
9 de março de 2026
China2Brazil
A tripulação da Shenzhou‑21 realizou, na última semana, novos experimentos de medicina espacial e ciência física a bordo da estação Tiangong. As atividades ocorreram em órbita e incluíram testes sobre saúde humana em voos espaciais de longa duração, análises metabólicas e manutenção de equipamentos científicos. As informações foram divulgadas pela China Manned Space Agency. Os astronautas Zhang Lu, Wu Fei e Zhang Hongzhang concentraram parte do trabalho na análise de efeitos psicológicos e fisiológicos da permanência prolongada no espaço. Para isso, realizaram testes sobre mecanismos de confiança e interação homem-máquina. Os dados ajudam pesquisadores a projetar interfaces de naves espaciais e a avaliar a cooperação entre astronautas e sistemas automatizados. Além disso, a tripulação utilizou um espectrômetro Raman espacial para analisar amostras de urina. O equipamento identifica a composição molecular de substâncias por meio de laser. Os resultados devem contribuir para ajustar protocolos médicos usados no monitoramento da saúde de astronautas em órbita. Outro experimento investigou como o cérebro interpreta fenômenos físicos na ausência de gravidade. Os astronautas realizaram testes sobre percepção intuitiva da física em microgravidade. Para ampliar esse estudo, a equipe utilizou equipamentos de eletroencefalograma (EEG). O sistema registra a atividade elétrica do cérebro por sensores no couro cabeludo. Com isso, os pesquisadores coletaram dados para estudos sobre monitoramento metacognitivo e análise cognitivo-emocional em grupo. Cientistas na Terra usarão essas informações para avaliar como a microgravidade afeta funções cerebrais e interação entre tripulantes. No campo da ciência física, a tripulação também executou tarefas de manutenção em equipamentos experimentais. Os astronautas substituíram tampas de amostragem no rack de ciência da combustão e trocaram amostras no rack de física de fluidos. A equipe ainda realizou exames médicos de rotina. Os testes incluíram medição da pressão intraocular, exame de fundo de olho e avaliação cardiopulmonar. Os astronautas também utilizaram um dispositivo baseado nos quatro métodos de diagnóstico da Medicina Tradicional Chinesa. O instrumento reproduz práticas de inspeção, escuta, questionamento e análise do pulso. O objetivo é avaliar a saúde dos tripulantes em ambiente de microgravidade. A missão Shenzhou‑21 foi lançada em 31 de outubro de 2025 a partir do Jiuquan Satellite Launch Center. A tripulação realizou a primeira atividade extraveicular da missão em 9 de dezembro do mesmo ano. Fonte: Xinhua

6 de março de 2026
China2Brazil
A montadora chinesa BYD apresentou, em 5 de março, em Shenzhen, a segunda geração da bateria Blade e uma nova tecnologia de carregamento ultrarrápido para veículos elétricos. Segundo a empresa, a bateria pode ultrapassar 1.000 quilômetros de autonomia, recarga completa em 9 minutos, além de manter desempenho mesmo em temperaturas extremas. De acordo com os dados apresentados, a bateria pode ir de 10% a 70% de carga em cerca de cinco minutos e de 10% a 97% em aproximadamente nove minutos em condições normais. Em temperaturas de –30 °C, o carregamento de 20% a 97% leva cerca de 12 minutos. Hoje, sistemas de carregamento rápido de 800 volts presentes no mercado costumam levar entre 15 e 18 minutos para atingir cerca de 80% de carga. A nova geração também amplia a autonomia dos veículos. Modelos equipados com a bateria incluem o Denza Z9GT, com autonomia declarada de até 1.036 quilômetros, e o Tang EV, com cerca de 950 quilômetros. O avanço ocorre seis anos após o lançamento da primeira bateria Blade, que ganhou atenção no setor após passar no chamado teste de perfuração sem apresentar combustão. Segundo a empresa, o desempenho da nova bateria resulta de mudanças na estrutura das células e no sistema de gerenciamento térmico. A tecnologia utiliza canais internos de transporte rápido de íons de lítio e um sistema de controle de temperatura que reduz a geração de calor durante a recarga. A bateria também passou por testes de segurança adicionais, incluindo ensaios de perfuração durante o carregamento após centenas de ciclos de carga rápida. A empresa também apresentou um plano de infraestrutura para apoiar a nova tecnologia. Os carregadores têm potência máxima de 1.500 kW por conector e incluem baterias instaladas nas próprias