
24 de abril de 2026
China2Brazil
A China planeja lançar, por volta de 2028, a missão Tianwen-3 para coletar amostras de Marte e trazê-las à Terra até 2031. O projeto inclui o envio de instrumentos voltados à análise da atmosfera, da superfície marciana e à busca por indícios de vida, segundo anúncio feito em 24 de abril durante o 11º Dia do Espaço da China. Além do cronograma, a Administração Espacial Nacional da China (CNSA) divulgou os projetos internacionais que irão integrar a missão. Ao todo, cinco propostas foram selecionadas entre 28 submetidas desde abril de 2025, com base em critérios como relevância científica, contribuição operacional e viabilidade técnica. O orbitador da missão levará três instrumentos. Entre eles, está o espectrômetro PEX de Marte, liderado pelo Comitê de Pesquisa Espacial (COSPAR), que será usado para analisar a composição mineral da superfície e identificar possíveis sinais de vida. Também integra a carga um analisador de íons moleculares, desenvolvido sob liderança da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, com foco no estudo do escape da atmosfera marciana. Outro equipamento é o espectrômetro de heteródino a laser, da Universidade Chinesa de Hong Kong, que irá medir a distribuição de isótopos de água e os padrões de vento no planeta. O módulo de serviço transportará um imageador hiperespectral, liderado pela Universidade de Hong Kong, que permitirá mapear minerais hidratados e outros recursos na superfície de Marte. Já o módulo de pouso levará um conjunto de retrorrefletores a laser, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Física Nuclear da Itália, que será usado para estabelecer pontos de referência na superfície marciana e apoiar medições de alta precisão. A Tianwen-3 integra o programa chinês de exploração espacial e marca a etapa voltada ao retorno de amostras de Marte, considerada uma das operações mais complexas da exploração espacial atual. Fonte: gmw

24 de abril de 2026
China2Brazil
O Ministério das Finanças da China informou, em 24 de abril, que a receita fiscal nacional somou RMB 6,1613 trilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 2,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, as despesas chegaram a RMB 7,4706 trilhões, com crescimento de 2,6%. Os dados foram apresentados durante coletiva sobre a execução orçamentária do período. Segundo a pasta, a arrecadação foi sustentada pela retomada de indicadores macroeconômicos, pela estabilização de preços e pelo avanço do comércio exterior de bens. Nesse contexto, o desempenho da receita no trimestre atingiu o nível mais alto para o período nos últimos três anos. A receita do governo central alcançou RMB 2,4991 trilhões, com aumento de 2,7%. Já os governos locais arrecadaram RMB 3,6622 trilhões, crescimento de 2,1%. Além disso, cerca de 80% das regiões do país — incluindo leste, centro, oeste e nordeste — registraram expansão na arrecadação. No recorte tributário, o imposto sobre valor agregado (IVA) doméstico somou RMB 2,1473 trilhões, alta de 4,9%. Por sua vez, o IVA e o imposto de consumo sobre bens importados totalizaram RMB 458,8 bilhões, avanço de 12,9%, indicando maior atividade no comércio exterior. Do lado das despesas, os gastos com seguridade social e emprego cresceram 9%, enquanto a saúde avançou 12,1%. Já os investimentos em desenvolvimento urbano e rural registraram alta de 2,8%. De acordo com Wang Jianxun, diretor do Centro de Pagamentos do Tesouro, o crescimento da receita do orçamento público geral no primeiro trimestre superou em 1,7 ponto percentual o resultado acumulado dos dois primeiros meses do ano. Ele afirmou que o ritmo de execução dos gastos também foi o mais alto dos últimos cinco anos, com maior direcionamento para áreas ligadas ao bem-estar social. Fonte: southcn.com

