28 de abril de 2025
O vice-diretor da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Zhao Chenxin, afirmou nesta segunda-feira, 28 de abril, que as chamadas "tarifas recíprocas" impostas pelos Estados Unidos violam gravemente a tendência histórica e as leis econômicas. Segundo ele, a medida impacta as regras e a ordem do comércio internacional , além de prejudicar significativamente os direitos e interesses legítimos de todos os países. Zhao classificou as tarifas como uma prática típica de unilateralismo e intimidação, afirmando que elas prejudicam tanto terceiros quanto os próprios Estados Unidos. Na avaliação do dirigente, a iniciativa é impopular e fadada ao fracasso. O vice-diretor ressaltou ainda que a China, como maior país em desenvolvimento do mundo e nação responsável, opõe-se firmemente ao hegemonismo e ao exercício arbitrário do poder. Em resposta à imposição arbitrária e irracional de tarifas pelos EUA , Zhao afirmou que a China adotou uma série de medidas de retaliação que considerou razoáveis, vantajosas e moderadas. Essas ações, explicou, têm como objetivo não apenas proteger os direitos legítimos do país, mas também salvaguardar a justiça internacional, o sistema de livre comércio global e a ordem econômica internacional. "Acreditamos firmemente que quem se opõe ao mundo e à verdade apenas se isolará, enquanto caminhar junto com o mundo e com a justiça é o que garantirá o sucesso no futuro", disse o porta-voz chinês. Fonte: news.cn
11 de março de 2025
A economia de baixa altitude voltou a ser um dos temas centrais no mais recente relatório do governo chinês, consolidando-se como uma das apostas estratégicas do país . Com um mercado potencial de trilhões de yuans, o setor tem atraído atenção e se tornado pauta recorrente durante as Duas Sessões, as reuniões de governo da China. Representantes e membros do comitê legislativo têm apresentado propostas para impulsionar esse segmento, que vem ganhando força com o apoio de políticas governamentais. O relatório deste ano do governo da China destaca a necessidade de promover o desenvolvimento seguro e sustentável de novas indústrias, incluindo a exploração espacial comercial e a economia de baixa altitude. A tendência já se refletia nos relatórios de governos provinciais, que detalharam estratégias para fomentar o setor. Empresas e governos locais estão ampliando investimentos para consolidar sua posição nesse mercado emergente. A ZTE, por exemplo, concluiu mais de 100 projetos piloto de sensoriamento de baixa altitude em 25 províncias e cidades, abrangendo áreas como distribuição logística e segurança aérea. Segundo Miao Wei, vice-presidente sênior da ZTE, a empresa busca acelerar a aplicação em larga escala de novas tecnologias e produtos voltados para esse segmento. Várias regiões chinesas têm adotado estratégias distintas para fomentar a economia de baixa altitude. Guangdong está investindo em sua base industrial de drones e aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOLs), enquanto Jiangsu se concentra na construção de uma rede inteligente de baixa altitude e no desenvolvimento de uma cadeia industrial abrangente. Já Chongqing aposta em novos cenários de aplicação, como treinamentos para pilotos, experiências de voo e estudos científicos. Desafios para a expansão do setor Apesar do crescimento acelerado, a economia de baixa altitude enfrenta desafios estruturais. A infraestrutura física ainda é limitada, a regulamentação precisa ser aprimorada e a aceitação do público permanece um obstáculo. Durante as "Duas Sessões", especialistas destacaram entraves como a falta de clareza na regulamentação do setor, a necessidade de expandir os cenários de aplicação e a baixa competitividade em termos de preço e eficiência. "A economia de baixa altitude se concentra hoje em setores como proteção agrícola, turismo e resgates, mas ainda carece de vantagens para se consolidar em nichos de alto consumo, como entregas de encomendas e refeições", afirmou Gan Huatian, membro do comitê e professor da Universidade de Sichuan. Gan propõe ampliar os investimentos em parques industriais especializados, utilizando espaços logísticos, industriais e agrícolas como base para o crescimento do setor. Ele também sugere que serviços de emergência, bombeiros e saúde adotem soluções de baixa altitude para aumentar a eficiência operacional. Fonte: jingji.cctv.com
