2 de março de 2026
Em 28 de fevereiro, a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) anunciou a implementação do sistema de drones em campos de petróleo no Golfo de Beibu, no sul da China. A empresa passou a operar drones em larga escala em 41 plataformas marítimas e dois terminais terrestres. Segundo a companhia, é a primeira vez que campos offshore no país adotam esse modelo de forma estruturada. A iniciativa integra a produção de energia marinha à chamada economia de baixa altitude. O sistema cobre inspeção de oleodutos submarinos, logística e resposta a emergências. Os drones realizam voos sobre mais de 500 quilômetros de dutos, identificam vazamentos e outras anomalias e acionam protocolos de emergência. Além disso, apoiam buscas por embarcações à deriva e pessoas no mar. Também transportam peças e suprimentos para plataformas e navios de engenharia. Com isso, a empresa reduz a dependência de embarcações e helicópteros. De acordo com Meng Wenbo, gerente do Departamento de Coordenação da filial da CNOOC em Zhanjiang, o sistema já acumulou mais de 3.600 quilômetros em operações de inspeção e logística leve. A empresa informou que a eficiência operacional aumentou mais de 30%. Ainda segundo a CNOOC, o uso de drones gera economia anual de cerca de RMB 15 milhões em aluguel de embarcações e combustível e reduz aproximadamente 25 mil toneladas de emissões de carbono por ano. Para viabilizar o projeto, a CNOOC firmou parceria com um grupo de aviação civil e desenvolveu uma plataforma integrada de operações “ar-mar”. O modelo estabelece um processo padronizado de gestão e coordena inspeção, monitoramento, transporte de materiais e resposta a emergências. A empresa afirma que o sistema resolve limitações operacionais anteriores, como cobertura restrita e custos elevados. O projeto inclui uma plataforma inteligente de despacho que integra drones e helicópteros e se conecta ao sistema local de serviços de voo de baixa altitude. Isso permite o controle completo das missões. A CNOOC também colaborou com empresas parceiras para desenvolver drones adaptados ao ambiente marítimo industrial. Além disso, a companhia informou que participou da criação do primeiro padrão nacional preliminar de gestão operacional de drones para a indústria de petróleo offshore na China. O objetivo é alinhar as normas setoriais às regras gerais da autoridade de aviação civil e estruturar um marco regulatório específico para o setor. Fonte: stdaily.com
13 de fevereiro de 2026
A China realizou nesta sexta-feira (13) o primeiro voo tripulado de “táxi aéreo” em área urbana de Chengdu, na província de Sichuan. O teste, com uma aeronave eVTOL, durou cerca de cinco minutos e integrou os planos do governo local para iniciar a fase prática da economia de baixa altitude na região. Segundo o IT Home, o voo foi conduzido pela Sichuan Low-Altitude Economy Company. O presidente da empresa, Long Zhiyu, participou da operação como passageiro. O teste validou a segurança da aeronave e sua adaptação ao espaço aéreo urbano. Além disso, Jing Xuefeng, diretor do Estúdio de Economia de Baixa Altitude da Zona de Desenvolvimento Econômico de Jinjiang, informou que Bailuwan acelera a construção do “Smart Flight Center”, com início das operações previsto para 2026. O projeto prevê a criação de um centro de transporte urbano tridimensional, com serviços de pouso e decolagem, planejamento de dados, suporte à operação e manutenção, além de aplicações para diferentes cenários de uso. Segundo Jing, a partir do voo de verificação, o distrito de Jinjiang pretende ampliar a infraestrutura e a operação do centro de voos inteligentes. O plano inclui, por um lado, o avanço da exploração comercial da economia de baixa altitude e, por outro, a integração desse setor com áreas verdes, planejamento urbano e espaços de consumo. No médio prazo, com a implantação comercial do eVTOL , serviços como “táxis aéreos” urbanos devem entrar em operação e ampliar as opções de transporte na cidade. Fonte: IT Home
3 de fevereiro de 2026
Em 2 de fevereiro de 2025, a Administração Estatal de Regulação de Mercado da China informou que publicou, em conjunto com outros dez órgãos, entre eles o Escritório Central de Gerenciamento de Tráfego Aéreo e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, as “Diretrizes para a Construção de um Sistema de Normas Econômicas para Baixas Altitudes (Edição de 2025)”. O documento define metas para estruturar padrões técnicos e regulatórios da economia de baixa altitude, com foco em segurança, organização do setor e expansão ordenada das atividades no país. De acordo com as Diretrizes, até 2027 a China pretende estabelecer um sistema básico de normas para atender às necessidades do desenvolvimento seguro da economia