
9 de maio de 2024
Daiane Mendes
A urbanização acelerada, símbolo do progresso e da modernidade na China, trouxe consigo um problema que se estende silenciosamente pelas cidades do país mais populoso do mundo: o afundamento do solo. Um estudo recente, realizado pela revista científica Science de 2015 a 2022, descobriu que 45% das áreas urbanas examinadas estão afundando cerca de 3 milímetros por ano, sendo que 16% dessas áreas estão cedendo devido ao peso dos prédios a uma taxa superior a 10 milímetros por ano. Essa realidade afeta diretamente 29% e 7% da população urbana, respectivamente, colocando em risco a infraestrutura e a segurança dos habitantes chineses. O estudo utilizou a técnica de interferometria de radar de abertura sintética (InSAR) via satélite para mapear o deslocamento do solo. Pesquisadores coletaram imagens de radar Sentinel-1 A/B e aplicaram o método SBAS (Small Baseline Subset) para monitorar com precisão o deslocamento gradual do solo. A origem desse fenômeno está profundamente ligada à extração excessiva de água dos aquíferos subterrâneos para atender ao crescimento populacional e a expansão urbana. A rápida urbanização exige uma quantidade significativa de água para abastecer a população, indústria e agricultura. Com isso, a água é retirada mais rapidamente do que pode ser naturalmente restabelecida, levando à compactação do solo e ao seu afundamento. Outro ponto observado é que o crescimento populacional e o desenvolvimento urbano resultam na construção de edifícios cada vez mais altos e pesados. O próprio peso dessas estruturas compacta o solo, contribuindo para o afundamento gradual. O afundamento do solo não é apenas um problema estrutural; ele também acarreta sérias consequências ambientais e sociais. As áreas afetadas enfrentam o risco de inundações, pois a capacidade de drenagem natural do solo fica comprometida. Além disso, a estabilidade de estradas, pontes e linhas de metrô pode ser afetada, aumentando o perigo de acidentes e interrupções no transporte público. Impactos futuros Os resultados são um chamado à ação para que a urbanização acelerada seja acompanhada de estratégias sustentáveis, evitando assim consequências prejudiciais para as gerações futuras. O Estudo indica que, se nada for feito, até 2120, entre 22% e 26% das terras costeiras da China terão uma elevação relativa inferior ao nível do mar. Isso colocará em risco 9% a 11% da população costeira, que enfrentará as consequências da combinação devastadora de subsidência urbana e aumento do nível do mar. Soluções em andamento Para combater esse problema, algumas cidades chinesas já começaram a implementar medidas como a restrição da extração de água subterrânea, a recarga artificial de aquíferos e a construção de infraestrutura mais leve. Além disso, o governo está investindo em tecnologias de construção sustentável e em sistemas de monitoramento mais avançados para detectar e prevenir o afundamento do solo em tempo real. Além disso, a China tem empregado diversas tecnologias para combater problemas de enchentes, como drones para envio de suprimentos, robôs salva-vidas, ponte de embarcação motorizada e o ‘Dragão Sugador’, um equipamento utilizado para o manejo de esgoto e drenagem. Devido à sua eficiência e operação manual, é ideal para locais sem eletricidade, como estradas e túneis, também é usado para drenagem rápida em emergências de inundação.

