
19 de outubro de 2026
China2Brazil
A China tem uma região vinícola que já acumula mais de 1.800 vinhos premiados internacionalmente. Localizada no noroeste do país, Ningxia reúne 130 vinícolas e comercializa seus produtos em mais de 40 países e regiões. O reconhecimento da produção local também tem despertado o interesse de especialistas e representantes de países tradicionalmente ligados ao setor, como Brasil e Uruguai. A região concentra sua produção principalmente no sopé oriental das montanhas Helan, onde a área destinada ao cultivo de uvas para vinho ultrapassava 40 mil hectares até o final de 2025. Reconhecida pelas condições favoráveis ao cultivo, Ningxia foi incluída em 2013 no World Atlas of Wine, publicação de referência sobre regiões produtoras de vinho. O desenvolvimento da produção chinesa foi um dos destaques do 47º Congresso Mundial da Vinha e do Vinho, realizado na semana passada em Yinchuan, capital de Ningxia. Foi a primeira vez que o evento, criado em 1924, aconteceu na Ásia. O encontro reuniu representantes do setor para discutir inovação, pesquisa e oportunidades de cooperação internacional. Entre os países interessados em estreitar relações com Ningxia está o Uruguai, que já realizou intercâmbios de delegações com a região chinesa. As iniciativas exploraram possibilidades de cooperação no melhoramento de variedades de uva, nas técnicas de produção de vinho e no desenvolvimento do turismo ligado ao setor. Os vinhos uruguaios também vêm conquistando espaço no mercado chinês. O Brasil também esteve representado no congresso pela especialista em vinhos e professora da Universidade de Brasília (UnB) Tainá Bacellar Zaneti. Após visitar vinícolas de Ningxia, ela destacou a qualidade dos produtos chineses e avaliou que os avanços tecnológicos do país podem contribuir para melhorar a produção mundial de vinhos e abrir novas oportunidades de cooperação. O congresso aconteceu em paralelo à Assembleia Geral da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), entidade científica e técnica cujos membros respondem por 90% da produção mundial de vinho e 85% da área de vinhedos. A China ingressou na organização em 2025, tornando-se seu 51º Estado-membro, ao lado de países como Brasil, Argentina, Chile e Uruguai. Durante o encontro, a região de Ningxia apresentou uma iniciativa de cooperação com outras regiões produtoras do mundo. A proposta prevê o incentivo a práticas sustentáveis de cultivo, à inovação tecnológica, ao aprimoramento dos padrões de produção e ao fortalecimento dos mercados. Para a presidente da OIV, Yvette van der Merwe, um dos principais destaques da produção chinesa é o surgimento de vinhos de qualidade que expressam as características de suas regiões de origem. Segundo ela, a experiência de Ningxia pode contribuir para o intercâmbio de conhecimentos e para o desenvolvimento do setor vitivinícola internacional. Fonte: Xinhua

16 de outubro de 2026
China2Brazil
A 9ª Exposição Internacional de Importação da China (CIIE) será realizada de 5 a 10 de novembro, em Xangai, com a participação de 4.142 empresas estrangeiras. O evento também reunirá representantes de 162 países, regiões e organizações internacionais. A área destinada às exposições empresariais ultrapassará 370 mil metros quadrados pela primeira vez. O número de empresas da lista Fortune Global 500 e de líderes de diferentes setores também atingirá um novo recorde, superando 300 participantes. Quase 200 empresas e instituições que estiveram presentes nas oito edições anteriores retornarão neste ano. Além disso, mais de 2 mil empresas participarão da feira pela primeira vez. A programação também terá mais de 480 produtos com lançamento mundial, estreia na Ásia ou primeira apresentação no mercado chinês, o maior número registrado até agora pelo evento. A exposição dedicada a países e organizações internacionais contará com 69 participantes. Canadá e Sri Lanka serão os países convidados de honra, enquanto Moldávia, Romênia, outros três países e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento participarão pela primeira vez. Além da feira, o Fórum de Hongqiao terá uma sessão principal e 23 sessões paralelas, com debates sobre comércio e abertura econômica. Durante o evento, também serão divulgados o Relatório Mundial sobre Abertura Econômica e o Índice de Abertura. Nesta edição, a CIIE também lançará pela primeira vez um relatório dedicado à capacidade de exportação de outros países para o mercado chinês. Fonte: CCTV