20 de fevereiro de 2025
O investimento estrangeiro direto (FDI) da China continuou a cair no mês passado, de acordo com os dados oficiais mais recentes. No entanto, o declínio foi bem menor em comparação com o ano passado. O FDI da China em uso real totalizou 97,6 bilhões de yuans (US$ 13,4 bilhões) em janeiro, uma queda de 13,4% em relação ao ano anterior, mas um aumento de 27,5% em relação a dezembro, conforme dados divulgados ontem pelo Ministério do Comércio. No ano passado, o FDI da China em uso real despencou 27,1%, para 826,2 bilhões de yuans (US$ 113,4 bilhões), em comparação com o ano anterior, conforme dados divulgados anteriormente pelo Ministério das Finanças. O declínio no uso real do FDI da China no mês passado foi menor em comparação com o mesmo período do ano passado, mas a pressão de baixa persiste devido ao complexo cenário externo, disse Ling Ji, vice-ministro das Finanças, em uma coletiva de imprensa hoje. O investimento transfronteiriço ainda não chegou ao fundo devido à recuperação econômica global lenta, especialmente nos países desenvolvidos, observou Ling. Além disso, os conflitos geopolíticos se intensificaram, e o unilateralismo e o protecionismo estão em ascensão, representando desafios à capacidade da China de atrair investimentos estrangeiros , acrescentou. A capacidade de setores como a fabricação de automóveis, a fabricação de máquinas e a indústria têxtil de atrair fundos diminuiu, disse Ling. No entanto, os fundamentos que sustentam a estabilidade econômica de longo prazo da China, como a enorme escala do mercado interno e cadeias industriais e de suprimentos completas e eficientes, permanecem inalterados, garantindo condições favoráveis para o investimento de capital estrangeiro no país. Porém, há alguns pontos positivos nos dados do FDI de janeiro. Por exemplo, o FDI no setor de manufatura de alta tecnologia totalizou 12,2 bilhões de yuans no mês passado, representando 12,5% do total, um aumento em relação aos 11,7% do ano passado. O FDI proveniente da Holanda, da Coreia do Sul e do Reino Unido subiu 76%, 104% e 324%, respectivamente. Além disso, a confiança das empresas estrangeiras no mercado chinês continua alta. De acordo com um relatório publicado pela Câmara de Comércio Americana na China, quase 70% dos membros da AmCham China envolvidos na indústria de consumo planejam manter ou aumentar seus investimentos na China neste ano. Uma pesquisa da Câmara de Comércio Alemã na China revelou que mais de 92% das empresas pesquisadas pretendem continuar suas operações na China, com mais da metade delas planejando aumentar seus investimentos nos próximos dois anos. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: STCN
10 de fevereiro de 2025
A economia da China está dando novos sinais de recuperação, com a inflação ao consumidor acelerando em janeiro devido à influência do feriado do Festival da Primavera. Os dados oficiais divulgados neste domingo (9) apontam para uma retomada gradual da demanda interna. De acordo com dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), principal indicador da inflação, subiu 0,5% em janeiro na comparação anual, após um crescimento de 0,1% em dezembro. O núcleo do IPC, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia e é considerado um indicador mais preciso da relação entre oferta e demanda, registrou alta de 0,6% em janeiro, ante 0,4% em dezembro. Analistas projetam que a economia chinesa terá um início robusto no primeiro trimestre, impulsionada pela intensificação dos esforços para expandir o programa de renovação do consumo em 2025, pela aceleração