1 de junho de 2026
A China iniciou a operação do primeiro centro de dados submarino do mundo alimentado diretamente por energia eólica offshore, em mais um movimento para ampliar a infraestrutura necessária ao avanço da inteligência artificial. O projeto entrou em operação em maio na região de Lingang, em Xangai. Construído por uma subsidiária da China Communications Construction Company (CCCC), o centro de dados foi instalado a cerca de 10 quilômetros da costa e terá capacidade de 24 megawatts. A principal inovação está na conexão direta com parques eólicos marítimos. A energia gerada no mar abastece os módulos de processamento submersos por meio de cabos submarinos que transportam eletricidade e dados, sem passar pela rede convencional de distribuição. O sistema também utiliza a água do mar para resfriar os equipamentos. Segundo os responsáveis pelo projeto, a tecnologia reduz o consumo de energia em 22,8%, elimina o uso de água doce e diminui em mais de 90% a ocupação de áreas terrestres em comparação com centros de dados convencionais. O lançamento ocorre em meio ao aumento da demanda computacional impulsionada pela inteligência artificial. Xangai concentra empresas de setores como grandes modelos de linguagem, direção autônoma, biotecnologia e tecnologia financeira, que exigem grande capacidade de processamento e baixa latência. Especialistas apontam que a iniciativa busca enfrentar um dos principais desafios da era da IA: o elevado consumo energético dos data centers. Segundo Li Zhen, professor da Universidade Tsinghua, cerca de um terço da eletricidade utilizada por centros de dados tradicionais é destinada apenas ao resfriamento dos equipamentos. De acordo com o pesquisador, a adoção de estruturas submarinas em larga escala poderia reduzir significativamente esse consumo e diminuir as emissões associadas à geração de energia. A combinação entre energia renovável offshore e resfriamento por água do mar tem ganhado atenção como alternativa para regiões costeiras que enfrentam limitações de espaço, eletricidade e recursos hídricos. Para a China, o projeto funciona como um teste para uma nova geração de infraestrutura voltada à inteligência artificial. Fonte: China Daily
24 de novembro de 2025
A Administração Nacional de Energia da China informou, em 24 de novembro, os dados da indústria elétrica referentes ao período de janeiro a outubro. O órgão registrou que a capacidade instalada nacional atingiu 3,75 bilhões de kW no final de outubro, alta de 17,3% em relação ao ano anterior. Segundo o levantamento, a capacidade instalada de geração solar chegou a 1,14 bilhão de kW, avanço anual de 43,8%. A energia eólica somou 590 milhões de kW, aumento de 21,4% no mesmo intervalo. De janeiro a outubro, os equipamentos de geração funcionaram, em média, 2.619 horas, queda de 260 horas ante igual período do ano passado. Fonte: news.southcn
24 de novembro de 2025
A China energizou em 21 de novembro a linha de transmissão Huálai, de 330 kV, que fornece energia de comissionamento ao primeiro projeto mundial de armazenamento de ar comprimido de 300 MW em caverna artificial. A operação marca o início da primeira fase do projeto de transmissão e transformação de 750 kV de Yumen, na província de Gansu, que encerra o ciclo de obras do 14º Plano Quinquenal nessa faixa de tensão. A usina de 300 MW em Yumen integra o sistema de transmissão de 750 kV e adota, pela primeira vez, uma caverna artificial para armazenar ar comprimido. A estrutura tem cerca de 200 mil metros cúbicos e suporta pressão máxima de 18 MPa. No carregamento, o sistema armazena energia por até oito horas com potência de 312 MW. Na descarga, opera por seis horas com potência estável de 300 MW. O método de armazenamento de ar comprimido difere das baterias eletroquímicas. Em períodos de sobra de energia, os compressores transformam eletricidade excedente em energia interna na forma de ar comprimido e direcionam esse ar para a caverna, enquanto capturam o calor da compressão. Depois, em horários de pico, as turbinas utilizam o ar comprimido e o calor acumulado para gerar eletricidade e devolvê-la à rede. A tecnologia amplia a capacidade de integração de fontes renováveis e reforça a segurança do fornecimento. A previsão é que a usina entre em operação comercial no final de dezembro. Com isso, Yumen deverá ampliar o acoplamento entre armazenamento e geração solar e eólica na região de Hexi, aumentar a absorção de energia renovável, estabilizar a tensão da rede e elevar a capacidade de fornecimento em Gansu. O projeto também servirá de referência para o avanço de novos modelos de sistema elétrico na China. Fonte: gmw