16 de outubro de 2026
China2Brazil
O iPhone Duo, primeiro celular dobrável da Apple, é fabricado exclusivamente na China. Tim Cook, presidente executivo do conselho da empresa, afirmou que a capacidade industrial chinesa e a participação de desenvolvedores locais estão entre os fatores considerados importantes para o novo aparelho. Apresentado em setembro, o modelo chega ao mercado chinês em 23 de outubro, com preço inicial de 15.999 yuans. A pré-venda começou nesta sexta-feira (16). O aparelho será oferecido em versões de 256 GB, 512 GB, 1 TB e 2 TB. A fabricação ocorre em uma cadeia produtiva que envolve fornecedores instalados na China. No último domingo (11), o diretor de operações da Apple, Sabih Khan, visitou a fábrica da Foxconn em Zhengzhou e acompanhou as etapas da linha de produção do iPhone Duo. A unidade é uma das principais bases de fabricação de iPhones da empresa. A Apple também aumentou os pedidos de produção do novo modelo. Informações obtidas pelo Securities Times com empresas da cadeia de fornecedores apontam um acréscimo de 30% nas encomendas do iPhone Duo, embora o volume total permaneça abaixo de 10 milhões de unidades. O lançamento coloca a Apple em um mercado de dobráveis no qual fabricantes chinesas já têm forte presença. Em 2025, cerca de 10 milhões de smartphones dobráveis foram enviados ao mercado chinês, alta de 9,2% em relação ao ano anterior. A Huawei concentrou mais de 70% desse segmento, seguida por Honor, vivo, OPPO e Samsung. Cook afirmou que o mercado chinês de aparelhos dobráveis se destaca globalmente. A Apple também trabalha com desenvolvedores locais e realiza otimizações no centro de desenvolvimento da empresa em Xangai para adaptar aplicativos ao novo formato do aparelho. A China também tem peso na estratégia comercial da Apple. Durante sua passagem pelo país nesta semana, Cook esteve em Guangzhou, Pequim e Xangai e afirmou que a empresa pretende ampliar suas atividades no mercado chinês. Fonte: China Daily

16 de outubro de 2026
China2Brazil
A China investiu RMB 3,93 trilhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em 2025, alta de 8,2% em relação ao ano anterior. Com esse volume, o país ficou em segundo lugar no mundo em investimentos na área, atrás apenas dos Estados Unidos. O montante foi 3,4 vezes superior ao registrado pela Alemanha, terceira colocada, e 3,5 vezes maior que o do Japão, que ocupa a quarta posição. Entre 2021 e 2025, os investimentos chineses em P&D cresceram, em média, 10% ao ano. O ritmo ficou acima do observado no mesmo período nos Estados Unidos, Alemanha, França, Japão e Coreia do Sul. Os gastos com pesquisa e desenvolvimento representaram 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) chinês em 2025, ante 2,69% no ano anterior. Pela primeira vez, a proporção ficou acima da média de 2,72% dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). As empresas concentraram a maior parte dos investimentos. O setor empresarial destinou RMB 3,04 trilhões a P&D, equivalente a 77,4% do total nacional. Foi a primeira vez que os gastos das companhias ultrapassaram RMB 3 trilhões. Instituições de pesquisa vinculadas ao governo investiram RMB 457,23 bilhões, enquanto universidades e outras instituições de ensino superior aplicaram RMB 340,73 bilhões. A pesquisa básica também registrou crescimento acima da média. Os investimentos chegaram a RMB 283,46 bilhões, alta de 13,3% em um ano. A China ocupa atualmente a segunda posição mundial nesse tipo de investimento, também atrás dos Estados Unidos. Outros RMB 444,16 bilhões foram destinados à pesquisa aplicada, enquanto o desenvolvimento experimental concentrou RMB 3,2 trilhões dos recursos investidos em P&D no país. Fonte: China News

