A Administração Estatal para Regulação do Mercado da China aprovou duas normas nacionais obrigatórias para módulos fotovoltaicos com foco em segurança, rastreabilidade e padronização técnica. As medidas, anunciadas em 26 de maio, tratam dos “Requisitos de Segurança para Módulos Fotovoltaicos” e dos “Requisitos de Identificação e Etiquetagem de Módulos Fotovoltaicos”. Segundo o governo chinês, as novas regras buscam reduzir riscos de acidentes, combater informações falsas sobre potência dos equipamentos e fortalecer a concorrência no setor de energia solar.
A norma sobre segurança estabelece critérios para segurança elétrica, mecânica e contra incêndios, além de limitar o uso de substâncias nocivas nos módulos fotovoltaicos. O texto também define métodos de teste e cria exigências obrigatórias de retardância de chama para materiais utilizados nos componentes. A regulamentação amplia o controle sobre o desempenho dos equipamentos em situações de risco, especialmente em casos de incêndio.
Já a norma voltada à identificação e etiquetagem fixa limites de tolerância para os parâmetros elétricos informados nas placas dos módulos fotovoltaicos. Além disso, determina métodos de medição e regras de rastreabilidade metrológica, permitindo a verificação técnica dos dados apresentados pelos fabricantes.
Segundo Yu Xiuming, vice-presidente do Instituto Chinês de Padronização em Tecnologia Eletrônica, as duas normas passaram por testes experimentais e análises de dados antes da aprovação. Ele afirmou que a implementação das regras deve reduzir acidentes e garantir que as informações presentes nas etiquetas sejam verificáveis e rastreáveis. Yu também destacou que as medidas devem combater a prática de superdimensionamento da potência declarada dos módulos.
De acordo com o executivo, as novas exigências também podem acelerar a retirada de capacidades produtivas consideradas obsoletas, pressionando fabricantes a investir em inovação tecnológica e melhoria da qualidade. A expectativa é fortalecer a competitividade da indústria fotovoltaica chinesa em um momento de expansão global da energia solar.
O secretário-geral executivo da Associação da Indústria Fotovoltaica da China, Liu Yiyang, afirmou que as normas foram elaboradas com base em padrões internacionais avançados. Segundo ele, a iniciativa também deve ampliar a presença dos padrões técnicos chineses no mercado internacional e reforçar a competitividade global do setor fotovoltaico do país.
As duas normas foram propostas e coordenadas pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China.
Fonte: news.cn