na implementação de projetos estratégicos e pelos primeiros indícios de estabilização do mercado imobiliário. No entanto, alertam que a economia ainda enfrenta desafios, como a demanda enfraquecida e incertezas externas. Nesse contexto, recomendam que as autoridades ampliem os ajustes anticíclicos na política fiscal e monetária, incluindo um pacote abrangente de estímulos para impulsionar o consumo e estabilizar o setor habitacional. Feng Lin, diretora-executiva de pesquisa da Golden Credit Rating International, destacou que a inflação ao consumidor acelerou principalmente devido à antecipação do Festival da Primavera, que este ano ocorreu em janeiro, diferentemente do ano passado, quando foi celebrado em fevereiro. Essa mudança no calendário impulsionou o aumento nos preços de alimentos e serviços. "Para 2025, espera-se que a inflação ao consumidor permaneça em um nível baixo, o que abre espaço para um ajuste mais forte da política anticíclica", afirmou Feng. Ela ressaltou, porém, que a demanda doméstica continua um desafio, em grande parte devido à correção em curso no setor imobiliário, que afeta a confiança dos consumidores, além da desaceleração no crescimento da renda disponível per capita no ano passado, impactando o poder de compra das famílias. Por outro lado, o índice de preços ao produtor (IPP), que mede a variação dos preços na porta das fábricas, caiu 2,3% em janeiro na comparação anual, mantendo-se no mesmo nível do mês anterior. Feng observou que a recuperação da demanda de mercado ainda não foi suficiente para sustentar um aumento nos preços industriais. Segundo ela, o retorno do IPP ao território positivo dependerá da eficácia das medidas anticíclicas adotadas pelo governo em 2025, com as políticas de apoio ao setor imobiliário desempenhando um papel crucial. Em entrevista coletiva no início do ano, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma informou que o limite anual do programa de renovação do consumo será significativamente maior do que em 2024, com o anúncio oficial previsto para ocorrer durante as "Duas Sessões", os encontros anuais dos principais órgãos legislativos e consultivos da China. Louise Loo, economista-chefe do think tank britânico Oxford Economics, disse que espera "um aumento significativo nas cotas de emissão de títulos destinadas a gastos com estímulos" nas reuniões de março, com aproximadamente um terço desses recursos sendo direcionado para medidas de suporte ao consumo, incluindo a ampliação do programa de renovação de bens de consumo. Na frente fiscal, o Banco Popular da China (PBoC) indicou, em sua reunião de política monetária do quarto trimestre, que haverá mais cortes na taxa de compulsório e nas taxas de juros "no momento apropriado". Loo e sua equipe preveem um corte acumulado de 40 pontos-base na principal taxa de juros — o maior em um único ano desde 2015 — e uma redução de 150 pontos-base no compulsório bancário ao longo de 2025. Luo Zhiheng, economista-chefe da Yuekai Securities, afirmou que, apesar dos desafios estruturais internos e das incertezas externas, a China ainda possui condições favoráveis para garantir um crescimento estável no primeiro trimestre, impulsionado por medidas governamentais de estímulo ao consumo e ao investimento empresarial, além dos primeiros sinais de estabilização no setor imobiliário. Li Chao, economista-chefe da Zheshang Securities, destacou que a economia chinesa deve começar o ano com força. "A meta de crescimento anual da China para 2025 pode ser mantida em torno de 5%, igual ao ano anterior. O PIB do primeiro trimestre deve crescer 5,1%, com a economia ao longo do ano apresentando uma recuperação em formato de 'U'", afirmou. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: 21 Jingji
29 de janeiro de 2025
