A China concluiu a retirada gradual de substâncias que destroem a camada de ozônio no setor de solventes, após a entrada em vigor de uma proibição nacional para o uso desses compostos em produtos de limpeza. A medida faz parte dos compromissos assumidos pelo país no Protocolo de Montreal, ao qual aderiu em 1991.
A proibição passou a valer em 1º de julho de 2026 e marcou o fim formal do uso de hidroclorofluorcarbonos, os HCFCs, nesse setor. Os HCFCs são substâncias utilizadas em diferentes aplicações industriais e que contribuem para a destruição da camada de ozônio.
A conclusão do processo foi anunciada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que atua no projeto em parceria com o Ministério da Ecologia e Meio Ambiente da China e o Centro de Cooperação Ambiental Estrangeira, ligado à pasta.
A etapa mais recente do programa começou em 2016. Desde então, o PNUD e o Centro de Cooperação Ambiental Estrangeira apoiaram a substituição dos HCFCs por outras substâncias no setor de solventes.
Segundo o PNUD China, 53 empresas de 12 províncias fizeram essa transição ao longo da última década.
“A eliminação gradual do setor de solventes na China representa a reta final nessa jornada de conformidade, e o PNUD tem orgulho de estar ao lado dos parceiros chineses em cada etapa do processo”, afirmou Stefan Liller, representante residente do PNUD na China.
Liller também afirmou que o processo mostra que mudanças industriais podem ocorrer em conjunto com medidas de proteção ambiental.
Fonte: China Daily

