
29 de abril de 2026
China2Brazil
A empresa Zhongke Aerospace concluiu a construção da superfábrica do foguete Lijian-2, na província de Zhejiang. A unidade deve entrar em operação nos próximos meses, com meta de produzir até 12 foguetes por ano dentro de um prazo de três a cinco anos, segundo Li Qinfeng, vice-chefe do projeto. A instalação fica no distrito de Keqiao, em Shaoxing, e integra a estratégia de industrialização da empresa no segmento de veículos lançadores de propelente líquido. A estrutura reúne etapas de montagem final, testes e fabricação de componentes críticos, como tanques, tubulações, válvulas e seções estruturais. Com isso, a empresa busca consolidar uma cadeia produtiva própria para o foguete Lijian-2, com capacidade de atender à produção em escala. A operação da fábrica também amplia o escopo industrial da companhia e reforça o controle sobre o fornecimento de sistemas de lançamento. O avanço ocorre após o primeiro voo do Lijian-2, realizado em 30 de março. Na missão, o foguete colocou em órbita o protótipo da espaçonave Qingzhou e dois satélites. Na próxima fase, o modelo deve incorporar o motor reutilizável Liqing-2, desenvolvido pela própria empresa. Além disso, o projeto prevê a adição de dois propulsores laterais ao primeiro estágio, o que permitirá configurar uma versão de maior capacidade de carga. Segundo a empresa, tanto a versão padrão quanto a ampliada devem utilizar um sistema de recuperação em cluster com estágio central comum. A proposta inclui maior controle durante a reentrada, redução de impacto no pouso e menor perda de capacidade de carga útil. Fonte: stdaily

29 de abril de 2026
China2Brazil
A Academia Chinesa de Ciências anunciou o lançamento do sistema de modelos “PanShi 100”, uma plataforma que integra inteligência artificial ao processo de pesquisa científica. A iniciativa sinaliza a mudança de projetos isolados para um modelo baseado em colaboração, integração de dados e automação de tarefas científicas. Segundo Zeng Dajun, pesquisador do Instituto de Automação da instituição, o sistema tem como base o “Grande Modelo Científico Fundamental PanShi”, combinado a modelos especializados por área. A estrutura opera com agentes inteligentes voltados a cenários específicos de pesquisa e organiza uma plataforma digital que cobre diferentes etapas da produção científica. O modelo fundamental foi treinado com dados científicos especializados e executa tarefas como análise, interpretação e geração de conteúdo técnico. Desde a versão 1.0, lançada em janeiro de 2025, a equipe ampliou as capacidades do sistema. A versão 1.5 Pro incorpora três modelos multimodais, baseados em ondas, espectros e campos, e amplia funções como respostas científicas, raciocínio de longo prazo e processamento multimodal. Na análise de dados de ondas, por exemplo, o sistema identifica padrões em sinais complexos e permite aplicações como monitoramento em tempo real de fenômenos astronômicos, substituindo análises posteriores por sistemas de alerta. Com base nesse modelo, o “PanShi 100” passou a operar três funções principais ao longo do ciclo de pesquisa. A “Bússola de Literatura” apoia a leitura de artigos e a elaboração de revisões bibliográficas. A “Avaliação de Inovação” acompanha tendências científicas e industriais e identifica possíveis direções de pesquisa. Já a “ Fábrica de Agentes Inteligentes ” reúne mais de 2 mil ferramentas científicas e integra recursos para diferentes áreas do conhecimento. A academia também desenvolve modelos específicos para setores como matemática, física, ciência dos materiais, astronomia, geociências, biologia e aeroespacial. Nesse último campo, o modelo “Panshi-NearSpace” foca no espaço próximo à Terra e integra conhecimentos de energia, materiais e controle de voo para apoiar pesquisas e aplicações em ambiente aeroespacial. De acordo com a instituição, o sistema já foi implementado em mais de 50 unidades de pesquisa e atende mais de 100 cenários práticos. As aplicações incluem projetos de observação astronômica, estudos no planalto Qinghai-Tibete e previsão oceânica. Fonte: gmw

29 de abril de 2026
China2Brazil