estações para armazenar energia e fornecer potência adicional durante a recarga. Segundo a empresa, cada estação pode atender cerca de 50 veículos por dia. A empresa planeja construir 20 mil estações de carregamento flash na China até o final de 2026. A maior parte será instalada em redes de carregamento já existentes nas cidades, enquanto cerca de duas mil unidades ficarão em áreas de serviço de rodovias, com média de uma estação a cada 100 quilômetros. Dez modelos da empresa devem adotar inicialmente a segunda geração da bateria Blade. O anúncio ocorre em um momento de expansão do mercado de veículos elétricos. Em 2025, a BYD vendeu mais de 4 milhões de veículos de nova energia em todo o mundo. Fonte: tmtpost.com

6 de março de 2026
China2Brazil
A construção da maior unidade cilíndrica de produção, armazenamento e descarga de petróleo (FPSO) da Ásia começou nesta quinta-feira (6) em Qingdao. O equipamento integra o projeto de desenvolvimento do campo petrolífero Kaiping Sul e foi projetado e construído de forma independente pela China para operar em águas profundas. A FPSO é uma unidade flutuante usada na exploração offshore de petróleo e gás. O sistema reúne em uma única estrutura as etapas de extração, processamento, armazenamento e transferência de petróleo e gás. Por esse motivo, o setor costuma chamar esse tipo de instalação de “fábrica offshore”. O modelo iniciado em Qingdao terá deslocamento superior a 170 mil toneladas quando totalmente carregado. A unidade também contará com capacidade máxima de armazenamento de 122 mil metros cúbicos de petróleo. Além disso, o convés de processo terá diâmetro externo de 110 metros e área equivalente a cerca de 23 quadras padrão de basquete. Segundo os dados do projeto, o peso do casco e o diâmetro do convés ocupam a primeira posição mundial entre equipamentos semelhantes. De acordo com Shu Wei, gerente-geral de construção do projeto do campo petrolífero Kaiping na Offshore Oil Engineering Co., Ltd., a unidade foi projetada para operar por até 30 anos sem necessidade de retorno ao estaleiro para docagem. Ele afirma que o projeto superou desafios técnicos na concepção, construção e instalação de equipamentos flutuantes cilíndricos de grande porte destinados a águas profundas. Além disso, o sistema inclui mais de dez equipamentos-chave desenvolvidos na China e 15 módulos inteligentes. Após a conclusão, a unidade deverá se tornar a maior e mais pesada FPSO cilíndrica da Ásia, além de apresentar a maior capacidade de processamento de petróleo e gás e o maior nível de automação entre equipamentos desse tipo na região. Esse tipo de plataforma também apresenta vantagens operacionais. A estrutura cilíndrica permite melhor aproveitamento do espaço interno e maior capacidade de armazenamento em comparação com modelos convencionais. Por isso, empresas utilizam esse formato com frequência em projetos localizados em águas profundas e áreas com condições marítimas complexas. A unidade será instalada no campo petrolífero Kaiping Sul, localizado na Bacia da Foz do Rio das Pérolas, a cerca de 300 quilômetros de Shenzhen. A área possui profundidade média superior a 500 metros. Segundo dados do projeto, o campo conta com reservas comprovadas superiores a 100 milhões de toneladas e representa a maior descoberta independente de petróleo em águas profundas feita pela China. Wang Huoping, vice-gerente do projeto de desenvolvimento do campo Kaiping na CNOOC Shenzhen Branch, afirmou que a área apresenta características de águas profundas, reservatórios profundos e nova fronteira de exploração. Segundo ele, o projeto adotará uma estratégia de desenvolvimento simultâneo de produção e avaliação geológica. O plano inclui a construção da FPSO cilíndrica, sistemas de dutos e cabos submarinos e mais de 30 árvores submarinas de produção. Além disso, o projeto prevê um sistema de desenvolvimento totalmente submarino baseado em um “centro de águas profundas” conectado a uma rede de poços. Nos últimos anos, a produção offshore tem ampliado a oferta de petróleo na China. Durante o período do 14º Plano Quinquenal da China, a produção de petróleo e gás manteve crescimento estável. Nesse contexto, o petróleo offshore respondeu por mais de 60% do aumento anual da produção nacional nos últimos cinco anos. Fonte: gmw.cn

6 de março de 2026
China2Brazil