25 de abril de 2024
Daiane Mendes
Superando as expectativas de projeção do mercado, a economia chinesa registrou um crescimento de 5,3% no terceiro trimestre, em comparação ao mesmo período de 2023, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS, sigla em inglês). Esse crescimento tem sido impulsionado por uma combinação de fatores, incluindo investimentos em infraestrutura, industrialização acelerada e uma crescente classe média que está estimulando o consumo interno e o desenvolvimento econômico do país. Em 2023, por exemplo, o consumo final representou 82,5% do crescimento total do Produto Interno Bruto (PIB) da China , com as vendas no varejo atingindo um recorde de 47,15 trilhões de yuans (aproximadamente US$ 6,50 trilhões). Com o aumento da renda e da classe média, os chineses têm mais dinheiro para gastar em uma ampla variedade de produtos e serviços como varejo, setor automotivo, tecnologia, turismo e alimentação. O aumento do consumo também está ligado a mudanças demográficas e sociais na China. Com a urbanização em curso e mais pessoas migrando das áreas rurais para as cidades, há uma maior demanda por bens de consumo. Além disso, a política de filho único, que vigorou por décadas, resultou em famílias menores, o que significa mais recursos disponíveis para gastar com cada membro da família. Classe média chinesa e sua influência no mercado internacional A atual classe média na China, está chamando a atenção do mercado global por seu imenso potencial de consumo. Eles têm um estilo de vida diferenciado, com foco em viagens, saúde e consumo consciente. Com rendas estáveis e uma busca por qualidade de vida, essa nova classe média está impulsionando a transformação da China de uma potência manufatureira para uma potência de serviços. Setores como assistência médica, educação, turismo, finanças e seguros estão entre as áreas de maior crescimento. Esse aumento do consumo interno também tem repercussões globais, já que a China se tornou um mercado fundamental para empresas de todo o mundo. O governo chinês tem buscado ativamente incentivar o consumo como uma forma de impulsionar o crescimento econômico de forma sustentável. Isso inclui medidas como redução de impostos, expansão do crédito ao consumidor e investimentos em programas sociais para aumentar a segurança financeira das famílias. À medida que os chineses aumentam seu poder de compra, a demanda por produtos sustentáveis também cresce. De acordo com um relatório da Associação de Consumidores da China, 80,7% dos consumidores chineses são contra o excesso de embalagens. Esse interesse por sustentabilidade está impulsionando mudanças significativas na indústria, com empresas buscando adaptar-se a essas novas demandas, adotando estratégias sustentáveis, como reduzir materiais de embalagem e usar alternativas ecológicas, com embalagens recicláveis para diminuir o plástico e promover práticas sustentáveis em toda a cadeia de abastecimento.

10 de abril de 2024
Daiane Mendes
Os marketplaces têm revolucionado a maneira como as pessoas consomem produtos e serviços ao redor do mundo. Na China, essa revolução é ainda mais evidente, com plataformas de e-commerce transformando não apenas o varejo, mas também a cultura de consumo. A ascensão dos marketplaces chineses é um fenômeno que reflete a adaptabilidade de um mercado em constante evolução, onde a conveniência e a eficiência são prioridade. Este sucesso não é por acaso; ele é o resultado de uma combinação de fatores estratégicos que incluem tecnologia de ponta, logística avançada e uma compreensão profunda das necessidades e desejos de seus consumidores. A China é líder global em vendas online, e o e-commerce já ultrapassou a marca de vendas em lojas físicas. Utilizando tecnologias avançadas e estratégias de venda adaptadas ao consumidor final, os marketplaces chineses têm se destacado por oferecer uma variedade de serviços e produtos em uma única plataforma. Um dos grandes diferenciais dos marketplaces chineses é a agilidade na entrega. Enquanto no Brasil o prazo médio de recebimento é de 11 dias, na China, esse prazo pode ser de horas, graças a parcerias estratégicas e investimentos em logística. Além disso, sistemas de pagamento móvel como AliPay e WeChat Pay facilitam transações financeiras dentro dos próprios aplicativos, aumentando a conveniência para o usuário. Outro aspecto relevante é a integração dos marketplaces com as redes sociais e plataformas de streaming ao vivo, onde influenciadores digitais realizam vendas em tempo real, demonstrando produtos e interagindo com os consumidores. Essa estratégia de social commerce, tem se mostrado extremamente eficaz no país, criando um ecossistema de vendas atraente para o público chinês. Compras coletivas e descontos agressivos são a chave do sucesso da Pinduoduo Em setembro de 