A China entregou em Nansha, Guangzhou, o maior navio transportador de automóveis já construído no mundo. Com capacidade para 10.800 veículos, a embarcação estabelece um novo recorde global e reforça o avanço do país na construção naval de alta tecnologia, em um momento de pressão por descarbonização no transporte marítimo. Batizado de “GLOVIS Leader”, o navio foi construído pela Guangzhou Shipyard International, subsidiária do grupo estatal CSSC, em parceria com a CSSC Trading. O armador é a sul-coreana HMM, enquanto o projeto foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Design Naval de Xangai, também ligado ao grupo. A embarcação tem 230 metros de comprimento, 40 metros de largura, calado de 10,5 metros e velocidade de projeto de 19 nós. O navio opera com 14 conveses-garagem e transporta diferentes tipos de veículos, incluindo elétricos, movidos a hidrogênio e caminhões pesados. A capacidade total de 10.800 unidades supera os modelos anteriores do segmento e amplia a escala logística para exportação automotiva. Além da dimensão, o projeto incorpora soluções voltadas à eficiência energética. O sistema de propulsão dual fuel permite o uso de gás natural liquefeito (GNL) e combustível convencional, em conformidade com o padrão de emissões Tier III da Organização Marítima Internacional (IMO). O navio também utiliza um gerador de eixo magnético permanente de 1.450 kW, desenvolvido pelo Instituto 704 da CSSC, que produz eletricidade durante a navegação. O conjunto tecnológico inclui ainda otimização hidrodinâmica do casco, recuperação de calor dos gases de escape e sistema de energia elétrica de alta tensão conectado ao porto. Essas medidas reduzem o consumo de combustível e as emissões operacionais. Nos últimos anos, estaleiros chineses passaram a liderar a construção de navios desse tipo. Em abril de 2025, o “Shenzhen”, da BYD, iniciou operações com capacidade para 9.200 veículos. Em maio do mesmo ano, o “Anji Ansheng”, com 9.500 vagas, entrou em operação. Ambos foram construídos na China e, até então, ocupavam as maiores capacidades do mercado. Dados do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China indicam que o país liderou, em 2025, os três principais indicadores da indústria naval global, entregas, novos pedidos e carteira de encomendas, pelo 16º ano consecutivo. O avanço ocorre não apenas em volume, mas também em segmentos de maior complexidade técnica. Historicamente, o mercado de navios transportadores de automóveis foi dominado por empresas da Coreia do Sul e do Japão, devido às exigências de engenharia, como estruturas multicamadas, sistemas de prevenção de incêndio e tecnologia roll-on/roll-off. A entrada de estaleiros chineses nesse segmento sinaliza mudança no equilíbrio competitivo. Segundo Zhou Xuhui, diretor-geral da Guangzhou Shipyard International, a empresa avançou em tecnologias como controle de deformação de chapas finas, precisão estrutural do casco e sistemas de geração por eixo. Esses desenvolvimentos foram viabilizados pela produção em escala. Atualmente, a Guangzhou Shipyard International acumula cerca de RMB 100 bilhões em pedidos, com mais de 95% da demanda vinda do mercado internacional. A carteira de produção da empresa está preenchida até 2030. Fonte: gmw

28 de abril de 2026
China2Brazil
A integração entre inteligência artificial (IA) e manufatura já altera a dinâmica produtiva na China, com impacto direto na cadeia de suprimentos e no desenvolvimento de novos produtos. Em Shenzhen, o polo eletrônico de Huaqiangbei passou a operar com soluções que conectam criação, prototipagem e produção em escala em prazos reduzidos, apoiadas por dados de mercado e automação. Conhecida como o principal centro de eletrônicos do país, Huaqiangbei reúne uma cadeia industrial completa, com fornecedores, distribuidores e fabricantes concentrados em poucos quarteirões. Agora, esse ecossistema incorpora sistemas de IA capazes de analisar demandas, sugerir componentes e estruturar projetos com base em dados atualizados de preço e disponibilidade. Um dos exemplos é a criação de um espaço de serviços personalizados com IA, que promete reduzir o tempo entre a concepção e a produção. A proposta segue uma lógica direta de desenvolver um projeto pela manhã, montar um protótipo no mesmo dia e iniciar a produção em massa em seguida. Ao solicitar o desenvolvimento de um drone com câmera, a plataforma apresentou em minutos uma lista completa de componentes, incluindo especificações técnicas, fornecedores e custos unitários. Segundo operadores locais, o processo substitui etapas que antes exigiam semanas de trabalho técnico. Eficiência técnica sob demanda De acordo com responsáveis pelo centro de aplicações de IA, a base de dados integra informações de cerca de 115 mil comerciantes da região. A ferramenta cruza esses dados para indicar opções viáveis de compra, com base em estoque e variação de preços. A execução do projeto confirma a redução de etapas. Após a definição dos componentes, a lista é enviada para coleta. Em menos de uma hora, todos os itens necessários, como controladores de voo, motores e baterias, foram adquiridos dentro do próprio complexo comercial. A montagem ocorre em pequenas oficinas especializadas. Em um dos casos acompanhados, um drone funcional foi montado em