O governo da China destacou “reforma” e “inovação” como prioridades no relatório anual de trabalho apresentado em 2026. Segundo Shen Danyang, diretor do Gabinete de Pesquisa do Conselho de Estado da China e chefe do grupo responsável pelo documento, os dois termos aparecem 75 vezes no texto. A declaração ocorreu em 5 de março, durante coletiva do Gabinete de Informação do Conselho de Estado. O relatório apresenta medidas para ampliar motores de crescimento econômico e fortalecer a autossuficiência tecnológica, com ações voltadas à economia inteligente, à modernização do setor de serviços e ao avanço em tecnologias estratégicas. Nos últimos cinco anos, a economia chinesa registrou expansão consistente. O Produto Interno Bruto do país passou de 103 trilhões de yuans ao final do 13º Plano Quinquenal para mais de 140 trilhões de yuans. O aumento supera 35 trilhões de yuans no período. A taxa média anual de crescimento econômico ficou em 5,4%. Além disso, o país ampliou investimentos em ciência e tecnologia. A intensidade de pesquisa e desenvolvimento atingiu 2,8% do PIB, índice que supera pela primeira vez a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No mesmo período, a posição da China no Índice Global de Inovação subiu do 14º lugar em 2020 para o 10º em 2025. O país também ultrapassou a marca de 5 milhões de patentes de invenção válidas registradas em território nacional. Segundo Shen Danyang, vários setores industriais alcançaram paridade ou liderança internacional. Entre eles estão os veículos de nova energia, os produtos fotovoltaicos e os navios de alta tecnologia, áreas nas quais a China lidera pesquisa, produção e exportação. O relatório de trabalho do governo também mantém foco em inteligência artificial. O documento inclui o tema “inteligência artificial ampliada” pelo terceiro ano consecutivo e introduz, pela primeira vez, o conceito de “economia inteligente”. De acordo com Chen Changsheng, vice-diretor do Gabinete de Pesquisa do Conselho de Estado e integrante do grupo de redação do relatório, a proposta busca ampliar o uso da IA em diferentes setores da economia. Chen afirmou que a estratégia se baseia em três frentes: ampliar aplicações em larga escala, incentivar o desenvolvimento de código aberto e fortalecer a base tecnológica da inteligência artificial. Além disso, o governo pretende apoiar a expansão de serviços de nuvem pública e incentivar empresas a adotar infraestrutura digital, uso de dados e sistemas de inteligência artificial para ampliar a inovação e sustentar novos motores de crescimento econômico. Fonte: stdaily

5 de março de 2026
China2Brazil
A China pretende alcançar crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 4,5% e 5% em 2026. A meta aparece em um relatório do governo apresentado na quinta-feira na abertura da sessão anual da Assembleia Popular Nacional, em Pequim. A reunião marca o início das chamadas “Duas Sessões” , o principal evento político anual do país. O primeiro-ministro Li Qiang afirmou que o objetivo considera o potencial de crescimento da economia chinesa e os planos de desenvolvimento até 2035. Li apresentou o relatório na abertura da quarta sessão da Assembleia. Segundo ele, a meta está alinhada com os objetivos de longo prazo do país e conta com condições favoráveis para execução. O premiê também orientou governos locais a adotar medidas concretas, de acordo com suas próprias condições, para alcançar resultados econômicos. Além disso, Li explicou que as metas para 2026 levam em conta ajustes estruturais, prevenção de riscos e avanço de reformas. O ano marca o início do 15º Plano Quinquenal (2026–2030), período em que o governo pretende consolidar bases para crescimento econômico nos anos seguintes. Analistas afirmam que o intervalo de crescimento reflete a estratégia do governo diante de desafios estruturais e cíclicos da economia. A meta busca manter um ritmo de expansão considerado compatível com o estágio atual de desenvolvimento do país. Sun Xuegong, diretor-geral do departamento de estudos e consultoria de políticas da Academia Chinesa de Pesquisa Macroeconômica, afirmou que a meta é necessária. A instituição é vinculada à Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma. Segundo Sun, para dobrar o PIB per capita em relação ao nível de 2020 até 2035, objetivo ligado ao plano de modernização socialista, a economia chinesa precisa crescer cerca de 4,2% ao ano nos próximos anos. Nesse cenário, a meta definida para 