
25 de março de 2026
China2Brazil
A Pop Mart divulgou em 25 de março de 2026 seus resultados financeiros de 2025, com receita de RMB 37,12 bilhões, alta de 184,7% na comparação anual. O lucro líquido ajustado alcançou RMB 13,08 bilhões, avanço de 284,5%, segundo dados apresentados pela companhia. Entre os principais motores de receita, a linha Labubu superou pela primeira vez RMB 10 bilhões em faturamento. Além disso, seis propriedades intelectuais (IPs) da empresa geraram mais de RMB 2 bilhões cada, enquanto outras 17 ultrapassaram RMB 100 milhões no período. Durante a apresentação, a empresa destacou uma versão especial do personagem Labubu em colaboração com a FIFA. No ano anterior, o fundador Wang Ning havia apresentado ao público uma versão mini do personagem, indicando a estratégia de expansão do portfólio. Na véspera do anúncio, em 24 de março, a companhia informou que lançará a série “THE MONSTERS × FIFA”, fruto de uma parceria com a entidade do futebol. A nova linha traz brinquedos colecionáveis inspirados na Copa do Mundo FIFA. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o Labubu caracterizado como jogador de futebol, segurando o troféu do torneio. A empresa também avalia lançar produtos derivados com temática do Mundial, ampliando a exploração comercial da franquia. Fonte: sina.com.cn

25 de março de 2026
China2Brazil
A expansão das montadoras chinesas nos países do Sul Global tem impulsionado a internacionalização da indústria automotiva e ampliado a presença de veículos eletrificados em mercados emergentes. Especialistas apontam que essas regiões devem concentrar o crescimento do setor nas próximas décadas, com demanda por modelos de menor custo e soluções de mobilidade adaptadas à realidade local. Segundo Sun Xiaohong, ex-secretária-geral do Comitê de Internacionalização Automotiva da Câmara de Comércio de Importação e Exportação de Produtos Mecânicos e Eletrônicos da China, os países do Sul Global apresentam complementaridade com a cadeia de veículos de nova energia da China. Ela afirma que esses mercados tendem a liderar o crescimento incremental da indústria automotiva nos próximos 20 anos, impulsionados por consumidores mais sensíveis a preço e pela predominância de veículos de entrada. Nesse cenário, marcas chinesas ampliam participação com oferta de modelos eletrificados e competitivos. Esse movimento já se reflete nos resultados das empresas. A divisão internacional do Grupo JAC registrou aumento de vendas acima de 70% em países como Chile, Peru e Colômbia. Além disso, mercados como Vietnã, Egito, Paquistão, Equador e Argentina apresentaram crescimento superior a 100%, segundo a companhia. Na América do Sul, a Leapmotor concentra sua estratégia no Brasil e avança para outros países da região. A empresa já lançou modelos como C10 e B10 e negocia novos projetos, incluindo adaptações para produção local. Ao mesmo tempo, o Grupo Geely firmou um acordo com o Grupo Renault no Brasi l para produção e comercialização de veículos elétricos, por meio da operação local da montadora francesa. A cooperação entre China e países do Sul Global também avança além da exportação de veículos. Empresas passam a investir em produção local e no fortalecimento de cadeias industriais. Esse modelo inclui transferência de tecnologia e desenvolvimento de infraestrutura, especialmente em regiões com lacunas em redes elétricas, sistemas de recarga e transporte. Na Argélia, por exemplo, a JAC obteve licença para montagem de veículos em novembro de 2025 e retomou a produção local. Já a GAC amplia a implantação de bases industriais no Sudeste Asiático, Ásia Central e Norte da África. No Equador e no Egito, a JAC iniciou a montagem de veículos em regime CKD, enquanto no México opera uma fábrica com capacidade superior a 60 mil unidades por ano. A estratégia de localização também aparece na expansão da rede de serviços. A Leapmotor informou que encerrou 2025 com mais de 900 pontos de atendimento no exterior, combinando exportação de veículos completos com montagem local. O objetivo é consolidar operações e ampliar a capacidade produtiva fora da China. No Cazaquistão, modelos das marcas Geely e Galaxy começaram a ser produzidos em parceria com o grupo Allur, com planos de ampliar a linha de veículos fabricados