cerca de uma hora. Todo o processo, da seleção de peças à finalização, levou menos de duas horas. Essa mudança altera o perfil de demanda local. Antes focado no atacado, o mercado passou a atender clientes com necessidades específicas, como estudantes, pesquisadores e desenvolvedores independentes. A oferta de componentes também cresceu, com maior participação da produção local. Além do comércio, Huaqiangbei atrai profissionais estrangeiros interessados em desenvolver produtos. Em edifícios próximos ao centro comercial, surgiram laboratórios independentes e espaços de coworking voltados para hardware. Criadores utilizam a infraestrutura local para montar protótipos e testar soluções. Em muitos casos, os próprios espaços são equipados com peças adquiridas na região. A proximidade com fornecedores reduz custos e prazos de desenvolvimento. Um dos coworkings voltados para “makers” recebeu mais de 16 mil usuários internacionais em pouco mais de três anos. A proposta é oferecer acesso direto a ferramentas, componentes e redes de contato da indústria local. Relatos de usuários indicam que a principal vantagem é a velocidade de execução. Ideias podem ser testadas em poucos dias, com acesso imediato a peças e suporte técnico. Esse ambiente reduz barreiras de entrada para novos produtos. Fonte: gmw

28 de abril de 2026
China2Brazil
A BYD introduziu uma nova tecnologia de carregamento ultrarrápido capaz de operar sob temperaturas de -30 °C, conforme demonstrado durante o Salão do Automóvel de Pequim 2026. A montadora, que desenvolveu também um carregador de 1500 kW por conector, promete elevar a carga da bateria Blade de segunda geração de 5% a 70% em 5 minutos sob temperatura ambiente. Mesmo em condições de frio extremo, a perda de eficiência no carregamento de 20% a 97% resume-se a apenas 3 minutos adicionais. O movimento da BYD acompanha a estratégia da CATL, que oficializou no mesmo evento a terceira geração da bateria Shenxing Supercharge. Com capacidade de 10C e picos de 15C, o sistema viabiliza recargas de 10% a 80% em menos de 4 minutos. A CATL também destacou sua nova bateria de sódio, projetada para manter a operação estável em temperaturas de até -50 °C, superando a performance de modelos convencionais de fosfato de ferro-lítio (LFP). Outros fabricantes seguem o mesmo movimento. A Sunwoda já trabalha com tecnologias de até 15C, enquanto a REPT Battero desenvolve soluções com taxa média próxima de 7C, capazes de recarregar de 10% a 80% em cerca de 6 minutos. A produção em massa dessas baterias deve começar entre o fim de 2026 e o início de 2027, com foco em veículos de faixa intermediária. Desafios de escala e viabilidade econômica Apesar do avanço, a expansão dessas tecnologias enfrenta limites técnicos e econômicos. O custo ainda restringe a aplicação de sistemas acima de 6C em modelos mais acessíveis. Diante disso, consumidores demonstram preocupação com a degradação das baterias sob carregamento ultrarrápido. Fabricantes reconhecem o desafio de equilibrar velocidade de recarga e vida útil, o que exige ajustes no design das células, nos materiais e nos sistemas de gestão térmica. Carregadores de alta potência exigem redes capazes de suportar picos de demanda, o que limita a implementação fora de grandes centros. Além disso, avanços no ânodo, componente central para acelerar a movimentação de íons de lítio, ainda elevam custos e permanecem concentrados em poucas empresas. Soluções que combinam diferentes materiais, como fosfato, níquel ternário e sódio, ganham espaço. Nesse cenário, as baterias de sódio avançam como alternativa de menor custo e maior estabilidade térmica. A CATL afirma que já superou os principais entraves para produção em larga escala dessa tecnologia e prevê iniciar a fabricação no quarto trimestre de 2026. A competitividade depende do preço do lítio: projeções do setor indicam que, com o carbonato de lítio em torno de RMB 120 mil por tonelada, as baterias de sódio tendem a se tornar mais viáveis economicamente, com potencial de consolidação ainda no segundo semestre de 2026. Fonte: sina.com.cn

28 de abril de 2026
China2Brazil