2015, a visão inovadora de Colin Huang, ex-engenheiro do Google, deu origem à Pinduoduo, que emergiu no cenário do comércio eletrônico chinês com a proposta de transformar a experiência de compras online, combinando compras em grupo e interações sociais. O modelo de negócios inovador da empresa incentiva os usuários a compartilhar produtos com suas redes, em troca de benefícios e descontos, o que reduz significativamente o custo de aquisição de novos clientes. Essa abordagem foi fundamental para que a Pinduoduo superasse o gigante Alibaba em termos de volume de usuários, tornando-se a líder em valor de mercado no setor de e-commerce na China em 2023. A Pinduoduo não apenas ascendeu como uma das plataformas de e-commerce mais populares da China, mas também alcançou um impressionante GMV (Gross Merchandise Volume) de US$ 15 bilhões em um intervalo recorde de dois anos, um feito que Alibaba e JD.com levaram 5 e 10 anos, respectivamente, para realizar. Impacto no varejo brasileiro A Pinduoduo estreou no mercado internacional com a abertura da Temu, sua plataforma de vendas online sediada em Boston, Estados Unidos. Esse movimento é um marco importante para a empresa, que busca expandir seu modelo de negócios direto da fábrica para o consumidor (F2C) e conquistar uma fatia do mercado de e-commerce fora da China. A Temu, que se assemelha a mercados online como AliExpress, Shopee e Shein , está se preparando para entrar no mercado brasileiro com a promessa revolucionar o mercado brasileiro de compras online. Com uma abordagem de marketing ousada, a Temu planeja lançar suas operações no Brasil ainda em 2024, com estratégias que incluem uma seleção diversificada de produtos a preços competitivos, entregas rápidas e uma interface de usuário intuitiva, visando estabelecer rapidamente uma presença significativa no país. Além disso, a Temu tem investido pesadamente em publicidade, incluindo comerciais de alto custo durante eventos de grande visibilidade como o Super Bowl, e em estratégias de marketing através de influenciadores digitais. O crescimento dos marketplaces chineses no Brasil tem acendido um alerta para os varejistas nacionais. A Shein, por exemplo, teve um crescimento superior a 40% no mercado brasileiro em 2023, conforme projeções do BTG Pactual. E segundo analistas do setor de varejo, o faturamento da varejista em 2023 alcançou a marca de mais de R$10 bilhões, próxima aos R$11,7 bilhões das lojas Renner em 2023. Esse cenário tem forçado os varejistas brasileiros a modernizarem suas estratégias, investindo em inteligência artificial, marketing de conteúdo e outras táticas para competir com os gigantes asiáticos.

20 de março de 2024
Daiane Mendes
O ano de 2024 celebra 50 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a China . Nesse meio século de relações bilaterais, a China continua sendo o maior destino de exportações e a principal fonte de importações para o Brasil. A intensificação dessa parceria pode ser evidenciada através do aumento dos investimentos feitos por empresas chinesas no Brasil. A BYD, por exemplo, acaba de anunciar o aumento de seu investimento de R$3 bilhões para R$5,5 bilhões em sua fábrica para produção de veículos elétricos, em Camaçari, na Bahia. Além disso, a empresa já havia anunciado, em janeiro deste ano, que iria dobrar a quantidade de empregos inicialmente prevista para a primeira fase da fábrica na Bahia, passando de 5 mil para 10 mil vagas. Também no segmento automotivo, a Great Wall Motors (GWM) anunciou um investimento de R$10 bilhões em 10 anos, incluindo a compra da fábrica de Iracemápolis (SP) e o desenvolvimento de veículos para o mercado local. A fabricante de automóveis anunciou a produção do Haval H6, um SUV híbrido e o segundo modelo elétrico mais comercializado em 2023, na fábrica anteriormente operada pela Mercedes-Benz, localizada em Iracemápolis (SP), com início previsto para este ano. Parceria comercial Um estudo realizado pelo Conselho Empresarial Brasil-China, em colaboração com o Ipea e a Cepal, divulgado em fevereiro de 2023, revela um crescimento significativo nas exportações dos estados brasileiros para a China, com uma projeção otimista até 2030. Entre 2012 e 2021, houve um aumento na participação da China como principal destino das exportações de 22 unidades federativas do Brasil, consolidando-se como o mercado mais importante para 19 delas. A análise também destaca uma alta concentração nas vendas de um grupo restrito de produtos, que correspondeu a mais de 90% do total exportado para o país asiático. Olhando para o futuro, o estudo prevê um aumento de 76,2% nas exportações para a China até 2030, focando em produtos com maior potencial de mercado, o que representaria um acréscimo de US$44,5 bilhões em relação à média de 2017 a 2020. Em 2023, as exportações do Brasil para a