
29 de maio de 2026
China2Brazil
Os preços dos smartphones começaram a subir na China em meio à alta global dos chips de memória e ao avanço da demanda por infraestrutura de inteligência artificial. Fabricantes como OPPO , Vivo e Honor já reajustaram valores de aparelhos de entrada, intermediários e premium, enquanto analistas projetam novos aumentos até 2027. O movimento ocorre em paralelo ao redirecionamento da produção de semicondutores para aplicações de IA, o que reduz a oferta de componentes destinados à eletrônica de consumo. O cenário também afeta as perspectivas do mercado global de celulares. A consultoria IDC projeta queda de 13% nas remessas mundiais de smartphones em 2026, o maior recuo anual já registrado pelo setor. A previsão indica maior pressão sobre aparelhos de baixo custo, segmento que enfrenta aumento de custos e margens mais apertadas. Segundo reportagem da agência Xinhua, marcas chinesas já iniciaram reajustes coordenados. A Vivo informou que elevaria os preços de determinados produtos a partir de 18 de março devido ao aumento contínuo dos custos globais de semicondutores e memória. Dias antes, a OPPO anunciou reajustes nas linhas A, K e nos aparelhos da OnePlus a partir de 16 de março. De acordo com lojistas, os aumentos variam entre RMB 200 e RMB 500. A Honor também reajustou os preços. O dobrável Magic V6, lançado em 10 de março, teve as versões de 16 GB + 512 GB e 16 GB + 1 TB elevadas em RMB 1.000 em relação à geração anterior, alta próxima de 10%. Em lojas físicas, modelos como Honor 500 e X70 registraram aumentos entre RMB 300 e RMB 400. Para especialistas, o principal fator por trás da alta está no mercado de memória. Liu Jianxin, professor associado da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Sudoeste da China, afirmou que o avanço dos custos dos chips se tornou o principal vetor de pressão sobre os preços dos smartphones. Em 28 de fevereiro, o Centro de Monitoramento de Preços da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China informou que o mercado global de memória enfrenta aumentos contínuos desde setembro de 2025. Segundo o órgão, a combinação entre crescimento acelerado da demanda e limitação da capacidade produtiva intensificou os reajustes nos últimos meses. O avanço da inteligência artificial ampliou a procura por memórias de alta largura de banda (HBM), utilizadas em servidores e treinamento de grandes modelos de IA. Empresas como Samsung Electronics, SK Hynix e Micron Technology passaram a priorizar a produção voltada ao setor de IA, considerado mais rentável, reduzindo a oferta de chips para smartphones e outros eletrônicos de consumo. O desequilíbrio entre oferta e demanda também elevou os preços no mercado spot de memória desde o fim de 2025. Segundo analistas, o custo de armazenamento dos smartphones subiu entre 10% e 30%, pressionando fabricantes a reajustar preços para preservar fluxo de caixa e estabilidade da cadeia de suprimentos. Os modelos premium concentram os maiores aumentos. Especialistas apontam que aparelhos topo de linha exigem maior capacidade de memória RAM, armazenamento interno ampliado, processadores mais avançados e recursos de inteligência artificial embarcada. Além disso, os custos de pesquisa e desenvolvimento seguem em alta. De acordo com analistas do setor, aparelhos de entrada e intermediários tiveram reajustes entre RMB 300 e RMB 500, enquanto modelos premium registraram aumentos que chegam a RMB 1.000 ou RMB 2.000. Liu Jianxin afirma que as fabricantes mantêm uma estratégia comercial baseada em três frentes: aparelhos baratos para ampliar participação de mercado, modelos intermediários para gerar lucro e dispositivos premium para fortalecer posicionamento de marca. Nesse contexto, reajustes maiores nos aparelhos topo de linha ajudam a compensar custos sem comprometer a competitividade dos modelos mais acessíveis. Segundo o especialista, o ciclo de alta deve continuar ao menos até 2027. Ele avalia que a expansão da capacidade produtiva de chips de memória leva entre um e dois anos, enquanto os investimentos globais em inteligência artificial e data centers seguem avançando. Esse cenário tende a sustentar a demanda por memórias de alto desempenho nos próximos anos. Além disso, fabricantes chinesas de smartphones operam com margens reduzidas e alta dependência dos chips de memória em sua estrutura de custos. Algumas empresas já trabalham com a possibilidade de novos reajustes dinâmicos nos próximos anos. Fonte: Southcn