O programa de troca de bens de consumo da China manteve sua forte adesão no início de 2025, especialmente durante a temporada de compras do Festival da Primavera, o Ano Novo Chinês, o feriado mais importante do país. Segundo o Ministério do Comércio (MOC), entre os dias 20 e 23 de janeiro, foram registradas 10,79 milhões de solicitações de subsídios para a troca de dispositivos eletrônicos, incluindo celulares, tablets e smartwatches, recentemente incorporados à iniciativa. Além disso, o número de veículos e eletrodomésticos substituídos chegou a 34 mil e 1,04 milhão de unidades, respectivamente, até 23 de janeiro. O programa de trocas, que foi lançado em março de 2024, tem sido um dos principais motores do crescimento do consumo na China, promovendo a renovação do mercado e incentivando a compra de produtos inteligentes e ecologicamente sustentáveis. Crescimento do consumo e impacto econômico A adesão massiva ao programa durante o Festival da Primavera reforçou o otimismo do mercado consumidor. Segundo Sheng Qiuping, vice-ministro do Comércio, a iniciativa, aliada a eventos promocionais de compras, atende à crescente demanda por consumo durante o feriado. Desde o ano passado, o conceito de "troca por produtos novos" tornou-se uma tendência dominante no mercado chinês, impulsionando as vendas do varejo e fortalecendo a confiança dos consumidores. Em 2024, mais de 6,8 milhões de veículos, incluindo carros a gasolina e elétricos, foram trocados dentro do programa. O número de eletrodomésticos vendidos – como refrigeradores, máquinas de lavar e computadores – ultrapassou 56 milhões de unidades, enquanto as vendas de bicicletas elétricas superaram 1,38 milhão de unidades. O valor total das transações dentro do programa atingiu 1,3 trilhão de yuans (cerca de 180 bilhões de dólares), refletindo a vitalidade e o potencial do mercado. Produtos inteligentes e sustentáveis, como veículos de nova energia (NEVs) e eletrodomésticos eficientes em consumo de energia , destacaram-se como os itens mais procurados pelos consumidores. De acordo com o porta-voz do MOC, Li Gang, o programa tem impulsionado a economia de forma sustentável, ao mesmo tempo que melhora a qualidade de vida da população. Fonte: Xinhua
17 de janeiro de 2025
O Produto Interno Bruto (PIB) da China registrou um crescimento de 5% em 2024, alcançando a meta anual de crescimento econômico do país. O resultado foi impulsionado por uma aceleração no último trimestre, após o governo lançar o maior pacote de estímulo econômico desde a pandemia de Covid-19. Segundo cálculos preliminares do Escritório Nacional de Estatísticas da China, o PIB chinês atingiu 134,9 trilhões yuans (US$18,77 trilhões) em 2024. O crescimento foi de 5,3% no primeiro trimestre, 4,7% no segundo, 4,6% no terceiro e 5,4% no quarto, sendo este o melhor desempenho trimestral em um ano e meio. Apesar do ambiente externo permanecer complexo e incerto, os efeitos do pacote de estímulo econômico implementado desde setembro começam a se concretizar, de acordo com um relatório da Universidade de Pequim. A demanda do consumidor aumentou no último trimestre, com destaque para a elevação nas compras de bens de alto valor, especialmente eletrodomésticos . Para estabilizar a economia e fortalecer a confiança dos investidores, o governo introduziu medidas abrangentes, incluindo flexibilização monetária direcionada e incentivos ao consumo. A intensificação da produção no final de 2024 e antes do feriado do Ano Novo Lunar deste mês deve continuar sustentando o crescimento, e analistas preveem um novo ciclo de estímulo ainda este ano. Segundo o Instituto de Pesquisa do Banco da China, a economia deve crescer cerca de 5% em 2025. Wang Qing, analista macroeconômico-chefe da Golden Credit Rating International, projeta um crescimento real de aproximadamente 4,7%. O governo ainda não definiu a meta anual de crescimento para este ano. Em 2024, houve aceleração no crescimento industrial e do consumo. A produção industrial de valor agregado, indicador econômico importante, aumentou 5,8%. No último trimestre, a produção das indústrias com receita anual acima de 20 milhões yuans (US$ 2,7 milhões) cresceu 5,7%. As vendas no varejo de