
16 de abril de 2026
China2Brazil
A economia da China cresceu 5,0% no primeiro trimestre de 2026, na comparação anual, e atingiu RMB 33,4 trilhões, segundo dados divulgados em 16 de abril pelo Departamento Nacional de Estatísticas. O resultado supera em 0,5 ponto percentual o ritmo registrado no quarto trimestre de 2025. Os dados indicam avanço nos três principais setores. A agricultura (plantio) cresceu 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na indústria, o valor agregado das empresas acima do porte designado avançou 6,1%, alta de 1,1 ponto percentual frente ao trimestre anterior. Já o setor de serviços registrou expansão de 5,2%. No mercado interno, o consumo e os investimentos apresentaram recuperação moderada. As vendas no varejo somaram RMB 12,77 trilhões, com crescimento de 2,4% na comparação anual, 0,7 ponto percentual acima do trimestre anterior. O investimento em ativos fixos (excluindo famílias rurais) alcançou RMB 10,27 trilhões, com alta de 1,7%, após retração de 3,8% em 2025. Ao mesmo tempo, o comércio exterior ganhou força: o total de importações e exportações de bens chegou a RMB 11,84 trilhões, com crescimento de 15,0%. Além disso, indicadores de preços, emprego e renda mostram estabilidade. O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,9% na comparação anual, acima do registrado no trimestre anterior. A taxa média de desemprego urbano ficou em 5,3%, sem variação relevante em relação ao ano passado. A renda disponível per capita atingiu RMB 12.782, com crescimento real de 4,0%, após ajuste pela inflação. Em coletiva, Mao Shengyong, vice-diretor do Departamento Nacional de Estatísticas, afirmou que os principais indicadores apontam início positivo para a economia em 2026. Segundo ele, o cenário externo segue mais complexo, enquanto a demanda interna ainda mostra fragilidade frente à oferta. Para os próximos meses, Mao defendeu a manutenção de políticas macroeconômicas mais ativas, com foco na expansão da demanda interna, na melhora da eficiência dos investimentos e na estabilidade do emprego e das empresas. O objetivo, segundo ele, é sustentar e ampliar o ritmo de recuperação ao longo do ano. Fonte: news.cn

16 de abril de 2026
China2Brazil
Pesquisadores da Universidade de Shenzhen publicaram em 16 de abril um estudo que propõe uma nova tecnologia de geração de energia a carvão com emissões quase zero de carbono. Liderado pelo acadêmico Xie Heping, o trabalho apresenta a arquitetura e a estratégia de implementação da célula a combustível de carvão direto (ZC-DCFC), com o objetivo de superar as limitações de alta emissão e baixa eficiência das usinas termoelétricas tradicionais. O estudo descreve os principais desafios técnicos e as etapas de desenvolvimento da tecnologia, incluindo o processamento do combustível, a criação de materiais, o design de células e pilhas e a conversão in situ do carbono com emissões reduzidas. Além disso, analisa fatores como escala operacional, estabilidade ao longo do tempo, eficiência na conversão de carbono, integração de sistemas e possíveis aplicações. Atualmente, usinas a carvão operam sob a limitação da eficiência de Carnot, com taxa de conversão em torno de 45%. Esse patamar mantém alto o consumo de carvão por unidade de energia gerada e dificulta a redução das emissões. Diante disso, o estudo aponta a necessidade de rever o modelo tradicional e avançar em tecnologias com menor impacto ambiental. A proposta da equipe altera o princípio da geração a carvão. Em vez da combustão, o processo utiliza oxidação eletroquímica por meio de uma membrana, convertendo o carvão diretamente em eletricidade. Nesse sistema, o dióxido de carbono passa por etapas de transformação e mineralização dentro da própria célula, o que permite reduzir emissões e gerar subprodutos com valor econômico. Desde 2018, o grupo desenvolve pesquisas voltadas à tecnologia ZC-DCFC, com foco em materiais de alto desempenho, análise de falhas mecânicas, ativação do combustível e ajustes na estrutura dos eletrodos. Os resultados indicam um caminho para reduzir as emissões associadas ao uso do carvão e ampliar a eficiência do processo. O estudo também estabelece bases técnicas para o desenvolvimento de sistemas de geração com menor intensidade de carbono. Fonte: news.cn

