23 de outubro de 2026
A DeepSeek, empresa chinesa de inteligência artificial, está perto de concluir uma rodada de investimentos de aproximadamente US$15 bilhões (100 bilhões de yuans). Entre os maiores investidores estão a Tencent, responsável pelo aplicativo WeChat, e a CATL, fabricante de baterias. As informações foram divulgadas pela Reuters nesta quinta-feira (22). A operação poderá se tornar uma das maiores captações de recursos já realizadas na China. O financiamento ampliaria a capacidade da empresa, sediada em Hangzhou, de competir com companhias americanas de inteligência artificial, como OpenAI e Anthropic. Segundo a Reuters, a expectativa é que a rodada seja concluída nos próximos dias, embora os valores e as condições ainda possam sofrer alterações. A DeepSeek não havia confirmado oficialmente a operação no momento da reportagem. O valor previsto é o dobro da meta inicial de financiamento, que era de 50 bilhões de yuans. De acordo com a Bloomberg, a empresa elevou o objetivo para 80 bilhões de yuans antes de chegar à estimativa atual de aproximadamente 100 bilhões de yuans. A negociação acontece em um período de crescimento das receitas da DeepSeek. Segundo informações publicadas pelo portal The Information em setembro, a receita anualizada da empresa chegou a US$ 1 bilhão, mais que o dobro do nível registrado alguns meses antes. A DeepSeek obtém a maior parte de sua receita cobrando de empresas e desenvolvedores pelo acesso aos seus modelos de inteligência artificial. Esse serviço permite que outras companhias utilizem a tecnologia em seus próprios sistemas e aplicativos. Segundo o The Information, o diretor-executivo da DeepSeek, Liang Wenfeng, informou aos investidores que os aumentos nos preços de acesso aos modelos não afastaram os clientes e que a demanda pelos serviços permaneceu forte. Fonte: China Daily
3 de julho de 2026
A fabricante chinesa de baterias CATL registrou lucro de 20,7 bilhões de yuans no primeiro trimestre de 2026, resultado superior ao lucro líquido combinado de dez das principais montadoras chinesas de capital aberto, entre elas BYD , SAIC Motor e Geely Automobile, que somaram 17,5 bilhões de yuans no mesmo período. Os dados evidenciam o desequilíbrio na rentabilidade da cadeia de veículos elétricos na China. Enquanto fornecedores de baterias ampliam os ganhos, as montadoras enfrentam margens cada vez menores. Segundo a Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros, a indústria automobilística chinesa acumulou lucro de 144 bilhões de yuans entre janeiro e maio de 2026, com margem de apenas 3,4%, abaixo da média de 6,1% registrada pelas indústrias relacionadas. Parte dessa diferença está no peso das baterias no custo dos veículos elétricos. Elas representam entre 40% e 50% do valor de produção de um automóvel. Além disso, a alta dos preços de matérias-primas, como o carbonato de lítio, e de componentes eletrônicos aumentou os custos das fabricantes de veículos. Além disso, a forte concorrência no mercado chinês reduziu a rentabilidade das montadoras. Muitas empresas intensificaram a disputa por participação de mercado por meio de cortes de preços e da ampliação do número de lançamentos, estratégia que pressionou ainda mais as margens de lucro. Nos primeiros cinco meses de 2026, a China lançou 550 novos modelos de automóveis, média de três veículos por dia. O ritmo supera o de outros segmentos de bens de consumo e reflete a disputa entre fabricantes para ampliar presença no mercado. Diante desse cenário, algumas montadoras começaram a rever suas estratégias e passaram a priorizar a rentabilidade em vez do crescimento acelerado das vendas. Ao mesmo tempo, autoridades chinesas reforçaram o discurso contra a concorrência considerada excessiva no setor. Fonte: China News
28 de abril de 2026