2026 ajudaria a manter a trajetória necessária. Ele também afirmou que políticas macroeconômicas de apoio devem continuar. Esse fator pode sustentar o crescimento do consumo e favorecer uma recuperação do investimento. Economistas destacam que a redução da meta não indica perda dos motores de crescimento da economia chinesa. Alguns setores tradicionais, como o mercado imobiliário, enfrentam desaceleração, e mudanças demográficas afetam o ritmo de expansão. Por outro lado, novos fatores de crescimento surgem. Entre eles estão a expansão do consumo, o aumento da produtividade associado à inovação e o crescimento do setor de serviços. Marshall Mills, representante residente sênior do Fundo Monetário Internacional na China, afirmou que fatores de demanda, oferta e reformas podem impulsionar o crescimento econômico do país durante o 15º Plano Quinquenal. Segundo Mills, do lado da demanda, o alto nível de poupança das famílias chinesas pode fortalecer o consumo privado. Já do lado da oferta, reformas voltadas à melhor alocação de recursos podem ampliar o impacto da inovação e elevar a produtividade em diferentes setores da economia . Fonte: China Daily

5 de março de 2026
China2Brazil
Empresas do setor de eletrônicos de consumo na província de Guangdong, na China, ampliaram a contratação de trabalhadores e passaram a usar entrevistas com inteligência artificial (IA) para acelerar o recrutamento. A demanda por mão de obra cresce sobretudo em Shenzhen, onde empresas relatam falta de trabalhadores operacionais após o Festival da Primavera. Ao mesmo tempo, na cidade de Huzhou, na província de Zhejiang, uma feira de emprego realizada em um shopping reuniu empresas e recém-formados para facilitar o acesso a vagas. Na manhã de uma visita a um mercado de talentos no distrito de Longhua, em Shenzhen, repórteres observaram grande movimento de candidatos. No local, muitos participantes realizavam entrevistas com sistemas de IA diretamente pelo celular, em vez de esperar por entrevistas presenciais. Segundo Li Xifang, responsável por uma loja de recrutamento de uma empresa de recursos humanos em Shenzhen, mais de 50% das empresas passaram a usar entrevistas com IA neste ano. De acordo com ele, o sistema reduz o tempo de seleção e aumenta a eficiência tanto para empregadores quanto para candidatos. A reportagem também apontou que o feriado do Ano Novo Lunar ocorreu mais tarde neste ano. Após a pausa, empresas buscaram retomar rapidamente a produção, porém parte dos trabalhadores migrantes ainda não retornou a Shenzhen. Como resultado, empresas enfrentam falta de mão de obra em funções operacionais. Zhou Hanhui, responsável por uma empresa de recursos humanos na cidade, afirmou que a escassez atinge principalmente trabalhadores de linha de produção. No setor de eletrônicos de consumo, a demanda por mão de obra aumentou cerca de 10%. Segundo ele, a tendência é de continuidade das contratações ao longo de março e abril. Diante desse cenário, empresas passaram a elevar salários e oferecer incentivos para atrair candidatos. Entre as medidas estão o adiantamento de parte do pagamento e simplificação dos processos de contratação. Gan Liqiong, responsável por uma loja de recrutamento em Shenzhen, afirmou que a oferta de trabalhadores permanece abaixo da demanda. Segundo ela, as empresas aumentaram os salários em cerca de 5% para atrair profissionais e acelerar a retomada das atividades. Enquanto Shenzhen busca trabalhadores para a indústria, a cidade de Huzhou, na província de Zhejiang, realizou em 3 de março uma feira de emprego voltada para recém-formados em um shopping center. O evento reuniu 46 empresas e ofereceu mais de 600 vagas em áreas como tecnologia optoeletrônica e equipamentos de alta tecnologia. O formato integrou recrutamento ao ambiente comercial. Assim, candidatos puderam buscar vagas enquanto circulavam pelo shopping, o que facilitou a participação de jovens e familiares. Segundo os organizadores, empresas apresentam forte demanda tanto por profissionais técnicos quanto por trabalhadores operacionais. Para atrair candidatos, várias companhias oferecem dois caminhos de carreira, técnico e gerencial, além de pacotes de salários e benefícios. A feira atraiu cerca de mil candidatos. No local, os organizadores também instalaram serviços de apoio, como revisão de currículos e consultoria sobre políticas públicas. Os participantes receberam orientação profissional e informações sobre subsídios de moradia e programas de capacitação. Fonte: CCTV

