14 de julho de 2020
O salário médio anual na China em 2019 foi de 90.501 yuan (adotando a taxa média em 2019, 1 R$ ≈ 1,7 yuan, seria equivalente a R$ 53.236) nos setores urbanos não privados e 53.604 yuans (R$ 31.532) nos setores urbanos privados. Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas da China, em geral, o salário médio anual das unidades privadas é inferior ao das unidades não privadas, e a ordem de classificação das regiões é leste, oeste, central e nordeste. Para os setores não privados, haviam 6 províncias e cidades com salários acima da média, que são Pequim, Xangai, Tianjin, Zhejiang, Guangdong e Jiangsu. Em outras palavras, o salário médio mensal excede 7.541 yuan (R$ 4.436). Para os setores privados, haviam 7 províncias e cidades com salários acima da média: Pequim, Xangai, Guangdong, Jiangsu, Fujian, Zhejiang e Chongqing. A ordem de classificação salarial das quatro principais cidades de primeiro nível da China em 2019 foi Pequim, Xangai, Shenzhen e Guangzhou. O salário médio anual era de 166 mil yuans (R$ 97 mil) em Pequim, mais de 149 mil yuans (R$ 88 mil) em Xangai e cerca de 120 mil yuans (R$ 71 mil) em Shenzhen e Guangzhou. Pequim ocupa o primeiro lugar com o maior salário médio anual nos setores privados e público. Entre os setores não privados urbanos, as províncias de Pequim, Xangai e Tianjin têm os maiores salários médios anuais, todos acima de 100 mil yuans (R$ 59 mil) em 2019. Entre os setores privados urbanos, os três principais são Pequim, Xangai e Guangdong, com salários médios anuais acima de 62 mil yuan (R$ 36 mil) em 2019. O resultado é certamente atribuído ao forte apelo de Pequim, que possui 56 sedes das 500 maiores empresas do mundo, atraindo muitos talentos bem pagos. Segundo dados, há mais de 11,6 milhões de funcionários em Pequim em 2019, quase 19% dos quais estão concentrados no setor financeiro, transmissão de informações, software e serviços de TI e serviços sociais e de saúde. O salário médio anual dessas indústrias ultrapassou 200 mil yuans (R$ 118 mil). O que vale ressaltar é que, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica do Século XXI, TI se classificou como o setor mais lucrativo por quatro anos consecutivos, desde 2016, e superou o setor financeiro em 2019. Além disso, o varejo de e-commerce, a saúde e o serviço social também se classificaram entre os setores cujos salários mais crescem. Leia mais: Governo chinês apresenta metas econômicas alcançadas em 2019 Fonte: zt5.com
24 de junho de 2020
https://youtu.be/cnvuvARCHng Com a retomada da vida normal depois da pandemia do coronavírus, algumas cidades chinesas decidiram apostar nas feiras noturnas como uma forma de reanimar a economia local. Vendedores informais puderam retomar seus negócios e estão otimistas com a economia chinesa. As feiras noturnas oferecem comida local, vendas de artigos variados, e atrações de entretenimento como música e brinquedos para crianças. Leia também: Comércio informal ajuda a reacender economia chinesa Fonte: XINHUANET
17 de junho de 2020
https://youtu.be/HV-vD2GweOw A maior feira multisetorial do mundo, a Canton Fair, que acontece presencialmente duas vezes por ano, teve de ser organizada online em 2020. Realizar a feira virtualmente é uma aposta da China para reativar a economia produtiva afetada pela paralisação das atividades devido à COVID-19. A Canton Fair acontece há 63 anos, em Guanzhou, no sul da China. Neste ano, terá 25 mil expositores e 1,8 milhão de itens, de 16 categorias. Os expositores farão lives para demonstrar produtos, e compradores poderão navegar pelo site, fazer busca de itens, conversar com fornecedores via chat ou por reuniões. Veja neste vídeo como a feira acontece na versão online. Fonte: XINHUANET Leia também: 7 passos para negociar com os chineses na Canton Fair online
11 de junho de 2020
