A China quer aumentar o uso de inteligência artificial entre pequenas e médias empresas nos próximos cinco anos, com medidas para reduzir custos de implementação, facilitar o acesso à capacidade computacional e ampliar a formação de profissionais.
Segundo o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, muitas empresas ainda enfrentam dificuldades para adotar IA devido às barreiras técnicas, aos custos elevados e à falta de profissionais qualificados.
Para reduzir esses obstáculos, o governo pretende ampliar o acesso a centros compartilhados de computação, modelos de inteligência artificial, dados e ambientes de testes, evitando que pequenas empresas tenham de construir toda essa infraestrutura por conta própria.
O plano também prevê que os investimentos internos em pesquisa e desenvolvimento das pequenas e médias empresas industriais cresçam mais de 8% ao ano até 2030.
Outra meta é chegar a 22 mil empresas classificadas como “pequenas gigantes”, nome dado na China a pequenas e médias companhias especializadas em nichos específicos e com capacidade de inovação. O país também pretende formar 600 polos industriais nacionais de PMEs.
Centro de IA para pequenas empresas da Ásia-Pacífico
A China também iniciou em Guangzhou a criação de um centro voltado à cooperação entre pequenas e médias empresas da região Ásia-Pacífico no uso de inteligência artificial.
A proposta inclui troca de experiências, capacitação, pesquisa de políticas e cooperação empresarial para facilitar o acesso de PMEs a ferramentas e serviços de IA.
O tema esteve no centro da 32ª Reunião Ministerial da APEC sobre Pequenas e Médias Empresas e da 21ª Feira Internacional de Pequenas e Médias Empresas da China, realizadas em Guangzhou.
A feira reuniu mais de 2 mil empresas de mais de 40 países e regiões e apresentou aplicações de inteligência artificial e robótica voltadas a diferentes atividades empresariais.
Fonte: gmw

