23 de janeiro de 2025
O setor de comércio eletrônico na China iniciou 2025 com o lançamento do Festival de Produtos para o Ano Novo Chinês, um dos principais eventos de marketing e vendas antes da celebração do Ano Novo Lunar. Mais do que uma oportunidade para descontos e promoções, o festival se consolidou como uma plataforma que combina tradição, inovação e apelo emocional para atrair consumidores. Com consumidores cada vez mais exigentes e seletivos, estratégias tradicionais de guerra de preços e grandes pacotes promocionais já não bastam. No Festival de Produtos para o Ano Novo Chinês, o objetivo principal é atender à demanda emocional, associando os produtos ao simbolismo e à cerimônia da data. Dados da JD.com mostram que, durante o festival, as vendas de caixas de presentes aumentaram 5,5 vezes em relação ao ano anterior. Entre os itens mais populares estão caixas de nozes, doces, biscoitos e produtos gourmet. A tendência de "pacotes maiores com porções menores" reflete a preferência por diversidade e experiências compartilhadas, como exemplificado nas caixas de lanches picantes da Yankershop e nos conjuntos de nozes da Bestore. Mudanças no consumo jovem Os jovens desempenham um papel central na reformulação das tradições de consumo do Ano Novo Chinês. Produtos de cuidado pessoal, como itens de cabelo e maquiagem, ganharam destaque nas transmissões ao vivo de influenciadores como Li Jiaqi, com vendas de produtos de beleza ultrapassando 110 mil unidades. A alimentação também reflete essas mudanças: sabores criativos e incomuns, como macarrão instantâneo com sabor de salsinha ou pastéis de pimenta vermelha, atraem a geração pós-2000, enquanto bebidas tradicionais como o baijiu estão sendo reinventadas em coquetéis modernos. Moda e edição limitada O traje vermelho, símbolo de prosperidade, continua sendo uma tradição importante. Durante o festival, as buscas por roupas temáticas de Ano Novo aumentaram 180%, com itens como casacos de lã, pijamas de seda e acessórios temáticos do Ano da Serpente liderando as vendas. Grandes marcas internacionais, como Moncler e Victoria’s Secret, lançaram edições limitadas exclusivas para atender à demanda. Inovações no comércio eletrônico Além dos produtos físicos, as plataformas investem em novas formas de interação para envolver os consumidores. A funcionalidade de "dar presentes", relançada por plataformas como WeChat, Taobao e Douyin, permite que usuários enviem itens diretamente para amigos e familiares. Essas iniciativas promovem a conexão social e expandem os cenários de consumo, aumentando as vendas e o engajamento. Cartões de cupons para armazenamento de produtos também têm ganhado popularidade. Consumidores podem comprar itens sazonais, como carne de ovelha ou frutos do mar, e utilizá-los ao longo do ano, maximizando descontos e otimizando o consumo. Cultura e conexão emocional Para as marcas, o festival é uma oportunidade de transformar produtos em símbolos de tradição e emoção. Ao alinhar estratégias de marketing com a cultura e o senso de cerimônia, o comércio eletrônico consegue capturar a atenção de um público exigente e emocionalmente envolvido. O Festival de Produtos para o Ano Novo Chinês é mais do que uma vitrine de bens de consumo; ele representa o esforço das plataformas e marcas em preservar e modernizar tradições, conectando o valor comercial ao emocional em um dos momentos mais importantes do calendário chinês. Fonte: 36kr.com
14 de julho de 2022
Nesta quarta-feira (13), a Fortune China publicou a última lista sobre as 500 empresas chinesas mais apreciadas de 2022. No ranking desse ano, mais de 30% das empresas são da indústria manufatureira. A lista mede as maiores empresas chinesas listadas por receita a cada ano. A receita total de todas as 500 empresas no ano passado foi de 62 trilhões de yuans, uma taxa mais forte em comparação com a taxa média de crescimento de 17,4% das 500 empresas listadas. O lucro líquido atingiu 4,7 trilhões de yuans, cerca de 9,2% mais do que no ano passado. Entre eles, duas empresas privadas, JD.com e Alibaba, melhoraram suas classificações. A Jd.com ficou entre os Top 10 da lista da FORTUNE China 500, subindo 4 posições para para a 7 ª posição. Já a Alibaba ficou em 11 º lugar. Os Top 10 da lista são Sinopec, CNPC, China State Construction, Ping An Insurance (Group), China