O distrito de Huadu da cidade de Guangzhou, no sul da China, divulgou um plano para transformar Guangzhou em uma "cidade de e-commerce de lives", para continuar a estabilizar e promover o emprego. As "Medidas de apoio ao desenvolvimento do e-commerce de lives (2020-2022)" inclui, entre outras coisas, o incentivo financeiro aos influenciadores que fazem lives para e-commerce. O distrito de Huadu premiará os influenciadores que se destacarem no e-commerce de lives ao atingirem valores de vendas acima de 10, 20 e 50 milhões de yuans (R$ 7 milhões, R$14 milhões e R$35 milhões respectivamente). Os prêmios podem chegar a subsídios de até 500 mil yuans (R$ 347 mil) na compra de imóveis. Os influenciadores qualificados também serão priorizados no registro da cidade, nas matrículas de crianças em escolas, etc. A cada ano, os 10 principais "influenciadores de Huadu" serão selecionados e recompensados com um desconto de 30% no preço de mercado para aluguel e compra de casas. De acordo com o plano realizado por Huadu, deverão ser construídas, até 2022, 10 bases influentes de e-commerce de lives, com 100 lojas de benchmarking ao vivo e pelo menos 1000 influenciadores profissionais, com o objetivo de atingir mais de 100 bilhões de yuans (R$ 69 bilhões) nas vendas de e-commerce de varejo no distrito. Fonte: Yangcheng Evening News
9 de junho de 2020
A maior feira do mundo, a Cantor Fair, será realizada pela primeira vez online em 63 anos de existência. O Grupo China Trade Center, representante da Canton Fair (Feira de Cantão) no Brasil, realizou nesta terça-feira, 9, um webinar para esclarecer como acontecerá a 127a edição da Feira neste ano. A Canton Fair é a maior exposição de produtos do mundo e acontece duas vezes por ano, em abril e outubro. Em 2020, teve sua versão presencial cancelada e reorganizada online, devido à pandemia do coronavírus, que fechou as fronteiras da China e limitou o trânsito internacional. Essa foi a alternativa que os representantes chineses encontraram para realizar a feira mesmo à distância. "É o que é possível de ser feito no momento, ao invés de sentar e esperar as coisas se resolverem", disse Henrique Reis, representante de Relações Internacionais do China Trade Center. A feira acontecerá entre os dias 15 e 24 de junho. Serão 25 mil expositores presentes na plataforma criada para acomodar os vendedores. Compradores de todo o mundo poderão acessar a plataforma gratuitamente, fazendo um cadastro prévio, e terão acesso a 1,8 milhão de itens ofertados. “Será muito fácil, econômico e eficiente para explorar as oportunidades de negócios das exportações do Brasil para a China”, disse o Cônsul Comercial da China no Brasil, He Jun. De acordo com Heitor Fiorotto, gerente comercial do China Trade Center, a Cantor Fair presencial tem uma geração de negócios na ordem de US$ 27 bilhões, e teve cerca de 185 mil compradores no ano passado. Ele explicou como é o processo de cadastro para participar da feira, que poderá ser feito junto ao China Trade Center ou diretamente pelo site da Canton Fair. O China Trade Center oferece suporte para o registo e com tradução. Fiorotto alertou para a necessidade de os interessados se prepararem. “Não é porque a feira é online que não precisa se preparar”, disse. Segundo ele, para quem não domina o inglês, é necessário pesquisar com antecedência com o uso de aplicativos de tradução, assim como ter mais detalhes dos produtos que quer comprar, os valores com os custos de importação, além da viabilidade de se trazer certos itens para o Brasil. Uma forma de mostrar os produtos será através de lives de demonstração feita pelos expositores. Os interessados poderão assistir ao vivo ou replay. Poderão ainda interagir com os vendedores, enviar pedidos intenção de compra, e marcar reuniões online para discutir melhores preços e condições. A plataforma da Canton Fair online está em inglês e mandarim. Caso queira se comunicar com o vendedor, o comprador poderá escrever em inglês na plataforma, e o vendedor chinês vai receber a mensagem em mandarim. Assessoria da China2Brazil na Canton Fair Caso precise de informações ou assessoria para fazer inscrição na Canton Fair ou conversar com os expositores, entre em contato com a China2Brazil através do email contato@china2brazil.com, ou nos envie mensagem no Facebook. Link para registro no site da Canton Fair: http://www.cantonfair.org.cn/en/index.aspx#
6 de junho de 2020
O embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, reafirmou na manhã desta sexta-feira, 05, que "a amizade e cooperação entre Brasil e China continuará sendo aprofundada". Ele destacou as possibilidades de exploração da parceria entre os dois países em agronegócio, energia, infraestrutura e mineração. Em uma conferência online com Think tanks e jornalistas, Yang Wanming comentou também sobre os assuntos mais importantes do momento envolvendo a China. Relação Brasil-China O embaixador comentou sobre a relação bilateral e os recentes incidentes diplomáticos envolvendo autoridades brasileiras como o Ministro da Educação Abraham Weintraub e o deputado federal Eduardo Bolsonaro. “Não há atritos históricos e nem conflitos de interesses entre as duas nações”. Yang Wanming afirmou ainda que "críticos devem olhar para a relação de amizade entre os dois países e a parceria de longo prazo". Falou sobre a intenção do governo e das empresas chinesas de cooperar com o desenvolvimento do Brasil em setores como infraestrutra, tecnologia de informação, modernização da agricultura. Tecnologia A China foi surpreendida com o coronavírus, mas teve a vantagem de ter tecnologias capazes de auxiliar no combate e controle da doença no país. De acordo com o embaixador, o setor será ainda mais desenvolvido para ajudar na recuperação econômica pós-coronavírus. A tecnologia será aplicada na agricultura, comércio eletrônico e na área de saúde. Yang Wanming mencionou que a Huawei tem a intenção de continuar cooperando com a tecnologia 5G no Brasil. Guerra Comercial China-EUA A guerra comercial entre China e EUA é um tema que preocupa não só aos dois países envolvidos, mas o mundo todo. O embaixador disse que a fase um do acordo comercial poderá ser benéfico porque tranquilizará o mercado internacional. Ele afirmou que “a demanda por produtos agrícolas do Brasil é enorme no mercado chinês”. “O lado dos Estamos Unidos não é suficiente para atender essa demanda”, disse. Combate à pobreza Uma das grandes metas estabelecidas pela China para o ano de 2020 era a de eliminar completamente a pobreza extrema. A chegada do coronavírus ameaçou esse plano. De acordo com o embaixador chinês, está havendo um esforço conjunto dos governos provinciais e central no apoio dos pessoas mais pobres, que em sua maioria vivem nas zonas rurais ou em regiões remotas da China. As iniciativas incluem o apoio de crédito e incentivo fiscal para microempreendedores, apoio ao escoamento da produção de pequenos agricultores via e-commerce, e de apoio ao aumento do emprego. Outra iniciativa é de que os indivíduos poderão fazer comércio sem pedir autorização para o governo, simplificando a burocracia para abrir micro empresas. A China tem hoje uma taxa de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza de 0,6%, o que representa pouco mais de 5 milhões de pessoas. Hong Kong O embaixador falou ainda sobre a questão envolvendo os protestos de Hong Kong, devido aprovação da Lei de Segurança Nacional pelos legisladores de Pequim na última semana. Segundo Yang Wanming, a Lei não coloca em perigo o princípio de Um País, Dois Sistemas e nem fere a autonomia de Hong Kong, e que “nenhum país tem o direito de interferir ou tem condições de fazê-lo." Leia mais: As políticas chinesas que podem gerar oportunidades de negócios na área de saúde
5 de junho de 2020
https://youtu.be/VuZjXQD6qMg A região de Pudong, em Xangai, se tornou um símbolo da reforma e abertura da China para o mundo há 30 anos. A Zona Piloto de Livre Comércio de Xangai, iniciada em setembro de 2013, impulsionou ainda mais o crescimento. Veja neste vídeo a transformação da cidade e a evolução da infraestrutura das empresas e de logística portuária. Fonte: XINHUANET
5 de junho de 2020
O comércio informal é a aposta de algumas cidades chinesas para movimentar a economia pós-coronavírus. Cidades como Chengdu, Hangzhou, Jiangsu e Xangai permitiram que ambulantes voltassem a vender artigos nas ruas, como comida, flores, objetos, entre outros. Com a permissão, o governo espera que a economia informal dos vendedores ambulantes seja reaquecida, e devolva a renda para as pessoas que perderam seus empregos durante a crise do coronavírus. Os camelôs foram retirados das ruas chinesas em 2018 devido ao impacto negativo na aparência e no ambiente das cidades. Agora, algumas cidades atenuaram suas medidas de controle, permitindo que os vendedores montassem suas barracas, desde que cumprissem precondições visando impedir a propagação da pandemia e para manter o ambiente urbano limpo. Recentemente, o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, também demonstrou apoio público à economia informal, conhecida no país como “economia de banca”. Empresas como JD.com também vão apoiar vendedores de rua e de pequenos comércios com o oferecimento de crédito. Oportunidade de mercado Quem também se beneficiou com a volta dos vendedores de rua foi a SAIC-GM-Wuling Automobile, uma joint venture da SAIC Motor, General Motors