A China bloqueou a aquisição da empresa de inteligência artificial Manus pela Meta e determinou a reversão da operação. A decisão foi anunciada em 27 de abril pelo Escritório do Mecanismo de Revisão de Segurança para Investimentos Estrangeiros, vinculado à Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, com base na legislação nacional que regula investimentos estrangeiros em setores sensíveis. O caso envolve uma transação estimada em cerca de US$2 bilhões, anunciada pela Meta em dezembro de 2025. A operação se tornaria a terceira maior aquisição da história da companhia. No entanto, desde o início, o negócio gerou questionamentos sobre transferência de tecnologia, uso de dados e deslocamento de equipes técnicas. A Manus foi lançada em março de 2025 pela empresa Butterfly Effect. A plataforma ganhou visibilidade após a divulgação de um vídeo demonstrativo e passou a circular no mercado com códigos de acesso revendidos por valores elevados. Em seguida, a empresa transferiu sua sede para Singapura, reduziu sua estrutura na China e encerrou operações no país, mantendo apenas parte da equipe técnica. Esse movimento levantou dúvidas no mercado. Analistas apontaram que a empresa se desenvolveu com base em engenheiros, infraestrutura e dados chineses, mas passou a se desvincular rapidamente desse ecossistema após receber investimento estrangeiro. Além disso, especialistas em direito corporativo nos Estados Unidos indicaram que o principal ativo da operação seria a equipe técnica, caracterizando uma prática comum de “aquisição para retenção de talentos”. Embora parte do debate tenha sugerido aplicação extraterritorial de normas, o governo chinês considera que o vínculo tecnológico da Manus com o país justifica a intervenção. O ponto central envolve a origem de dados, desenvolvimento de tecnologia e impacto potencial sobre a segurança industrial. A legislação chinesa exige revisão de segurança em operações que envolvem transferência de tecnologia e investimento estrangeiro em áreas estratégicas. Normas como o Regulamento de Revisão de Segurança para Investimentos Estrangeiros, o Catálogo de Tecnologias Proibidas ou Restritas para Exportação e a Lei de Comércio Exterior estabelecem esse tipo de controle. Além disso, o bloqueio segue uma tendência internacional. Nos últimos anos, Estados Unidos, União Europeia e Japão ampliaram mecanismos de revisão para investimentos em setores como inteligência artificial, biotecnologia e tecnologia da informação. Essas políticas incluem não apenas aquisições, mas também novos projetos e investimentos diretos. Nesse cenário, a decisão da China não indica fechamento do mercado. Desde 2024, o país reduziu restrições ao capital estrangeiro e ampliou o acesso em áreas como serviços e manufatura avançada. Ao mesmo tempo, mantém controle sobre setores considerados estratégicos. A lógica é operacional: maior abertura exige regras mais claras. A definição de limites regulatórios tende a reduzir incertezas e oferecer previsibilidade para investidores que atuam dentro das normas. A disputa por liderança em inteligência artificial reforça esse movimento. O setor concentra investimentos, desenvolvimento tecnológico e competição global por talentos. A China mantém participação relevante nesse processo, apoiada em mercado interno amplo, cadeia industrial integrada e políticas públicas voltadas à inovação. Fonte: sina.com.cn

27 de abril de 2026
China2Brazil
A empresa chinesa BrainCo afirmou que pretende transformar a China no primeiro país sem pessoas com deficiência física, segundo declaração do fundador e CEO, Han Bicheng, feita nesta segunda-feira (27). Han disse que a estratégia da companhia é ampliar o acesso a próteses de alto desempenho para pessoas com amputações. A proposta, segundo ele, é permitir que esses usuários retomem atividades fora de casa e ganhem autonomia no cotidiano. A iniciativa se baseia no uso de tecnologias de interface cérebro-computador , que permitem a leitura de sinais neurais para o controle de dispositivos externos. A BrainCo desenvolve próteses que respondem a comandos cerebrais, com o objetivo de reproduzir movimentos de forma funcional. Esse tipo de tecnologia busca reduzir limitações motoras e ampliar a independência de usuários em tarefas do dia a dia, como segurar objetos e se locomover. Além disso, a empresa informou que mantém um portfólio com mais de 60 produtos em desenvolvimento ou já disponíveis. As soluções incluem tecnologias voltadas à regulação do sono, ao apoio no desenvolvimento da fala em pessoas com autismo e ao aumento da atenção em usuários com transtorno de déficit de atenção. Esses produtos ampliam a atuação da companhia para além das próteses, com foco também em aplicações relacionadas à atividade cerebral. No campo regulatório, a BrainCo anunciou que um de seus dispositivos para Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) recebeu certificação como dispositivo médico. A certificação permite a aplicação do produto em contextos clínicos, conforme as normas de saúde, e indica que a tecnologia atendeu a critérios técnicos e de segurança exigidos pelas autoridades competentes. Com isso, a empresa amplia a presença no setor de saúde e avança na aplicação prática de interfaces cérebro-computador em tratamentos e suporte a diferentes condições neurológicas. Fonte: sina.com.cn