24 de abril de 2026
China2Brazil
A DeepSeek disponibilizou, nesta sexta-feira (24), a versão preliminar do modelo de inteligência artificial DeepSeek-V4. O sistema mantém a estratégia de baixo custo que levou a startup chinesa a ganhar projeção internacional no último ano e amplia a capacidade de processamento para até 1 milhão de palavras em contexto. A proposta é oferecer desempenho próximo ao de modelos avançados com menor custo de operação. A empresa ganhou atenção global ao apresentar, anteriormente, um modelo de raciocínio com custo reduzido e desempenho comparável ao de concorrentes dos Estados Unidos. Com o V4, a DeepSeek amplia esse posicionamento ao focar em eficiência computacional e escalabilidade. Segundo comunicado, o DeepSeek-V4 avança em áreas como raciocínio, conhecimento geral e operação de agentes. Além disso, a empresa afirma que o modelo mantém desempenho competitivo tanto no ecossistema chinês quanto entre soluções de código aberto. Arquitetura e variantes de baixo custo O novo modelo substitui o V3, lançado em dezembro de 2024, e chega em duas versões: DeepSeek-V4-Pro e DeepSeek-V4-Flash. A variante Flash utiliza menos parâmetros, o que reduz o custo operacional e o consumo de recursos computacionais. Com isso, a empresa amplia o acesso à tecnologia para aplicações que exigem menor investimento. De acordo com a empresa, testes de benchmark indicam que o DeepSeek-V4-Pro supera outros modelos de código aberto em conhecimento geral. O desempenho se aproxima de sistemas como o Gemini-Pro-3.1, do Google. Infraestrutura A Huawei informou que o sistema Ascend Supernode, baseado no chip Ascend 950, oferece suporte ao DeepSeek-V4. A integração entre hardware e software busca reduzir custos e otimizar o desempenho do modelo. No momento, o DeepSeek-V4 está disponível em versão preliminar para desenvolvedores e parceiros. Fonte: zaobao.com.sg

24 de abril de 2026
China2Brazil
Um robô humanoide começou a operar em uma loja de conveniência no distrito de Haidian, em Pequim, no dia 22 de abril de 2026, onde passou a realizar atendimento ao público e entrega de produtos. O equipamento integra um sistema de modelo incorporado de grande porte e foi implantado para executar funções rotineiras no ponto de venda. Entre as tarefas, o robô cumprimenta clientes, responde a dúvidas sobre itens disponíveis, informa promoções e realiza a entrega de mercadorias diretamente ao consumidor. Além do atendimento, o robô também manipula produtos nas prateleiras. Registros divulgados mostram o equipamento retirando alimentos e bebidas para clientes, incluindo itens prontos para consumo, como salsichas grelhadas, o que indica capacidade de interação com diferentes tipos de produtos dentro do ambiente da loja. A iniciativa foi implementada no distrito de Haidian, área que concentra universidades, centros de pesquisa e empresas de tecnologia em Pequim . O local costuma ser usado como base para testes e aplicações de novas tecnologias em cenários urbanos. O uso de robôs humanoides em ambientes comerciais faz parte de um movimento mais amplo de automação no varejo chinês, que inclui desde sistemas de autoatendimento até soluções com inteligência artificial voltadas à interação com o consumidor. Nesse contexto, a adoção de robôs com capacidade de locomoção e manipulação de objetos amplia o escopo dessas aplicações em espaços físicos. Fonte: Xinhua

23 de abril de 2026
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A China anunciou, em 23 de abril, um plano para estruturar um sistema nacional de padrões no comércio de serviços até 2030. O Ministério do Comércio da China e a Administração Estatal de Regulação de Mercado divulgaram o Plano de Ação para a Padronização do Comércio de Serviços (2026–2030), que prevê a criação de diretrizes que cubram diferentes setores e toda a cadeia do segmento. O documento reúne 20 medidas e prioriza a organização de padrões com base na demanda do mercado. O plano inclui diretrizes para áreas estruturais, setores estratégicos, cooperação internacional e digitalização. Além disso, o governo pretende ampliar o desenvolvimento de padrões próprios em áreas consideradas estratégicas e estimular a integração entre normas oficiais e aquelas formuladas por agentes do mercado. Na execução, o governo vai concentrar esforços em setores como turismo, comércio marítimo digital, comércio digital, serviços agrícolas e consumo inbound. O plano também prevê acelerar a criação de normas técnicas e sistemas de referência para essas áreas. Ao mesmo tempo, o país deve adaptar padrões internacionais já consolidados ao contexto doméstico e ampliar a participação na formulação de regras globais. No eixo internacional, a estratégia inclui ampliar a cooperação com países da Iniciativa Cinturão e Rota, além de fortalecer o diálogo com membros do BRICS, da Organização de Cooperação de Xangai e parceiros de acordos de livre comércio. O objetivo é expandir o uso de padrões chineses no exterior e aumentar a presença do país em organismos internacionais de padronização. Também está prevista a criação de equipes voltadas à inovação em padronização em setores-chave. Fonte: cctv

