
21 de outubro de 2026
China2Brazil
Brasil e China firmaram um acordo para ampliar a cooperação na gestão dos recursos hídricos, com foco na prevenção de secas e enchentes, no monitoramento da água e na modernização de grandes obras de infraestrutura. A parceria prevê o intercâmbio de conhecimentos e experiências que poderão contribuir para o desenvolvimento de soluções nos dois países. O memorando de entendimento foi assinado em 13 de outubro, em Pequim, pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) do Brasil e pelo Ministério dos Recursos Hídricos da China. O documento terá validade de cinco anos e estabelece diretrizes para pesquisas conjuntas, visitas técnicas e compartilhamento de tecnologias. Um dos principais temas da cooperação é a transposição de água entre regiões. A China possui o Projeto de Transposição de Água Sul-Norte, que transfere água para áreas com maior necessidade de abastecimento. Desde que sua primeira fase entrou em plena operação, em 2014, o sistema passou a fornecer água para uma população de 195 milhões de pessoas. O Brasil também possui um empreendimento desse tipo: o Projeto de Integração do Rio São Francisco. Com dois eixos que somam 477 quilômetros, a estrutura busca levar água a regiões que enfrentam escassez hídrica. Embora o país concentre cerca de 12% da água doce do planeta, a distribuição desses recursos é desigual. A experiência com grandes sistemas de transporte de água está entre os conhecimentos que poderão ser compartilhados pelos dois países. O acordo também contempla o planejamento e a operação de infraestruturas hídricas, o monitoramento em tempo real e o desenvolvimento de tecnologias para melhorar a gestão da água. Outro ponto previsto é a cooperação na prevenção e adaptação a eventos climáticos extremos, como secas e inundações. As iniciativas incluem a troca de experiências sobre gestão de bacias hidrográficas, eficiência no uso da água e soluções para áreas urbanas. A aproximação entre os dois países nessa área não é recente. Em 2011, Brasil e China já haviam firmado um memorando sobre gestão e proteção dos recursos hídricos, prevenção de secas e enchentes e construção de grandes obras hidrelétricas. Em 2025, uma delegação brasileira também visitou o projeto chinês de transposição de água para conhecer suas características e operação. O novo memorando não prevê transferência direta de recursos financeiros entre os países. A implementação das atividades será acompanhada por um comitê conjunto, com participação das autoridades brasileiras e chinesas responsáveis pela gestão hídrica. Fonte: Xinhua

21 de outubro de 2026
China2Brazil
Inteligência artificial capaz de realizar pesquisas científicas, tecnologias que conectam o cérebro a computadores e novos tratamentos por edição genética estão entre as dez principais perspectivas tecnológicas apresentadas nesta quarta-feira (21), durante o Fórum Mundial de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento de 2026, realizado em Chongqing, na China. A seleção reúne áreas de pesquisa consideradas relevantes para o futuro da ciência e da indústria. As tecnologias foram organizadas em cinco grandes campos: sistemas digitais e inteligentes, saúde, novos materiais e manufatura, energia e exploração espacial e oceânica. Veja quais são as 10 tecnologias apresentadas: 1. Inteligência artificial para descobertas científicas Desenvolvimento de sistemas de IA capazes de conduzir pesquisas de forma autônoma e contribuir para novas descobertas científicas. 2. Inteligência artificial geral mais segura Pesquisas voltadas à segurança e ao alinhamento de valores da inteligência artificial geral (AGI), que busca desenvolver sistemas capazes de realizar diferentes tarefas intelectuais. 3. Comunicação entre cérebro e computador Tecnologias que permitem a troca de informações entre o cérebro humano e sistemas computacionais, incluindo mecanismos capazes de enviar e receber sinais. 4. Edição genética para tratamentos médicos Desenvolvimento de técnicas que permitem modificar genes diretamente no organismo, com foco em tratamentos de precisão. 5. Fabricação de materiais em escala atômica Tecnologias voltadas ao controle da produção de materiais e dispositivos em escalas extremamente pequenas, incluindo a manipulação de estruturas atômicas. 6. Produção de materiais quânticos Pesquisas para fabricar materiais, dispositivos e equipamentos quânticos de maneira controlada e em larga escala. 7. Energia por fusão nuclear Desenvolvimento da fusão nuclear controlada em escala de reator, com foco na aplicação dessa tecnologia para a produção de energia. 8. Novas formas de obter e armazenar energia Exploração de fontes energéticas em grandes profundidades e desenvolvimento de sistemas capazes de armazenar energia em larga escala de uma estação do ano para outra. 9. Exploração das profundezas dos oceanos Pesquisa de ecossistemas marinhos profundos e identificação de recursos biológicos ainda desconhecidos. 10. Exploração e fabricação no espaço Desenvolvimento de tecnologias para utilizar recursos encontrados no próprio ambiente espacial e fabricar equipamentos diretamente em órbita. Fórum reúne debates sobre o futuro da tecnologia A lista foi apresentada durante a abertura do Fórum Mundial de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento, criado em 2019 por iniciativa da Associação Chinesa de Ciência e Tecnologia. O encontro segue até 23 de outubro e inclui outros 12 fóruns paralelos sobre temas como sensores inteligentes, tecnologias de simulação e desenvolvimento industrial. As dez perspectivas apresentadas representam campos de pesquisa considerados relevantes para o futuro da ciência e da indústria. O material não estabelece prazos para a chegada dessas tecnologias ao mercado nem indica que todas já estejam disponíveis para uso. Fonte: news.cn

