
22 de abril de 2026
China2Brazil
A Zona de Cooperação Aprofundada Guangdong-Macau em Hengqin inaugurou, em 21 de abril, um balcão especializado em serviços fiscais de Macau. A iniciativa marca a criação do primeiro guichê governamental no interior da China dedicado exclusivamente ao atendimento tributário voltado à região administrativa especial. O serviço resulta de uma parceria entre o Departamento de Serviços Comerciais de Hengqin e a Direção dos Serviços de Finanças de Macau. O modelo adota atendimento integrado, com três etapas: consultoria prévia, encaminhamento de documentos e entrega de resultados. Nesse formato, residentes e empresas de Macau podem obter orientação sobre declarações fiscais, protocolar documentos e retirar certificados já processados. Além disso, o balcão atende demandas relacionadas ao imposto de renda individual e ao imposto do Grupo B. Segundo relato de um representante empresarial de Macau, o atendimento presencial em Hengqin permite esclarecer dúvidas de forma direta e resolver pendências fiscais sem necessidade de deslocamentos adicionais. O sistema também opera integrado ao mecanismo de troca de documentos transfronteiriços entre Hengqin e Macau. Com isso, o fluxo de informações fiscais segue padrões de conformidade e mantém controle sobre segurança e prazos de processamento. A medida reduz a necessidade de deslocamento entre as duas regiões. Em sua fase inicial, o balcão oferece cinco tipos de serviços, incluindo recepção de declarações fiscais, solicitação de benefícios tributários e emissão de certidões. A proposta é permitir que contribuintes de Macau acessem serviços fiscais em Hengqin com procedimentos equivalentes aos disponíveis na própria região administrativa. Fonte: cctv

22 de abril de 2026
China2Brazil
A Alibaba lançou em 22 de abril o assistente de inteligência artificial Qianwen Xiaojiuwo, que integra serviços como compras, pagamentos, viagens e entregas em uma única interface. A ferramenta permite que o usuário execute tarefas completas dentro do ecossistema da empresa a partir de um único comando. O assistente opera inicialmente no aplicativo Qianwen e centraliza funções como planejamento de atividades, pedidos de comida, compra de ingressos e solicitação de transporte. A proposta é reduzir a necessidade de alternar entre aplicativos e concentrar a execução de tarefas em uma única interação conversacional. Segundo a Alibaba, o diferencial do Qianwen Xiaojiuwo está na capacidade de executar ações completas. O sistema interpreta a demanda, aciona serviços do ecossistema e finaliza etapas como pagamento e confirmação de pedidos sem exigir múltiplas intervenções do usuário. Essa funcionalidade resulta da integração recente entre o aplicativo Qianwen e plataformas do grupo, incluindo Taobao, Fliggy, Gaode Maps, Alipay e Damai. A integração permite, por exemplo, organizar viagens, reservar hotéis, comprar ingressos e solicitar transporte com um único comando. A empresa informou que pretende expandir o assistente para outros aplicativos do ecossistema, com foco em ampliar o uso em cenários de consumo e serviços digitais. A estratégia inclui levar o Qianwen Xiaojiuwo diretamente para interfaces já utilizadas pelos usuários, como plataformas de comércio eletrônico e turismo. No nível estrutural, o lançamento ocorre após a criação do Alibaba Token Hub (ATH), unidade que reúne desenvolvimento de modelos, distribuição de capacidades e aplicações de IA. A empresa busca consolidar um ciclo integrado que conecta infraestrutura, produtos e pontos de contato com o usuário. Além disso, a Alibaba mantém o desenvolvimento de modelos próprios, incluindo soluções de geração de vídeo e sistemas multimodais. Esses avanços sustentam a expansão do Qianwen e reforçam a estratégia da empresa de integrar inteligência artificial a serviços digitais em larga escala. Fonte: finance.sina

22 de abril de 2026
China2Brazil