A BYD introduziu uma nova tecnologia de carregamento ultrarrápido capaz de operar sob temperaturas de -30 °C, conforme demonstrado durante o Salão do Automóvel de Pequim 2026. A montadora, que desenvolveu também um carregador de 1500 kW por conector, promete elevar a carga da bateria Blade de segunda geração de 5% a 70% em 5 minutos sob temperatura ambiente. Mesmo em condições de frio extremo, a perda de eficiência no carregamento de 20% a 97% resume-se a apenas 3 minutos adicionais. O movimento da BYD acompanha a estratégia da CATL, que oficializou no mesmo evento a terceira geração da bateria Shenxing Supercharge. Com capacidade de 10C e picos de 15C, o sistema viabiliza recargas de 10% a 80% em menos de 4 minutos. A CATL também destacou sua nova bateria de sódio, projetada para manter a operação estável em temperaturas de até -50 °C, superando a performance de modelos convencionais de fosfato de ferro-lítio (LFP). Outros fabricantes seguem o mesmo movimento. A Sunwoda já trabalha com tecnologias de até 15C, enquanto a REPT Battero desenvolve soluções com taxa média próxima de 7C, capazes de recarregar de 10% a 80% em cerca de 6 minutos. A produção em massa dessas baterias deve começar entre o fim de 2026 e o início de 2027, com foco em veículos de faixa intermediária. Desafios de escala e viabilidade econômica Apesar do avanço, a expansão dessas tecnologias enfrenta limites técnicos e econômicos. O custo ainda restringe a aplicação de sistemas acima de 6C em modelos mais acessíveis. Diante disso, consumidores demonstram preocupação com a degradação das baterias sob carregamento ultrarrápido. Fabricantes reconhecem o desafio de equilibrar velocidade de recarga e vida útil, o que exige ajustes no design das células, nos materiais e nos sistemas de gestão térmica. Carregadores de alta potência exigem redes capazes de suportar picos de demanda, o que limita a implementação fora de grandes centros. Além disso, avanços no ânodo, componente central para acelerar a movimentação de íons de lítio, ainda elevam custos e permanecem concentrados em poucas empresas. Soluções que combinam diferentes materiais, como fosfato, níquel ternário e sódio, ganham espaço. Nesse cenário, as baterias de sódio avançam como alternativa de menor custo e maior estabilidade térmica. A CATL afirma que já superou os principais entraves para produção em larga escala dessa tecnologia e prevê iniciar a fabricação no quarto trimestre de 2026. A competitividade depende do preço do lítio: projeções do setor indicam que, com o carbonato de lítio em torno de RMB 120 mil por tonelada, as baterias de sódio tendem a se tornar mais viáveis economicamente, com potencial de consolidação ainda no segundo semestre de 2026. Fonte: sina.com.cn
23 de abril de 2026
A CATL, maior fabricante mundial de baterias para veículos elétricos , informou que iniciará ainda este ano a produção em larga escala de uma nova bateria à base de sódio, com potencial para reduzir o custo dos veículos elétricos. A empresa afirmou que resolveu os principais desafios de fabricação e avançou para a etapa de comercialização da tecnologia. Durante coletiva de imprensa, o cientista-chefe Wu Kai declarou que as baterias de íon-sódio estão prontas para produção em massa. Segundo ele, a nova química deve atuar como complemento às baterias de íon-lítio e ampliar as opções para montadoras, sobretudo em modelos de menor custo. Além disso, a empresa desenvolve outra frente tecnológica voltada ao alto desempenho. O cientista-chefe Gao Huan afirmou que a CATL negocia com montadoras chinesas o uso de baterias de estado condensado, associadas ao estado sólido. De acordo com ele, os protótipos seguem em fase de testes. Apresentada em 2023 para uso em aviação elétrica, essa tecnologia alcança densidades de energia de até 500 Wh/kg. A empresa já testou o sistema em voo com uma aeronave comercial de 4 toneladas e planeja novas validações em modelos maiores. Na sequência, a CATL pretende adaptar essa solução para veículos de passageiros. Uma versão baseada na arquitetura Qilin prevê densidade de 350 Wh/kg em nível de célula, com impacto direto na autonomia dos veículos e nos padrões de segurança. As baterias de íon-sódio