localmente. A iniciativa busca fortalecer a indústria automotiva do país e acompanhar a transição para tecnologias de menor emissão. De acordo com especialistas, a internacionalização das montadoras chinesas envolve toda a cadeia produtiva, incluindo energia, infraestrutura e serviços. Esse modelo integra a exportação de produtos com desenvolvimento industrial nos países parceiros. Por outro lado, o avanço dessa estratégia depende de apoio financeiro. Empresas ainda enfrentam desafios na estruturação de cadeias de valor no exterior. A avaliação é que será necessário ampliar mecanismos de financiamento, compartilhamento de riscos e uso de plataformas digitais para sustentar a expansão internacional. Fonte: gmw

25 de março de 2026
China2Brazil
Gigantes da tecnologia como ByteDance , Baidu e Tencent lançaram, entre o fim de 2025 e o início de 2026, aplicativos independentes de quadrinhos na China. A movimentação ocorre após a expansão do formato, impulsionada por avanços em inteligência artificial, aumento da oferta de conteúdo e mudanças no consumo digital. As plataformas disputam usuários, criadores e modelos de monetização. Desde o segundo semestre de 2025, o mercado passou a registrar uma sequência de lançamentos. A ByteDance lançou o Hongguo Comic Drama, integrado ao seu ecossistema, que inclui o Hongguo Short Drama e o Tomato Novels. Em seguida, a Baidu testou o Youman Drama e lançou o Qimao Comics. Já a Tencent entrou na disputa em fevereiro de 2026 com o Huolong Comics. No caso da ByteDance, o Hongguo Comics replica a estrutura de produtos já consolidados. O aplicativo mantém navegação, sistema de recomendações e modelo de recompensas semelhantes aos de vídeos curtos. Além disso, concentra conteúdo que vai além dos quadrinhos, como séries curtas com atores reais e adaptações de romances. Ainda assim, o algoritmo prioriza quadrinhos e dramas no feed principal. A empresa também ajustou o modelo de remuneração. Em fevereiro de 2026, o Centro de Direitos Autorais do Douyin definiu coeficientes maiores para obras com personagens gerados por IA, chegando a 60 pontos, acima de formatos 2D e 3D. Com isso, criadores tendem a adotar inteligência artificial para aumentar receita, o que acelera a mudança na produção. A Baidu segue outra estratégia. A empresa opera duas frentes: Qimao Comics, com foco em conteúdo gratuito e integração com literatura online, e Youman Drama, com estrutura mais completa. Diferentemente da ByteDance, o uso de personagens gerados por IA ainda não domina o ranking da plataforma. Em março de 2026, apenas três dos dez títulos mais populares utilizavam esse formato. Dados internos indicam que categorias como quadrinhos humorísticos e adaptações de romances concentram grande parte do tráfego. Além disso, a empresa lançou o “Plano Salto Estelar”, com investimento de centenas de milhões de yuans e liberação de cerca de 100 mil obras literárias para adaptação, com o objetivo de atrair criadores e reduzir custos de produção. A Baidu também aposta em tecnologia. Em janeiro de 2026, a Baidu AI Cloud apresentou soluções de geração de conteúdo por IA voltadas à produção de quadrinhos e dramas, além de criar uma aliança com empresas do setor. Já a Tencent adota uma abordagem centrada em conteúdo e parcerias. O Huolong Comics combina distribuição com elementos de comunidade e apresenta sistemas próprios de ranking, baseados em buscas e participação proporcional de audiência. A plataforma também publica dados de variação diária de popularidade das obras. Para ampliar o catálogo, a Tencent firmou acordos com produtoras e plataformas. Um exemplo é a parceria com a Chinese Online, avaliada em 23,2 milhões de yuans. Além disso, a empresa oferece incentivos mais altos para conteúdo exclusivo, com coeficientes que podem chegar a 200%. A Tencent também reduziu barreiras de entrada. Criadores individuais podem publicar conteúdos produzidos com IA sem necessidade de empresa formal, o que amplia a base de produção e aumenta a oferta diária de novos títulos. As três empresas adotam estratégias distintas. A ByteDance prioriza integração de ecossistema e uso intensivo de IA. A Baidu investe em infraestrutura tecnológica e propriedade intelectual. A Tencent foca em parcerias e atração de criadores. A disputa indica uma nova fase do mercado de quadrinhos digitais na China, marcada por produção automatizada, distribuição em larga escala e competição por conteúdo exclusivo. Fonte: finance.sina