20 de outubro de 2026
China2Brazil
A Vale anunciou nesta terça-feira (20) que solicitou o registro de um programa de emissão de títulos de dívida na China, no valor de até 10 bilhões de yuans. A aprovação do programa abrirá caminho para que a mineradora brasileira capte recursos no mercado financeiro chinês por meio de futuras emissões de títulos conhecidos como Panda Bonds . O pedido foi apresentado pela Vale Overseas Limited, subsidiária integral da companhia, à Associação Nacional de Investidores Institucionais do Mercado Financeiro da China (NAFMII). O programa contempla possíveis emissões entre 2026 e 2028. Os Panda Bonds são títulos de dívida denominados em renminbi, a moeda chinesa, emitidos no mercado doméstico da China por empresas ou instituições estrangeiras. Por meio desses instrumentos, os emissores podem captar recursos de investidores locais, com a obrigação de pagar juros e devolver o valor principal conforme as condições estabelecidas na emissão. No caso da Vale, os títulos terão garantia integral e incondicional da mineradora brasileira. As eventuais ofertas serão realizadas exclusivamente no mercado interbancário de títulos da China, de acordo com a legislação e as regras locais. Emissão ainda depende de aprovação Apesar do pedido de registro, a Vale esclareceu que os títulos ainda não foram emitidos. A operação depende da autorização da NAFMII e das condições do mercado financeiro no momento de uma eventual oferta. A companhia informou ainda que os títulos não serão registrados para oferta pública no Brasil ou nos Estados Unidos. Eventuais ofertas nesses mercados deverão respeitar as exceções e exigências previstas nas legislações locais.

20 de outubro de 2026
China2Brazil
A China afirmou que defenderá os direitos e interesses de suas empresas após relatos de que o governo dos Estados Unidos teria determinado que agências federais deixassem de utilizar ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas por companhias chinesas, como a DeepSeek. A declaração foi feita nesta terça-feira (20) pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, durante uma coletiva de imprensa em Pequim. Questionada sobre as informações envolvendo as restrições americanas, Mao Ning criticou o que considera uma ampliação excessiva do conceito de segurança nacional para questões relacionadas à ciência, à tecnologia e ao comércio. “A China sempre se opôs à generalização excessiva do conceito de segurança nacional e à politização das questões de ciência, tecnologia e comércio, e defenderá resolutamente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas”, afirmou a porta-voz. A manifestação ocorreu após questionamentos sobre o possível impedimento do uso de ferramentas chinesas de inteligência artificial por órgãos do governo americano. A declaração não detalhou quais medidas a China poderia adotar em defesa dessas empresas. Fonte: Ithome