utilizam um material abundante na crosta terrestre e na água do mar, ao contrário do lítio, cuja produção se concentra em poucos países. Apesar disso, a nova tecnologia não deve substituir o íon-lítio no curto prazo, especialmente em veículos de maior desempenho. A China incluiu o desenvolvimento de baterias de sódio entre suas prioridades industriais e acelera projetos voltados ao armazenamento de energia. Para Hu Yongsheng, pesquisador do Instituto de Física da Academia Chinesa de Ciências, o uso do sódio pode ampliar a segurança energética ao oferecer uma base de recursos mais estável. Segundo Hu, a aplicação tende a crescer em veículos elétricos de entrada, sistemas de armazenamento para redes elétricas e regiões de baixa temperatura, onde a tecnologia apresenta melhor desempenho e custo reduzido. O pesquisador destacou que as linhas de produção de baterias de sódio e de lítio são compatíveis em grande parte. Isso permite que fabricantes adaptem operações com baixo custo e ampliem a adoção da nova tecnologia. Fonte: China Daily
11 de novembro de 2025
A JD.com lançou no domingo (9) o Aion UT Super, veículo elétrico desenvolvido em parceria com a montadora GAC Group e a fabricante de baterias CATL. O modelo, disponível exclusivamente na plataforma online da JD, marca a entrada da gigante do e-commerce no mercado chinês de veículos de nova energia (NEV) , um dos setores que mais crescem no país. O carro custa 49.900 yuans (US$7.007) na versão com bateria alugada e 89.900 yuans (US$12.630) no modelo completo. Embora a JD não participe da fabricação, é responsável pelas vendas e pela gestão de dados de consumo, utilizando milhões de buscas anuais em sua plataforma para identificar tendências e demandas do público. A GAC conduz a pesquisa e a produção do veículo, enquanto a CATL fornece a tecnologia e o sistema de troca rápida de baterias. O modelo tem autonomia de até 500 quilômetros e permite a substituição da bateria em 99 segundos. A CATL planeja construir mais de 5.000 estações de troca pelo país para fortalecer esse ecossistema. Segundo Zhang Xiang, professor visitante da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huanghe, a entrada da JD no setor busca novas fontes de receita diante da desaceleração do comércio eletrônico. “A empresa introduz o modelo de troca de baterias no setor automotivo e amplia o alcance da indústria de veículos inteligentes”, disse. Zhang destacou que o novo modelo, com preço abaixo de 100.000 yuans, preenche uma lacuna no mercado, antes dominado por carros com sistema de troca de bateria que custavam acima de 200.000 yuans. Ele afirmou que a novidade deve dinamizar o mercado, diversificar a oferta e ampliar as opções para os consumidores. A JD vem ampliando sua presença no setor automotivo com um ecossistema que integra compras, manutenção e serviços pós-venda. A empresa opera cerca de 3.000 centros de serviço físicos e mantém parcerias com mais de 40.000 lojas em todo o país. Cao Lei, diretor do Instituto de Economia da Internet, afirmou que companhias de tecnologia como a JD oferecem às montadoras tradicionais informações detalhadas sobre o comportamento do consumidor e canais de venda híbridos, combinando e-commerce e pontos físicos. Segundo ele, as empresas de internet estão ganhando espaço no setor automotivo por dominarem tecnologias como inteligência artificial e análise de dados. A JD, por exemplo, processa cerca de 20 milhões de buscas anuais por automóveis, o que permite mapear demandas específicas e oferecer serviços personalizados. O mercado chinês de veículos de nova energia segue em forte expansão. Dados da Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis mostram que, entre janeiro e setembro de 2025, a produção chegou a 11,24 milhões de unidades, alta de 35,2% em relação ao ano anterior. As vendas alcançaram 11,23 milhões de veículos, avanço de 34,9%. Em 2024, a China produziu 12,88 milhões de veículos elétricos e vendeu 12,86 milhões, mantendo-se como líder mundial em