bens de consumo subiram 3,5%, totalizando 48,79 trilhões yuans (US$ 6,79 trilhões), impulsionadas por um crescimento de 3,8% nos últimos três meses. As vendas de serviços tiveram alta de 6,2%. O setor de serviços ao consumidor apresentou leve melhora em dezembro, conforme Wen Bin, economista-chefe do Banco Minsheng da China. Embora o índice de atividade comercial para os setores de atacado, alimentação e hospedagem permaneça abaixo da linha de expansão, houve aumentos de 2,3, 1,6 e 4,3 pontos percentuais, respectivamente, em relação a novembro. Wen destacou também o forte crescimento nas vendas de automóveis, impulsionado pela política governamental de troca de veículos antigos por novos. Ademais, as vendas das 100 maiores incorporadoras imobiliárias aumentaram quase 29% em dezembro comparado a novembro, contribuindo para o crescimento do consumo relacionado à habitação. O investimento em ativos fixos cresceu 3,2% em 2024, totalizando 51,4 trilhões yuans (US$ 7,15 trilhões). A infraestrutura teve alta de 4,4%, a indústria manufatureira subiu 9,2%, mas o setor imobiliário recuou 10,6%. Segundo Lian Ping, diretor do instituto de pesquisa do Grupo de Desenvolvimento do Distrito de Guangzhou e do Fórum de Economistas-Chefes da China, o investimento em manufatura representou mais de dois terços do investimento social em ativos fixos, sendo o principal motor desse crescimento. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global e Xinhua
16 de janeiro de 2025
A província de Guangdong, na China, deve alcançar um novo marco econômico em 2024, com seu Produto Interno Bruto (PIB) projetado para ultrapassar RMB 14 trilhões (cerca de R$11,4 trilhões ou US$1,9 trilhão, na conversão feita em 16 de janeiro de 2025), consolidando sua posição como a maior economia provincial do país por 36 anos consecutivos. Considerando a conversão de moedas de hoje, esse valor superaria o PIB do Brasil em 2023, registrado em R$ 10,9 trilhões. O anúncio foi feito pelo governador Wang Weizhong durante a Terceira Sessão da 14.ª Assembleia Popular Provincial de Guangdong, realizada em Guangzhou no dia 15 de janeiro. Segundo Wang, além do crescimento no PIB, o volume total de importações e exportações da província deve ultrapassar RMB 9 trilhões, representando um aumento de 9,8% em relação ao ano anterior. Guangdong continua a liderar o comércio internacional da China por 39 anos consecutivos, contribuindo com 38,7% do incremento comercial do país. Nos últimos anos, o peso econômico de Guangdong tem aumentado consistentemente, representando mais de 10% do PIB nacional chinês . No setor industrial, o valor adicionado das empresas acima do tamanho designado cresceu 4,2%, com cerca de 74.000 empresas industriais desse porte operando na província. A receita orçamentária pública geral local alcançou RMB 1,35 trilhão, também se mantendo em primeiro lugar no país por 34 anos consecutivos. Esses indicadores reafirmam a robustez da economia provincial e sua capacidade de adaptação às dinâmicas globais. Fonte: yicai.com
15 de janeiro de 2025
Pequim estabeleceu como meta para 2025 um crescimento econômico de cerca de 5%, conforme anunciado durante as reuniões de governo , as “Duas Sessões”, realizadas em 14 de janeiro. O Relatório do Plano de Desenvolvimento Econômico e Social do Município de Pequim apresentou medidas concretas para atingir o objetivo, que reflete um compromisso com a melhoria das condições de vida da população e o fortalecimento da economia local. A meta de 5% representa, historicamente, um novo patamar baseado na recuperação econômica de 2024, indicando maior valor absoluto e incremento em comparação ao ano anterior. Em termos comparativos, a taxa global média de crescimento econômico nos últimos anos foi de cerca de 3%. Países desenvolvidos, como Estados Unidos, registram taxas em torno de 3%, enquanto na zona do euro e no Japão o crescimento permanece abaixo de 1%. Por outro lado, países em desenvolvimento alcançam uma média de 4%. Com um