21 de outubro de 2025
A China concluiu, nesta terça-feira (21), a construção do primeiro centro de dados subaquático do mundo movido a energia eólica. O projeto, localizado na Área Especial de Lin-gang, na Zona Piloto de Livre Comércio de Xangai, recebeu investimento de 1,6 bilhão de yuans (cerca de US$ 226 milhões) e tem capacidade total de 24 megawatts, segundo o comitê administrativo da região. O centro marca um avanço na integração entre infraestrutura de computação e energia renovável offshore. O projeto foi desenvolvido pela Shanghai Hicloud Technology e pelo Shenergy Group, em cooperação com a China Telecom , a INESA e a Third Harbor Engineering, da China Communications Construction Company. De acordo com o comitê de Lin-gang, o novo centro representa um modelo de desenvolvimento de baixo carbono para o setor de tecnologia da informação, com consumo local de energia eólica e alta eficiência energética. Segundo Su Yang, gerente-geral da Shanghai Hicloud Technology, o sistema subaquático utiliza mais de 95% de eletricidade proveniente de fontes renováveis e reduz o consumo de energia em 22,8%. O projeto elimina o uso de água e reduz em mais de 90% a necessidade de espaço terrestre, ao empregar a água do mar como sistema natural de resfriamento. Essa solução diminui o gasto energético com refrigeração, que chega a representar até metade do consumo de energia em data centers convencionais, para menos de 10%. O projeto será implementado em duas fases. A primeira, já finalizada, atinge um índice de e ficiência energética (PUE) inferior a 1,15, um patamar considerado avançado na indústria. A métrica PUE mede a relação entre a energia total consumida e a usada diretamente no processamento de dados, quanto menor o número, maior a eficiência. As metas do governo chinês para o setor, estabelecidas em 2024, determinam que até o fim de 2025 todos os grandes e mega data centers novos ou reformados operem com PUE abaixo de 1,25. Em hubs nacionais, o índice deve ser inferior a 1,2. Para Wu Xiaohua, secretário adjunto do comitê do Partido da Área Especial de Lin-gang, o projeto consolida a integração entre a economia digital, as novas energias e a economia marítima. Ele afirmou que a iniciativa reforça a meta de Xangai de se tornar um centro global de inovação científica e tecnológica. O avanço também se insere na estratégia de Xangai de expandir sua indústria de computação inteligente. Em março de 2025, o governo municipal anunciou planos para ampliar o setor de computação em nuvem inteligente para mais de 200 bilhões de yuans até 2027, com capacidade estimada de 200 EFLOPS. O plano inclui a instalação de novos clusters de computação em Lin-gang. O presidente do Shenergy Group, Huang Dinan, destacou que o Mar da China Oriental oferece condições favoráveis para a geração de energia eólica, com mais de 3.000 horas anuais de operação. Segundo ele, essa capacidade garante eletricidade estável e limpa para a cidade e seus setores produtivos. Huang afirmou que a integração entre energia eólica offshore e sistemas de computação submarina melhora o uso coordenado de recursos de geração, rede e carga, atendendo às exigências dos data centers por energia renovável. Durante a cerimônia de conclusão, as empresas envolvidas assinaram um acordo para desenvolver um novo projeto de centro de dados movido a energia eólica offshore, com capacidade de 500 megawatts. De acordo com Wang Shifeng, presidente da Third Harbor Engineering, a construção de centros de dados subaquáticos ainda está em fase inicial. Ele afirmou que o avanço em larga escala dependerá de progresso tecnológico e redução de custos operacionais. O novo projeto reforça a estratégia chinesa de construir uma rede nacional de computação de baixo carbono. Em 2022, o país lançou a iniciativa “Dados do Leste, Computação do Oeste”, que busca distribuir o processamento de dados entre as regiões mais desenvolvidas do leste e as áreas do interior, com menor custo energético e maior disponibilidade de espaço. Fonte: Xinhua
20 de outubro de 2025