de baixa altitude. Até 2030, o governo prevê a criação de mais de 300 normas, com estrutura consolidada e compatível com padrões internacionais, para dar suporte regulatório ao setor. O sistema de normas abrange toda a cadeia da economia de baixa altitude, incluindo aeronaves de baixa altitude, infraestrutura, gestão do tráfego aéreo em baixa altitude, supervisão de segurança e cenários de aplicação. Segundo dados oficiais, o setor entrou em uma fase de expansão industrial, com integração entre pesquisa e desenvolvimento, fabricação de equipamentos, serviços operacionais e infraestrutura. Zhu Keli, presidente do Instituto Nacional de Pesquisa da Nova Economia e do Instituto de Pesquisa da Economia de Baixa Altitude da Grande Área da Baía, afirmou que o setor passa por uma transição da fase piloto para a expansão em escala. Segundo ele, as Diretrizes criam um marco regulatório para orientar esse processo. Dados da plataforma Tianyancha indicam que, entre 2016 e 2022, o número anual de empresas registradas na economia de baixa altitude variou entre 7 mil e 13 mil. A partir de 2023, os registros cresceram de forma contínua. Em 2025, o número de empresas chegou a 29 mil, alta de 135,6% em relação ao ano anterior. Em termos de mercado, a CCID Consulting aponta que o valor da economia de baixa altitude na China atingiu 505,95 bilhões de yuans em 2023. Em 2024, o volume subiu 32,5%, para 670,25 bilhões de yuans. Já a Administração de Aviação Civil da China projeta que o mercado alcance 1,5 trilhão de yuans em 2025 e ultrapasse 3,5 trilhões de yuans até 2035. Segundo Zhu Keli, a publicação conjunta das Diretrizes pelos dez departamentos estabelece regras para o setor e cria um referencial técnico e regulatório. Para ele, o documento marca uma nova fase de padronização da economia de baixa altitude, com foco simultâneo em segurança e expansão das atividades. As Diretrizes definem princípios como segurança como base, inovação como vetor de desenvolvimento, cooperação industrial e alinhamento internacional. O plano se organiza em cinco frentes: aeronaves de baixa altitude, infraestrutura , gestão do tráfego aéreo de baixa altitude, supervisão de segurança e cenários de aplicação. O modelo integra normas técnicas e regulamentos de gestão, padrões nacionais e regras internacionais, normas obrigatórias e recomendadas, além de padrões básicos e de aplicação. De acordo com Zhu Keli, esse arranjo busca enfrentar problemas do setor, como fragmentação regulatória, baixa coordenação entre órgãos e conflitos entre exigências de segurança e uso comercial. O modelo propõe a integração entre requisitos técnicos e gestão operacional, a aproximação com padrões internacionais, a diferenciação entre normas obrigatórias e orientações técnicas e a adaptação dos padrões a diferentes cenários, como logística, turismo e resposta a emergências . As Diretrizes também estabelecem um cronograma para a estruturação do setor. Até 2027, o governo pretende formar a base do sistema de normas. Até 2030, a meta é consolidar mais de 300 normas, com estrutura unificada e alinhamento internacional. Para as empresas, Zhu Keli avalia que o cumprimento das normas se tornará um requisito central, o que tende a ampliar investimentos em pesquisa e desenvolvimento e elevar padrões de qualidade de produtos e serviços. Segundo ele, companhias que participarem da definição de normas tendem a ganhar posição estratégica na cadeia produtiva. No plano regional, a padronização deve facilitar a formação de polos industriais ligados à economia de baixa altitude, ao integrar empresas de diferentes elos da cadeia produtiva. No mercado consumidor, a aplicação de normas tende a elevar o nível de segurança e previsibilidade em serviços como logística com drones e transporte aéreo em baixa altitude, além de ampliar a presença dessas atividades no cotidiano. Zhu Keli afirmou que, com a consolidação do sistema de normas, a economia de baixa altitude deve avançar para uma fase de expansão em maior escala, com impacto direto sobre o crescimento econômico e a organização do setor produtivo. Fonte: gmw
16 de julho de 2025