produção e vendas pelo décimo ano consecutivo. Empresas como Huawei e Xiaomi também avançam no setor. Recentemente, a JD e a CATL firmaram parceria estratégica para criar um canal oficial de vendas diretas e expandir o modelo de troca de baterias, incluindo cooperação em serviços pós-venda. Pan Helin, membro do Comitê de Especialistas em Economia da Informação e Comunicação do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, afirmou que o varejo automotivo caminha para a integração total entre os canais online e offline. “As plataformas digitais atrairão consumidores, enquanto as lojas físicas funcionarão como espaços para test drives e experiências presenciais”, afirmou. Fonte: China Daily
21 de maio de 2025
A Geely Galaxy New Energy informou, em 21 de maio, que o modelo elétrico compacto Star Wishes superou 200 mil unidades vendidas em pouco mais de 200 dias desde o lançamento. O veículo se tornou o carro 100% elétrico que mais rapidamente atingiu esse volume de vendas no mercado. Segundo o site IT Home, a montadora produziu a 200.000ª unidade no dia 17 de maio. Lançado oficialmente em outubro de 2023, o Star Wishes chegou ao mercado com preço inicial de RMB 69.800. Desde então, o modelo quebrou uma série de recordes de entrega na categoria A0 de veículos elétricos compactos. Em 16 dias, ultrapassou 10 mil unidades entregues. Em 33 dias, chegou a 20 mil. No 49º dia, alcançou 30 mil. Aos 65 dias, passou de 40 mil. Com 80 dias, atingiu 50 mil unidades entregues. Em 26 de fevereiro, a empresa havia alcançado a produção da 100.000ª unidade. O Geely Star Wishes mede 4.135 mm de comprimento, 1.805 mm de largura e 1.570 mm de altura, com entre-eixos de 2.650 mm. O modelo oferece duas opções de motorização elétrica, de 58 kW ou 85 kW. A bateria é fornecida pela CATL e possui capacidade de 30,12 kWh ou 40,16 kWh, com autonomia de 310 km ou 410 km no ciclo CLTC, conforme a versão escolhida. Entre os equipamentos, o veículo traz painel digital de 8,8 polegadas, central multimídia de 14,6 polegadas com resolução 1080P e taxa de atualização de 60Hz, além do sistema operacional Flyme Auto. As versões mais completas incluem airbags laterais, câmera panorâmica 360° com imagem transparente e carregamento sem fio para smartphones . As opções de acabamento interno incluem as cores branco celeste e verde encantado. Fonte: ithome.com
29 de novembro de 2024
A Changan Automobile anunciou hoje que planeja investir mais de 50 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 6,9 bilhões) nos próximos cinco anos em soluções de mobilidade terrestre, marítima e aérea, além do desenvolvimento de robôs humanoides. A empresa prevê lançar seu primeiro modelo de carro voador até 2026, marcando um passo importante em sua transformação para uma companhia focada em tecnologia de mobilidade inteligente e de baixo carbono. Em relação à marca AVATR, a Changan destacou o sucesso do modelo AVATR 07, desenvolvido em parceria com a Huawei e a CATL no formato de cooperação "HIPlus". O veículo incorpora as mais recentes inovações tecnológicas do consórcio CHN (Changan, Huawei e CATL) e já entregou mais de 12.000 unidades desde o lançamento, consolidando-se como um dos principais produtos da marca. A AVATR está desenvolvendo novos modelos, incluindo SUVs de médio e grande porte com cinco e seis lugares, e carros esportivos com velocidades superiores a 300 km/h. A iniciativa busca atender às diversas necessidades dos consumidores e reforçar o posicionamento da AVATR como uma marca internacional de alto padrão. Guerra de preços A Changan Automobile destacou a importância de inovação tecnológica e fortalecimento da marca para o desenvolvimento sustentável da indústria automobilística. A empresa alertou que guerras de preços podem enfraquecer a lucratividade das montadoras, prejudicar a percepção das marcas e limitar a capacidade de inovação tecnológica, comprometendo o futuro do setor. Apesar dos desafios, a AVATR, marca da Changan, registrou resultados históricos em outubro, com vendas de 10.056 veículos, o dobro em comparação ao mesmo período do ano passado e ao mês anterior. Para efeito de comparação, em setembro deste ano foram entregues 4.537 veículos, e em outubro de 2023, 3.888 unidades. Isso representa um crescimento anual de 158,64% e um aumento mensal de 121,64%, consolidando a marca como uma das principais apostas da empresa no mercado automotivo de alto desempenho. Fonte: ithome.com