São Paulo reuniu, em Campinas, governos, empresas e especialistas do Brasil e da China para discutir a expansão dos data centers no país, com foco em infraestrutura, energia e cooperação bilateral. O encontro, organizado pela CPFL Energia, concentrou representantes das três esferas de governo, empresários, diplomatas e empresas chinesas. A participação indica aumento do interesse na infraestrutura digital brasileira , diante da demanda por processamento e armazenamento de dados. Durante o evento, o presidente da CPFL Energia , Sun Peng, afirmou que a empresa irá detalhar sua estratégia para o setor. Segundo ele, a companhia pretende oferecer soluções energéticas completas, cobrindo todo o ciclo de vida dos data centers. Além disso, especialistas discutiram a integração entre infraestrutura elétrica e digital. O debate incluiu desafios para expandir a capacidade instalada com estabilidade no fornecimento de energia e maior eficiência no consumo. O prefeito de Campinas, Dario Saad, afirmou que o município busca atrair investimentos e consolidar sua posição como polo de tecnologia e infraestrutura. A cidade reúne ativos logísticos e industriais que sustentam essa estratégia. Outro ponto central foi a transição energética. Os participantes defenderam o uso de fontes renováveis como base para o crescimento dos data centers no país. No campo internacional, o conselheiro comercial do Consulado Geral da China em São Paulo, Bai Chunhui, afirmou que 2026 marca um momento relevante para elevar a qualidade da cooperação entre Brasil e China. Segundo ele, os dois países ampliam parcerias em áreas como transição energética e inovação tecnológica. Como resultado do encontro, os participantes formalizaram uma agenda conjunta. O plano inclui integração entre infraestrutura elétrica e digital, incentivo ao uso de energias renováveis e intercâmbio tecnológico. Representantes do Ministério das Comunicações também participaram e destacaram a cooperação bilateral como fator para o avanço do setor. A avaliação é que iniciativas desse tipo podem ampliar investimentos e fortalecer o Brasil como destino para data centers, base da economia digital. Fonte: Xinhua

20 de abril de 2026
China2Brazil
Em Apodi, no interior do Rio Grande do Norte, um projeto de cooperação entre Brasil e China introduz mecanização na agricultura familiar e altera a dinâmica de produção no campo. A ação integra a “Residência Tecnológica de Mecanização da Agricultura Familiar Brasil-China ”, que conecta estudantes chineses a produtores locais. Estudantes da Universidade Agrícola da China atuam em Apodi (RN) desde 2024 para implementar máquinas agrícolas de pequeno e médio porte. A iniciativa já beneficiou quase 2 mil famílias, elevou a produtividade de culturas como alface e coentro em até sete vezes e ampliou a renda local. A iniciativa partiu da professora Yang Minli, da Universidade Agrícola da China, após identificar a limitação de acesso a máquinas no campo brasileiro. Segundo ela, a falta de mecanização impõe restrições à produção e exige esforço físico elevado. A proposta foi adaptar equipamentos chineses de menor porte às condições locais, com custo reduzido e operação simplificada. Implementação e adesão local A primeira residência tecnológica foi inaugurada em novembro de 2024. Desde então, produtores locais passaram a testar os equipamentos em atividades como preparo do solo, plantio e colheita. O projeto avançou com apoio de autoridades locais, após rápida adesão dos agricultores. Até abril de 2026, cinco grupos de estudantes participaram da iniciativa. Ao todo, foram realizadas 15 sessões de treinamento técnico. O programa distribuiu 62 máquinas agrícolas, que passaram a operar em diferentes áreas produtivas da região. Em Apodi, a produção de hortaliças como alface e coentro registrou aumento de seis a sete vezes. A renda dos agricultores praticamente dobrou. No Ceará, a adoção de técnicas de plantio de precisão no cultivo de milho reduziu o uso de sementes pela metade e elevou a produtividade em 40%. Segundo Yang, casos de abandono da atividade por exaustão física começaram a ser revertidos com a redução do trabalho