A China aprovou o primeiro padrão mundial para dispositivos médicos de interface cérebro-computador que utilizam inteligência artificial para processar dados de eletroencefalograma (EEG). A norma estabelece critérios para coleta, processamento, rotulagem, armazenamento e acesso aos dados usados por esses sistemas.
O padrão foi aprovado pela Administração Nacional de Produtos Médicos e entrará em vigor em 1º de setembro de 2027. Segundo o órgão, este é o terceiro padrão chinês voltado a dispositivos médicos de interface cérebro-computador.
Esses equipamentos captam sinais da atividade cerebral e utilizam algoritmos para interpretá-los. Em aplicações médicas, a tecnologia pode ser usada para identificar intenções do paciente e permitir a interação com dispositivos externos.
Para funcionar, os sistemas precisam ser treinados com grandes volumes de dados de eletroencefalograma. A qualidade dessas informações influencia tanto o desempenho dos algoritmos quanto a segurança dos pacientes.
Novo padrão mira qualidade dos dados
A norma cria requisitos comuns para todo o processo de preparação dos conjuntos de dados usados no desenvolvimento dos dispositivos, desde a coleta até o armazenamento e o acesso às informações.
Segundo a Administração Nacional de Produtos Médicos, um dos problemas atuais do setor é a falta de critérios uniformes para avaliar a qualidade desses dados e para organizar sua preparação.
Com o novo padrão, empresas e centros de pesquisa passam a ter uma referência comum para desenvolver e testar sistemas de interface cérebro-computador que utilizam inteligência artificial.
A autoridade chinesa informou ainda que adotou um processo acelerado para elaborar e aprovar a norma diante do avanço das pesquisas e do desenvolvimento de dispositivos médicos nessa área.
Fonte: Ith Home