China aumentaram 16,6%, atingindo US$104,31 bilhões. Esse crescimento superou significativamente o aumento de 1,7% nas exportações totais do Brasil. Como resultado, a participação da China nas exportações brasileiras subiu de 26,8% em 2022 para 30,7% no ano passado, conforme informado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic). A conquista do recorde de exportações no último ano, reflete a sólida e diversificada parceria comercial entre Brasil e China, que se fortaleceu com o passar desses 50 anos. Mas essa relação histórica teve início no século XIX, mais precisamente em 1881, quando foi estabelecida a primeira missão diplomática Brasil-China. Essa missão culminou na assinatura de um tratado que resultou na criação de um consulado-geral brasileiro em Xangai, dois anos depois. Nesse mesmo período, as trocas comerciais entre os dois países começaram com a chegada de mercadorias das colônias portuguesas de Macau, na China, e de Goa, na Índia, aos portos brasileiros. Contudo, foi em 15 de agosto de 1974 que as relações diplomáticas entre Brasil e China foram formalmente estabelecidas, marcando o início de uma nova era de colaboração e entendimento mútuo. Ao longo dos anos, Brasil e China têm enfrentado desafios semelhantes, como a luta contra a desigualdade social e a busca pela soberania alimentar. A parceria estratégica entre os dois países tem sido fortalecida ao longo dos anos, com ênfase em áreas como desenvolvimento social, inovação científica e tecnológica, e mais recentemente, proteção ambiental e economia digital. A declaração conjunta sobre o aprofundamento da Parceria Estratégica Global, emitida em Pequim em abril de 2023, reforça o compromisso de continuar estimulando o intercâmbio de visitas oficiais e o diálogo entre as autoridades, consolidando a base política das relações e expandindo a cooperação em novas áreas.

6 de março de 2024
Daiane Mendes
O Problema dos Três Corpos é um romance de ficção científica hard, escrito pelo autor chinês Cixin Liu. Lançado em 2008 na China e em 2016 no Brasil, o livro tem sido sucesso de crítica e público, vendendo mais de 10 milhões de cópias na China e sendo traduzido para mais de 20 idiomas. A obra se tornou séries produzidas pela Netflix e a Tencent . A primeira temporada da série baseada no livro O Problema dos Três Corpos foi lançada em março de 2023 na plataforma de streaming da Tencent. A série tem 30 episódios, cada um com cerca de 45 minutos de duração e impressionou os fãs pela fidelidade ao livro, mantendo a mesma trama e os mesmos personagens. A série também reproduz com realismo o jogo de Três Corpos, com efeitos visuais que impressionam, para mostrar o planeta Trissolaris e seus habitantes. A série da Tencent é a primeira adaptação do livro O Problema dos Três Corpos para o audiovisual, mas não será a única. A Netflix também está produzindo uma série baseada na obra , com David Benioff e D.B. Weiss, os mesmos criadores de Game of Thrones. A produção, prevista para estrear em 21 de março de 2024, é o projeto mais ambicioso e caro da Netflix, com um orçamento estimado em US$20 milhões por episódio, de acordo com o Wall Street Journal. O Problema dos Três Corpos O livro é o primeiro volume da trilogia “Lembrança do Passado da Terra" e analisa a complexidade da cultura chinesa, os dilemas da ciência e os mistérios da natureza humana. O autor também investiga as consequências éticas e sociais de uma possível comunicação com uma civilização alienígena, e indaga se a humanidade está pronta para esse encontro. A trilogia é considerada uma obra-prima da ficção científica moderna, e uma das mais importantes da literatura chinesa contemporânea. A história se passa na China dos anos 1960, durante a Revolução Cultural, um período de violência e perseguição política. Nesse cenário, uma jovem astrofísica chamada Ye Wenjie testemunha o assassinato de seu pai, um professor acusado de ser um “intelectual reacionário”. Ela é então enviada para um projeto militar secreto que envolve a transmissão de sinais de rádio para o espaço, na esperança de estabelecer contato com seres extraterrestres. Em uma decisão que mudará o destino da humanidade, Ye Wenjie decide enviar uma mensagem para o sistema solar mais próximo, o Trissolaris, onde orbitam três sóis. Ela recebe uma resposta dos trissolarianos, uma raça alienígena que vive em um planeta instável e hostil, e que planeja invadir a Terra para escapar de sua situação precária. A obra despertou o interesse de produtores de audiovisual, que enxergaram nela um potencial para se tornar uma grande franquia de ficção científica. O livro ganhou o prêmio Hugo de melhor romance em 2015, tornando-se o primeiro livro não escrito em inglês a receber esse reconhecimento e também recebeu o prêmio Galaxy, o mais importante da ficção científica chinesa.