24 de março de 2026
China2Brazil
A DAMO Academy, braço de pesquisa do Alibaba, lançou em 24 de março o processador XuanTie C950 durante a RISC-V XuanTie Conference 2026. Segundo a empresa, o chip registra o maior desempenho já alcançado entre modelos baseados na arquitetura RISC-V. O XuanTie C950 usa uma tecnologia de fabricação de 5 nanômetros, o que permite mais desempenho com menor consumo de energia. O processador atinge até 3,2 GHz e supera a marca de 70 pontos em um teste padrão de desempenho, o SPECint2006. Na prática, isso indica que o chip executa tarefas com mais rapidez. Em comparação com a versão anterior, o desempenho geral é até três vezes maior. O novo chip foi projetado para aplicações como serviços em nuvem, inteligência artificial, robôs e dispositivos conectados. Além disso, inclui um sistema próprio para acelerar tarefas de IA e passa a suportar, de forma direta, modelos de linguagem de grande porte, como Qwen3 e DeepSeek V3 . A arquitetura RISC-V é aberta, o que permite que empresas adaptem o chip conforme suas necessidades. Esse modelo tem ganhado espaço por oferecer mais flexibilidade em relação a padrões tradicionais. A DAMO Academy informa que já desenvolveu mais de dez processadores da linha XuanTie, usados em cerca de mil tipos de dispositivos, como servidores, veículos elétricos, robôs e sistemas de armazenamento. Durante o evento, o engenheiro Ni Guangnan afirmou que o RISC-V responde por cerca de 25% do mercado global de processadores. O dado aponta crescimento da tecnologia frente a modelos mais consolidados, como x86 e Arm. Fonte: news.qq

24 de março de 2026
China2Brazil
As montadoras chinesas venderam cerca de 27 milhões de veículos em 2025 e ultrapassaram as japonesas, que registraram aproximadamente 25 milhões de unidades, segundo relatório do Nikkei. Com isso, a China assumiu a liderança global do setor automotivo pela primeira vez desde 2000. Os dados foram compilados a partir de divulgações das próprias montadoras e de levantamentos da MarkLines. A mudança reflete o avanço das fabricantes chinesas em escala global e a perda de participação das empresas japonesas. Entre as empresas, a BYD superou a Ford e alcançou a sexta posição no ranking mundial. Já a Geely ultrapassou a Honda e ficou em oitavo lugar. Além disso, seis montadoras chinesas entraram na lista das 20 maiores do mundo, incluindo Chery, Changan Automobile, SAIC Motor e Great Wall Motors. O número supera as cinco empresas japonesas presentes no ranking. No segmento de veículos elétricos, a BYD também liderou as vendas globais e ultrapassou a Tesla. Segundo Tang Jin, pesquisador do Mizuho Bank, o resultado indica uma mudança estrutural na indústria. Ele afirma que a China avançou com base em tecnologia, redução de custos e velocidade de desenvolvimento. Diante desse cenário, o especialista aponta que o Japão precisa revisar sua estratégia em eletrificação e presença global. Fonte: gmw

24 de março de 2026
China2Brazil
A China ampliou para 45 cidades um programa de facilitação do comércio transfronteiriço que será executado ao longo de 2026. A iniciativa, coordenada pela Administração Geral das Alfândegas em conjunto com outros 24 órgãos, adota medidas para simplificar processos, reduzir custos logísticos em até 30% e acelerar o desembaraço de mercadorias. Entre as cidades incluídas está Wuhan, na província de Hubei. O Aeroporto Internacional de Carga de Ezhou Huahu opera como hub logístico e, em dois anos de operação internacional, abriu 115 rotas cargueiras, sendo 54 internacionais, com conexões em 41 países e regiões. No centro de encomendas do aeroporto, a alfândega integrou áreas alfandegárias aos centros de triagem das empresas. Encomendas nacionais e internacionais passaram a utilizar a mesma linha de processamento. Com isso, o tempo de liberação caiu 67% e os custos operacionais das empresas recuaram até 30%. A Organização Mundial das Alfândegas reconheceu o modelo como inovação. Em 2025, o aeroporto processou cerca de 951 mil encomendas de exportação, alta de 269,2%. Para atender à demanda, a alfândega implantou operação contínua