manual. A mecanização encurtou ciclos produtivos e ampliou a capacidade operacional das propriedades. Cooperação industrial e expansão O projeto avança para além da transferência de tecnologia. No início de 2026, a estatal chinesa Sinomach firmou acordo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para construir uma fábrica de tratores no Brasil. A unidade terá capacidade anual de 5 mil máquinas e início das obras previsto para maio. A estratégia busca estruturar uma cadeia produtiva local, com fabricação, manutenção e adaptação de equipamentos às condições brasileiras. A meta inclui ampliar a presença de empresas chinesas no setor agrícola nacional. Intercâmbio e continuidade Além dos resultados produtivos, o programa fortalece o intercâmbio entre brasileiros e chineses. Estudantes que participaram da residência relatam integração com as comunidades locais e continuidade das relações após o término das atividades. Um novo grupo deve chegar ao Brasil ainda neste mês. A coordenação do projeto prevê, nos próximos dois anos, consolidar modelos técnicos e operacionais voltados à agricultura familiar. Também está prevista a ampliação da participação de estudantes brasileiros nas atividades de cooperação. Fonte: Xinhua

20 de abril de 2026
China2Brazil
O robô “Lightning”, da equipe Qitian Dasheng-The Great Sage, Heaven’s Equal, da empresa Shenzhen Honor, venceu a prova com tempo recorde de 50min26s. O resultado supera o desempenho do robô campeão de 2025, “Tiangong Ultra” (2h40min42s), e também fica abaixo do recorde mundial humano da meia maratona, de 57min20s. A prova incluiu um percurso mais exigente em relação à edição anterior. Segundo a organização, o trajeto reuniu mais de dez tipos de terreno, com trechos planos, subidas, descidas, curvas e vias estreitas. A inclinação chegou a 8%, com descidas de até 6%, além de obstáculos que simulam cenários urbanos. Mesmo com maior dificuldade, os robôs registraram desempenho superior ao esperado. De acordo com Zhao Wen, engenheiro sênior de controle do Centro de Inovação em Robôs Humanoides de Pequim, o avanço decorre da evolução da chamada “inteligência incorporada”. Algoritmos mais precisos, sistemas de percepção aprimorados e melhor comunicação interna permitiram ajustar passo e cadência com maior estabilidade. No hardware, as equipes adotaram mudanças estruturais. Yao, engenheiro da equipe vencedora, afirma que o “Lightning” foi projetado com pernas entre 0,9 m e 0,95 m, em referência a atletas humanos. O modelo também utiliza refrigeração líquida, o que permite operação contínua após estabilização térmica. Além disso, especialistas relatam redução de cerca de 15% no peso dos robôs com uso de fibra de carbono e ligas metálicas. Ao mesmo tempo, a resistência aumentou. Baterias de maior densidade e sistemas de gestão energética ampliaram a autonomia de cerca de 5 km para mais de 10 km. Motores e articulações também evoluíram em integração e desempenho. A corrida funciona como um ambiente de teste extremo. Segundo Shao Yuanxin, COO da RobStride Dynamics, o papel da maratona para os robôs é semelhante ao da Fórmula 1 para a indústria automotiva. O cenário exige desempenho máximo e gera dados aplicáveis em situações reais. Durante a prova, cada robô executa cerca de 250 mil movimentos articulares. O sistema precisa lidar com sobrecarga de sensores, controle térmico e limitação de bateria. Por isso, a competição também expõe falhas. Para Tian Feng, diretor do Thinking, Fast and Slow Institute, identificar falhas durante o teste acelera o desenvolvimento. Ele afirma que dados gerados por robôs que não completam a prova ajudam a ajustar sistemas e melhorar o desempenho. Em 2026, cerca de 40% das mais de 100 equipes utilizaram navegação autônoma, avanço em relação à edição anterior, quando predominava o controle remoto. O uso de cenários reais passou a orientar o desenvolvimento do setor. Em vez de aperfeiçoar a tecnologia em laboratório e buscar aplicação depois, empresas adotam o caminho inverso: inserem robôs em