5 de março de 2026
China2Brazil
O trem-bala CR450, desenvolvido pela China, é um novo modelo de alta velocidade projetado para operar a até 400 km/h em serviço comercial. O protótipo entrou em fase de testes operacionais no final de 2024 e já percorreu cerca de 300 mil quilômetros, metade da quilometragem exigida antes da certificação e do início da operação. O CR450 foi desenvolvido para superar o atual CR400 Fuxing, que opera a 350 km/h na rede ferroviária chinesa . Em testes realizados no ano passado, o novo modelo atingiu 453 km/h. Em outro ensaio, dois trens em sentidos opostos registraram 896 km/h de velocidade relativa no cruzamento. Para alcançar velocidades maiores, os engenheiros modificaram o design do trem. A frente foi alongada de 12,5 metros para 15 metros, a altura dos carros caiu de 4.050 mm para 3.850 mm, e a parte inferior recebeu cobertura aerodinâmica. As mudanças reduziram a resistência do ar em mais de 20%. Como o trem foi projetado para circular nas linhas de alta velocidade já existentes, o projeto também reduziu o peso total do conjunto em cerca de 10%, equivalente a 50 toneladas. Cada vagão perdeu entre 6 e 8 toneladas após ajustes na carroceria, nos sistemas de tração e nos bogies (truques). Os testes também avaliam aceleração, frenagem, consumo de energia e ruído. O CR450 acelera de 0 a 350 km/h em 4 minutos e 40 segundos, com distância de frenagem de emergência de 6.500 metros, consumo médio de 22 kWh por quilômetro e nível de ruído de 68 decibéis. Antes de entrar em operação comercial, o trem precisa completar 600 mil quilômetros de testes. Até agora, metade dessa etapa já foi concluída. Após a certificação, o projeto deve abrir caminho para a operação regular de trens comerciais a 400 km/h. Fonte: news.qq.com

5 de março de 2026
China2Brazil
Cientistas da Academia Chinesa de Ciências Meteorológicas publicaram em 5 de março, na revista Nature, o modelo de inteligência artificial AI-GAMFS, desenvolvido para prever aerossóis na atmosfera. O sistema gera previsões ambientais globais em cerca de um minuto, com horizonte de até cinco dias e atualizações a cada três horas. O objetivo é apoiar alertas antecipados de eventos de poluição atmosférica, como tempestades de areia, incêndios florestais e episódios de smog. O modelo foi desenvolvido por uma equipe liderada pelo pesquisador Che Huizheng, da Academia Chinesa de Ciências Meteorológicas, e pelo acadêmico Zhang Xiaoye, da Academia Chinesa de Engenharia, em cooperação com instituições de pesquisa da China e do exterior. Para o treinamento, os cientistas utilizaram 42 anos de dados globais de reanálise de aerossóis, o equivalente a cerca de 120 mil registros temporais. O AI-GAMFS prevê propriedades ópticas dos aerossóis, concentrações na superfície e variáveis meteorológicas associadas a componentes como poeira, sulfatos, carbono negro e carbono orgânico. O sistema opera com resolução espacial de 50 quilômetros. Aerossóis são partículas sólidas ou líquidas suspensas na atmosfera. Eles têm origem tanto em processos naturais quanto em atividades humanas. Entre as fontes naturais estão a poeira de desertos e a fumaça de incêndios florestais. Já as fontes humanas incluem partículas geradas pela combustão incompleta em motores e caldeiras, além de poeira liberada por mineração e pedreiras. Reações químicas na atmosfera também formam partículas secundárias a partir de gases precursores. Segundo Gui Ke, pesquisador associado da Academia Chinesa de Ciências Meteorológicas e integrante da equipe do projeto, a previsão de aerossóis exige mais capacidade computacional do que a previsão meteorológica tradicional. O sistema precisa analisar várias fontes de partículas, processos químicos e a interação desses elementos com os sistemas atmosféricos em diferentes escalas. De acordo com o pesquisador, modelos numéricos convencionais tratam aerossóis e variáveis meteorológicas de forma separada. O AI-GAMFS integra essas informações em um único sistema. Dessa forma, o modelo analisa partículas suspensas, como poeira, junto com fatores como temperatura, velocidade do vento e pressão atmosférica. Essa abordagem permite simular a evolução da atmosfera com maior precisão. O sistema já passou da fase de pesquisa para uso operacional. O modelo foi implementado no Centro Meteorológico Nacional da China e em mais de dez departamentos meteorológicos provinciais, incluindo Shaanxi e Ningxia. Durante tempestades de areia registradas na China em abril e novembro de 2025 e em fevereiro de 2026, o AI-GAMFS realizou previsões com até cinco dias de antecedência e apoiou a análise das autoridades meteorológicas. Além disso, o sistema foi integrado à plataforma global de alerta precoce MAZU, operada pela Administração Meteorológica da China. Com isso, o modelo passou a fornecer previsões de aerossóis para diferentes regiões do mundo. Fonte: CFTV

