O investimento estrangeiro nos setores de pesquisa científica e serviços tecnológicos respondeu por quase 20% do total recebido pela China em 2025, segundo o Ministério do Comércio. O dado foi divulgado em 16 de abril pelo porta-voz He Yadong. A participação cresce há sete anos e hoje é 3,8 vezes maior do que em 2018.
Segundo He, multinacionais passaram a usar a China não apenas como base industrial, mas como centro de inovação. Além disso, centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de empresas estrangeiras deixaram de atuar só na adaptação de produtos ao mercado local e passaram a desenvolver soluções com alcance global. Nesse movimento, companhias como Roche Diagnostics, AstraZeneca, Philips, Porsche e Schneider Electric instalaram unidades de P&D no país. Em 2025, o governo registrou a abertura de 14 mil novas empresas estrangeiras nesses setores, alta de 27,2% em relação ao ano anterior.
Desde 1º de fevereiro, entrou em vigor a nova versão do Catálogo de Indústrias Incentivadas ao Investimento Estrangeiro, com inclusão de áreas como desenvolvimento de medicamentos e tecnologias digitais. Em paralelo, o Ministério das Finanças e o Ministério do Comércio mantiveram a isenção de tarifas de importação, imposto sobre valor agregado (IVA) e imposto sobre consumo para equipamentos e insumos destinados a centros de P&D com capital estrangeiro.
He afirmou que o governo pretende ampliar a atração de multinacionais para atividades de pesquisa e desenvolvimento. A estratégia envolve o uso da estrutura industrial do país, da mão de obra qualificada e da aplicação em larga escala de novas tecnologias, com foco em processos ligados à digitalização e à transição energética.
Fonte: people.com.cn