15 de outubro de 2026
China2Brazil
Levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China mostra que o comércio bilateral chegou a US$143 bilhões até setembro de 2026, com recorde de exportações e importações. A China comprou três vezes mais produtos brasileiros que os Estados Unidos entre janeiro e setembro de 2026. O país asiático recebeu 29,7% de tudo o que o Brasil exportou no período, enquanto o mercado americano respondeu por 9,6%, segundo levantamento divulgado pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) , com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As exportações brasileiras para a China cresceram 12% em relação aos nove primeiros meses de 2025, alcançando US$84,7 bilhões. Em contrapartida, as vendas para os Estados Unidos recuaram 6,5%. O estudo também mostra que o comércio entre Brasil e China atingiu US$143 bilhões, o maior valor já registrado para o período. As importações brasileiras de produtos chineses somaram US$58,6 bilhões, alta de 9,9%. Com isso, o Brasil acumulou um superávit comercial de US$26,1 bilhões com a China. O valor corresponde a 42% de todo o saldo positivo registrado pelo país nas trocas comerciais com o mundo, que chegou a US$62,4 bilhões. Soja e petróleo lideram as vendas brasileiras Apesar do recorde, a maior parte das exportações brasileiras para a China continua concentrada em produtos agrícolas e minerais. A soja permaneceu como o principal produto exportado, com vendas de US$30 bilhões, seguida pelo petróleo, com US$21,8 bilhões, e pelo minério de ferro, com US$13,8 bilhões. Juntos, os três produtos representaram 77,5% do valor vendido ao mercado chinês. O petróleo apresentou o crescimento mais expressivo entre eles. Segundo o CEBC, as exportações brasileiras do produto para a China aumentaram 49% em valor e 27% em volume. O resultado foi favorecido pela procura por fornecedores diante das tensões no Oriente Médio e dos riscos ao abastecimento internacional. A soja registrou alta de 3,6% em valor, apesar da redução de 3,6% no volume embarcado. Segundo o CEBC, o resultado foi sustentado pelo aumento de 7,7% no preço do produto. A China também foi responsável por 70% das exportações brasileiras de soja e por metade das vendas de petróleo ao exterior. Novos produtos agrícolas brasileiros no mercado chinês As exportações brasileiras de sorgo chegaram a US$170 milhões, com a China absorvendo 95% das vendas externas do produto. Já os embarques de DDG, subproduto do milho utilizado na alimentação animal, somaram US$ 111,3 milhões para o mercado chinês. No sentido contrário, os veículos eletrificados estiveram entre os principais responsáveis pelo crescimento das importações brasileiras da China. As compras de carros elétricos aumentaram 341%, enquanto as de híbridos cresceram 248% e as de híbridos plug-in, 89%. Juntas, as três categorias representaram cerca de 10% das importações brasileiras provenientes da China. Mesmo após a elevação das tarifas de importação para 35% em julho, que provocou uma queda brusca nas compras naquele mês, as importações de veículos eletrificados voltaram a crescer em agosto e setembro. A China respondeu por 86% de todos os veículos elétricos, híbridos e híbridos plug-in importados pelo Brasil no período.

