A China está ampliando o uso de inteligência artificial e integração de dados para identificar sinais de doenças infecciosas antes que casos isolados evoluam para surtos. A meta é ter, até 2030, um sistema nacional de monitoramento capaz de receber sinais de diferentes fontes e emitir alertas com mais rapidez.
A rede conecta dados de hospitais, laboratórios, farmácias, escolas, instituições para idosos, alfândegas e até informações meteorológicas. Algoritmos analisam esses sinais em busca de padrões anormais que possam indicar risco à saúde pública.
Em Tianjin, por exemplo, sistemas instalados em hospitais já conseguem identificar resultados de exames considerados suspeitos, sugerir investigações complementares e gerar alertas automaticamente. Atualmente, 284 instituições médicas da cidade participam da rede.
Em Xangai, a tecnologia também é usada para identificar possíveis concentrações de casos. Em dezembro de 2025, o sistema detectou três pacientes com pneumonia que viviam próximos e acionou uma investigação. Em menos de 24 horas, as autoridades concluíram que não havia ligação entre os casos.
Segundo dados oficiais, desde outubro de 2025 mais de 400 instituições médicas de Xangai identificaram mais de 220 mil casos de pneumonia infecciosa. Desse total, mais de 1.300 situações consideradas potencialmente relevantes para a saúde pública foram investigadas e tratadas em até 24 horas.
Parte da análise é feita por sistemas de IA capazes de examinar prontuários e extrair informações relevantes em poucos segundos, apoiando etapas como avaliação de risco, classificação dos casos e investigação epidemiológica.
Fonte: news.cn