23 de abril de 2026
China2Brazil
A indústria de alta tecnologia da China liderou o crescimento industrial no primeiro trimestre de 2026. O setor cresceu 12,5% em relação ao mesmo período do ano passado, superando o ritmo médio da indústria. No período, a produção de robôs industriais subiu 33,2%, a de chips aumentou 24,3% e a de baterias de lítio avançou 40,8%. Esse avanço mostra que a tecnologia já é o principal motor da indústria chinesa . Mesmo representando uma fatia menor da produção total, o setor respondeu por quase um terço do crescimento industrial no período. Além disso, concentrou mais da metade do lucro das grandes empresas do setor nos dois primeiros meses do ano. Produtos mais avançados, como peças usadas em robôs e chips de memória, cresceram mais de 40%. Tecnologias como inteligência artificial começaram a aparecer com mais frequência em produtos do dia a dia, como eletrônicos de consumo. No primeiro trimestre, os aportes em alta tecnologia cresceram 5,2%. Áreas como aeroespacial e telecomunicações registraram avanço, enquanto novos segmentos, como a chamada economia de baixa altitude e o desenvolvimento do 6G, passaram a atrair recursos. Esse desempenho está ligado ao aumento dos investimentos em inovação. A China tem ampliado o desenvolvimento de tecnologias estratégicas em setores como espaço, computação avançada e biomedicina, o que começa a aparecer nos resultados da indústria. Fonte: gmw

23 de abril de 2026
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A CATL, maior fabricante mundial de baterias para veículos elétricos , informou que iniciará ainda este ano a produção em larga escala de uma nova bateria à base de sódio, com potencial para reduzir o custo dos veículos elétricos. A empresa afirmou que resolveu os principais desafios de fabricação e avançou para a etapa de comercialização da tecnologia. Durante coletiva de imprensa, o cientista-chefe Wu Kai declarou que as baterias de íon-sódio estão prontas para produção em massa. Segundo ele, a nova química deve atuar como complemento às baterias de íon-lítio e ampliar as opções para montadoras, sobretudo em modelos de menor custo. Além disso, a empresa desenvolve outra frente tecnológica voltada ao alto desempenho. O cientista-chefe Gao Huan afirmou que a CATL negocia com montadoras chinesas o uso de baterias de estado condensado, associadas ao estado sólido. De acordo com ele, os protótipos seguem em fase de testes. Apresentada em 2023 para uso em aviação elétrica, essa tecnologia alcança densidades de energia de até 500 Wh/kg. A empresa já testou o sistema em voo com uma aeronave comercial de 4 toneladas e planeja novas validações em modelos maiores. Na sequência, a CATL pretende adaptar essa solução para veículos de passageiros. Uma versão baseada na arquitetura Qilin prevê densidade de 350 Wh/kg em nível de célula, com impacto direto na autonomia dos veículos e nos padrões de segurança. As baterias de íon-sódio utilizam um material abundante na crosta terrestre e na água do mar, ao contrário do lítio, cuja produção se concentra em poucos países. Apesar disso, a nova tecnologia não deve substituir o íon-lítio no curto prazo, especialmente em veículos de maior desempenho. A China incluiu o desenvolvimento de baterias de sódio entre suas prioridades industriais e acelera projetos voltados ao armazenamento de energia. Para Hu Yongsheng, pesquisador do Instituto de Física da Academia Chinesa de Ciências, o uso do sódio pode ampliar a segurança energética ao oferecer uma base de recursos mais estável. Segundo Hu, a aplicação tende a crescer em veículos elétricos de entrada, sistemas de armazenamento para redes elétricas e regiões de baixa temperatura, onde a tecnologia apresenta melhor desempenho e custo reduzido. O pesquisador destacou que as linhas de produção de baterias de sódio e de lítio são compatíveis em grande parte. Isso permite que fabricantes adaptem operações com baixo custo e ampliem a adoção da nova tecnologia. Fonte: China Daily

23 de abril de 2026
China2Brazil
A China ultrapassou 100 bilhões de gigabytes em uso de internet móvel no primeiro trimestre de 2026, com alta de 19,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O país chegou a 1,623 bilhão de usuários, um aumento de 13,48 milhões desde o fim de 2025, segundo dados do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. O avanço reflete uma mudança no padrão de consumo. Em março, cada usuário utilizou, em média, 23,4 gigabytes por mês, o maior nível já registrado. O dado confirma a expansão do uso de aplicativos, vídeos e serviços digitais no dia a dia. Enquanto o consumo de dados cresce, os serviços tradicionais seguem em queda. As chamadas por celular somaram 468,3 bilhões de minutos, redução de 5,6% em um ano. As ligações por telefone fixo caíram 21,2%. O uso de SMS também recuou: o volume caiu 3,5% e a receita diminuiu 12,2%. Mesmo com essa transição, o setor manteve crescimento em volume. A receita total das telecomunicações atingiu 439,4 bilhões de yuans, com leve queda de 1,8%. No entanto, ao considerar os preços do ano anterior, o volume de serviços avançou 8,3%. A base de usuários continua em expansão, impulsionada por conexões mais rápidas. A China encerrou março com 697 milhões de acessos à internet fixa. Desse total, 95,5% já utilizam velocidades acima de 100 Mbps. Os planos de 1 Gbps ou mais somam 249 milhões de usuários. No celular, o avanço ocorre com a expansão do 5G. O país atingiu 1,836 bilhão de linhas ativas, das quais 1,254 bilhão já utilizam a nova geração de rede, o equivalente a 68,3% da base. As conexões de internet das coisas (IoT) chegaram a 2,948 bilhões, com aumento de 59,54 milhões no trimestre. Os serviços de TV pela internet somam 410 milhões de usuários. A expansão da infraestrutura sustenta esse avanço. A rede de fibra óptica alcançou 75,78 milhões de quilômetros, enquanto os pontos de acesso à internet chegaram a 1,26 bilhão. A maior parte, 96,7%, já opera com fibra. O 5G também segue em expansão. A China atingiu 4,958 milhões de estações base, após a instalação de 120 mil novas unidades no trimestre. Com isso, a tecnologia passou a representar 38,2% de todas as estações móveis do país.