e criou corredores para cargas perecíveis. Também integrou inspeções de diferentes órgãos, o que reduziu o tempo médio de verificação de tripulações para menos de três minutos. A conexão com o Aeroporto Internacional de Wuhan Tianhe reduziu o tempo logístico em mais de quatro horas. Nos últimos dois anos, o aeroporto atendeu mais de 18 mil voos cargueiros internacionais e movimentou mais de 700 mil toneladas, com crescimento médio anual superior a 200%. Em Lanzhou, na província de Gansu, a alfândega adotou o modelo de supervisão “porto + destino” para importação de concentrados de cobre. A carga passa por testes iniciais no porto e segue por ferrovia até o destino final, onde ocorre a inspeção complementar. O processo reduziu o tempo de desembaraço de 300 para 30 horas. A província mantém rotas logísticas com a Ásia Central, Sul da Ásia e países da ASEAN. Minérios e metais representam cerca de 60% das importações locais, enquanto exportações de produtos mecânicos, agrícolas e veículos elétricos registram avanço. Nos dois primeiros meses do ano, o comércio exterior de Gansu somou 14,53 bilhões de yuans, alta de 16,6% na comparação anual. Em 2025, o total superou 70 bilhões de yuans. Já a cidade de Yantai, na província de Shandong, ampliou suas rotas com a África e passou a operar conexões com mais de 20 países do continente. Uma nova rota direta para o Senegal reforçou a ligação com a África Ocidental. Nos dois primeiros meses do ano, o volume de cargas entre China e África via Yantai atingiu 14,04 milhões de toneladas, alta de 31,8%, o maior entre portos chineses. O porto transporta mais de 200 tipos de mercadorias, incluindo veículos, máquinas, materiais de construção e insumos agrícolas, com mais de 30 viagens marítimas mensais. No transporte de bauxita, o porto estruturou um modelo direto entre minas na Guiné e fábricas na China. O sistema utiliza um terminal automatizado capaz de operar navios de até 300 mil toneladas e mantém a liderança global na importação do minério há 13 anos. A alfândega local reorganizou os processos com triagem antecipada e inspeção centralizada. O tempo de desembaraço caiu de 10 dias para 2 dias. A melhora na logística atraiu empresas e consolidou um polo exportador na região. Segundo autoridades locais, o próximo passo será ampliar a presença internacional de empresas por meio da iniciativa “Mil Empresas rumo ao exterior”, com foco em setores como novas energias, comércio eletrônico e manufatura avançada. Fonte: cctv

24 de março de 2026
China2Brazil
O centro global do desenvolvimento da inteligência artificial (IA) avança para a Ásia, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (24) pelo Fórum Boao para a Ásia. O documento afirma que as economias asiáticas aceleram a adoção e a produção de tecnologia, apoiadas por grandes populações digitais, políticas públicas e uso em larga escala. O relatório, intitulado Relatório Anual de Perspectivas Econômicas e Progresso da Integração Asiáticos 2026, aponta que a região deixou de seguir padrões externos e passou a liderar o desenvolvimento da IA. Nesse cenário, a China concentra uma cadeia industrial completa e amplia a implementação em escala. Já o Japão e a República da Coreia direcionam investimentos para produção de alta tecnologia e automação industrial. Singapura atua como centro de inovação em aplicações e governança, além de operar como hub de plataformas digitais . De acordo com o documento, três fatores sustentam o avanço da região: apoio institucional, uso intensivo de aplicações que geram dados e ciclos contínuos de melhoria tecnológica. Esse processo acelera a integração da IA com setores industriais e amplia a capacidade de inovação. Além disso, países asiáticos passaram a exportar soluções tecnológicas e modelos de implementação. Com isso, deixam de apenas adotar regras externas e passam a influenciar padrões internacionais. O relatório também destaca que a cooperação regional pode fortalecer esse movimento. A combinação de capacidades complementares, diversidade de aplicações digitais e pesquisa conjunta cria condições para uma rede integrada de inovação em IA na Ásia. Segundo o Fórum Boao, essa articulação tende a ampliar a presença da região na cadeia global de valor da IA e aumentar sua influência na governança internacional do setor. Fonte: Xinhua