A China intensificou políticas públicas, investimentos e projetos-piloto em cidades como Pequim, Xangai e Shenzhen, buscando estruturar uma cadeia produtiva nacional para o avanço da economia de baixa altitude. A estratégia inclui desde o desenvolvimento de veículos aéreos elétricos de decolagem e pouso vertical (eVTOLs) até a ampliação da infraestrutura e a reforma da gestão do espaço aéreo. Corrida global pela economia de baixa altitude Países como Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Japão e Brasil também avançam na exploração do espaço aéreo de baixa altitude. Segundo a consultoria Roland Berger, esse mercado deve ultrapassar RMB 60 trilhões até 2050. A previsão é que 2025 marque o início da comercialização em larga escala dos eVTOLs e do transporte aéreo urbano (UAM). Empresas como Boeing, Airbus, Joby e Lilium lideram o desenvolvimento de aeronaves nesse segmento. Os governos atuam com políticas coordenadas, promovem a certificação de novas tecnologias e incentivam a integração entre setores civil e militar. China acelera investimentos e amplia participação no setor Em 2023, a economia chinesa de baixa altitude cresceu 33,8% em relação ao ano anterior. A fabricação de aeronaves e os serviços operacionais representaram 55% da atividade econômica, enquanto a cadeia de suprimentos, consumo e transporte respondeu por cerca de 40%. Infraestrutura e serviços de apoio ainda possuem espaço para expansão. Estudos de mercado apontam que o setor pode movimentar mais de RMB 6 trilhões até 2035. O número de empresas registradas e o total de aeronaves em operação aumentam de forma constante, puxados pelo crescimento da aviação geral. Políticas nacionais estruturam ambiente para inovação O governo chinês implementou marcos regulatórios e políticas de estímulo. Entre eles está o “Parecer sobre a reforma da gestão do espaço aéreo de baixa altitude” e, desde março de 2024, o setor passou a integrar o Relatório de Trabalho do Governo como área estratégica. Essas políticas priorizam a abertura do espaço aéreo e a padronização dos drones. Shenzhen, por exemplo, consolidou uma cadeia produtiva de drones com empresas como DJI e Fengyi Technology. Pequim aposta em pesquisa e desenvolvimento para se posicionar como polo nacional de inovação. Já Xangai concentra startups de eVTOLs, com destaque para AGILE ROBOTICS, TCab Tech, Volant e Vertaxi. Chengdu lidera o uso de drones industriais e pleiteia a gestão autônoma do espaço aéreo abaixo de 600 metros. Fonte: news.cn
23 de dezembro de 2024
O ano de 2024 marcou o início da concretização da economia de baixa altitude na China. O ambiente político favorável, a crescente demanda de mercado, as inovações tecnológicas e o fortalecimento da ecologia industrial estão transformando o conceito em realidade. De acordo com dados publicados pela agência de notícias estatal chinesa, Xinhua, o tamanho do mercado da economia de baixa altitude atingirá 580 bilhões de yuans (cerca de US$ 79 bilhões), a taxa composta de crescimento de 16,03% até 2030. Além disso, o fundo total da indústria nacional da economia de baixa altitude ultrapassou RMB 100 bilhões (aproximadamente US$ 13,7 bilhões), reforçando a base financeira para seu desenvolvimento. Até o final de 2024, 32 estações de serviço de voo foram construídas e registradas em todo o país, além de mais de 440 rotas de drones estabelecidas. Paralelamente, mais de 330 cidades iniciaram a implantação da rede 5G-A , formando uma das maiores redes de comunicação de baixa altitude do mundo. No campo do consumo, o transporte de baixa altitude oferece uma solução eficiente e conveniente para os desafios enfrentados pelos residentes urbanos durante os horários de pico, ajudando a aliviar o congestionamento e reduzindo significativamente o tempo de viagem. O turismo de baixa altitude, por sua vez, proporciona uma experiência inovadora aos turistas, permitindo que desfrutem de vistas aéreas de paisagens naturais. Na aplicação industrial, a economia de baixa altitude apresenta soluções práticas e eficazes. A distribuição por drones resolve problemas logísticos, especialmente em regiões remotas ou de difícil acesso, aumentando a eficiência na entrega de mercadorias. No setor agrícola, drones especializados realizam operações como pulverização de pesticidas e plantio com maior eficiência, reduzindo custos de mão de obra e otimizando a produção. Economia de baixa altitude ganha força com apoio regional Desde o início de 2024, cerca de 30 províncias chinesas incorporaram o desenvolvimento da economia de baixa altitude em seus relatórios de trabalho do governo ou implementaram políticas específicas para impulsionar o setor, de acordo com estatísticas parciais. Xangai anunciou planos para construir uma zona piloto nacional de demonstração integrada para a economia de baixa altitude, visando acelerar a criação de uma "cidade do céu" com influência internacional. Em Guangdong, o objetivo é desenvolver uma aglomeração industrial com competitividade global. Já em Zhejiang, a meta é construir uma província civil de alta qualidade e consolidar um polo de desenvolvimento da economia de baixa altitude até 2035. Em Suzhou, na província de Jiangsu, mais de 300 projetos relacionados à economia de baixa altitude já foram assinados, com um investimento total planejado superior a RMB 90 bilhões. Fonte: news.cn
19 de dezembro de 2024