ambientes reais para acelerar evolução. Dados do setor indicam que, em 2025, a China reuniu mais de 140 empresas de robôs humanoides e produziu 14,4 mil unidades, o equivalente a cerca de 84,7% do total global. O mercado atingiu RMB 1,55 bilhão, com mais da metade da participação mundial. Apesar dos avanços, a produção em larga escala ainda enfrenta desafios. Mesmo assim, o governo chinês mantém o tema como prioridade. A “inteligência incorporada” aparece pelo segundo ano consecutivo no relatório de trabalho oficial. Projeções indicam que o mercado pode alcançar RMB 400 bilhões até 2030 e ultrapassar RMB 1 trilhão até 2035. As tecnologias testadas na corrida tendem a migrar para aplicações práticas. Especialistas apontam uso futuro em inspeção industrial, resgate de emergência e serviços de saúde. Fonte: gmw

20 de abril de 2026
China2Brazil
O setor de serviços respondeu por 61,7% do Produto Interno Bruto (PIB) https://www.ibge.gov.br/explica/pib.php da China no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Departamento Nacional de Estatísticas. O resultado representa alta de 0,4 ponto percentual na comparação anual. Além disso, o segmento contribuiu com 63,2% do crescimento econômico, avanço de 4,0 pontos percentuais, e adicionou 3,2 pontos percentuais ao PIB no período. De acordo com Peng Yongtao, diretor do Centro de Pesquisas do Setor de Serviços do órgão, a receita operacional dos principais segmentos manteve crescimento no início do ano. “Destaca-se a ampliação do uso de tecnologias digitais e o avanço do consumo de serviços voltados ao cotidiano”, afirmou. Entre janeiro e fevereiro, as receitas das empresas de software e serviços de tecnologia da informação acima do porte designado cresceram 14,4% em termos anuais. No mesmo intervalo, empresas de internet e serviços relacionados registraram alta de 12,1%. Ao mesmo tempo, a integração da iniciativa “IA+” com diferentes setores e a aplicação de resultados tecnológicos sustentaram o avanço dos serviços emergentes. No bimestre, as receitas de serviços estratégicos emergentes cresceram 8,0%, enquanto os serviços de alta tecnologia avançaram 6,7%. Dentro desse grupo, serviços de testes e certificação registraram alta de 10,5%, e os de pesquisa e design cresceram 10,1%. Além disso, a integração entre tecnologia digital e economia real impulsionou a atividade industrial, com aumento de 11,7% no volume de transações em plataformas de software e informação no primeiro trimestre. Por outro lado, novos modelos de negócios ampliaram a oferta e atenderam a uma demanda mais diversificada por serviços. Com isso, o consumo no setor ganhou força. No primeiro trimestre, as vendas no varejo de serviços cresceram 5,5% em termos anuais, superando em 3,3 pontos percentuais o varejo de bens. As transações em plataformas de turismo cresceram 12,8%, enquanto serviços de entretenimento e cultura avançaram 8,2%. Em março, o índice de atividade de negócios do setor de serviços atingiu 50,2%, alta de 0,5 ponto percentual em relação ao mês anterior, o que indica expansão da atividade. Segundo Peng Yongtao, o próximo passo envolve ampliar a oferta e melhorar a qualidade dos serviços. “Será necessário estimular a atividade dos agentes de mercado, desenvolver novos motores de crescimento e promover a integração entre os diferentes setores da economia”, afirmou. Fonte: news.cn

17 de abril de 2026
China2Brazil
A 139ª Feira de Cantão apresentou, em 16 de abril, uma nova área dedicada a produtos com inteligência artificial, com destaque para fones de ouvido com tradução simultânea em 52 idiomas, eVTOL ultraleve anfíbio e drones agrícolas. A exposição atraiu compradores estrangeiros interessados em testar tecnologias e negociar parcerias comerciais. Na área de dispositivos vestíveis, empresas registraram alta procura. A Timekettle vendeu cerca de 60 unidades de fones de tradução em dois dias. O modelo voltado ao consumidor, com preço de RMB 2.999, concentrou quase 40 vendas. Segundo a empresa, o modelo corporativo oferece tradução