29 de maio de 2026
China2Brazil
Em 2025, a China registrou o menor custo logístico de sua história: RMB 13,9 para cada RMB 100 produzidos pela economia. O sistema logístico chinês também alcançou capacidade para processar até 8.437 encomendas por segundo e movimentar cerca de 160 milhões de toneladas de mercadorias por dia. A estrutura logística do país conta atualmente com cerca de 400 centros integrados de transporte de cargas, que conectam mais de 80% das divisões administrativas de nível distrital. A rede reúne transporte ferroviário, rodoviário, hidroviário, aéreo e dutoviário em um sistema integrado voltado tanto ao mercado interno quanto às rotas internacionais. Nos últimos dez anos, a proporção entre os custos logísticos totais da sociedade e o PIB caiu de 14,9% para 13,9%, segundo dados divulgados pela China. O resultado reflete investimentos em integração operacional, ampliação da infraestrutura e modernização do transporte de cargas. Durante o 15º Plano Quinquenal, o governo chinês pretende ampliar a digitalização da cadeia logística. Uma das iniciativas é o modelo de inteligência artificial “Liuyun”, desenvolvido pelo China Logistics Group. A ferramenta possui cem bilhões de parâmetros e foi criada para otimizar processos em diferentes etapas da cadeia de suprimentos. Além da digitalização, a estratégia chinesa prevê maior integração entre modais de transporte e regiões do país. O foco será atender gargalos específicos, principalmente em áreas como transporte multimodal e logística da cadeia do frio, em vez de ampliar a infraestrutura de forma ampla e indiscriminada. A meta do governo é aumentar a eficiência da circulação de mercadorias, reduzir custos operacionais e fortalecer a conexão entre mercados internos e internacionais. O plano também busca ampliar a capacidade de gestão inteligente da rede logística e elevar a produtividade da economia chinesa. Fonte: gmw.cn

29 de maio de 2026
China2Brazil
As empresas estatais centrais da China investiram mais de RMB 1 trilhão em pesquisa e desenvolvimento (P&D) por quatro anos consecutivos durante o 14º Plano Quinquenal, informou nesta quinta-feira (29) a Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais do Conselho de Estado (SASAC). O investimento em pesquisa básica mais que dobrou no período e alcançou RMB 102,4 bilhões em 2025, superando pela primeira vez a marca de RMB 100 bilhões. Segundo os dados oficiais, os aportes em pesquisa básica cresceram de RMB 56,5 bilhões em 2021 para RMB 102,4 bilhões neste ano. A estratégia faz parte do plano chinês para ampliar a capacidade de inovação tecnológica e fortalecer a integração entre empresas estatais, universidades e centros de pesquisa. Atualmente, 34 empresas estatais centrais mantêm fundos conjuntos com a Fundação Nacional de Ciências Naturais da China, em um total superior a RMB 12 bilhões. Além disso, essas empresas lideram a construção de 91 laboratórios nacionais-chave e criaram oito institutos de pesquisa voltados ao desenvolvimento de tecnologias industriais comuns. A SASAC também informou que 25 empresas estatais centrais participam de 183 projetos científicos em parceria com 10 laboratórios nacionais. As iniciativas envolvem áreas como inteligência artificial, comunicação quântica e novos sistemas elétricos, em cooperação com os laboratórios de Huairou, Pengcheng e Hefei. Além disso, 58 empresas estatais centrais já construíram 97 centros de origem de tecnologias inovadoras, voltados à pesquisa e ao desenvolvimento de soluções estratégicas para a indústria chinesa. De acordo com o planejamento oficial, a China pretende dobrar até 2030 os investimentos em pesquisa básica das empresas estatais centrais em relação ao nível registrado em 2025. A meta é consolidar essas companhias como uma das principais bases da pesquisa científica do país. Fonte: cctv

28 de maio de 2026
China2Brazil
A China respondeu nesta quarta-feira (28) à nova política tarifária da União Europeia para o aço, prevista para entrar em vigor em 1º de julho. Durante coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério do Comércio chinês, He Yadong, afirmou que a medida pode impactar o comércio siderúrgico entre China e Europa . Segundo He, a política adotada pela União Europeia poderá afetar a competitividade da indústria siderúrgica europeia e gerar reflexos nas cadeias globais de produção e suprimentos. O porta-voz informou ainda que China e União Europeia seguem em negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). De acordo com o governo chinês, o objetivo é buscar um resultado de benefício mútuo e manter a estabilidade das relações econômicas e comerciais entre os dois mercados. He Yadong acrescentou que, caso a União Europeia aplique medidas consideradas discriminatórias contra empresas e produtos chineses, a China adotará ações para proteger seus direitos e interesses comerciais. Fonte: Southcn News