20 de fevereiro de 2024
Daiane Mendes
Enquanto a China se despede do Festival da Primavera, que celebra o início de um novo ano lunar, os chineses curtem uma atração tradicional em uma das cidades mais frias do país. O Festival de Gelo e Neve de Harbin, na província de Heilongjiang, acontece todos os anos, entre janeiro e fevereiro, coincidindo com o Ano Novo Lunar. As temperaturas na cidade podem chegar a -35°C , mas isso não impede que os turistas se encantem com a beleza e a magia do festival, que atrai milhões de turistas todos os anos e é um dos maiores e mais famosos eventos de inverno do mundo. As esculturas iniciaram em 1985, inspiradas na tradição local de esculpir lanternas de gelo para iluminar as noites frias. Desde então, o evento se tornou uma grande atração turística e cultural, que reúne artistas de vários países para criar obras de arte com gelo e neve. São quatro parques temáticos principais: Harbin Ice Lantern Show, Harbin Ice and Snow World, Songhua River Ice Snow Happy Valley e Harbin Sun Island International Snow Sculpture Art Expo. Cada um deles oferece diferentes experiências e atividades para os visitantes, como escorregadores, labirintos, patinação, esqui e shows de música e dança. No Zhaolin Park, fica o Harbin Ice Lantern Show, o parque mais antigo e tradicional. O parque é famoso pela iluminação noturna que deixa as esculturas ainda mais bonitas. Lá, os visitantes podem ver centenas de lanternas e esculturas de gelo, de animais e personagens até edifícios e monumentos famosos. O Harbin Ice and Snow World é o parque mais popular do festival por conta das suas esculturas colossais de gelo e neve, que superam os 20 metros de altura. Elas recriam locais históricos, como a Praça Vermelha de Moscou e o Templo do Buda de Bangcoc, ou lendas e mitos, como dragões e fênix. O parque ainda conta com castelos, pontes, iglus e um estádio de gelo. O Songhua River Ice Snow Happy Valley é um parque que oferece diversão e lazer para toda a família. Localizado na beira do rio Songhua, que no inverno vira uma imensa superfície de gelo, os visitantes podem se divertir com esportes como hóquei e futebol na neve. Mergulhar nas águas congelantes do rio Songhua também é uma das atrações mais emocionantes do Festival e atrai pessoas de todas as idades. O parque também tem um espaço especial para as crianças, com brinquedos e jogos de neve. O Harbin Sun Island International Snow Sculpture Art Expo é o único parque que se concentra nas esculturas de neve, e não de gelo. Ele fica na ilha de Sun, um parque natural que fica no meio do rio Songhua. As esculturas de neve são feitas com técnicas especiais, que permitem criar formas complexas e detalhadas. Algumas delas são inspiradas na cultura e na natureza da China, como pandas, flores e templos. Outras são baseadas em temas universais, como amor, paz e sonhos. Em 2024, o Festival do Gelo e da Neve de Harbin comemora sua 40ª edição. Depois da pandemia, essa é a primeira vez que todas as atividades que aconteciam até 2019 são retomadas. A cidade do Norte da China recebeu um número recorde de visitantes este ano e as autoridades estimam mais de 2 milhões de visitantes até o final do evento.