20 de outubro de 2026
China2Brazil
A China está preparando novas medidas para ampliar o uso de inteligência artificial (IA) nas fábricas, desde o desenvolvimento de produtos até a produção, a gestão operacional e os serviços pós-venda. A proposta é modernizar a indústria por meio de máquinas e sistemas capazes de analisar informações, tomar decisões e executar determinadas tarefas de forma autônoma. O planejamento foi apresentado nesta terça-feira (20) pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, durante uma coletiva de imprensa do Conselho de Estado. Segundo o governo, as políticas ainda estão em elaboração e terão como objetivo acelerar a integração da IA aos processos industriais. Uma das prioridades é ampliar o desenvolvimento de fábricas inteligentes. Essas instalações utilizam sistemas digitais e equipamentos conectados para acompanhar e controlar diferentes etapas da produção. O governo pretende incentivar tanto a adoção dessas tecnologias em fábricas menos avançadas quanto o desenvolvimento de novos modelos de produção em unidades que já utilizam soluções mais sofisticadas. Outra frente envolve máquinas e equipamentos industriais. A China pretende apoiar o desenvolvimento de robôs, máquinas-ferramenta e sistemas de inspeção capazes de realizar ajustes durante a operação, identificar problemas e executar tarefas com maior autonomia. As iniciativas também incluem equipamentos utilizados na agricultura, na construção e na área médica. O plano prevê ainda o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial especializados em atividades industriais. Entre as aplicações previstas estão a programação da produção, o ajuste de parâmetros de funcionamento das máquinas, a identificação de defeitos e a manutenção de equipamentos. Para viabilizar essas aplicações, o governo pretende incentivar a criação de conjuntos de dados industriais e modelos de IA desenvolvidos para necessidades específicas de diferentes setores. Também serão estudadas formas de integrar softwares, equipamentos e sistemas de inteligência artificial para permitir que trabalhem de maneira coordenada. A cooperação internacional será outra prioridade. A China pretende utilizar mecanismos de colaboração, como o BRICS, para desenvolver projetos conjuntos, compartilhar tecnologias e estabelecer padrões técnicos para a manufatura inteligente. A proposta também inclui apoiar países parceiros na construção de fábricas que utilizem essas soluções. Segundo o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, as medidas buscam aumentar a eficiência da produção, reduzir custos e permitir que as empresas atendam a diferentes demandas do mercado. As tecnologias ainda em desenvolvimento deverão passar por testes e avaliações antes de sua aplicação em maior escala. Fonte: CCTV

20 de outubro de 2026
China2Brazil
A China está ampliando a integração entre trens e caminhões para modernizar o transporte de mercadorias. Entre as iniciativas está a instalação de estações de recarga e troca de baterias para caminhões elétricos em terminais ferroviários, com o objetivo de facilitar o uso desses veículos nas entregas de curta distância. O projeto faz parte da expansão do transporte combinado entre ferrovias e rodovias, que movimentou 348 milhões de toneladas de cargas nos primeiros nove meses de 2026. O volume representa um crescimento de 54% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pela China State Railway Group. Nesse modelo, os trens percorrem os principais trajetos de transporte, enquanto os caminhões ficam responsáveis pelas etapas iniciais e finais, como a coleta e a entrega das mercadorias. A proposta é tornar as operações mais eficientes e reduzir os custos logísticos. No total, as ferrovias chinesas transportaram 3,05 bilhões de toneladas de mercadorias entre janeiro e setembro, um leve aumento na comparação anual. Entre os principais produtos movimentados estão carvão e grãos, utilizados no abastecimento energético e alimentar do país. A integração também está sendo ampliada entre ferrovias e portos. Nos três primeiros trimestres, o transporte ferroviário-marítimo de contêineres cresceu 8,9%. A China Railway também trabalha com portos e empresas de navegação no desenvolvimento de oito rotas com rastreamento de mercadorias ao longo de todo o percurso. No comércio internacional, os trens de carga entre a China e a Europa realizaram 16 mil viagens, crescimento de 15% em relação ao mesmo período de 2025. Já os serviços entre China e Ásia Central somaram 11 mil viagens, alta de 2%. A China State Railway Group informou que continuará modernizando os serviços logísticos, com foco na integração entre diferentes meios de transporte, na digitalização dos processos e na redução dos custos de movimentação de mercadorias. Fonte: China News