15 de abril de 2026
China2Brazil
O governo brasileiro anunciou um acordo de cooperação em inteligência artificial (IA) com entidades nacionais e a iFlytek. A iniciativa busca desenvolver capacidades tecnológicas próprias e ampliar a autonomia digital do país. O acordo envolve o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). A parceria integra a cooperação entre Brasil e China em ciência e tecnologia. Segundo o ministro interino do MCTI, Luis Fernandes, a iniciativa responde ao papel crescente da inteligência artificial no desenvolvimento global. Ele afirmou que países sem capacidade própria podem depender de tecnologias externas, em um contexto de possível restrição de acesso. O protocolo define diretrizes para pesquisa, desenvolvimento e capacitação. As áreas incluem modelos de linguagem adaptados ao português brasileiro, sistemas de tradução, ferramentas de acessibilidade, segurança cibernética e soluções para infraestrutura nacional de IA . O Serviço Federal de Processamento de Dados será responsável pela execução técnica. A instituição opera sistemas e dados que sustentam serviços públicos. Seu presidente, Wilton Mota, afirmou que o órgão já possui mais de 300 soluções baseadas em inteligência artificial, que servirão de base para ampliar o uso da tecnologia na administração pública. O acordo também prevê a criação de infraestrutura, como data centers, serviços de nuvem e plataformas interoperáveis. O plano inclui programas de capacitação com intercâmbios, cursos e bolsas de estudo. A Casa Civil participou da elaboração do acordo para alinhar a iniciativa a outras estratégias de desenvolvimento e inovação. O Ministério das Relações Exteriores também apoia o projeto e destacou a importância de fortalecer toda a cadeia de valor da inteligência artificial. Pelo lado chinês, o vice-presidente da iFlytek, Ji Lin, afirmou que a parceria deve ampliar a pesquisa conjunta e acelerar o desenvolvimento de soluções. Segundo o governo brasileiro, o objetivo é desenvolver e operar tecnologias próprias, da gestão de dados à aplicação em serviços, com foco no uso da inteligência artificial pelo Estado. Fonte: Xinhua

15 de abril de 2026
China2Brazil
O número de usuários de audiovisual online na China chegou a 1,099 bilhão até dezembro de 2025, com aumento de 7,76 milhões em um ano. Os dados foram divulgados em 15 de abril, durante a 13ª Conferência de Audiovisual Online da China, realizada em Chengdu, na província de Sichuan, com base no Relatório de Desenvolvimento do Audiovisual Online da China (2026). O volume mantém o audiovisual online como o serviço digital com maior alcance no país. Mesmo com a diversificação de aplicativos e a disputa por atenção dos usuários, o segmento segue na liderança entre as aplicações de internet e concentra a maior base de usuários, conectando diferentes setores da economia a um público amplo. O relatório também aponta que o mercado do setor atingiu RMB 1,287661 trilhão em 2025, com crescimento de 5,3% em relação ao ano anterior. A expansão ocorre de forma contínua ao longo dos últimos anos. Até o fim de 2025, o número de empresas do setor ultrapassou 800 mil, com alta anual de 5,9%. No período, foram criadas 77,9 mil novas empresas, o que representa 9,7% do total. Fonte: cctv

15 de abril de 2026
China2Brazil
O AliExpress quer ajudar 2.000 marcas chinesas a dobrar sua escala no exterior até 2026. A meta foi apresentada em 15 de abril, durante uma reunião com empresas em Shenzhen, onde a plataforma discutiu a expansão internacional e o uso do AliExpress como base para a digitalização dessas marcas fora da China. No encontro, o presidente da plataforma, Jing Shi, afirmou que a empresa pretende ampliar a presença global de marcas chinesas por meio de operações estruturadas no exterior. A iniciativa ocorre após o crescimento do programa Brand+, voltado a grandes marcas. Segundo a empresa, o GMV dessas marcas avançou mais de 40% no último ano. “Queremos criar um novo polo para a internacionalização das marcas chinesas e transformar o AliExpress na principal base para a transformação digital global dessas marcas”, afirmou. Como parte dessa estratégia, a Unitree Robotics , fabricante de robôs, aderiu ao Brand+. A parceria prevê atuação em mercados estratégicos, com foco em operações localizadas e no aumento do reconhecimento da marca entre consumidores internacionais. Outras grandes empresas também passaram a integrar o programa, como Dreame Technology, Li-Ning e Xtep. A Xiaomi já participava da iniciativa. Fonte: finance.sina