22 de janeiro de 2024
Daiane Mendes
A Anjun Logistics , empresa chinesa de logística transfronteiriça que opera entre a América Latina e a China, realizou, no dia 18 de janeiro, um evento em São Paulo para lançar o seu novo produto, o Anjun Logistics 2024, e receber o armazém expresso internacional de supervisão alfandegária no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU). O evento contou com a presença de representantes de empresas chinesas e brasileiras, além de autoridades do Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU). Durante o evento, a Anjun Logistics e a BROOKFIELD, empresa de gestão de ativos, assinaram um contrato para a entrega do armazém de supervisão no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O armazém tem 25.000 metros quadrados e poderá aumentar a capacidade de desembaraço expresso comercial da alfândega para 1 milhão de bilhetes por dia. Isso irá resolver o problema de atrasos no desembaraço no Brasil devido às limitações do local. Fang Ke, o fundador da Anjun Logistics, compartilhou as principais realizações da empresa desde que chegou ao Brasil, em março de 2019, e apresentou os principais segmentos de produtos nos quais a Anjun Logistics se concentrará. Ele reafirmou o compromisso da empresa com a inovação e a excelência no atendimento às demandas do mercado. Anjun Logistics no Brasil Fundada em 2011 com sede em Shenzhen, na China, a Anjun Logistics possui uma rede abrangente de operações em território brasileiro, com centros de distribuição em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e uma frota de 178 veículos próprios e 364 veículos franqueados. Em 2022, a empresa se consolidou como a principal parceira logística da Shein no Brasil, entregando cerca de 30 mil pacotes por dia. No ano seguinte, foi responsável por quase 55% do total de pacotes que entraram no país, oferecendo serviços integrados de coleta, transporte, desembaraço aduaneiro e entrega de pacotes expressos, com alto padrão de qualidade e segurança. Frete e integração de sistemas A empresa possui uma capacidade de fretamento fixa de voos da China (continental ou Hong Kong) para o Brasil, mantendo relações estáveis com várias companhias aéreas. Além disso, possui uma integração do sistema com as principais plataformas de comércio eletrônico, Receita Federal e outros sistemas, conectando todos os elos do processo de pagamento de impostos. A Anjun realiza a integração do fluxo de pedidos, fluxo de informações, comprovantes de pagamento de impostos (DIR) e etiquetas de remessa de mercadorias, garantindo a transparência e a eficiência da operação logística. Serviço expresso A Anjun Logistics oferece o serviço expresso de pequenos pacotes da linha especial de comércio eletrônico transfronteiriço com desembaraço aduaneiro comercial, que abrange os principais países da América Latina, incluindo Brasil, México, Chile, entre outros países, com uma ampla cobertura. A empresa também implementa o serviço expresso de pequenos pacotes para comércio eletrônico transfronteiriço, em conjunto com o desembaraço aduaneiro e a entrega expressa comercial, que pode reduzir os custos logísticos em 30-50% para o comércio eletrônico transfronteiriço. Isso permite a entrega em até sete dias para as principais cidades do Brasil e 15 dias para cidades não principais, acelerando a eficiência do transporte. Atendimento personalizado Além dos serviços de logística de comércio eletrônico transfronteiriço , a Anjun oferece serviços de pós-venda para acessórios de grande porte, como instalação e manutenção. Para produtos de alto valor, ela conta com serviços de entrega profissionais, que garantem a segurança e a qualidade dos itens. E para alimentos frescos, ela tem soluções personalizadas de entrega rápida em cadeia de frio, que preservam a temperatura e o sabor dos alimentos.

