O governo brasileiro anunciou um projeto de R$ 1,276 bilhão para instalar uma infraestrutura de supercomputação no Rio de Janeiro em parceria com as chinesas Huawei e iFlytek. O projeto inclui transferência de tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, formação profissional e criação de modelos de inteligência artificial em português. O início das operações está previsto para julho de 2027 e terá duração de cerca de cinco anos.
A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) será responsável pela execução do projeto. A parceria também prevê o desenvolvimento de uma pilha de software soberana e de um modelo de linguagem de grande escala, conhecido pela sigla LLM, além de outros modelos de inteligência artificial em português.
Outro eixo do projeto será a formação de profissionais. A previsão é capacitar 3 mil brasileiros ao longo de cinco anos. As contrapartidas das empresas chinesas incluem transferência de tecnologia, pesquisa e desenvolvimento e formação de pessoas.
Projeto integra plano brasileiro de inteligência artificial
A infraestrutura com Huawei e iFlytek faz parte das iniciativas relacionadas ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê R$ 23 bilhões em investimentos entre 2024 e 2028.
Além da parceria com as empresas chinesas, o Brasil prevê cerca de R$ 1 bilhão para adquirir, por meio de edital competitivo, outro supercomputador. O equipamento terá capacidade aproximada de 7.200 petaflops, equivalente a cerca de 7,2 quintilhões de operações matemáticas por segundo.
Esse supercomputador será instalado no Parque Tecnológico Augusto Severo, ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e tem início de operação previsto para o fim de 2027.
O conjunto de iniciativas inclui ainda uma estratégia para o desenvolvimento de chips com arquitetura aberta RISC-V, em cooperação com o ecossistema de inovação de Barcelona, na Espanha.
Também estão previstos a estruturação da Nuvem Brasileira e a implantação do Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável, que ficará sob responsabilidade de um centro de pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Fonte: Gov.br