27 de abril de 2026
China2Brazil
São Paulo recebeu, em 26 de abril, a primeira edição da “Grande Muralha em Movimento · Maratona de São Paulo e Festival Cultural China-Brasil ”. O evento reuniu cerca de 2 mil participantes, com maioria de brasileiros, e marcou a estreia de uma corrida organizada por entidades da comunidade chinesa na cidade. A iniciativa foi conduzida pela Associação Comercial e Industrial Chinesa no Brasil, pela Associação de Jovens Fujianeses do Brasil no Mundo, pela Associação da Juventude Chinesa do Brasil e pelo Instituto Beneficente Qingtian do Brasil. Na abertura, o vice-cônsul-geral da China em São Paulo, Xie Yancun, afirmou que a proposta integra esporte e cultura para ampliar o intercâmbio entre os dois países. A prova teve percursos de 5 km e 7 km, abertos a participantes a partir de 16 anos. A organização incluiu categorias por faixa etária e para pessoas com deficiência. Os cinco primeiros colocados de cada categoria receberam premiação, e todos os concluintes foram medalhados. Segundo os organizadores, mais de 1.500 inscritos eram brasileiros e cerca de 400 chineses, número acima da expectativa inicial. Representantes das associações envolvidas destacaram a adesão do público e o papel do evento na integração com a sociedade local. Após a corrida, a programação seguiu com um festival cultural , com apresentações artísticas, atividades temáticas e gastronomia, ampliando a participação do público e o contato com elementos da cultura chinesa. Fonte: China News

27 de abril de 2026
China2Brazil
A GWM anunciou em 25 de abril, durante o Salão de Pequim 2026, o lançamento global do Tank 300 PHEV Flex, apresentado como o primeiro híbrido plug-in flex do mundo. O modelo chegou ao mercado brasileiro no mesmo dia, com preço inicial de R$342 mil e vendas nas concessionárias e no site oficial da marca. O SUV combina um motor 2.0 turbo a combustão com um propulsor elétrico acoplado a uma transmissão automática de nove marchas. O conjunto entrega 394 cv de potência combinada e 750 Nm de torque, com aceleração de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos. Mesmo com a adoção da tecnologia flex, os números de desempenho permanecem alinhados à versão a gasolina. A motorização utiliza o ciclo Miller, arquitetura voltada à eficiência energética. Diferentemente dos motores do ciclo Otto, em que o etanol pode elevar a potência, a proposta aqui prioriza o aproveitamento energético. Segundo a montadora, o consumo chega a 18,3 km/l na cidade e 18,8 km/l na estrada com gasolina combinada ao sistema elétrico. Com etanol, os números ficam em 13,1 km/l e 14,1 km/l, respectivamente. A bateria de 37,1 kWh garante autonomia de até 74 km no padrão Inmetro e até 106 km no ciclo WLTP. Em recarga rápida, o sistema suporta até 50 kW em corrente contínua, com carregamento de 30% a 80% em cerca de 24 minutos. Em corrente alternada, a potência máxima é de 6,6 kW. O desenvolvimento do sistema flex ocorreu em parceria com a Bosch no Brasil, com participação da matriz da montadora na China. A engenharia incluiu calibração específica para etanol hidratado, além de algoritmos para identificar a proporção de combustível no tanque e ajustar o gerenciamento energético. A proposta, segundo a empresa, é adaptar a eletrificação às condições do mercado brasileiro, onde o etanol tem ampla presença. Na estrutura, o modelo mantém a arquitetura off-road Hi4-T, com carroceria sobre chassi e tração 4x4 com reduzida. O veículo inclui bloqueios eletrônicos de diferencial dianteiro, traseiro e central, além de modos de condução para diferentes terrenos. Entre as capacidades declaradas estão travessia de até 700 mm de água e alta capacidade de reboque. Com 4,76 metros de comprimento e entre-eixos de 2,75 metros, o SUV oferece porta-malas de até 1.520 litros com os bancos traseiros rebatidos. No interior, traz duas telas de 12,3 polegadas, integração sem fio com Apple CarPlay e Android Auto, conectividade 4G e pacote de serviços digitais com acesso à internet e aplicativos embarcados. O modelo também inclui atualizações remotas (OTA), comandos de voz em português e controle do veículo por aplicativo. Em segurança, adota um pacote de assistência à condução de nível 2+, com recursos como controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência e monitoramento de ponto cego. Segundo Diego Fernandes, COO da GWM Brasil, o projeto reflete a adaptação da montadora às demandas do mercado local e a integração entre desenvolvimento brasileiro e estratégia global. O executivo afirma que a tecnologia flex aplicada a um sistema híbrido plug-in foi validada na China e apresentada como inovação durante o evento.