PIB per capita de aproximadamente US$ 30.000, a meta de Pequim destaca-se como ambiciosa e superior à de regiões com níveis de desenvolvimento similares. Para atingir esse objetivo, Pequim aposta em políticas econômicas robustas e bem alinhadas. Em 2025, a cidade contará com maior regulação contra-cíclica, políticas fiscais ativas e monetárias flexíveis, além de medidas estruturais que reforçam a economia digital e verde. A consistência nas políticas macroeconômicas, aliada à implementação de importantes tarefas estratégicas e projetos do 14º Plano Quinquenal, será fundamental para criar um ambiente favorável à estabilidade e ao crescimento. O plano também prevê que o potencial do mercado de Pequim será amplamente explorado, com investimentos em renovação urbana, tecnologias verdes e novas forças produtivas. O consumo digital, os serviços para idosos e a economia verde devem continuar a gerar novas demandas, alimentando o crescimento econômico e criando novas oportunidades de mercado. A ligação entre o crescimento econômico e a qualidade de vida é central para Pequim. Mais de 50% do PIB local nos anos anteriores foi diretamente revertido em remuneração para os trabalhadores, enquanto cerca de 10% das receitas fiscais foram destinadas a gastos sociais. A meta de crescimento de 5% busca consolidar essas conquistas, promovendo uma economia que não apenas avance, mas também beneficie diretamente a população. O crescimento econômico é a principal alavanca para o aumento da renda da população, mantendo uma relação de sincronia com os níveis de expansão econômica, conforme demonstram dados históricos. Para que Pequim atinja sua meta de crescimento de cerca de 5% em 2025, será fundamental estabilizar os mercados imobiliário e acionário, garantindo que os recursos financeiros da população, os chamados “bolsos”, sejam protegidos e fortalecidos. Recentemente, observa-se maior atividade no mercado de ações, com transações mais frequentes, enquanto o mercado imobiliário registra aumento no entusiasmo de compradores, refletido no crescimento das assinaturas de contratos. Esses sinais de aquecimento econômico indicam confiança renovada e são essenciais para sustentar a trajetória de crescimento projetada. Além disso, reformas estruturais previstas para 2025 visam modernizar os mecanismos de incentivo em universidades, hospitais e institutos de pesquisa, promovendo aumentos salariais proporcionais ao desempenho econômico. Esse alinhamento garante que os benefícios do crescimento cheguem diretamente à população, ampliando sua capacidade de consumo e fortalecendo a economia doméstica. Fonte: fgw.beijing.gov.cn
10 de janeiro de 2025
O vice-ministro das Finanças da China, Liao Min, anunciou em 10 de janeiro que o país adotará uma política fiscal mais ativa em 2025. A medida visa intensificar a regulação contra-cíclica enquanto mantém a sustentabilidade fiscal a médio e longo prazo. As declarações foram feitas durante a conferência de imprensa da série “Os Resultados do Desenvolvimento Econômico de Alta Qualidade da China”, organizada pelo Escritório de Informação do Governo. Segundo Liao, a política fiscal será implementada de maneira mais vigorosa e estruturada, alinhada às diretrizes estabelecidas na Conferência Econômica Central do Trabalho. Ele destacou que a nova abordagem será baseada em três pilares principais: força, eficiência e oportunidade. O governo ampliará o espaço para políticas fiscais, aumentando a taxa de déficit orçamentário e intensificando as despesas públicas. Haverá um reforço nas transferências para governos locais, com foco no fortalecimento da capacidade financeira regional e na garantia do fundo de apoio para saúde, educação e previdência social. Além disso, será expandida a emissão de títulos governamentais, incluindo títulos especiais de dívida pública de longo prazo. A estrutura de despesas será otimizada para priorizar iniciativas que beneficiem diretamente a população e promovam o consumo. Entre as medidas