15 de outubro de 2026
China2Brazil
A China pretende ampliar sua rede de museus de ciência e tecnologia para alcançar praticamente todas as cidades do país nos próximos cinco anos. A proposta prevê aproveitar espaços que estão sem uso para instalar novas unidades e facilitar o acesso da população a atividades e conhecimentos científicos. A meta faz parte de um conjunto de orientações divulgado pela Associação Chinesa de Ciência e Tecnologia para o período do 15º Plano Quinquenal, de 2026 a 2030. O documento reúne 17 medidas destinadas a ampliar a divulgação científica em diferentes regiões do país. Entre as propostas está a criação de uma rede integrada de museus de ciência e tecnologia. A ideia é que instituições provinciais ajudem unidades municipais e distritais a organizar exposições, desenvolver atividades educativas e realizar pesquisas. O documento também estabelece que os governos locais deverão assumir a responsabilidade pelo financiamento da construção e do funcionamento dos espaços. Empresas, fundações e outras organizações poderão participar da criação e da gestão dos museus. Ciência além dos museus As orientações também propõem aproximar a ciência de outras atividades do cotidiano, como turismo, educação, esportes e agricultura. Entre as iniciativas previstas estão viagens de estudo com foco científico e novas experiências educativas voltadas à população. Outra medida é incentivar a criação de fundos provinciais para financiar projetos de divulgação científica , com a possibilidade de participação de empresas e outros investidores. O documento também propõe reconhecer o trabalho de cientistas e profissionais técnicos que participam de atividades de divulgação científica. A produção de conteúdos educativos e o trabalho voluntário na área poderão passar a integrar os critérios de avaliação profissional e de reconhecimento desses especialistas. Fonte: news.cn

15 de outubro de 2026
China2Brazil
A China ocupa a segunda posição mundial em estoque de investimento estrangeiro direto, com 26,8 trilhões de yuans acumulados em 2025. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Comércio chinês nesta quinta-feira (15), o indicador registra crescimento há seis anos consecutivos. O estoque de investimento estrangeiro direto representa o valor acumulado dos investimentos realizados por empresas e investidores de outros países. Diferentemente do fluxo anual, que mede os investimentos em determinado período, esse indicador considera o capital estrangeiro acumulado no país. O levantamento também mostra que 461 mil empresas de capital estrangeiro apresentaram seus relatórios anuais de informações referentes a 2025. O número representa um aumento de 5,7% em comparação com o ano anterior. Os dados foram apresentados pelo porta-voz do Ministério do Comércio, He Yadong, durante uma coletiva de imprensa realizada em 15 de outubro. Segundo ele, o ministério e os órgãos competentes concluíram recentemente a consolidação das informações referentes ao ano passado. Fonte: China News

15 de outubro de 2026
China2Brazil
Um robô humanoide sobre rodas desenvolvido na China foi apresentado em Campinas, no interior de São Paulo. O equipamento passou pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) e deve participar de novas demonstrações e avaliações sobre possíveis aplicações na indústria brasileira. O modelo Cruzr S2, desenvolvido pela UBTECH Robotics , de Shenzhen , pode realizar tarefas como separação de materiais, montagem de componentes e movimentação de cargas em armazéns. O robô consegue transportar até 15 quilos em uma área de trabalho que vai do chão a 1,8 metro de altura. Também consegue girar em corredores de apenas 0,8 metro de largura, característica voltada ao uso em espaços industriais mais restritos. O equipamento foi levado ao Brasil pela AutorIA. A proposta é avaliar como o robô pode trabalhar ao lado de profissionais em atividades industriais e logísticas. A chegada ocorre em um momento de aumento dos investimentos em automação no Brasil. O país instalou quase 4,3 mil novos robôs industriais em 2025, crescimento de 38% em relação ao ano anterior. Desse total, cerca de 2,1 mil foram destinados à indústria automotiva, alta de 212%. A Federação Internacional de Robótica relaciona parte desse crescimento aos investimentos de fabricantes chinesas de veículos no país. Na China, a produção de robôs humanoides também cresce rapidamente. Um relatório apresentado durante a Conferência Mundial de Robótica de 2026 estimou que as empresas chinesas enviaram mais de 40 mil unidades no primeiro semestre, o equivalente a 97% das remessas globais contabilizadas pelo levantamento. Fonte: Xinhua