A crescente economia de baixa altitude, avaliada em trilhões de dólares, está impulsionando o desenvolvimento acelerado de carros voadores. Recentemente, o Grupo GAC lançou oficialmente sua nova marca de veículos aéreos , chamada “GOVY”, e apresentou o GOVY AirJet, o primeiro carro voador de asa composta da empresa. Segundo informou o jornal chinês Yicai, Wu Jian, presidente do Instituto de Pesquisa do Grupo GAC, afirmou que a empresa está comprometida com o desenvolvimento de carros voadores, com investimentos proporcionais em pesquisa e desenvolvimento e, futuramente, contará com capital privado para ampliar as operações. Wu também revelou que o Grupo GAC está em processo de criação de uma nova empresa dedicada exclusivamente à produção e inovação no setor de carros voadores. Desde o início deste ano, empresas como XPENG AEROHT, Grupo GAC e Changan Automobile têm acelerado suas iniciativas nesse mercado emergente. O “Porta-aviões Terrestre”, da XPENG AEROHT, tem preço de reserva inferior a RMB 2 milhões, com produção em massa e entrega planejadas para 2026 e uma capacidade anual estimada de 10.000 unidades. A empresa já realizou com sucesso um teste de voo no distrito comercial central de Lujiazui, em Xangai. Enquanto isso, a Changan Automobile planeja formalizar uma parceria estratégica em 21 de dezembro para avançar em pesquisas no setor. A montadora já anunciou planos para lançar veículos aéreos de baixa altitude e carros voadores até 2026. No mercado secundário, ações relacionadas a carros voadores subiram mais de 30% desde o início do ano, refletindo otimismo em torno da economia de baixa altitude, estimada pela Administração de Aviação Civil da China para alcançar RMB 1,5 trilhão até 2025 e RMB 3,5 trilhões até 2035. Segundo Su Qingpeng, do Grupo GAC, a evolução da economia de baixa altitude ocorrerá em três fases. Inicialmente, o foco será no transporte de passageiros para turismo e deslocamentos de curta distância. A segunda fase transformará os táxis aéreos em realidade, enquanto a terceira, prevista para 2030, verá o transporte aéreo como parte do cotidiano. Atualmente, a indústria está na transição da primeira para a segunda fase. Apesar do progresso, os carros voadores ainda enfrentam desafios significativos, incluindo lacunas em regulamentação, falta de infraestrutura adequada, limitações na densidade energética das baterias e dificuldades para aliar conveniência de transporte com eficiência energética. Wu Songquan, engenheiro sênior do Centro de Pesquisa Estratégica e Política Automotiva da China Automotive Technology and Research Center, destacou o enorme potencial da indústria, mas alertou que o salto de "0 a 1" requer mais do que apenas esforços de mercado. Ele defende maior apoio governamental, planejamento coordenado, definição de tecnologias-chave e criação de cenários de aplicação, além de promover inovações por meio de projetos-piloto regionais. Wu também enfatizou a necessidade de um ecossistema robusto para o desenvolvimento de carros voadores, transformando a economia de baixa altitude em um motor de crescimento econômico e tecnológico para a China. Veículos aéreos do Grupo GAC Segundo o Grupo GAC, o GOVY AirJet combina as características de asas fixas e multi-rotor, oferecendo alta eficiência e desempenho. Mais de 90% da estrutura da aeronave é construída com compósitos de fibra de carbono, resultando em um peso equivalente a um terço de um carro do mesmo volume. Em termos de desempenho, o motor do GOVY AirJet apresenta um torque 200% maior em comparação aos carros elétricos tradicionais, atingindo uma velocidade máxima de voo de 250 km/h. O modelo utiliza um pacote de baterias de alta segurança em fibra de carbono, com uma eficiência de integração de 82% e um sistema de energia de alta densidade. A autonomia atual supera 200 km, com suporte para recarga em apenas 30 minutos. No futuro, a autonomia poderá dobrar para 400 km com a introdução de baterias sólidas desenvolvidas pelo Grupo GAC, posicionando o GOVY AirJet como um marco no segmento de carros voadores, combinando inovação tecnológica e eficiência energética. Em termos de tecnologia inteligente, o carro voador integra tecnologias como rádio especializado, protocolo ADS-C, sistema de satélite único Beidou, rede de satélites de órbita alta e baixa, recursos da Internet via Satélites da China, 5G-A com percepção de situação e posicionamento preciso, para criar um sistema de vôo não tripulado de todo o espaço com redundância total de toda a cadeia. Ele também é equipado com um sistema de monitoramento em tempo real e diagnóstico remoto, tecnologia de evitação inteligente de obstáculos e retorno automático, e um sistema de câmeras e radares de percepção de ambiente em todas as direções. Fonte: yicai.com