2 de setembro de 2024
O presidente da CATL , Zeng Yuqun, afirmou na Conferência Mundial de Baterias de energia de 2024, realizada em Yibin, Sichuan, que a indústria de baterias de energia deve avançar para uma fase de desenvolvimento de “alto padrão”. Ele afirmou que a alta segurança é essencial para a sustentabilidade da indústria, a alta confiabilidade constrói a competitividade a longo prazo do setor, o alto desempenho abre novos espaços de crescimento para a indústria e a alta valorização cria valor econômico e social em múltiplas dimensões. Segundo Zeng Yuqun, o eVTOL equipado com baterias da CATL, fará seu voo inaugural no final de 2024. Um relatório da Sealand Securities apontou que a tecnologia de baterias de íon de lítio enfrenta limitações de densidade de energia, e as baterias de estado sólido são a direção futura para melhorias. Atualmente, as baterias de lítio mais comuns são as baterias de íon de lítio líquidas, cuja densidade de energia teórica máxima é de 300Wh/kg. A curto prazo, é possível aumentar a densidade de energia do sistema por meio da melhoria dos materiais do eletrodo e da ampliação da faixa de SOC; a médio prazo, as baterias de estado sólido, com densidade de energia teórica superior a 500Wh/kg, podem se tornar a principal direção de pesquisa e desenvolvimento. Fonte: yicai.com
14 de setembro de 2023
"Eles sempre vêm com a tecnologia mais inovadora, e este ano não é diferente". Foi com essas palavras que o comitê organizador da feira RE+, a maior exposição de energia limpa da América do Norte, descreveu a presença de mais de 300 empresas chinesas no evento internacional do setor de energia, segundo a agência de notícias estatal chinesa, Xinhua. A RE+ é uma exposição anual co-patrocinada por duas grandes organizações do setor de energia solar nos EUA - a Solar Energy Industries Association of America e a Smart Power Coalition of the U.S. A exposição estreou em 2004 com o nome de Solar Power Expo International e, desde então, tem sido realizada em várias cidades dos EUA, abrangendo uma ampla gama de setores, incluindo energia eólica e energia de hidrogênio. De acordo com o comitê organizador da exposição, a mostra deste ano, realizada em Las Vegas de 11 a 14, atraiu mais de 1.300 expositores de todo o mundo, apresentando os mais recentes avanços em vários campos da energia limpa. Além dos líderes do setor, como CATL , BYD, CALB Group e Gotion High-tech, muitas pequenas e médias empresas (PMEs) chinesas também atraíram muitos visitantes com seus primeiros produtos. Os expositores apresentaram que as empresas chinesas são forças extremamente importantes na RE+. Por um lado, há muitos expositores chineses, por outro, a China tem uma cadeia industrial completa e sólida no campo de baterias, painéis solares, equipamentos de armazenamento de energia, etc., e mantém uma posição de liderança em P&D global e aplicação de tecnologia. Zheng Xiang, Diretor do Instituto de Pesquisa de Shenzhen e Chefe do Departamento de Estratégia da CALB Group, apresentou que a China CALB Group tem uma equipe de P&D de mais de 3 miL pessoas, e os avanços tecnológicos trazidos pela pesquisa científica e pela capacidade de inovação dão impulso ao rápido desenvolvimento da empresa. Embora esteja entre os fabricantes de baterias de energia de primeira linha do mundo, em virtude de suas vantagens tecnológicas e de produto, a CALB Group está fazendo grandes esforços para desenvolver seu negócio de armazenamento de energia e trará produtos de armazenamento de energia de alta segurança e alta confiabilidade para seus