15 de janeiro de 2024
Daiane Mendes
O social commerce é uma forma de comércio eletrônico que utiliza as redes sociais como canal de comunicação, divulgação e venda de produtos e serviços, e vem ganhando cada vez mais espaço. Na China, já é um fenômeno de sucesso, com mais de 765 milhões de usuários de transmissão ao vivo em junho de 2023, segundo dados da Statista . As plataformas de social commerce são aplicativos que integram diversas funcionalidades, como e-commerce, livestreaming , vídeos curtos, compras coletivas, pagamento online, entre outras. O WeChat, por exemplo, é um dos aplicativo mais populares da China, com mais de 1,2 bilhão de usuários ativos mensais e é uma espécie de super app, que permite aos usuários enviar mensagens, fazer chamadas, acessar notícias, jogar, pagar contas, fazer compras e muito mais. O WeChat também possui uma função chamada Mini Programs, que são aplicativos dentro do próprio WeChat, que oferecem serviços de diversos segmentos, como viagens, educação, saúde, entretenimento e social commerce. O Douyin, versão chinesa do TikTok, tem mais de 600 milhões de usuários ativos diários, que assistem e produzem vídeos de até 60 segundos, sobre temas variados, como música, dança, humor, beleza, moda e gastronomia. O Douyin também permite que os usuários façam compras diretamente dos vídeos, clicando em links ou códigos QR que levam aos produtos anunciados pelos criadores de conteúdo ou pelas marcas. Já a Pinduoduo, por sua vez, é um e-commerce que se diferencia pelo seu modelo de compras coletivas. A plataforma incentiva os usuários a formarem grupos de compra, para obterem descontos e benefícios nos produtos. A Pinduoduo também utiliza o livestreaming e os vídeos curtos para promover os produtos e estimular as compras. A Pinduoduo tem mais de 750 milhões de usuários ativos mensais, e é a segunda maior plataforma de e-commerce da China, atrás apenas do Alibaba. Os influenciadores digitais e a construção de confiança com os consumidores Os influenciadores digitais são peças-chave no social commerce na China. Eles são chamados de KOLs (Key Opinion Leaders) e são responsáveis por criar conteúdo, divulgar produtos e serviços, interagir com os seguidores e gerar confiança e engajamento. Esses influencers usam o livestreaming e os vídeos curtos como as principais ferramentas para se comunicar com o público, e podem receber comissões, patrocínios ou doações pelas suas recomendações. A personalização é outro aspecto importante do social commerce na China. As plataformas de social commerce utilizam dados e inteligência artificial para oferecer aos usuários uma experiência personalizada, que se adapta aos seus perfis, preferências e comportamentos. O potencial do social commerce no Brasil No Brasil, o social commerce ainda está em desenvolvimento, mas já apresenta alguns sinais de crescimento e potencial. Algumas tendências observadas na China também estão ganhando espaço no Brasil, como o livestreaming, o recommerce (compra e venda de artigos usados), o delivery rápido e as lojas de vizinhança. Com mais de 181 milhões de usuários de redes sociais, o e-commerce brasileiro teve 53 milhões de compradores no primeiro semestre de 2023, segundo da NIQEbit. Com isso, o Brasil é um dos maiores mercados de e-commerce e de social media do mundo, Além disso, possui uma população jovem, diversa e conectada, que usa a internet para se comunicar, se expressar e se divertir. O Brasil também tem uma cultura de consumo que se baseia na confiança, na recomendação e na opinião dos outros compradores.

14 de dezembro de 2023
Daiane Mendes
O estilo de vida urbano e a cultura hip hop global têm deixado sua marca na moda chinesa , especialmente entre os jovens que buscam expressar sua individualidade e atitude através do vestuário. Segundo o Relatório da Indústria de Vestuário Taobao de 2023, o mercado de varejo online da China viu um crescimento impressionante de 36% em 2022, superando a média global. Os jovens chineses, entre 18 e 24 anos, estão no centro desse boom, preferindo itens de alta moda, tendências globais e peças de qualidade. Desde 2018, o streetwear na China tem crescido a uma taxa constante de 60%, superando outras categorias de moda. Os consumidores jovens têm buscado roupas que sejam não apenas confortáveis, mas também elegantes e descontraídas, evidenciando uma mudança significativa no panorama da moda chinesa. Streetwear: conforto e estilo nas ruas da China O streetwear é um estilo de moda urbana que surgiu inspirado pela cultura hip hop de Nova York e pela cultura do surf da Califórnia. É um estilo que representa a essência urbana e cultural de cada comunidade ou tribo ao redor do mundo, através de roupas e acessórios. O streetwear inclui elementos de roupas esportivas, punk, skate e moda de rua, e está ligado ao comportamento, mentalidade e estilo de vida. O streetwear chinês, com suas raízes profundas na cultura hip hop, tem se destacado por sua abordagem descontraída e confortável. Calças largas, camisetas oversized, bonés e tênis são as peças-chave que definem esse estilo, que não só conquistou as ruas, mas também viralizou no TikTok, impulsionado pelas mídias sociais e pelas influências de ícones da música hip-hop e k-pop. A elegância encontra a moda urbana A moda chinesa, tradicionalmente conhecida por sua elegância e sofisticação, agora abraça o streetwear e a moda urbana. Cores vibrantes, estampas florais e bordados detalhados são incorporados para criar um visual moderno e atraente. Marcas como Shein e AliExpress exemplificam esse crescimento, ganhando popularidade global e mostrando que a moda chinesa é mais do que apenas vestuário; ela engloba acessórios e um estilo de vida que reflete a essência do hip hop. Democracia Fashion Considerada um dos movimentos mais democráticos e atemporais do universo fashion, a moda hip hop alinha tendências com grandes nomes da música e das artes visuais, criando uma fusão única entre a cultura tradicional chinesa e as influências contemporâneas. Essa tendência representa mais do que moda; é um estilo de vida que ressoa com a geração atual. Esse estilo rompe com os paradigmas da moda tradicional, oferecendo um guarda-roupa informal e confortável, com influências esportivas e urbanas.