23 de abril de 2026
China2Brazil
A China ultrapassou a marca de 5 milhões de patentes de invenção válidas e se tornou o primeiro país a atingir esse volume, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (23) pela autoridade nacional de propriedade intelectual. De acordo com Rui Wenbiao, vice-comissário da Administração Nacional de Propriedade Intelectual da China, o país ampliou sua atuação em áreas estratégicas e concentrou registros em setores como tecnologia quântica, biofabricação, interfaces cérebro-computador e comunicações 6G. Os dados mais recentes mostram que, em 2025, a China autorizou 972 mil patentes de invenção. No mesmo período, registrou mais de 4,2 milhões de marcas comerciais e reconheceu 10,67 milhões de direitos autorais. Além disso, concedeu 6.986 novos direitos de variedades vegetais e reconheceu 104 produtos com indicação geográfica. No campo regulatório, o governo intensificou a fiscalização. Órgãos de mercado resolveram 37 mil casos de violação de patentes e marcas, enquanto tribunais concluíram 540 mil disputas relacionadas à propriedade intelectual. Segundo o Índice Global de Inovação 2025, da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, a China passou a ocupar a 10ª posição e entrou no grupo das dez economias mais bem colocadas pela primeira vez. O país reúne ainda 24 dos 100 principais polos globais de inovação científica e tecnológica, com destaque para o eixo Shenzhen–Hong Kong–Guangzhou, que lidera o ranking. Durante a coletiva, Wang Zhicheng, responsável pela Administração de Direitos Autorais no Departamento de Propaganda do Comitê Central do Partido Comunista Chinês, afirmou que os direitos autorais ganharam peso como ativo estratégico. Ele destacou que as autoridades ampliaram ações contra pirataria em setores como cinema, produtos culturais e publicações voltadas ao público jovem. Para 2026, a estratégia inclui foco em obras audiovisuais, literatura online e distribuição digital. Segundo Wang, o uso de tecnologias deve aumentar a eficiência das ações de fiscalização e ampliar o controle sobre infrações nesses segmentos. Fonte: China Daily

22 de abril de 2026
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A China concluiu a primeira seleção de astronautas estrangeiros de seu programa espacial tripulado e definiu dois candidatos do Paquistão: Muhammad Zeeshan Ali e Khurram Daud. A escolha integra um acordo bilateral firmado entre os dois países e abre caminho para a participação de um estrangeiro na estação espacial chinesa. De acordo com o Escritório do Programa Espacial Tripulado da China, os selecionados seguirão para o país asiático para iniciar o treinamento. Após a conclusão das etapas de preparação e avaliação, um dos candidatos será designado para uma missão como especialista de carga, o que deve marcar a primeira entrada de um astronauta estrangeiro na estação espacial da China. O processo teve início após a assinatura de um acordo de cooperação entre China e Paquistão, em fevereiro de 2025, em Islamabad. A parceria prevê a seleção, o treinamento e a participação de astronautas paquistaneses em missões espaciais. Desde então, os candidatos passaram por três fases: triagem inicial, seleção intermediária e etapa final. Segundo informações oficiais, a iniciativa amplia a cooperação internacional no programa espacial chinês. Além disso, reforça a parceria estratégica entre China e Paquistão no setor e estabelece um novo precedente para a participação de outros países em missões conduzidas pela China. O programa espacial chinês mantém como diretriz o uso pacífico do espaço e a colaboração internacional. Nesse contexto, o país afirma que continuará aberto à participação de outras nações em experimentos científicos, testes tecnológicos e treinamentos, com foco na ampliação do conhecimento sobre o espaço. Fonte: news.cn