23 de março de 2026
China2Brazil
Executivos de multinacionais afirmaram que a China mantém um papel de estabilidade na economia global, mesmo diante de tensões geopolíticas e do avanço do protecionismo. A avaliação foi apresentada em 22 de março, durante o Fórum de Desenvolvimento da China 2026, que reuniu líderes empresariais e autoridades para discutir riscos e oportunidades no cenário internacional. No encontro, o presidente do conselho da Mercedes-Benz, Ola Källenius, afirmou que a empresa lançará dezenas de novos produtos no mercado chinês nos próximos 24 meses. Segundo ele, o ritmo equivale a um lançamento a cada dois ou três meses, o que indica a prioridade estratégica do país para a montadora. O posicionamento ocorre em um ambiente de reconfiguração das cadeias globais de suprimentos e desaceleração do crescimento econômico em diferentes regiões. Ainda assim, empresas estrangeiras mantêm planos de expansão na China. Dados do Ministério do Comércio mostram que o país registrou a abertura de 8.631 novas empresas com investimento estrangeiro nos dois primeiros meses do ano, alta de 14% na comparação anual. No mesmo período, o uso efetivo de capital estrangeiro somou 161,45 bilhões de yuans. Para lideranças políticas e empresariais, esse movimento reflete a capacidade da economia chinesa de sustentar crescimento e oferecer previsibilidade. A presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, Dilma Rousseff, afirmou que a China contribui para a estabilidade global e para o avanço do comércio e da tecnologia. O CEO do Standard Chartered, Bill Winters, também destacou o país como um ponto de referência em um cenário internacional instável. Källenius afirmou que a China teve papel central no crescimento econômico global nas últimas décadas. Segundo ele, o país cumpriu sua meta de expansão em 2025 e estabeleceu uma projeção de crescimento entre 4,5% e 5% para este ano. Com um PIB de cerca de 140 trilhões de yuans, o volume absoluto de crescimento segue elevado. Executivos também apontam a consistência da economia chinesa em comparação com outros mercados. Para Dai Pu, copresidente global da Roland Berger, regiões como Europa e Estados Unidos enfrentam ciclos econômicos mais acentuados, enquanto a China apresenta maior estabilidade ao longo do tempo. Esse cenário se apoia em fatores estruturais. A China mantém uma base industrial completa e lidera a produção global de mais de 200 produtos industriais. Desde o 14º Plano Quinquenal, o valor adicionado da indústria manufatureira supera 30 trilhões de yuans por ano. Além disso, o mercado consumidor segue em expansão. O país tem mais de 1,4 bilhão de habitantes e uma classe média estimada em mais de 400 milhões de pessoas, com potencial de crescimento na próxima década. Esse fator amplia a demanda interna e sustenta o interesse de empresas estrangeiras. Outro ponto citado por executivos é a disponibilidade de mão de obra qualificada. A China forma mais de 5 milhões de profissionais por ano nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, além de concentrar um grande contingente de pesquisadores em pesquisa e desenvolvimento. Diante desse ambiente, empresas ampliam investimentos no país. Källenius afirmou que a Mercedes-Benz pretende expandir suas atividades de pesquisa e desenvolvimento em Pequim e Xangai, além de investir em veículos de novas energias, inteligência artificial e automação industrial. O CEO da Apple, Tim Cook, também destacou a cooperação com parceiros locais e afirmou que a empresa seguirá envolvida no avanço da manufatura inteligente na China. As declarações e os dados apresentados no fórum indicam que, mesmo em um cenário internacional marcado por incertezas, a China mantém sua posição como um dos principais destinos de investimento estrangeiro, apoiada em escala de mercado, capacidade industrial e base tecnológica. Fonte: gmw

23 de março de 2026
China2Brazil