14 de outubro de 2026
China2Brazil
Até o fim de 2025, 150 produtos de terapia digital haviam sido aprovados na China. Essas ferramentas utilizam softwares, aplicativos e atividades semelhantes a jogos como parte do tratamento de problemas de saúde, com aplicações em áreas como TDAH, síndrome de Tourette, ambliopia, reabilitação cognitiva e doenças crônicas. As terapias digitais transformam métodos de tratamento em atividades que podem ser realizadas pelo paciente com acompanhamento médico. Em alguns casos, elementos de jogos são utilizados para aumentar a participação, principalmente entre crianças. Um exemplo é o “Happy Vision Planet”, desenvolvido para crianças com estrabismo e ambliopia, condição que compromete o desenvolvimento da visão. O sistema combina treinamento visual com recursos digitais e registra informações sobre os movimentos dos olhos durante os exercícios. Uma criança de 6 anos com ambliopia no olho esquerdo apresentou melhora da acuidade visual após 20 dias utilizando o programa. A ferramenta permite acompanhar parâmetros como pontos de fixação e frequência de piscadas durante o treinamento. Na área de saúde mental, pesquisadores também desenvolvem terapias digitais voltadas ao TDAH. Os programas utilizam atividades lúdicas e sistemas de recompensa para trabalhar a atenção e o treinamento cognitivo. A gamificação pode ser especialmente útil entre crianças, que podem ter mais dificuldade para manter treinamentos tradicionais por longos períodos. Os programas também permitem ajustar atividades e níveis de dificuldade de acordo com as necessidades do paciente. Outro campo de aplicação é a síndrome de Tourette. Sistemas digitais foram desenvolvidos para permitir que crianças e responsáveis realizem parte do treinamento comportamental fora do hospital, reduzindo a necessidade de acompanhamento presencial em todas as etapas. Apesar da expansão dessas ferramentas, o setor ainda enfrenta obstáculos para ampliar seu uso. Muitos produtos não possuem uma forma padronizada de cobrança e ainda não fazem parte do sistema nacional de seguro de saúde. Na China, as terapias digitais são geralmente classificadas como dispositivos médicos baseados em software. A atualização constante de algoritmos e funcionalidades, porém, cria desafios para regras regulatórias originalmente desenvolvidas para medicamentos e equipamentos médicos tradicionais. O desenvolvimento também é desigual entre as diferentes áreas da saúde. Comprometimento cognitivo e treinamento da função visual concentram a maior parte das terapias digitais, enquanto TDAH e doenças crônicas ainda representam uma parcela menor. Fonte: stdaily

14 de outubro de 2026
China2Brazil
A China pode ter entre 150 milhões e 200 milhões de pessoas vivendo sozinhas até 2030. Em 2024, esse grupo já somava cerca de 123 milhões, e o crescimento começa a influenciar desde o tamanho das embalagens nos supermercados até viagens, eletrodomésticos e serviços voltados para uma única pessoa. Esse movimento deu força à chamada “economia solo”, voltada a consumidores que moram e realizam atividades de forma independente. Entre os produtos que ganham espaço estão alimentos em porções menores, refeições prontas, eletrodomésticos inteligentes e itens pensados para rotinas individuais. Em Xiamen, por exemplo, um supermercado ampliou a oferta de alimentos frescos em porções individuais, embalagens menores e produtos para animais de estimação. Após a reformulação das áreas de refeições prontas e porções individuais, as vendas dessas categorias aumentaram seis vezes. A adaptação, porém, também traz desafios. Embalagens menores costumam ter preços unitários mais altos devido aos custos de produção, embalagem e conservação. Para os varejistas, o modelo também exige controle mais preciso dos estoques para reduzir desperdícios. O turismo é outra área influenciada por esse comportamento. Pessoas que viajam sozinhas têm mais liberdade para definir seus próprios roteiros, mas também podem gastar mais com hospedagem e alimentação, já que não dividem despesas e nem sempre encontram refeições em porções individuais. Dentro de casa, aspiradores robôs, lava-louças e equipamentos automatizados para cuidados com animais de estimação estão entre os produtos usados para tornar a rotina mais prática. A expansão da economia solo ocorre ao mesmo tempo em que os registros de casamento diminuem no país. O número caiu de 13,47 milhões de casais em 2013 para 6,76 milhões em 2025. No primeiro trimestre de 2026, foram registrados 1,697 milhão de casamentos, queda de 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Fonte: Xinhua