Desde o início do 14º Plano Quinquenal, a China intensificou a expansão da energia solar e eólica, transformando desertos e planícies áridas em polos de geração elétrica. Em 2025, o país gera mais de 10 trilhões de kWh por ano, o equivalente a um terço da eletricidade mundial . Atualmente, um terço do consumo elétrico chinês vem de fontes renováveis. Nos desertos, 27 mil espelhos heliostáticos operam em conjunto e produzem energia capaz de substituir 560 mil toneladas de carvão por ano. Nos planaltos, turbinas eólicas de 93 metros produzem energia suficiente, em uma única rotação, para abastecer uma família por dois dias. Ao longo do rio Yangtzé, seis grandes hidrelétricas formam o maior corredor de energia limpa do mundo. Das nove principais bases de energia renovável planejadas no atual plano quinquenal, sete estão localizadas no oeste do país, onde antigas áreas áridas agora abrigam extensas usinas solares e eólicas. Se todos os painéis solares instalados nos últimos cinco anos fossem alinhados, cobririam a área de 530 mil campos de futebol. As novas pás eólicas, se enfileiradas, teriam extensão suficiente para uma viagem de ida e volta entre o extremo leste e o extremo oeste da China. A expansão das linhas de transmissão de ultra-alta tensão (UHV) ampliou a integração energética entre regiões. Desde 2020, foram construídas 19 novas linhas, que aumentaram em 70% o volume de energia limpa transmitida do oeste para o leste, atendendo 20% da demanda elétrica das áreas central e oriental. O país também incluiu, pela primeira vez, o armazenamento de energia de nova geração em um plano quinquenal. Tecnologias de gravidade e ar comprimido passaram a reforçar a rede durante picos de consumo, especialmente no verão. A China possui hoje a maior e mais completa cadeia industrial de energia renovável do mundo. A meta de atingir 20% de participação de fontes não fósseis no consumo total de energia, estabelecida pelo 14º Plano Quinquenal, foi alcançada dentro do prazo. Fonte: CCTV News
8 de outubro de 2025
A geração global de energia renovável ultrapassou a produção a partir do carvão nos primeiros seis meses de 2025, segundo análise da Ember, think tank internacional voltado à transição energética. O resultado coloca a energia limpa como principal fonte de eletricidade do mundo. Um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) indica que a capacidade instalada de energia renovável deve dobrar até 2030. De acordo com a Associated Press, a geração de energia solar aumentou 31% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2024, consolidando a energia solar como a maior nova fonte de eletricidade pelo terceiro ano consecutivo. A geração eólica cresceu 7,7%. Esses aumentos combinados superaram, pela primeira vez, a produção de eletricidade a partir de combustíveis fósseis. Atualmente, 58% da energia solar mundial provém de países de baixa e média renda, muitos dos quais se beneficiam de tecnologias chinesas e da queda nos custos globais. O relatório observa que a nova capacidade de energia renovável da China superou a do resto do mundo combinado, e a geração de energia a partir de combustíveis fósseis no país caiu 2% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Em contrapartida, países da Europa e dos Estados Unidos registram aumento na dependência de combustíveis fósseis. Desde janeiro, o governo americano adotou medidas que reduziram incentivos à energia limpa, suspenderam projetos eólicos e solares e flexibilizaram regras ambientais para permitir o aumento da geração a partir do carvão. O relatório da AIE projeta um aumento de 4.600 gigawatts na capacidade instalada global de energia renovável até 2030, equivalente à geração combinada da China, União Europeia e Japão. A expansão será liderada pela energia solar fotovoltaica, responsável por cerca de 80% da nova capacidade, seguida por energia eólica, hidrelétrica, bioenergia e geotérmica. O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que “um futuro de energia limpa não é mais uma promessa distante — ele já chegou”. Guterres pediu à comunidade internacional que "aproveite esta oportunidade histórica e acelere o progresso mundial em direção a um futuro melhor". Fonte: The Paper
10 de dezembro de 2024
A China alcançou um marco no setor de energia renovável ao conectar à rede o parque eólico mais alto do mundo, localizado em Basu, na cidade de Qamdo, região do Tibete. Com capacidade instalada de 100 mil kW, o projeto já acumulou uma produção de 22,42 milhões de kWh até as 8h do dia 10 de dezembro. Desde sua inauguração, em 31 de outubro, o parque eólico tem enfrentado condições desafiadoras, como altitudes extremamente elevadas e condições climáticas adversas. Apesar disso, o sistema demonstrou estabilidade na geração de energia, comprovando a confiabilidade das turbinas eólicas em ambientes extremos. O parque eólico de Basu, localizado em Qamdo, no Tibete, estabeleceu um novo recorde mundial ao operar