15 de abril de 2026
China2Brazil
As vendas de medicamentos por e- commerce na China crescem acima da média do varejo, enquanto o canal online-to-offline (O2O) projeta expansão anual de 15,9% entre 2024 e 2030. Segundo a Meituan Healthcare, a empresa já atende 380 milhões de usuários, majoritariamente entre 25 e 40 anos, e que mais de 20% dos pedidos ocorrem à noite. Esse conjunto indica uma mudança no consumo de saúde no país, ampliando a disputa por espaço em um setor que combina e-commerce, serviços médicos e gestão de dados. Desde o início do ano, Meituan e JD Health lançaram produtos com IA e iniciaram uma disputa no setor de saúde digital. Em 14 de abril, durante a Conferência de Saúde de Wuzhen, a Meituan Healthcare apresentou o “Xiaotuan Health Manager”, um assistente voltado à gestão da saúde no cotidiano familiar. Segundo Wu Jiani, responsável pelo varejo instantâneo de saúde da Meituan, o setor passa por mudanças estruturais. O crescimento não se concentra em medicamentos para doenças agudas. A demanda avança em produtos de cuidados pessoais, tratamentos de doenças crônicas e itens de uso doméstico. O padrão de consumo aponta para maior gestão de saúde fora de hospitais. A JD Health anunciou em 9 de abril a atualização da estratégia “IA + dispositivos médicos”. A empresa pretende integrar o sistema JoyInside a 1 milhão de dispositivos em um ano. Desde 2025, lançou soluções com IA aplicadas a equipamentos como monitores contínuos de glicose e respiradores. A Alibaba Health desenvolveu o sistema “Hydrogen Ion”, com foco em suporte baseado em evidências, busca inteligente e análise de literatura científica. A proposta atende principalmente profissionais de saúde e integra dados médicos. As três plataformas atuam no mesmo mercado, mas seguem estratégias distintas. Zhang Yi, CEO da iiMedia Research, afirma que a JD Health se apoia na cadeia de suprimentos e na logística de medicamentos; a Alibaba Health investe em ecossistemas e soluções para médicos; a Meituan prioriza serviços integrados ao cotidiano. Há sobreposição em assistentes de IA e gestão de doenças crônicas, mas cada empresa aprofunda seu próprio nicho. Zhang Yi afirma que o investimento em IA ocorre com a saturação do tráfego no e-commerce tradicional. O setor de saúde apresenta alta frequência de uso, maior valor por transação e recorrência, o que permite criar novos modelos de monetização e barreiras competitivas baseadas em dados. Fonte: finance.cctv

14 de abril de 2026
China2Brazil
O Ministério do Comércio da China informou, em 14 de abril, que publicou, em conjunto com o Banco de Exportação e Importação da China, uma notificação para ampliar o crédito ao comércio exterior e apoiar o início do 15º Plano Quinquenal. A medida busca acelerar o desenvolvimento do setor com foco em financiamento e expansão de operações internacionais. O documento define três frentes de atuação. Primeiro, estabelece ações para promover inovação no comércio exterior. Em seguida, propõe a ampliação da cooperação em investimentos bidirecionais. Por fim, inclui diretrizes para apoiar projetos ligados à Iniciativa do Cinturão e Rota. A notificação orienta a diversificação de mercados e o estímulo a novos formatos de negócios. Além disso, prevê o uso de instrumentos de crédito à exportação e importação e a adaptação de produtos financeiros às novas demandas. O texto também determina a oferta de serviços integrados em toda a cadeia de importação. Em relação aos investimentos, o plano prevê medidas para atrair capital estrangeiro e ampliar a cooperação em cadeias industriais e de suprimentos. Ao mesmo tempo, orienta o fortalecimento de plataformas de abertura econômica. Nesse contexto, o banco estatal deve ampliar sua atuação e oferecer serviços financeiros alinhados à estratégia de abertura do país. No âmbito da Iniciativa do Cinturão e Rota, a diretriz inclui apoio a projetos de cooperação econômica em diferentes escalas. O documento também incentiva o uso internacional do renminbi (RMB) e a ampliação de instrumentos de financiamento e investimento. A notificação determina que autoridades locais e filiais do banco reforcem a coordenação de políticas e o compartilhamento de informações. As ações devem seguir as regras da Organização Mundial do Comércio e integrar políticas fiscais, financeiras e comerciais para ampliar a eficiência do apoio ao comércio exterior. Fonte: news.cn