e da Liuzhou Wuling Motors Co. Ltd. Para os vendedores de rua mais sofisticados, a empresa tinha um produto prontinho para oferecer aos interessados em abrir seus negócios, a van Wuling Rong Guang, que funciona como uma "loja móvel". Na noite do dia 3 de junho, a plataforma chinesa de e-commerce para compras em grupo Pinduoduo lançou a venda das vans da SAIC-GM-Wuling Automobile. A Pinduoduo afirmou que o primeiro lote de vans vendido online será de 100 unidades, recebendo subsídios de 3 mil yuans (R$ 2.132) cada uma. Esta é a primeira vez que a plataforma inclui vans Wuling e outros produtos relevantes para bancas, tais como ventiladores externos e lanternas, nas “promoções 618” (a Blackfriday junina chinesa). Além disso, para beneficiar vendedores e consumidores, a Pinduoduo também lançou subsídios especiais para a chamada "economia de banca". Segundo o National Business Daily News, cada carro custa em torno de 56.800 yuan (R$ 40.366,00), mas pode chegar a um valor menor na Pinduoduo. “A van foi lançada em maio, mas a empresa não realizou muita propaganda. No mês passado, mais de 300 unidades foram vendidas, mas hoje a linha direta de vendas da empresa não para de tocar”, disse um representante do Wuling Auto Securities Departament em entrevista à imprensa. “Estima-se que o volume de pedidos de um dia exceda todo o volume de vendas do mês passado”, afirmou. Leia também: JD.com anuncia plano para apoiar milhões de vendedores ambulantes e pequenas lojas Fonte: National Business Daily; Huxiu.com Fonte da foto: Sichuan Daily; Weibo
4 de junho de 2020
O governo chinês determinou que neste ano de 2020, será dada prioridade máxima à Saúde Pública da China, com a reforma do setor de saúde e das leis relacionadas à essa área. A decisão foi anunciada nas Duas Sessões, as reuniões mais importantes da política da China, e que servem para o governo dar as diretrizes de quais setores receberão mais atenção e investimentos. Para as empresas estrangeiras que estiverem atentas à isso, será muito mais fácil ter sucesso no mercado chinês. Um conceito interessante de ressaltar é o "guoqing". A palavra se refere à adaptação às características locais, às necessidades específicas do mercado, às circunstâncias especiais do país. Isso tem a ver com a cultura chinesa, com o gosto dos chineses e também com as políticas públicas implementadas pelo governo. Entender o guoqing é crucial para as empresas entregarem produtos com qualidade, valor e convenientes para atrair os consumidores chineses. Além disso, vai evitar que a empresa estrangeira queira impôr um padrão que não se encaixa no estilo e gosto chinês. Estar atento ao guoqing é acompanhar as transformações na China e pensar em como determinados setores ou empresas podem se beneficiar. Um exemplo é a intensificação dos cuidados com saúde devido ao coronavírus. A doença fez crescer nos chineses o desejo por produtos e serviços que melhorem a saúde. No caso do Brasil, o própolis é muito apreciado pelos chineses, pelos seus efeitos de aumento da imunidade. Outro exemplo é o envelhecimento da população chinesa, que gerou a necessidade de mais produtos e serviços que atendam a essa parte dos consumidores. Empresas que têm produtos de cuidados de saúde para idosos, poderão ganhar espaço. Algo não tão recente, mas que tem muito potencial para crescer nos próximos anos é o mercado de produtos infantis. Em outubro de 2015, o governo eliminou a política do filho único, permitindo que casais tenham dois filhos. Com o envelhecimento da população e o desequilíbrio na pirâmide etária da China, o governo intensificará o incentivo para que os casais tenham mais de um filho, e com isso aumentará a demanda por itens para crianças. Desde 2018, a China realiza a CIIE (China International Import Expo), uma feira para promover produtos estrangeiros no mercado chinês. Empresas que estudam as características específicas da China, têm mais chances de acertar ao oferecer aquilo que é apropriado para o público chinês. Leia mais: Governo chinês apresenta metas econômicas alcançadas em 2019
22 de maio de 2020
https://youtu.be/3ey8k428y0k A economia da China tem mostrado sinais de retomada, com algumas indústrias voltando a funcionar. O consumo nos setores de catering, hospitalidade, suprimentos essenciais e transporte tem crescido, e a confiança de investidores estrangeiros sobre o mercado chinês está sendo restaurada. Fonte: XINHUANET