A China superou os Estados Unidos em uso de inteligência artificial e atingiu 4,69 trilhões de tokens por semana em 15 de março, segundo dados da OpenRouter. O país lidera o ranking global pela segunda semana consecutiva, com modelos que também ocupam as três primeiras posições em volume de uso. Tokens são a unidade básica de processamento em modelos de IA. Textos, comandos e códigos são convertidos nesses elementos para que o sistema execute tarefas. Por isso, o volume de tokens indica o nível de uso e a capacidade de gerar valor econômico. Quanto maior o número, maior a atividade do modelo. O avanço da China acompanha a expansão das aplicações. A IA deixou de se concentrar em geração de texto e passou a integrar operações empresariais, como análise de dados, automação de processos e processamento de documentos. Setores como finanças, comércio eletrônico, jogos e vídeos curtos concentram parte relevante desse uso. Projeções do JPMorgan Chase indicam que o consumo de tokens de inferência na China pode crescer de cerca de 10 quatrilhões em 2025 para 390 quatrilhões até 2030. O aumento projetado é de 370 vezes em cinco anos. O custo explica parte dessa expansão. Modelos chineses oferecem desempenho semelhante ao de concorrentes estrangeiros com preços mais baixos. Essa diferença amplia a base de usuários e acelera a adoção global. O modelo MiniMax M2.5 liderou o uso mundial por cinco semanas consecutivas. A redução de custos resulta de mudanças técnicas e estruturais. Modelos mais eficientes executam tarefas com menos tokens. Além disso, o custo de energia influencia o preço final. Especialistas do setor estimam que a eletricidade responde por até 80% do custo de computação em IA. O fornecimento estável na China contribui para manter preços mais baixos. O crescimento do uso elevou a demanda por infraestrutura. Cada interação com IA exige processamento em tempo real. Em centros de computação, operações com 5 mil placas podem gerar cerca de 30 mil yuans por minuto em valor econômico. Na Ilha de Computação de Mashan, em Wuxi, centros operam de forma contínua para atender essa demanda. Sistemas chegam a processar até 1,25 bilhão de tokens por segundo em momentos de pico. Para manter o desempenho, os engenheiros priorizam tarefas mais rápidas e redistribuem processos mais longos para horários de menor uso. A pressão sobre a infraestrutura já afeta o mercado. Recursos com alta capacidade de memória estão esgotados em algumas plataformas. Esse cenário elevou os preços de locação desde o terceiro trimestre de 2025. Empresas como Alibaba Cloud, Baidu Smart Cloud e Tencent Cloud anunciaram reajustes, com aumentos de até 34%. Além da infraestrutura, o setor enfrenta escassez de profissionais especializados. A combinação de alta demanda e limitação de recursos pressiona empresas e indica que a disputa por poder computacional deve continuar nos próximos anos. Fonte: cctv

23 de março de 2026
China2Brazil
A Huawei anunciou, em 23 de março, durante sua conferência de primavera, que o sistema operacional HarmonyOS superou a marca de 50 milhões de dispositivos ativos. O evento contou com a apresentação de He Gang, executivo da empresa. O avanço reflete o crescimento do ecossistema próprio da companhia, em um mercado dominado por Android e iOS. Segundo dados oficiais, o sistema adiciona mais de 150 mil novos dispositivos por dia. Além disso, a plataforma já reúne mais de 10 milhões de desenvolvedores registrados e ultrapassa 350 mil aplicativos e serviços disponíveis. A Huawei também informou que o Net Promoter Score (NPS) do sistema cresceu 20% em relação à versão anterior. Esse avanço indica uma nova fase para o HarmonyOS . O sistema deixa o estágio inicial e passa a operar em escala maior, com um ecossistema mais estruturado. No cenário global, Android e iOS mantêm liderança consolidada. Ainda assim, o HarmonyOS amplia sua presença e consolida uma alternativa desenvolvida na China, com foco em independência tecnológica. Em termos técnicos, o sistema aposta na integração entre dispositivos. O HarmonyOS permite que smartphones, tablets, relógios e outros equipamentos funcionem de forma conectada. Com isso, o usuário pode iniciar uma tarefa em um aparelho e continuar em outro, além de compartilhar recursos com um único comando. Essa integração ocorre por meio de uma arquitetura distribuída. Na prática, os dispositivos deixam de operar de forma isolada e passam a atuar como um único sistema, conforme a demanda do usuário. Esse modelo amplia o uso simultâneo de diferentes aparelhos e reorganiza a forma como o software interage com o hardware. Fonte: news.qq