com turbinas instaladas a uma altitude de 5.305 metros. Investido e construído por empresas como a Datang Tibet Energy Development, o projeto é composto por 20 turbinas eólicas individuais, cada uma com capacidade de 5 MW, totalizando uma geração adicional de 223 milhões de kWh de energia limpa por ano. Essa produção é suficiente para atender ao consumo anual de energia elétrica de cerca de 230.000 pessoas, destacando o impacto significativo do projeto na promoção de fontes renováveis de energia. Com um alto grau de automação, o parque exige uma equipe operacional de apenas 8 a 10 pessoas para monitorar e manter as 20 turbinas. “É como se fosse um ‘moinho de vento nas altitudes de 5.305 metros’, com pás de 95 metros de comprimento que, ao girar uma vez, geram 9,5 kWh de energia,” explicou Xu Qiduo, responsável pelo parque eólico da Datang. O parque eólico de Basu não só reforça a posição da China como líder em inovação no setor de energias renováveis, mas também demonstra a viabilidade de geração sustentável de energia em ambientes extremos, contribuindo para a transição energética global. Desafio nas alturas As altitudes extremamente elevadas, entre 3.500 e 5.500 metros, representam um desafio significativo para projetos de energia eólica devido às condições climáticas rigorosas e às demandas tecnológicas. No entanto, a abundância de ventos nessas regiões oferece oportunidades únicas para geração de energia limpa. Nos últimos anos, projetos inovadores no Tibete têm demonstrado a viabilidade de explorar esse potencial. Entre eles estão o projeto de energia eólica Zhegu, na região de Shannan, e o projeto solar e eólico integrado de 300.000 kW da China National Nuclear Corporation, em Xigaze, ambos operando com turbinas instaladas a mais de 5.100 metros de altitude. A região tibetana destaca-se por seus excepcionais recursos de energia limpa. De acordo com o Livro Branco “A Prática e as Conquistas Históricas da Nova Estratégia do Governo da China para o Governo Regional do Tibete”, publicado no ano passado, cerca de 90% da capacidade instalada de energia elétrica no Tibete provém de fontes limpas. Fonte: news.china.com.cn
29 de agosto de 2024
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que a modernização é uma busca comum da China e dos países africanos. “A China está disposta a trabalhar em conjunto com a África em uma nova jornada de modernização, reunindo forças para promover a modernização mundial e o desenvolvimento comum da humanidade”, disse. “A China e a África compartilham o desejo de uma vida melhor, a identificação com a cooperação e a busca pela modernização. Independentemente das mudanças nas circunstâncias internacionais, a China e a África sempre serão parceiros e companheiros na jornada em direção à modernização”, afirmou Lin Jian. Ele acrescentou que a cúpula do Fórum de Cooperação China-África de 2024 ocorrerá na próxima semana, onde os líderes de ambos os lados discutirão a cooperação e o futuro em torno do tema “Trabalhando juntos para promover a modernização e construir uma comunidade de destino de alto nível entre a China e a África”. Segundo Lin Jian, a China sempre apoiou a África na exploração de um caminho de desenvolvimento autônomo, focando nas áreas mais urgentes para a modernização da África. Ele afirmou que a China insiste na primazia da infraestrutura, ajudando muitos países africanos a construir suas primeiras rodovias, a primeira ponte sobre o mar e o primeiro parque industrial. O volume de comércio China-África alcançou um recorde histórico de US$ 282,1 bilhões em 2023, e até o final do ano passado, o estoque de investimento direto da China na África ultrapassou US$ 40 bilhões, criando mais de 1,1 milhão de empregos na África nos últimos três anos. Além disso, a China promove a inovação tecnológica, realizando pesquisas conjuntas em áreas como energia renovável , agricultura sustentável e sensoriamento remoto de recursos, e aprofundando a cooperação em satélites , economia digital e energia solar. A China também se concentra no bem-estar das pessoas, implementando projetos menores, mas significativos, como as oficinas Luban, “Mil Vilas Conectadas” e “Cinturão de Luz da África”. A China compartilha experiências de governança e redução da pobreza, ajudando a África a transformar sua vantagem populacional em recursos humanos, utilizando o bônus demográfico para alcançar a modernização. Lin Jian mencionou que, na reunião do Fórum de Think Tanks China-África, realizada em março deste ano, os acadêmicos de ambos os lados formaram o “Consenso de Dar es Salaam China-África”, enfatizando que a escolha do caminho de desenvolvimento deve se basear nas condições nacionais e nas características culturais locais, promovendo a multipolaridade do mundo e a globalização econômica inclusiva e equitativa, superando as contradições estruturais que limitam a modernização dos países em desenvolvimento. Fonte: news.cn