19 de outubro de 2026
China2Brazil
A economia chinesa cresceu 4,6% nos primeiros nove meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados oficiais divulgados nesta segunda-feira (19). O resultado foi acompanhado pela expansão do comércio exterior, que registrou o ritmo de crescimento mais acelerado para o período nos últimos cinco anos, mesmo diante das tensões comerciais e das pressões externas. Entre janeiro e setembro, as importações e exportações chinesas somaram 39,94 trilhões de yuans, alta de 18,8% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Segundo especialistas ouvidos pela agência China News Service, as exportações têm sido um dos principais fatores de sustentação do crescimento econômico do país. Os produtos tecnológicos ganharam destaque nesse desempenho. O comércio de itens como robôs industriais, componentes eletrônicos, peças de computadores e equipamentos elétricos ultrapassou 10 trilhões de yuans, crescimento de 58,9% em relação ao ano anterior. Já as exportações de circuitos integrados, componentes fundamentais para o funcionamento de dispositivos eletrônicos, aumentaram 99,1%. Para Wu Ge, economista-chefe da Changjiang Securities, os produtos relacionados à inteligência artificial têm contribuído significativamente para o desempenho das exportações chinesas desde o início do ano. A expansão desses setores acompanha uma mudança na composição da economia: atividades como manufatura avançada, economia digital e serviços modernos responderam por mais de 40% do crescimento econômico registrado no período. Os investimentos também apresentaram avanços em segmentos específicos. Os recursos destinados à aquisição de equipamentos, instrumentos e ferramentas cresceram 9,7%, enquanto os investimentos em produtos de propriedade intelectual aumentaram 9,3%. Segundo Guo Liyan, da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, as políticas de renovação de equipamentos estão contribuindo para a modernização das indústrias tradicionais e a ampliação da capacidade produtiva de setores emergentes. No mercado imobiliário, os dados de setembro apontaram uma desaceleração na queda dos preços de imóveis residenciais novos nas 70 principais cidades chinesas, tanto na comparação mensal quanto na anual. Segundo Wu Jing, da Universidade Tsinghua, também houve redução dos estoques de imóveis disponíveis para venda em diversas cidades. Os indicadores sugerem sinais de estabilização, embora não representem uma recuperação consolidada do setor. O consumo é outra área acompanhada pelos especialistas. Lu Liping, da Universidade Renmin da China, avalia que houve melhora no desempenho geral durante os três primeiros trimestres e que a atividade turística no feriado do Dia Nacional poderá contribuir para a continuidade dessa tendência. Ele também aponta o potencial de estímulo de programas públicos de financiamento e de troca de bens de consumo. Para os últimos meses de 2026, especialistas ouvidos pela China News Service avaliam que a expansão das exportações de tecnologia, os investimentos em infraestrutura e a melhora gradual do consumo poderão continuar sustentando a atividade econômica chinesa. As perspectivas, no entanto, permanecem condicionadas à evolução das pressões externas e dos desafios internos enfrentados pelo país. Fonte: China news

19 de outubro de 2026
China2Brazil
A China superou os Estados Unidos em investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em 2024, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgados em março de 2026. Os gastos chineses chegaram a aproximadamente US$ 1,03 trilhão, considerando a paridade do poder de compra, método que ajusta os valores às diferenças de preços entre os países. O resultado faz parte de uma transformação de longo prazo na ciência chinesa. Nas últimas três décadas, o investimento do país em pesquisa e desenvolvimento aumentou cerca de 100 vezes. Uma análise publicada recentemente pela revista científica britânica Nature aponta que essa expansão ajudou a consolidar a China como uma das principais potências científicas e tecnológicas do mundo. Um dos exemplos mais recentes está na inteligência artificial. No início de 2025, a empresa chinesa DeepSeek lançou um modelo de linguagem com desempenho comparável ao de ferramentas desenvolvidas por empresas líderes dos Estados Unidos, mas com custo menor. Segundo a Nature, o episódio também demonstra a crescente participação de empresas privadas no desenvolvimento tecnológico chinês. A exploração espacial é outra área de destaque. Em 2019, a China tornou-se o primeiro país a realizar um pouso controlado no lado oculto da Lua. Três anos depois, concluiu a construção da estação espacial Tiangong. Entre os próximos objetivos anunciados estão o envio de astronautas à Lua antes de 2030 e uma missão de coleta de amostras de Marte, prevista para 2028, com retorno do material à Terra três anos depois. Além das aplicações tecnológicas, o país também busca fortalecer a pesquisa básica, voltada à produção de conhecimento científico sem necessidade de aplicação comercial imediata. Em 2018, o governo chinês estabeleceu a meta de ampliar sua influência nessa área até 2035 e transformar o país em um dos principais centros científicos mundiais até meados deste século. A expansão também aparece nas redes internacionais de pesquisa. Uma análise realizada em 2025, com quase seis milhões de artigos científicos, identificou um crescimento na participação de pesquisadores chineses na liderança de projetos de colaboração internacional. Segundo Caroline Wagner, especialista em políticas científicas da Universidade Estadual de Ohio, a China deixou de ocupar uma posição periférica nessas redes e passou a atuar como um importante centro de conexão entre pesquisadores. O fortalecimento da ciência chinesa também inclui medidas de apoio a novos talentos. A Fundação Nacional de Ciências Naturais da China anunciou que financiará mais 12 mil projetos de pesquisa a partir de 2026, com foco na ampliação das oportunidades para jovens cientistas. Para especialistas ouvidos pela Nature, a continuidade dos investimentos e do planejamento de longo prazo é um dos fatores que explicam essa transformação. A professora Zhang Lin, da Universidade de Wuhan, destaca o apoio sustentado a áreas estratégicas, como as comunicações quânticas. Já Hao Bin, da Universidade Xi'an Jiaotong-Liverpool, avalia que a competitividade chinesa passou a depender cada vez mais de suas capacidades tecnológicas e do desenvolvimento de tecnologias próprias. Fonte: stdaily.com

