A China pode ter entre 150 milhões e 200 milhões de pessoas vivendo sozinhas até 2030. Em 2024, esse grupo já somava cerca de 123 milhões, e o crescimento começa a influenciar desde o tamanho das embalagens nos supermercados até viagens, eletrodomésticos e serviços voltados para uma única pessoa.
Esse movimento deu força à chamada “economia solo”, voltada a consumidores que moram e realizam atividades de forma independente. Entre os produtos que ganham espaço estão alimentos em porções menores, refeições prontas, eletrodomésticos inteligentes e itens pensados para rotinas individuais.
Em Xiamen, por exemplo, um supermercado ampliou a oferta de alimentos frescos em porções individuais, embalagens menores e produtos para animais de estimação. Após a reformulação das áreas de refeições prontas e porções individuais, as vendas dessas categorias aumentaram seis vezes.
A adaptação, porém, também traz desafios. Embalagens menores costumam ter preços unitários mais altos devido aos custos de produção, embalagem e conservação. Para os varejistas, o modelo também exige controle mais preciso dos estoques para reduzir desperdícios.
O turismo é outra área influenciada por esse comportamento. Pessoas que viajam sozinhas têm mais liberdade para definir seus próprios roteiros, mas também podem gastar mais com hospedagem e alimentação, já que não dividem despesas e nem sempre encontram refeições em porções individuais.
Dentro de casa, aspiradores robôs, lava-louças e equipamentos automatizados para cuidados com animais de estimação estão entre os produtos usados para tornar a rotina mais prática.
A expansão da economia solo ocorre ao mesmo tempo em que os registros de casamento diminuem no país. O número caiu de 13,47 milhões de casais em 2013 para 6,76 milhões em 2025. No primeiro trimestre de 2026, foram registrados 1,697 milhão de casamentos, queda de 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Fonte: Xinhua