estão o incentivo ao emprego estável, o aumento da renda dos residentes e o aprimoramento do sistema de segurança social. Haverá também maior investimento em áreas estratégicas, como educação, pesquisa científica, revitalização rural e economia verde. Segundo Liao, cada recurso será usado de forma criteriosa, garantindo maior retorno social e econômico. As políticas serão aplicadas de forma proativa, com um ritmo acelerado de implementação. A intenção é gerar impacto real em curto prazo, impulsionando investimentos sociais e maximizando a eficácia das medidas fiscais. Além disso, Liao mencionou o compromisso com o aprofundamento do sistema fiscal e tributário, destacando a necessidade de prevenir riscos em áreas-chave e promover o funcionamento estável das finanças públicas. O vice-ministro ressaltou que, diante das complexidades do cenário econômico global e interno, o governo chinês dispõe de ferramentas e espaço político para agir. “Acompanharemos de perto as condições internacionais e domésticas, ajustando as políticas de forma dinâmica e introduzindo medidas de reserva gradualmente para garantir suporte sólido ao desenvolvimento econômico e social”, concluiu Liao. Fonte: news.cn
9 de janeiro de 2025
A China iniciou 2024 com uma meta de crescimento de 5%. Nos primeiros nove meses, a China registrou um crescimento de 4,8% no Produto Interno Bruto (PIB) , alinhado às projeções. No terceiro trimestre, o avanço foi de 4,6%, um desempenho similar ao do segundo trimestre. O ano de 2025 acaba de começar e o mercado aguarda os dados consolidados da economia chinesa para o ano que passou. No terceiro trimestre de 2024, o resultado foi impulsionado principalmente pelo setor industrial, que cresceu 5,8%, impulsionado pela produção de produtos de alta tecnologia que teve alta de 9,1%, e o setor de veículos de nova energia, que cresceu 33,8%. O setor de serviços apresentou recuperação robusta, com destaque para as áreas de tecnologia da informação e software, que avançaram 11,3%. As exportações permanecem resilientes, com alta de 6,0% no terceiro trimestre de 2024 em comparação ao mesmo período de 2023, impulsionadas pela crescente demanda externa. O comércio eletrônico também segue em expansão, liderado por novos modelos como o live commerce, que contribuíram para que as vendas online representassem 26% do varejo total. Já o consumo interno ganhou tração, passando de um crescimento de 2,6% no segundo trimestre para 2,7% no terceiro. Um aspecto importante foram as políticas de estímulo ao consumo interno implementadas pelo governo chinês, como a concessão de subsídios para consumidores para a troca de aparelhos eletrônicos, bicicletas elétricas, entre outros. Os incentivos de renovação da frota automotiva tem avançado com impactos positivos já perceptíveis no mercado. Em novembro, as vendas de veículos de passageiros no mercado interno somaram 2,423 milhões de unidades, representando um aumento de 16,5% em comparação ao mesmo período de 2023. A taxa de crescimento acelerou 5,2 pontos percentuais em relação ao mês de outubro. Desafios para a economia No entanto, a economia chinesa continua enfrentando desafios, como crescimento modesto do mercado interno, produção industrial contraída e baixa utilização da capacidade instalada, fatores que têm limitado a recuperação econômica. O setor imobiliário enfrenta dificuldades, com uma desaceleração no crescimento do investimento devido ao elevado estoque de propriedades. A inflação manteve-se controlada, com alta de 0,4% no terceiro trimestre de 2024 em relação ao ano anterior. Diante desses obstáculos, o governo chinês anunciou no final de setembro um pacote de estímulos fiscais e financeiros para apoiar o consumo, o investimento, o setor imobiliário e os mercados de capitais. A expectativa é que as políticas tenham impacto positivo ao longo de 2025, estabilizando os preços do setor imobiliário e promovendo uma recuperação mais sólida. Por: Daniel Lau Diretor Comercial do IEST Group