19 de outubro de 2026
China2Brazil
A China desenvolveu um sistema capaz de monitorar diariamente a umidade do solo em escala global, com resolução de um quilômetro. A tecnologia combina dados do satélite meteorológico Fengyun-3 com inteligência artificial e pode contribuir para o planejamento da irrigação agrícola, a emissão de alertas de seca e o estudo das mudanças climáticas. O sistema permite produzir informações atualizadas sobre a umidade da superfície terrestre, inclusive em regiões que não contam com estações de monitoramento suficientes. É o caso de áreas da África e do Sul da Ásia, onde a falta de observações contínuas dificulta o acompanhamento das condições do solo. Para realizar esse monitoramento, pesquisadores utilizaram informações do satélite chinês Fengyun-3 e dados sobre as características da superfície terrestre, processados por algoritmos de aprendizado de máquina. Essa técnica de inteligência artificial permite identificar padrões em grandes volumes de informações e utilizá-los para gerar estimativas. A precisão das estimativas foi avaliada com medições realizadas em 221 estações terrestres espalhadas pelo mundo. Os resultados também foram comparados com conjuntos de dados internacionais semelhantes. Segundo os pesquisadores, o sistema apresentou um desvio médio próximo de zero em suas estimativas de umidade do solo. A tecnologia integra um conjunto de nove produtos de dados apresentados pelo Centro Internacional de Pesquisa em Big Data para o Desenvolvimento Sustentável nesta segunda-feira (19), durante a Reunião Geral Intermediária do Conselho Internacional de Ciência de 2026 e o Diálogo Científico de Pequim. Além do monitoramento da umidade do solo, o conjunto reúne informações ambientais com diferentes níveis de detalhamento. Algumas séries históricas abrangem até 38 anos, enquanto determinados dados permitem observar áreas de apenas 10 metros e acompanhar mudanças em intervalos de uma hora. Esse nível de detalhamento permite estudar tanto transformações ambientais ao longo de décadas quanto elementos menores da paisagem, como áreas de manguezais, planícies de maré e clareiras em florestas. As informações podem auxiliar pesquisas e avaliações relacionadas às metas de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas. Segundo Guo Huadong, diretor do centro de pesquisa e membro da Academia Chinesa de Ciências, um dos principais desafios atuais não é apenas produzir dados ambientais, mas garantir que diferentes regiões tenham condições de utilizá-los. Ele destacou que o compartilhamento desses conjuntos de informações pode beneficiar especialmente países e regiões com menor capacidade de monitoramento científico. Fonte: news.cn

19 de outubro de 2026
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A produção de robôs humanoides na China deve ultrapassar 100 mil unidades em 2026, segundo projeção divulgada pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação do país nesta segunda-feira (19). Apenas no primeiro semestre, foram fabricadas mais de 40 mil unidades, e o mercado chinês já contava com mais de 400 modelos desses robôs. Os números foram apresentados durante uma coletiva de imprensa do Gabinete de Informação do Conselho de Estado. Além da expansão da produção, o governo chinês destacou o aumento das aplicações práticas da tecnologia em diferentes atividades econômicas. Atualmente, robôs humanoides estão sendo testados e introduzidos em mais de 300 cenários de aplicação, incluindo armazenagem, logística, alimentação, varejo e serviços domésticos. O objetivo é aprimorar a capacidade dessas máquinas de executar tarefas e se adaptar a diferentes ambientes. Um dos principais avanços tecnológicos por trás desse desenvolvimento é a chamada inteligência incorporada, que permite aplicar recursos de inteligência artificial a máquinas que interagem com o ambiente físico. A tecnologia busca melhorar a capacidade dos robôs de interpretar informações do ambiente, tomar decisões e realizar movimentos e tarefas. Para desenvolver essas capacidades, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação reúne empresas, universidades e instituições de pesquisa em projetos voltados ao controle de movimentos, à simulação e ao desenvolvimento de sensores capazes de identificar estímulos pelo toque. Segundo um relatório da consultoria IDC, o crescimento do setor também está associado à expansão da capacidade produtiva dos principais fabricantes e ao aumento das aplicações em atividades industriais e logísticas. O estudo aponta ainda o surgimento de pequenos robôs humanoides destinados a consumidores individuais no mercado chinês. Com isso, o uso doméstico e pessoal começa a se apresentar como uma possível nova frente de crescimento para o setor. A evolução dos sistemas de inteligência artificial utilizados nessas máquinas também têm contribuído para melhorar sua compreensão de ambientes complexos e sua capacidade de executar tarefas, o que pode ampliar as possibilidades de utilização dos robôs humanoides. Fonte: Ithome