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China moderniza agricultura com tecnologia e cooperação internacional

China moderniza agricultura
Imagem: Liu Mancang/Xinhua

A China acelera a modernização agrícola por meio de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, aplicação de tecnologias adaptadas ao campo e integração entre universidades, indústria e agricultores. Representantes internacionais destacam que essas práticas fortalecem a produtividade, impulsionam a revitalização rural e abrem caminhos para a segurança alimentar global e o desenvolvimento sustentável.

Tecnologia como motor do crescimento agrícola

Em julho de 2025, Khalid Akram, diretor executivo do Centro de Pesquisa da Comunidade de Futuro Compartilhado do Paquistão, visitou Wuyuan, em Jiangxi. Ele observou que a produção agrícola local usa plantio de precisão, irrigação inteligente e monitoramento de pragas e doenças. Segundo Akram, “o avanço da modernização agrícola depende do progresso científico e da inovação. Na China, vi o futuro do desenvolvimento agrícola”.

No ano passado, Mohamed El-Sanhoury, jornalista do Cairo 24 News, visitou a Super Fazenda XAG, em Guangzhou. A fazenda emprega drones com inteligência artificial para pulverização e fertilização precisas e veículos de irrigação que operam automaticamente com base em sensores de solo, dados meteorológicos e modelos de demanda hídrica. Sanhouri destacou que a integração entre políticas públicas e tecnologias digitais amplia as perspectivas de segurança alimentar, transição verde e revitalização rural.

Tahir Aslam, CEO da Prosor International Consulting (Paquistão), estudou tecnologias agrícolas na China em 2024 e visitou empresas do setor em Xinjiang. Ele acompanhou práticas para superar seca e salinização do solo, abrangendo produção de grãos, algodão, frutas, hortaliças, pecuária e processamento de produtos agrícolas. Tecnologias como irrigação por gotejamento, melhoramento molecular e agricultura inteligente estão amplamente aplicadas. “Os chineses compartilham tecnologias e conceitos avançados. Planejamos introduzir mais equipamentos agrícolas, sementes e fertilizantes chineses”, afirmou.

Arun GC, representante assistente da FAO no Nepal, disse que a China transforma a “agricultura baseada no esforço físico” em “agricultura inteligente”. Internet das Coisas e inteligência artificial reduzem custos de mão de obra e uso de pesticidas, superando limitações tradicionais de eficiência e rentabilidade, além de estimular inovação nas áreas rurais.

Integração entre pesquisa, produção e planejamento

Erivaldo Júnior, extensionista do Centro de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (Brasil), afirmou que a modernização agrícola da China se apoia em planejamento de longo prazo, investimento contínuo em pesquisa e coordenação entre universidades, indústria e agricultores. Ele destacou o uso de plataformas digitais, equipamentos inteligentes e drones por jovens agricultores.

Rodrigo Sarmiento, diretor de P&D de uma empresa de pesquisa agrícola da Colômbia, ressaltou que investimentos consistentes em tecnologia e infraestrutura garantem soluções adaptadas à realidade chinesa e aplicáveis globalmente. Hendra Khadka, coordenador da Aliança Nacional dos Agricultores do Nepal, observou que biotecnologia, big data, inteligência artificial e equipamentos inteligentes aumentam produtividade, protegem o meio ambiente e elevam a renda dos agricultores.

Serik Korzhumbayev, editor-chefe do jornal Business Kazakhstan, visitou plantações de café em Baoshan, Yunnan, e destacou os investimentos do governo chinês em tecnologia agrícola, infraestrutura e capacitação de agricultores. Ahmed Salam, do Conselho Egípcio para Assuntos Externos, afirmou que a tecnologia combina inovação, governança e planejamento de longo prazo para transformar a agricultura chinesa.

Cooperação internacional no Sul Global

No Uzbequistão, a irrigação por gotejamento chinesa aumentou a produtividade do algodão. No Paquistão, variedades híbridas de canola elevaram a renda dos agricultores. No Marrocos, Nasser Bouchiba criou, em parceria com empresas chinesas, uma fazenda demonstrativa de agricultura salina, reduzindo o consumo de água e introduzindo melhoradores de solo e dessalinização com energia solar.

Em dezembro de 2024, o Centro de Inovação Sustentável em Alimentos China-América Latina foi inaugurado em Sanya, Hainan. Rodrigo Sarmiento destacou que a Colômbia pretende fortalecer a cooperação em agricultura de precisão e inteligência artificial. Nabi, pesquisador do Instituto de Pesquisa de Trigo e Milho de Bangladesh, afirmou que a cooperação internacional é essencial para segurança alimentar e resiliência climática.

O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China, com apoio do Fundo Fiduciário de Cooperação Sul-Sul China-FAO, implementou três fases de projetos em Uganda, enviando cerca de 60 especialistas para demonstração tecnológica. Segundo Allawi Ssemanda, diretor do Centro de Observação do Desenvolvimento de Uganda, a produtividade do arroz híbrido já é duas a três vezes superior à do arroz convencional. Ele ressaltou que a tecnologia chinesa tem papel relevante na modernização agrícola africana e que os países da região buscam aprofundar a cooperação.

Fonte: gmw.cn