4 de março de 2026
China2Brazil
A China acelera a modernização agrícola por meio de investimentos em pesquisa e desenvolvimento , aplicação de tecnologias adaptadas ao campo e integração entre universidades, indústria e agricultores. Representantes internacionais destacam que essas práticas fortalecem a produtividade, impulsionam a revitalização rural e abrem caminhos para a segurança alimentar global e o desenvolvimento sustentável. Tecnologia como motor do crescimento agrícola Em julho de 2025, Khalid Akram, diretor executivo do Centro de Pesquisa da Comunidade de Futuro Compartilhado do Paquistão, visitou Wuyuan, em Jiangxi. Ele observou que a produção agrícola local usa plantio de precisão, irrigação inteligente e monitoramento de pragas e doenças. Segundo Akram, “o avanço da modernização agrícola depende do progresso científico e da inovação. Na China, vi o futuro do desenvolvimento agrícola”. No ano passado, Mohamed El-Sanhoury, jornalista do Cairo 24 News, visitou a Super Fazenda XAG, em Guangzhou. A fazenda emprega drones com inteligência artificial para pulverização e fertilização precisas e veículos de irrigação que operam automaticamente com base em sensores de solo, dados meteorológicos e modelos de demanda hídrica. Sanhouri destacou que a integração entre políticas públicas e tecnologias digitais amplia as perspectivas de segurança alimentar, transição verde e revitalização rural. Tahir Aslam, CEO da Prosor International Consulting (Paquistão), estudou tecnologias agrícolas na China em 2024 e visitou empresas do setor em Xinjiang. Ele acompanhou práticas para superar seca e salinização do solo, abrangendo produção de grãos, algodão, frutas, hortaliças, pecuária e processamento de produtos agrícolas. Tecnologias como irrigação por gotejamento, melhoramento molecular e agricultura inteligente estão amplamente aplicadas. “Os chineses compartilham tecnologias e conceitos avançados. Planejamos introduzir mais equipamentos agrícolas, sementes e fertilizantes chineses”, afirmou. Arun GC, representante assistente da FAO no Nepal, disse que a China transforma a “agricultura baseada no esforço físico” em “agricultura inteligente”. Internet das Coisas e inteligência artificial reduzem custos de mão de obra e uso de pesticidas, superando limitações tradicionais de eficiência e rentabilidade, além de estimular inovação nas áreas rurais. Integração entre pesquisa, produção e planejamento Erivaldo Júnior, extensionista do Centro de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (Brasil), afirmou que a modernização agrícola da China se apoia em planejamento de longo prazo, investimento contínuo em pesquisa e coordenação entre universidades, indústria e agricultores. Ele destacou o uso de plataformas digitais, equipamentos inteligentes e drones por jovens agricultores. Rodrigo Sarmiento, diretor de P&D de uma empresa de pesquisa agrícola da Colômbia, ressaltou que investimentos consistentes em tecnologia e infraestrutura garantem soluções adaptadas à realidade chinesa e aplicáveis globalmente. Hendra Khadka, coordenador da Aliança Nacional dos Agricultores do Nepal, observou que biotecnologia, big data, inteligência artificial e equipamentos inteligentes aumentam produtividade, protegem o meio ambiente e elevam a renda dos agricultores. Serik Korzhumbayev, editor-chefe do jornal Business Kazakhstan, visitou plantações de café em Baoshan, Yunnan, e destacou os investimentos do governo chinês em tecnologia agrícola, infraestrutura e capacitação de agricultores. Ahmed Salam, do Conselho Egípcio para Assuntos Externos, afirmou que a tecnologia combina inovação, governança e planejamento de longo prazo para transformar a agricultura chinesa. Cooperação internacional no Sul Global No Uzbequistão, a irrigação por gotejamento chinesa aumentou a produtividade do