Railway Group, CRCC, JD.com, ICBC, China Life and China Mobil. Um total de 49 empresas novas e realistadas este ano. A Didi entrou na lista pela primeira vez e ficou em 75º lugar com uma receita bruta de 173.800 milhões de yuans. O NIO e a Li Auto Inc. estrearam no ranking pela primeira vez no setor de nova energia, em 344º e 427º, respectivamente. Em termos de rentabilidade, as 10 empresas mais lucrativas da lista, além de seis bancos comerciais e companhias de seguros, a Tencent Holdings Limited ocupa o 4º lugar na lista de lucros, com um lucro líquido de origem de 224,8 bilhões de yuans. Em termos de perdas, um total de 49 empresas listadas não conseguiram obter lucros, com perdas totais de cerca de 463 bilhões de yuans. Com base nos números de perda mostrados nos relatórios financeiros de cada empresa, as top 3 com mais perda de rentabilidade é a Kwai, Didi e Suning, com perdas de 78 bilhões de yuans, 49,3 bilhões de yuans e 32,2 bilhões de yuans, respectivamente. Indústrias manufatureira ocupa mais de 30% da lista da Fortune China 500 Do ponto de vista da indústria, entre as 500 maiores empresas da China, a indústria de metais tem um total de 60 empresas na lista, o que representa o maior número de empresas na lista deste ano. O segundo setor com maior número de empresas na lista é o financeiro, que passou de quatro para cinco neste ano. Entre eles, a Guosen Securities voltou à lista depois de cair nem 2018. E as instituições financeiras estabelecidas de Shenzhen, como Ping An Insurance (Group), CMB, CITIC Securities e CCM, ainda estão presentes na lista deste ano. O setor mais movimentado foi o imobiliário, que caiu de nove para seis. Além disso, a receita bruta das empresas listadas caiu quase 40% em comparação com o ano passado. Isso tem a ver com o fato de o setor imobiliário chinês entrar em um ciclo descendente devido às políticas regulatórias. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: IThome; 21st Century Business Herald
4 de maio de 2021
A JD Logistics avançou ainda mais o IPO segundo notícias da noite do dia 2 de maio. De acordo com as informações, JD Logistics foi aprovada na audiência da Bolsa de Valores de Hong Kong. De acordo com dados divulgados, a JD Logistics teve uma receita de US$ 5,84 bilhões em 2018, US$ 7,68 bilhões em 2019 e US$ 11,3 bilhões em 2020. Houve um crescimento de 47,2% em 2020 em relação a 2019. A cadeia de suprimentos integrada é O principal fator da receita de JD Logistics, em 2020. A receita da cadeia de suprimentos integrada representava 75,8% da receita total da JD. Ao mesmo tempo, em 2020 JD Logistics fornece serviços para mais de 190 mil clientes corporativos, incluindo vestuário, eletrodomésticos, móveis, aparelhos eletrônicos, veículos, alimentos frescos entre outros. Entre eles, o número de clientes da cadeia de abastecimento integrada chegou a 52.700, crescendo 62% em relação a 2018. De acordo com o levantamento feito pela China Insights Consultancy, JD Logistics atualmente é a maior provedora de serviços de logística da cadeia de abastecimento integrada Dados mostram que a infraestrutura e a rede corporativa global da JD Logistics ainda estão em expansão, sendo que no dia 31 de dezembro de 2020, a empresa operava mais de 900 armazéns, com cerca de 21 milhões de metros quadrados no total. Seus serviços englobam praticamente todo o território chinês, e chegando a mais de 220 países no mundo todo. Os investimentos da JD Logistics em tecnologia continuaram a todo vapor. De 2018 até 2020, a empresa investiu cerca de US$ 817 milhões em tecnologia. No final de 2020, já são 32 armazéns totalmente automatizados, chamados de “JD Asia No 1”, em funcionamento, criados pela JD Logistics. No fim da audiência, a JD se pronunciou para esclarecer ainda mais o propósito dos fundos de investimento recebidos, e informou que nos próximos 12 a 36 meses, esses fundos serão usados para melhorar e expandir as suas seis redes de logística; desenvolver e fornecer soluções de cadeia de abastecimento, incluindo tecnologia de automação, análise de dados e algoritmo e outras tecnologias avançadas; e ampliar a gestão integrada de cadeia de abastecimento, mantendo os clientes antigos e atraindo clientes novos. Fonte: 21st Century Business Herald
26 de novembro de 2020