14 de abril de 2026
China2Brazil
A Unitree Robotics anunciou que seu robô humanoide H1 atingiu 10 metros por segundo e estabeleceu um novo recorde de velocidade para robôs dessa modalidade. O resultado aproxima o desempenho da marca registrada pelo velocista Usain Bolt, referência mundial nos 100 metros rasos. O teste foi divulgado em vídeo no dia 11 de abril e mostra o H1 alcançando sua velocidade máxima em pista. Com isso, o robô se aproxima dos melhores tempos do sprint humano. Em 2009, Bolt completou os 100 metros em 9,58 segundos, o equivalente a 10,44 m/s, recorde que permanece vigente. Segundo dados da empresa, o H1 mede 1,80 metro de altura e pesa cerca de 62 kg. Para o teste, a equipe utilizou uma versão adaptada, sem cabeça. O robô possui pernas de 0,8 metro, com estrutura projetada para simular proporções humanas. Além do desempenho técnico, o avanço gerou repercussão nas redes sociais. Usuários comentaram o resultado com comparações esportivas e levantaram dúvidas sobre as condições do teste, como o respeito às linhas da pista. Em março, o fundador da empresa, Wang Xingxing, afirmou durante o Fórum de Yabuli, na província de Heilongjiang, que robôs humanoides podem superar humanos em corridas até 2026. A projeção inclui completar os 100 metros em menos de 10 segundos. Segundo ele, a capacidade de locomoção é um requisito para ampliar o uso desses sistemas em tarefas práticas. Na sequência, o calendário de testes inclui a segunda Meia Maratona de Robôs Humanoides de Yizhuang, em Pequim, marcada para 19 de abril. O evento deve reunir cerca de 12 mil corredores humanos e robôs, em um formato de corrida conjunta. Atualmente, o recorde mundial humano da meia maratona pertence ao atleta ugandense Jacob Kiplimo, com o tempo de 57 minutos e 20 segundos. A expectativa da organização é que alguns robôs consigam concluir a prova em menos de uma hora. Fonte: zaobao.com.sg

14 de abril de 2026
China2Brazil
A China colocou em operação, em 14 de abril, o maior conjunto de computação científica inteligente do país na central da Internet Nacional de Supercomputação, em Zhengzhou. A estrutura reúne 60 mil chips de aceleração de inteligência artificial e amplia a capacidade de pesquisa baseada em IA , com foco na aplicação científica e industrial. O projeto iniciou a operação experimental em 5 de fevereiro, com mais de 30 mil chips. Agora, com a expansão, o sistema consolida a maior infraestrutura do tipo na China e marca o início da estratégia chamada de “Agente Inteligente de Supercomputação Científica”. Esse modelo busca integrar recursos computacionais avançados ao desenvolvimento científico. O avanço ocorre em um contexto de mudança no modelo global de pesquisa. Especialistas classificam o momento atual como o quinto paradigma científico, no qual a inteligência artificial passa a estruturar a produção de conhecimento. Nesse cenário, o acesso a poder computacional em larga escala se torna um requisito para acelerar descobertas e aplicações. Além da capacidade de processamento, o nó central opera com um ecossistema integrado que combina dados, computação, modelos e aplicações. A plataforma reúne bases de dados, ferramentas e mais de mil modelos de código aberto, o que permite implementar projetos com maior rapidez. Outro ponto é a simplificação do uso. Pesquisadores não precisam configurar sistemas ou gerenciar infraestrutura de TI. Em vez disso, descrevem suas demandas em linguagem natural, enquanto o sistema executa automaticamente as etapas necessárias, como divisão de tarefas, seleção de modelos e alocação de recursos computacionais. Esse processo reduz o tempo de execução das pesquisas. Fonte: cctv

13 de abril de 2026
China2Brazil
A rede chinesa Mixue abriu sua primeira unidade no Brasil, no Shopping Cidade São Paulo, na Avenida Paulista, e atraiu filas já no primeiro dia. Fundada em 1997, a empresa soma mais de 47 mil lojas no mundo, número superior ao da rede de fast food McDonald’s, e inicia no país uma estratégia de expansão que pode chegar até 100 unidades ainda em 2026. A chegada ao Brasil faz parte do plano global de crescimento da companhia, que escolheu o país como porta de entrada na América do Sul. A operação começa na capital paulista, com unidades em pontos de grande circulação, como uma unidade na Avenida Paulista e na região da 25 de Março, usadas como teste de aceitação do público. No cardápio, a unidade oferece sorvetes, chás e limonada preparados na hora. Os preços seguem a estratégia global da empresa, voltada à competitividade. Ao todo, são cerca de 20 itens, incluindo adaptações ao mercado local, como o sorvete de açaí. Além disso, a identidade visual da marca contribui para a repercussão. O mascote em formato de boneco de neve ganhou visibilidade nas redes sociais e passou a funcionar como um dos principais elementos de reconhecimento da empresa. Segundo a empresa, a Mixue mantém o posicionamento de qualidade com preços acessíveis. A expectativa é inserir bebidas à base de chá no consumo cotidiano dos brasileiros, ampliando o contato com produtos populares na China . A entrada da Mixue ocorre em um contexto de maior presença de empresas chinesas no Brasil, movimento que vai além de investimentos industriais e alcança o consumo direto. Fonte: Xinhua