simultânea em 52 idiomas, enquanto a versão para consumidores alcança 98% de precisão. A companhia mantém mais de 150 servidores e opera em mais de 170 países, com base de 2 milhões de usuários. Além das vendas, os expositores relataram mudança no perfil da demanda. Compradores ampliaram negociações com agentes da Europa, das Américas e de países ligados à Iniciativa Cinturão e Rota , com maior foco em parcerias de longo prazo. O fluxo de visitantes também superou o da edição anterior. A iFlytek apresentou óculos inteligentes com base Astron Claw. Representantes da empresa informaram que compradores da América do Sul demonstraram interesse em comercializar os dispositivos em seus mercados. No segmento de bem-estar, a Xiamen Healthy Electronics fechou um pedido de cerca de US$3 milhões com um cliente australiano após três horas de negociação. Segundo a empresa, os critérios de compra migraram de preço para qualidade e certificações. Clientes recorrentes também ampliaram pedidos e passaram a adquirir mais de um produto da mesma marca. No setor de manufatura, a Yesheen Aero apresentou um eVTOL ultraleve anfíbio e recebeu intenções de compra para 180 unidades, que somam mais de US$10 milhões. De acordo com a empresa, os pedidos vieram de mercados como Rússia, Sudeste Asiático, Américas e África. Somados a contratos anteriores, o volume supera RMB 400 milhões. Já a Zhejiang Wenxin Mechanical & Electrical exibiu drones agrícolas com capacidade de 30 kg e 50 kg, equipados com desvio automático de obstáculos e módulos intercambiáveis para pulverização e semeadura. A empresa desenvolve modelos entre 10 kg e 50 kg e testa um equipamento de 75 kg. Dados da Southwest Securities indicam que o mercado global de drones agrícolas deve alcançar RMB 24,8 bilhões até 2029, com taxa média de crescimento anual de 35,2%. O relatório aponta avanço da automação, maior uso de pilotagem inteligente e expansão internacional como vetores do setor. Na área de robótica, a Guangzhou Changren Industrial Technology apresentou robôs de quatro e seis eixos e fechou pedidos com clientes da Dinamarca, incluindo três unidades de seis eixos e uma linha automatizada completa, no valor de cerca de RMB 3 milhões. A empresa também oferece soluções personalizadas de automação industrial. Fonte: sina.com.cn

17 de abril de 2026
China2Brazil
A China registrou recorde no comércio exterior no primeiro trimestre de 2026, impulsionada pela adoção de inteligência artificial na cadeia produtiva e comercial. O volume total de comércio de bens atingiu RMB 11,838 trilhões, alta de 15% na comparação anual, segundo dados divulgados em 16 de abril pelo Departamento Nacional de Estatísticas. A aplicação de IA já encurta prazos e altera processos de venda. No mercado de Yiwu, ferramentas convertem informações de produtos em roteiros de vendas em múltiplos idiomas em menos de 10 minutos — uma tarefa que antes levava até dois dias. Segundo comerciantes locais, mais de 70% dos pedidos já estão ligados a conteúdos online. A tecnologia também adapta a comunicação ao perfil de cada mercado, o que tem influenciado decisões de compra, incluindo negociações acima de US$5 milhões. Na produção, o impacto aparece na redução de custos e no ganho de escala. Sistemas baseados em imagens e palavras-chave geram designs rapidamente, enquanto a produção de imagens de produtos caiu de semanas para um dia. Com isso, despesas anuais com fotografia, que chegavam a RMB 3 milhões, foram reduzidas de forma relevante. O uso dessas ferramentas avança entre os lojistas. Em Yiwu , plataformas de IA já somam mais de 58 mil usuários registrados, atendem centenas de milhares de acessos e, entre os mais ativos, elevaram os pedidos em mais de 30%. E-commerce transfronteiriço amplia volume de envios No primeiro trimestre, o volume de encomendas no aeroporto de Yiwu chegou a 8,196 milhões, quase o dobro de 2025. No total, o setor movimentou RMB 618,46 bilhões, com RMB 473,55 bilhões em exportações. Na logística, a IA amplia eficiência. Um hub inteligente