clientes globais. Hao Wenli, diretor de mercado internacional e desenvolvimento de negócios da Gotion Hi-Tech, disse que a exposição RE+ é uma oportunidade de aumentar a exposição da empresa no campo de nova energia na América do Norte. A empresa é responsável por cerca de 30% das remessas globais na área de armazenamento doméstico de energia, disse Yu Baixi, diretor de negócios de armazenamento de energia nos EUA da Poweramp Technology Limited, que foi investida e estabelecida em conjunto pela CATL e pela ATL. Ele espera combinar as vantagens de desenvolvimento e fabricação de produtos da própria empresa com os canais de mercado de seus parceiros no exterior para exportar ainda mais produtos de alta qualidade "Made in China" e "Intelligently Manufactured in China" para a América do Norte e o mundo. Cheng Yuefan, presidente da Desay Battery, disse que 40% dos engenheiros do setor de células de bateria da Desay Battery são funcionários de P&D, e ele está confiante de que as empresas chinesas manterão sua posição de liderança no campo da energia limpa. "Uma cadeia industrial completa, uma forte equipe de talentos técnicos e trabalhadores industriais qualificados são fatores favoráveis para que as empresas chinesas mantenham uma posição de liderança a longo prazo." Fonte: Xinhua.net Imagem principal: Zeng Hui/Xinhua
4 de setembro de 2023
Cinquenta e duas empresas chinesas do ramo automobilístico participarão da IAA Mobility 2023, que tem início nesta terça-feira, 5, em Munique, na Alemanha. Entre elas estão a fabricante de veículos elétricos Xpeng Motors e o gigante das baterias Contemporary Amperex Technology (CATL). A IAA Mobility é o maior salão automobilístico da Europa e ocorrerá entre os dias 5 e 10 de setembro, com a participação de 675 expositores. Além da Xpeng, outros pesos-pesados da indústria automobilística chinesa, como a Avatr Technology, Leapmotor Technology, Seres Group, MG Motor da SAIC Motor, Dongfeng Motor, além do Grupo Zhejiang Geely Holding, com suas marcas Lotus Group e Polestar, irão expor suas inovações no evento. Durante o evento, fabricantes chineses de baterias para veículos elétricos, como CATL , Eve Energy, Sunwoda Electronic, CALB Group, Rept Battero Energy e Farasis Energy, irão apresentar suas mais recentes tecnologias. A Sunwoda, por exemplo, vai demonstrar avanços em baterias, incluindo carregamento rápido, baterias de íon de sódio e baterias de estado sólido, bem como células cilíndricas de grande porte. Além disso, empresas chinesas que se destacam em soluções e hardware para direção inteligente, como Horizon Robotics, EcarX Group, QCraft, Liangdao Intelligent Automotive Technology, DeepRoute, SenseTime Group e Zongmu Technology, também terão presença notável na IAA Mobility. Uma novidade emocionante é que o Congresso Mundial de Veículos de Energia Nova será realizado em Munique pela primeira vez fora da China, começando em 6 de setembro. A Europa se tornou um destino crucial para os Veículos Elétricos (VEs) chineses, com quase metade dos VEs chineses exportados em 2021 encontrando lar no continente, de acordo com um relatório da KPMG. No ano passado, o preço médio de um carro chinês vendido na Europa ficou na casa dos US$ 30.000. Para o futuro, as montadoras chinesas estão projetando uma expansão significativa, com a expectativa de representar 33% do mercado automobilístico global até 2030, marcando um aumento substancial em relação aos atuais 17 por cento. Paul Gong, chefe da China Auto na UBS Global Research, prevê que algumas empresas chinesas de carros elétricos se tornarão gigantes globais, enquanto as empresas chinesas que fornecem VEs e tecnologias relacionadas devem capitalizar nesse crescimento e se consolidar como líderes globais. Nesse cenário, as montadoras europeias enfrentarão desafios significativos em termos de participação de mercado, particularmente aquelas que operam no segmento convencional. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Sohu Imagem principal: Lu Yang/ Xinhua