21 de novembro de 2023
Daiane Mendes
A China possui uma cultura milenar, que valoriza as tradições e os laços familiares. Mas também tem uma sociedade em rápida transformação que busca praticidade e modernidade no cotidiano. Um dos aspectos que reflete essa dualidade é o comportamento dos chineses, especialmente dos jovens, em relação à forma como têm buscado relações afetivas. Os aplicativos de namoro online têm feito sucesso na China. Esses aplicativos têm uma grande variedade de opções e recursos, que se adaptam às diferentes preferências e necessidades dos usuários. Alguns deles são voltados para relacionamentos sérios, outros para encontros casuais, e há até mesmo aqueles que oferecem serviços de aluguel de namorados ou namoradas para eventos sociais. Os motivos que levam os jovens chineses a optarem pelos aplicativos de namoro online são diversos. Alguns deles são a pressão social e familiar para se casarem , a falta de tempo e oportunidades para conhecer pessoas no cotidiano, e o desejo de ter mais liberdade e autonomia na escolha dos parceiros. Na China, o namoro é algo que geralmente começa depois da escola, pois os estudantes do ensino médio precisam se concentrar nos estudos para conseguir uma vaga na universidade. Mas mesmo depois de se formarem, muitos jovens enfrentam dificuldades para encontrar alguém compatível, especialmente os homens, que são mais numerosos do que as mulheres no país. A proporção de gênero na China é de 118 homens para cada 100 mulheres, enquanto a média mundial é de 103 a 107 homens para cada 100 mulheres. A digitalização da geração Z nas interações afetivas chinesas Antes, os jovens chineses seguiam a tradição e procuravam um parceiro potencial através de amigos, familiares ou agências matrimoniais. Hoje, eles recorrem à tecnologia e usam os aplicativos de namoro online, que estão se tornando cada vez mais populares. Para a geração Z , o namoro online tem muitas vantagens, como ser mais conveniente, barato, eficiente e rápido. Além disso, permite que os usuários tenham mais liberdade e escolha na hora de se relacionar. Dentre os aplicativos, o Momo se destaca como o líder chinês, indo além do namoro online, o aplicativo tem uma variedade de funções, como compras, alimentação, entretenimento e pagamentos. A Tencent, gigante da tecnologia chinesa, lançou funcionalidades inovadoras no Momo, incluindo namoro por vídeo anônimo e amizades online. Em setembro de 2020, o Momo contava com impressionantes 113,6 milhões de usuários ativos mensais e 13,1 milhões de usuários pagantes. Tantan é o segundo aplicativo de namoro online mais popular na China. Ele é muito parecido com o Tinder, pois usa o sistema de deslizar para a esquerda ou para a direita para escolher os usuários. Com uma assinatura premium, oferece recursos adicionais e se destaca por ser uma opção acessível para encontros casuais, já que não exige encargos ou rótulos, qualquer pessoa pode usá-lo para marcar encontros casuais, não necessariamente para conhecer seu futuro cônjuge. O Soul, por sua vez, conquistou a Geração Z com mais de 74,9% de usuários ativos mensais em 2021. Sua abordagem se destaca por combinar as pessoas sem mostrar suas fotos, fazer testes de personalidade e promover atividades interativas significativas. O sucesso do Soul é evidente, superando as taxas de crescimento de usuários mensais e diários de 50% em 2021, com um tempo médio diário de uso de 45,3 minutos.