27 de abril de 2026
China2Brazil
A 19ª edição do Salão Internacional do Automóvel de Pequim, realizada em 2026, alcançou 380 mil metros quadrados de área de exposição e apresentou 1.451 veículos, com 181 estreias mundiais e 71 carros-conceito. O evento reuniu executivos de montadoras, fornecedores, parceiros internacionais e compradores profissionais, consolidando-se como um dos principais encontros globais da indústria automotiva. Além da escala, o salão funcionou como plataforma de articulação do setor. O volume de lançamentos e a presença de empresas internacionais reforçam o peso do mercado chinês na indústria global e indicam o papel do país na transição tecnológica do segmento. Entre as demonstrações, a BYD exibiu um compartimento a -30 °C no qual um veículo elétrico carregou de 20% a 97% em 12 minutos. Já a Nio apresentou uma interação entre carros e robôs, com o modelo ES9 executando movimentos coordenados por meio de um sistema de suspensão ativa, com respostas em milissegundos. No dia 26 de abril, primeiro aberto ao público, os pavilhões registraram alta circulação de visitantes. As demonstrações tecnológicas ampliaram a interação direta com os sistemas embarcados e soluções de mobilidade. Apesar do volume de lançamentos, o foco da indústria indica uma mudança de direção. As montadoras passam a priorizar desempenho e segurança, em vez de concentrar a comunicação em especificações técnicas. Lin Jie, vice-presidente sênior do grupo Geely e responsável pela Zeekr, afirmou que a evolução da dirigibilidade depende de desenvolvimento contínuo e integração de sistemas, com foco em controle e estabilidade em cenários críticos. A variedade de modelos também evidencia uma estratégia baseada em segmentação. Sedãs, SUVs inteligentes e veículos familiares ampliam a cobertura de perfis de consumo. As empresas buscam diferenciar produtos a partir do uso e da experiência do usuário. Outro movimento relevante envolve a cadeia produtiva. O salão adotou o formato de exposição conjunta entre montadoras e fornecedores nos mesmos pavilhões. A mudança indica uma transição do modelo tradicional de fornecimento para relações de desenvolvimento compartilhado. William Li, CEO da Nio, afirmou que a inovação depende da integração entre diferentes etapas da cadeia. Segundo ele, a concorrência tende a ocorrer entre ecossistemas industriais completos, e não mais entre empresas isoladas. Parcerias anunciadas durante o evento reforçam essa tendência. A Chery e a Bosch iniciaram o desenvolvimento conjunto de uma arquitetura de 48V. Já a Dongfeng e a Huawei apresentaram o modelo Epicland X9, com integração entre sistema elétrico, chassi e dados. O conceito de “Physical AI” (IA física) ganhou espaço nas apresentações. A aplicação da inteligência artificial em sistemas embarcados amplia a capacidade dos veículos de interpretar o ambiente e tomar decisões em tempo real. Com isso, os automóveis passam a atuar como sistemas de mobilidade com maior autonomia operacional. Cao Xudong, CEO da Momenta, explicou que modelos baseados em aprendizado por reforço já simulam cenários raros em ambientes virtuais. Segundo ele, o objetivo é superar a capacidade humana em situações extremas, com base em treinamento contínuo e análise de dados. Fonte: gmw