando as expectativas e estimativas relativamente fortes da ascensão do mercado imobiliário em algumas cidades, existe a possibilidade de apertar a regulamentação de algumas cidades a fim de manter a estabilidade do mercado imobiliário. Fortalecer o antimonopólio e prevenir a expansão desordenada do capitalismo O antitruste tecnológico já é um fenômeno global, com gigantes tecnológicos formando monopólios que podem cobrar preços mais altos através da influência em detrimento dos consumidores. Essas empresas privadas controlam o comércio eletrônico, conteúdo e comunicações, ingerindo os lucros de outras indústrias e reduzindo a concorrência, sufocando a inovação. A China precisa de inovações tecnológicas, porém não é aceito inovação desordenada ou mesmo arbitragem regulatória. Propuseram que o Estado deveria apoiar o desenvolvimento inovador das empresas, aumentar a competitividade internacional e apoiar o desenvolvimento conjunto das economias públicas e privadas, enquanto regulamenta o desenvolvimento e melhora as leis digitais. Devem ser melhoradas as normas legais para determinação de monopólio, coleta de dados e gestão de uso e proteção dos direitos do consumidor para as empresas. As regulamentações devem ser reforçadas, a capacidade regulatória deve ser aumentada e as práticas monopolísticas e desleais de concorrência devem ser firmemente combatidas. A inovação financeira deve ser realizada sob a premissa de uma regulamentação prudencial. Ajustar a reforma de demanda e sua gestão Propuseram que a linha principal da reforma estrutural da oferta deveria ser fortemente controlada, com ênfase na gestão do lado da demanda, fluir os pontos de bloqueios, consertando deficiências, interligando a produção, distribuição, circulação e vendas, formando um nível mais alto de equilíbrio dinâmico no qual a demanda puxa a oferta e a oferta cria a demanda, melhorando a eficácia geral do sistema econômico nacional. Implantação de oito tarefas para o próximo ano O próximo ano será o início do 14º Plano Quinquenal e, embora a conferência tenha se concentrado no trabalho econômico de curto prazo, também deu atenção às questões de longo prazo, com foco na construção de um novo padrão de desenvolvimento econômico. A conferência propôs oito tarefas em torno deste objetivo estratégico, a quantidade de tarefas é a maior em três anos, incluindo o fortalecimento das forças científicas e tecnológicas nacionais, o aumento da capacidade de controle independente da cadeia de fornecimento industrial, expansão da demanda doméstica e a solução dos problemas agrícolas em semente e da terra fértil. Fonte: 21 caijing
16 de dezembro de 2020
Dados divulgados pelo National Bureau of Statistics (NBS) em 15 de dezembro mostraram que o valor agregado real das indústrias acima da escala nacional (limiar estabelecido pelo governo, entende-se como uma empresa de médio ou grande porte) cresceu 7% em novembro, 0,1 ponto percentual a mais do que em outubro e o maior desde maio de 2019. A taxa de desemprego caiu pelo quarto mês consecutivo, marcando a recuperação das atividades industriais. O desempenho excedeu ligeiramente as expectativas do mercado. Uma pesquisa recente com 15 instituições nacionais e internacionais realizada pela Caixin Media mostrou que a previsão média e mediana do crescimento do valor agregado industrial dos economistas para o novembro foram ambos de 6,9%, com uma faixa de previsão inferior e superior de 6,4% a 7,5%. Olhando para os dados econômicos de outubro e novembro, o crescimento econômico está basicamente em cerca de 7% para o quarto trimestre e espera-se que a taxa de crescimento anual exceda 2% para o ano de 2020 (a China crescia por volta de 7% a 6% nos últimos 5 anos). Analisando as expectativas para o crescimento econômico em 2021, muitas instituições esperam que fique em torno de 9%, com expectativas mais conservadoras em torno de 7,5%. Entretanto, com a incerteza externa ainda elevada, aumento mais rápido da alavancagem geral a partir das políticas mais flexíveis deste ano e pressões da dívida interna, a economia da China continua sob pressão. Setor de serviço também se recupera diante da pandemia O índice nacional de produção de serviços aumentou 8% em relação ao ano anterior, aumento de 0,6 ponto percentual em relação a outubro. Dados do comércio exterior da China supera as expectativas Os dados de exportação em novembro superaram muito as expectativas externas. A taxa de crescimento das exportações está crescendo constantemente desde que se tornou positiva em junho. Com base no crescimento de 11,4% em outubro, a taxa de crescimento das exportações da China em termos de dólar aumentou ainda mais para 21,1% em novembro. Isto está relacionado com a ressurgência da pandemia no exterior, o que provocou a demanda de materiais relacionados à prevenção e controle da pandemia e à "Home-Bound Economy". Além disso, a China também assumiu a transferência de ordens de produção de alguns dos países que teve a atividade industrial pausada. Fonte: caixin.com; 21caijing