A fornecedora de serviços de cadeia de suprimentos e logística JD Logistics está se preparando para uma oferta pública inicial (IPO) no próximo ano com uma avaliação estimada de de US$ 40 bilhões (R$ 216 bilhões), de acordo com a Reuter’s International Financing Review (IFR). A JD Logistics não comentou o assunto até o momento. Assim que o IPO for confirmado, a unidade de logística da JD.com se tornará a terceira subsidiária da JD a estar pronta para negociação no mercado público este ano, seguindo o braço de saúde online JD Health e o setor de fintech JD Digits. A JD Health foi aprovada na audiência de listagem de Hong Kong em 15 de novembro, enquanto a JD Digits submeteu seu prospecto ao STAR Market em Xangai. Além disso, o varejista online fez uma listagem secundária em 18 de junho, em Hong Kong, dando início ao grande plano de IPO da empresa. Como parte dos quatro negócios da subsidiária unicórnio da JD.com, a unidade de correio operou mais de 800 armazéns no último trimestre encerrado em 30 de setembro, cobrindo uma área bruta total de cerca de 20 milhões de metros quadrados, de acordo com o relatório financeiro não auditado da JD do terceiro trimestre de 2020. A unidade, juntamente com outros serviços, gerou US$ 1,5 bilhão em receita nos últimos três meses, representando cerca de 5,8% da receita geral da gigante do comércio eletrônico no último trimestre. Em dezembro de 2019, a Reuters relatou que a JD Logistics havia realizado discussões iniciais sobre um potencial IPO no exterior que poderia levantar aproximadamente US$ 8 bilhões a US$ 10 bilhões (R$ 43,2 bilhões a R$ 54 bilhões), citando duas pessoas com conhecimento direto do assunto. A última rodada de financiamento da JD Logistics ocorreu em fevereiro de 2018, levantando US$ 2,5 bilhões (R$ 13,5 bilhões) e apoiado por investidores como Hillhouse Capital, Sequoia China, China Merchants Group, Tencent e China Life Insurance. Após a última rodada de financiamento, a JD Logistics atingiu uma avaliação de aproximadamente US$13,5 bilhões (R$ 72,9 bilhões), com o JD Group detendo 81,4% das ações da unidade. Fonte: Pandaily
12 de novembro de 2020
O faturamento acumulado da Tmall excedeu 498,2 bilhões de yuans (R$ 405,30 bilhões) e o de Jingdong (JD) excedeu 271,5 bilhões de yuans (R$ 220,87 bilhões) em volumes de vendas no festival de compras online Double Eleven. A província de Guangdong ficou em primeiro lugar em poder de compra. É o quinto ano da província em 1° lugar da lista no evento de 11/11. Os dados mostram que das 00:00 horas do dia 1 ao dia 11 de novembro, excluindo Hong Kong, Macau e Taiwan, as dez primeiras províncias e regiões autônomas em termos de valor de compra foram Guangdong, Zhejiang, Jiangsu, Shanghai, Shandong, Beijing, Henan, Sichuan, Fujian e Hubei. As dez principais cidades em termos de valor de compra são Shanghai, Beijing, Hangzhou, Shenzhen, Guangzhou, Chengdu, Chongqing, Suzhou, Nanjing e Wuhan. O evento deste ano foi mais longo do que os anteriores. Além do pico de compras em 11 de novembro, foram registrados grandes volumes de pedidos do dia 1 a 3 de novembro. Até as 00:30 do dia 11 de novembro, foram registrados 372,3 bilhões de yuans (R$ 302,88) em vendas. As marcas com mais de 100 milhões de yuans de faturamento totalizam mais de 300 unidades. Chegando aos 24:00 do dia 11 de novembro, a Tmall concluiu com 498,2 bilhões de yuans (R$ 405,30 bilhões) em volumes de venda, as marcas com mais de 100 milhões de yuans de faturamento totalizaram mais de 450 unidades. O pico de velocidade em pedidos foi de 583 mil pedidos por segundo. No começo foram 260 mil encomendas chegando a 2,25 bilhões de pedidos no final do evento, um aumento de cerca 9000 vezes. Dados de múltiplas plataformas de comércio eletrônico mostram a principal força de consumo são jovens abaixo de 25 anos. Dados de Alibaba mostram que o crescimento mais rápido do consumo per capita nas plataformas Tmall e Taobao é deste grupo, com crescimento anual do consumo per capita de 30% no período de 2016 a 2018. Fonte: 21caijing Fonte da Foto: Jing Dong (JD)
13 de agosto de 2020
