A China ampliou para 45 cidades um programa de facilitação do comércio transfronteiriço que será executado ao longo de 2026. A iniciativa, coordenada pela Administração Geral das Alfândegas em conjunto com outros 24 órgãos, adota medidas para simplificar processos, reduzir custos logísticos em até 30% e acelerar o desembaraço de mercadorias.
Entre as cidades incluídas está Wuhan, na província de Hubei. O Aeroporto Internacional de Carga de Ezhou Huahu opera como hub logístico e, em dois anos de operação internacional, abriu 115 rotas cargueiras, sendo 54 internacionais, com conexões em 41 países e regiões.
No centro de encomendas do aeroporto, a alfândega integrou áreas alfandegárias aos centros de triagem das empresas. Encomendas nacionais e internacionais passaram a utilizar a mesma linha de processamento. Com isso, o tempo de liberação caiu 67% e os custos operacionais das empresas recuaram até 30%. A Organização Mundial das Alfândegas reconheceu o modelo como inovação.
Em 2025, o aeroporto processou cerca de 951 mil encomendas de exportação, alta de 269,2%. Para atender à demanda, a alfândega implantou operação contínua e criou corredores para cargas perecíveis. Também integrou inspeções de diferentes órgãos, o que reduziu o tempo médio de verificação de tripulações para menos de três minutos. A conexão com o Aeroporto Internacional de Wuhan Tianhe reduziu o tempo logístico em mais de quatro horas.
Nos últimos dois anos, o aeroporto atendeu mais de 18 mil voos cargueiros internacionais e movimentou mais de 700 mil toneladas, com crescimento médio anual superior a 200%.
Em Lanzhou, na província de Gansu, a alfândega adotou o modelo de supervisão “porto + destino” para importação de concentrados de cobre. A carga passa por testes iniciais no porto e segue por ferrovia até o destino final, onde ocorre a inspeção complementar. O processo reduziu o tempo de desembaraço de 300 para 30 horas.
A província mantém rotas logísticas com a Ásia Central, Sul da Ásia e países da ASEAN. Minérios e metais representam cerca de 60% das importações locais, enquanto exportações de produtos mecânicos, agrícolas e veículos elétricos registram avanço. Nos dois primeiros meses do ano, o comércio exterior de Gansu somou 14,53 bilhões de yuans, alta de 16,6% na comparação anual. Em 2025, o total superou 70 bilhões de yuans.
Já a cidade de Yantai, na província de Shandong, ampliou suas rotas com a África e passou a operar conexões com mais de 20 países do continente. Uma nova rota direta para o Senegal reforçou a ligação com a África Ocidental.
Nos dois primeiros meses do ano, o volume de cargas entre China e África via Yantai atingiu 14,04 milhões de toneladas, alta de 31,8%, o maior entre portos chineses. O porto transporta mais de 200 tipos de mercadorias, incluindo veículos, máquinas, materiais de construção e insumos agrícolas, com mais de 30 viagens marítimas mensais.
No transporte de bauxita, o porto estruturou um modelo direto entre minas na Guiné e fábricas na China. O sistema utiliza um terminal automatizado capaz de operar navios de até 300 mil toneladas e mantém a liderança global na importação do minério há 13 anos.
A alfândega local reorganizou os processos com triagem antecipada e inspeção centralizada. O tempo de desembaraço caiu de 10 dias para 2 dias. A melhora na logística atraiu empresas e consolidou um polo exportador na região.
Segundo autoridades locais, o próximo passo será ampliar a presença internacional de empresas por meio da iniciativa “Mil Empresas rumo ao exterior”, com foco em setores como novas energias, comércio eletrônico e manufatura avançada.
Fonte: cctv


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