algodão. No Paquistão, variedades híbridas de canola elevaram a renda dos agricultores. No Marrocos, Nasser Bouchiba criou, em parceria com empresas chinesas, uma fazenda demonstrativa de agricultura salina, reduzindo o consumo de água e introduzindo melhoradores de solo e dessalinização com energia solar. Em dezembro de 2024, o Centro de Inovação Sustentável em Alimentos China-América Latina foi inaugurado em Sanya, Hainan. Rodrigo Sarmiento destacou que a Colômbia pretende fortalecer a cooperação em agricultura de precisão e inteligência artificial. Nabi, pesquisador do Instituto de Pesquisa de Trigo e Milho de Bangladesh, afirmou que a cooperação internacional é essencial para segurança alimentar e resiliência climática. O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China, com apoio do Fundo Fiduciário de Cooperação Sul-Sul China-FAO, implementou três fases de projetos em Uganda, enviando cerca de 60 especialistas para demonstração tecnológica. Segundo Allawi Ssemanda, diretor do Centro de Observação do Desenvolvimento de Uganda, a produtividade do arroz híbrido já é duas a três vezes superior à do arroz convencional. Ele ressaltou que a tecnologia chinesa tem papel relevante na modernização agrícola africana e que os países da região buscam aprofundar a cooperação. Fonte: gmw.cn

4 de março de 2026
China2Brazil
Durante a coletiva da quarta sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional, no dia 4, o porta-voz Lou Qinjian afirmou que a expansão tecnológica e os novos cenários de aplicação dos robôs humanoides indicam um futuro com múltiplas oportunidades. A declaração ocorreu em resposta a uma pergunta da agência China News Service. Após a coletiva, Lou destacou três vezes a apresentação dos robôs na Gala do Festival da Primavera como motivo de orgulho, descrevendo-a como impressionante, emocionante e digna de orgulho extremo. No início de 2025, a DeepSeek surpreendeu o mercado global e foi chamada por veículos estrangeiros de “ momento DeepSeek ”. Em pouco mais de um ano, os robôs humanoides chineses avançaram tanto em inovação tecnológica quanto em aplicação prática, consolidando um novo “momento DeepSeek”. Esse progresso se deve à velocidade, profundidade e dimensão humana da inovação tecnológica chinesa. Velocidade garantida por planejamento estratégico Desde a primeira aparição na Gala do Festival da Primavera, os robôs humanoides chineses evoluíram rapidamente. A rapidez chamou atenção de internautas estrangeiros e recebeu aprovação do chanceler alemão Friedrich Merz, que visitou um robô em Hangzhou. A evolução rápida é sustentada por planejamento estratégico contínuo. Áreas como inovação tecnológica e manufatura inteligente exigem ciclos longos de investimento e resultados graduais. A China mantém a inovação científica como prioridade em seus planos quinquenais, oferecendo previsibilidade para que instituições de pesquisa assumam riscos e empresas invistam no longo prazo. Profundidade construída pela integração setorial Os robôs exibidos na gala vieram de quatro empresas diferentes, mostrando o avanço coletivo do cluster industrial de robótica da China . Desde 1982, quando nasceu o primeiro robô industrial chinês, o país ultrapassou 2 milhões de unidades em operação. O desenvolvimento dos robôs humanoides combina inteligência artificial, manufatura avançada e novos materiais, exigindo colaboração entre diferentes setores. A expansão da infraestrutura de computação, bases de dados de alta qualidade e algoritmos nacionais fortaleceu a inovação aberta. Esse ciclo, em que os cenários de aplicação impulsionam a indústria e a indústria retroalimenta a tecnologia, consolida o setor de robótica. Dimensão humana ampliada pelos cenários de uso Às vésperas das “Duas Sessões” de 2026, a China lançou seu primeiro sistema de padronização para robôs humanoides. Durante a cobertura jornalística parlamentar, robôs conquistaram simpatia de profissionais internacionais, como jornalistas belgas. Os robôs humanoides chineses estão presentes em supermercados, linhas de produção industrial e inspeção técnica, mostrando diversidade de aplicação. O objetivo não é substituir humanos, mas ampliar capacidades e facilitar tarefas cotidianas. No início do novo ciclo do 15º Plano Quinquenal, parlamentares também discutirão propostas de “IA+” para ampliar o impacto positivo da tecnologia na sociedade. Fonte: chinanews.com.cn