Durante a pandemia, uma nova forma de emprego flexível chamada “compartilhamento de funcionários” surgiu na China. Empresas da “nova economia”, incluindo Alibaba, JD.com e Suning, lançaram o programa de “compartilhamento de funcionários” para promover empregos flexíveis. Vários departamentos na China, incluindo o Ministério de Recursos Humanos e Segurança Social, anunciaram recentemente que o número de funcionários flexíveis, incluindo “funcionários compartilhados”, atingiu mais de 200 milhões na China, aliviando enormemente a pressão da “falta de mão de obra”. O “compartilhamento de funcionários” agora se espalhou das empresas da nova economia para a indústria de manufatura tradicional. Cidades como Shenzhen, Dongguan, Zhongshan, Hefei, Hangzhou e Qingdao introduziram políticas de “compartilhamento de funcionários” para a indústria de manufatura, com total apoio, durante a pandemia. Por exemplo, de acordo com o The 21st Century Business Herald, em Dongguan, uma das principais cidades de manufatura da China, um soldador de uma empresa que vende artigos esportivos se tornou um instalador de uma empresa de equipamentos, por meio da política de “funcionários compartilhados”. Além do salário de 5500 a 6000 yuans por mês (de R$ 4.334,18 a R$ 4.730,79 por mês), que é próximo ao da empresa original, ele também pode receber um subsídio de até 800 yuans (R$ 631,05) do governo de Dongguan. A relação de trabalho ainda é com a empresa de origem, que é responsável por outros benefícios como seguro e auxílio-moradia. Em julho, um total de 288 empresas em Dongguan foram abertas para “funcionários compartilhados” e um total de 13 mil foram recrutados. Este modelo foi usado pela primeira vez pelo Supermercado Hema da Alibaba, e no dia 17 de março, a reunião do Conselho de Estado da China propôs apoiar o desenvolvimento de empregos compartilhados e mercados de trabalho, para fornecer aos funcionários flexíveis serviços online com oportunidades de emprego e seguro social. De acordo com o Reitor Executivo do Instituto de Economia Digital da Universidade de Economia e Direito de Zhongnan, o “compartilhamento de funcionários” não é apenas uma inovação para ajudar empresas a empregar com precisão, e estabilizar o emprego nesse período especial, mas também uma exploração benéfica de recursos humanos em um novo ambiente de negócios. Ao fornecer empregos temporários, o “compartilhamento de funcionários” pode absorver, rapidamente, recursos humanos experientes que têm tempo extra. Fonte: The 21st Century Business Herald
19 de junho de 2020
A JD.com, um dos maiores varejistas da China, abriu capital nesta quinta-feira (18) na bolsa de Hong Kong e levantou 29,77 bilhões de dólares de HK (cerca de US$ 3,9 bilhões), em uma oferta pública secundária. O preço das ações da empresa subiram 5,7% depois da abertura. O valor de mercado da JD.com chegou a 738,5 bilhões de dólares HK no primeiro dia de negociação. De acordo com uma declaração do diretor executivo de varejo da JD, Xu Lei, publicada pela agência de notícias Xinhua, a empresa está otimista com a retomada da economia chinesa. "Chegamos a Hong Kong não apenas porque queremos compartilhar nossa promessa e desenvolvimento com mais clientes ... mas porque temos confiança absoluta na China e no futuro da economia da China", disse. O IPO na bolsa de Hong Kong é secundário, pois a empresa já era listada na Nasdaq, em Nova York, desde 2014. Segundo informações da Xinhua, nos últimos seis anos, o lucro líquido anual da JD aumentou de 69,34 bilhões de yuans (cerca de US$ 9,8 bilhões ) para 576,9 bilhões de yuans. Já o número de usuários ativos anuais aumentou de 47 milhões para 387 milhões. No mesmo período, a área de armazenamento da companhia cresceu de 1,3 milhão de metros quadrados para 17 milhões de metros quadrados. O número de funcionários subiu de 33 mil para mais de 220 mil pessoas. Também na quinta-feira a empresa comemorou a data de fundação com um grande festival de compras, o "618". Junho é o mês anual de comemoração do gigante chinês de e-commerce JD.com, sendo 18 de junho (618) o dia em que o JD.com atinge a maior escala de promoção de vendas. De 1 A 18 de junho, a empresa promoveu grandes descontos em sua plataforma de compras, gerando 269,2 bilhões de yuans, um aumento de 26,6% ano a ano, de acordo um relatório da empresa. As vendas foram promovidas de diversas formas e já começaram desde o início do mês. O festival faz uso de grandes descontos, vídeos curtos, live streaming, celebridades e influenciadores, programas e até galas na televisão. Leia também: Festival de compras online “618” estimula consumo na China Fonte: Xinhua News Agency