inaugurado em Shenzhen conecta armazéns no país e no exterior, com monitoramento de estoques em tempo real e previsão de demanda. Estimativas do setor indicam redução de até 15% nos custos de envio, queda de até 45% nos custos de armazenagem na origem e corte de pelo menos sete dias no tempo de transporte. O modelo produtivo baseado em pequenos lotes e resposta rápida sustenta esse avanço. Empresas passaram a lançar produtos diariamente e ajustam a produção conforme o desempenho das pré-vendas. Ao mesmo tempo, melhorias no sistema aduaneiro reduziram o tempo de liberação de cargas de minutos para segundos. Apesar das incertezas externas, o fluxo de compradores estrangeiros segue estável, com expectativa de aumento durante a Feira de Cantão. Fonte: CCTV

16 de abril de 2026
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As exportações brasileiras para a China atingiram US$23,9 bilhões entre janeiro e março de 2026, representando um crescimento de 21,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelo setor de petróleo, cujos embarques para o mercado chinês praticamente dobraram, somando US$7,19 bilhões, segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). Tensões no Oriente Médio e restrições logísticas no Estreito de Ormuz reduziram a oferta de fornecedores tradicionais da Ásia. Diante do risco de desabastecimento, refinarias chinesas ampliaram a busca por origens alternativas, posicionando o petróleo bruto brasileiro como uma solução estratégica. Em março, o Brasil registrou o segundo maior nível de exportações totais de sua série histórica, com 2,5 milhões de barris por dia. A China respondeu por aproximadamente 1,6 milhão de barris diários, consolidando-se como principal destino do produto. A expansão da produção no pré-sal e o aumento da demanda asiática por petróleo brasileiro têm sustentado o fluxo bilateral. Com isso, o petróleo ganha espaço na pauta comercial entre os dois países, ao lado de soja e minério de ferro. O avanço, no entanto, traz um ponto de atenção: a concentração das exportações em um único destino. Embora o cenário atual favoreça o Brasil, parte dessa demanda está ligada a fatores conjunturais, que podem perder força com a normalização do mercado global.

16 de abril de 2026
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O investimento estrangeiro nos setores de pesquisa científica e serviços tecnológicos respondeu por quase 20% do total recebido pela China em 2025, segundo o Ministério do Comércio. O dado foi divulgado em 16 de abril pelo porta-voz He Yadong. A participação cresce há sete anos e hoje é 3,8 vezes maior do que em 2018. Segundo He, multinacionais passaram a usar a China não apenas como base industrial, mas como centro de inovação. Além disso, centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de empresas estrangeiras deixaram de atuar só na adaptação de produtos ao mercado local e passaram a desenvolver soluções com alcance global. Nesse movimento, companhias como Roche Diagnostics, AstraZeneca, Philips, Porsche e Schneider Electric instalaram unidades de P&D no país. Em 2025, o governo registrou a abertura de 14 mil novas empresas estrangeiras nesses setores, alta de 27,2% em relação ao ano anterior. Desde 1º de fevereiro, entrou em vigor a nova versão do Catálogo de Indústrias Incentivadas ao Investimento Estrangeiro, com inclusão de áreas como desenvolvimento de medicamentos e tecnologias digitais. Em paralelo, o Ministério das Finanças e o Ministério do Comércio mantiveram a isenção de tarifas de importação, imposto sobre valor agregado (IVA) e imposto sobre consumo para equipamentos e insumos destinados a centros de P&D com capital estrangeiro. He afirmou que o governo pretende ampliar a atração de multinacionais para atividades de pesquisa e desenvolvimento. A estratégia envolve o uso da estrutura industrial do país, da mão de obra qualificada e da aplicação em larga escala de novas tecnologias, com foco em processos ligados à digitalização e à transição energética. Fonte: people.com.cn