21 de julho de 2023
A Administração Nacional de Energia divulgou recentemente dados mostrando que, até o final de junho deste ano, a capacidade total instalada de energia renovável da China ultrapassou 1,3 bilhão de quilowatts, atingindo 1,322 bilhão de quilowatts, representando cerca de 48,8% da capacidade total instalada do país. Entre esses números, a capacidade instalada de energia hidrelétrica foi de 418 milhões de quilowatts, a energia eólica foi de 390 milhões de quilowatts, a energia solar fotovoltaica foi de 471 milhões de quilowatts e a biomassa foi de 43 milhões de quilowatts. O responsável da Administração Nacional de Energia afirmou que a posição das energias renováveis como a principal fonte de adição de capacidade de geração de energia na China está cada vez mais consolidada, desempenhando um papel cada vez mais importante na garantia do fornecimento de energia e na promoção da transição para uma energia limpa e de baixo carbono. Fonte: Xinhua News Imagem principal: Jeson/Adobe Stock
26 de setembro de 2022
Apesar dos efeitos persistentes da COVID-19 e da crise energética global, o emprego no setor mundial de energia renovável atingiu 12,7 milhões no ano passado, com a China respondendo sozinha por quase metade do total global, de acordo com um novo relatório divulgado recentemente. Dos 12,7 milhões de empregos mundiais no setor de energia renovável, cerca de dois terços estão na Ásia. Somente a China representa 42% do total global, seguida pela União Europeia e Brasil com 10% cada, e os Estados Unidos e Índia com 7% cada, segundo o relatório intitulado “Energias Renováveis e Empregos: Revisão Anual 2022” e publicado pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, sigla em inglês). O relatório destaca alguns desenvolvimentos regionais e nacionais notáveis. Estes incluem os países do sudeste asiático se tornando os principais centros de fabricação de energia solar fotovoltaica e os produtores de biocombustíveis. A China é o fabricante e instalador preeminente de painéis solares fotovoltaicos e está criando um número crescente de empregos no setor eólico offshore. A Índia adicionou mais de 10 GW de painéis solares fotovoltaicos, gerando muitos empregos de instalação, mas permanece fortemente dependente de painéis importados. A Europa representa cerca de 40% da produção mundial de energia eólica e é o "mais importante" exportador de equipamentos de energia eólica, de acordo com o relatório. O papel da África ainda é limitado, mas o relatório aponta que existem crescentes oportunidades de emprego em "energias renováveis descentralizadas, especialmente em apoio ao comércio local, à agricultura e a outras atividades econômicas". Nas Américas, o México é o principal fornecedor de pás de turbinas eólicas, enquanto o Brasil continua sendo o principal empregador em biocombustíveis e está adicionando muitos empregos em instalações eólicas e solares fotovoltaicas. Como o maior mercado de energia renovável do mundo e fabricante de equipamentos, a China tem alcançado um salto na escala de desenvolvimento e utilização de energia renovável. O emprego global em energia eólica onshore e offshore cresceu para 1,4 milhões de postos de trabalho em 2021, acima dos 1,25 milhões em 2020. A China estava na liderança, representando 48% do total global, embora os 47 GW somados tenham sido consideravelmente menores do que no ano anterior, de acordo com o relatório. A China também foi o maior contribuinte para os empregos em hidrelétricas, respondendo por 37% do emprego global, embora a pandemia tenha causado atrasos na conclusão de alguns projetos. Um analista disse que os empregos relacionados ao setor de energia limpa têm crescido rapidamente nos últimos anos na China, apoiado por suas cadeias de fornecimento completas e por uma política robusta que permite uma implantação rápida. A capacidade total instalada de geração de energia renovável do país aumentou para 1,1 bilhão de quilowatts durante os últimos 10 anos, com capacidades de geração de energia hidrelétrica, eólica, solar e biomassa no topo do mundo, de acordo com a Administração Nacional de Energia (NEA, sigla em inglês) da China Fonte: The Paper