28 de maio de 2026
China2Brazil
A SAIC Motor tornou-se a primeira montadora chinesa a superar a marca de 100 milhões de veículos produzidos e vendidos de forma acumulada. O marco foi alcançado nesta quarta-feira (28), em Xangai, durante a entrega simbólica do veículo de número 100 milhões da companhia. A contagem foi exibida em tempo real em um telão durante o evento. O presidente do grupo, Wang Xiaoqiu, entregou ao cliente Cao Xudong uma miniatura personalizada do modelo IM LS9 Hyper, oficializando a conclusão da entrega histórica. “É uma grande honra testemunhar pessoalmente este momento histórico que ficará registrado na indústria automobilística chinesa”, afirmou Cao Xudong. A expansão dos veículos de nova energia passou a ocupar papel central na estratégia da SAIC nos últimos anos. Segundo a empresa, o grupo investiu mais de RMB 150 bilhões em pesquisa e desenvolvimento voltados a veículos elétricos, direção inteligente e conectividade automotiva, acumulando cerca de 26 mil patentes válidas. Em 2014, os veículos de nova energia representavam menos de 0,1% das vendas da montadora. Em 2025, a SAIC vendeu 4,507 milhões de veículos, com os modelos eletrificados respondendo por mais de um terço das vendas totais. A atuação internacional da empresa também avançou. Nos quatro primeiros meses de 2025, as vendas no exterior cresceram 50,2% na comparação anual. Na Europa, a marca MG comercializou mais de 120 mil veículos no período. Segundo Cui Dongshu, secretário-geral da Associação Nacional de Veículos de Passageiros da China, o resultado representa um novo estágio para a indústria automotiva chinesa. “Os 100 milhões de veículos não representam o fim, mas sim uma nova plataforma de salto para que a indústria automobilística chinesa continue criando conquistas ainda maiores”, disse. Cui afirmou ainda que a trajetória da SAIC, de uma pequena fábrica em Xangai até integrar a lista Fortune Global 500, acompanha o fortalecimento da indústria automotiva chinesa no mercado global. Antes da SAIC, apenas montadoras dos Estados Unidos, Japão, Alemanha e Coreia do Sul haviam ultrapassado a marca de 100 milhões de veículos produzidos e entregues. Fonte: news.cn

28 de maio de 2026
China2Brazil
A China poderá gerar mais de 1 milhão de toneladas de baterias descartadas de veículos de nova energia até 2030, segundo estimativas discutidas nesta quarta-feira (28) pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. Diante do avanço do descarte em larga escala, o governo chinês anunciou medidas para reforçar a fiscalização e regulamentar o setor de reciclagem e reutilização de baterias. Durante a segunda reunião do grupo especial nacional sobre reciclagem de baterias, o ministério determinou o combate a práticas ilegais na cadeia de reaproveitamento. Entre as irregularidades citadas estão a destinação inadequada de baterias usadas, a produção de itens fora dos padrões com materiais descartados, o descumprimento das regras de rastreamento, desmontagens ilegais com impacto ambiental e operações comerciais sem licença. O governo também definiu como prioridade a criação de um mecanismo de longo prazo para lidar com a aposentadoria em massa das baterias de veículos elétricos e híbridos. As medidas fazem parte das metas traçadas para 2026. Além disso, a reunião estabeleceu o fortalecimento das leis, políticas públicas e padrões técnicos para o setor. O ministério ainda determinou operações conjuntas de fiscalização para regularizar o mercado de reciclagem de baterias usadas. Outro foco da estratégia envolve o uso de tecnologias digitais para monitorar o fluxo das baterias ao longo da cadeia produtiva. A proposta inclui ampliar o rastreamento das unidades descartadas e reforçar a responsabilidade das empresas envolvidas no processo. O governo chinês também incentivou a cooperação entre associações industriais, fabricantes e instituições de pesquisa para desenvolver novas tecnologias, equipamentos e modelos de negócios voltados ao reaproveitamento de baterias. A pressão sobre o setor cresce à medida que a China amplia sua frota de veículos elétricos e híbridos, mercado no qual o país lidera em vendas e produção global. Fonte: News.cn

28 de maio de 2026
China2Brazil
Taxistas e motoristas de aplicativo poderão comprar o Geely EX2 com condições especiais por meio do programa federal Move Brasil, lançado em 19 de maio. A Geely Brasil confirmou desconto adicional de 5% sobre o valor de tabela do modelo elétrico, somado aos benefícios previstos pela iniciativa do Governo Federal. Com isso, o EX2 PRO terá preço a partir de R$99.001 para taxistas, considerando os descontos legais da categoria, e R$117.610 para motoristas de aplicativo. Já a versão MAX partirá de R$109.396 para taxistas e R$129.960 para profissionais de aplicativo. O programa Move Brasil oferece linha de crédito via BNDES e bancos parceiros para financiamento de veículos sustentáveis, incluindo modelos elétricos, híbridos e flex. As condições incluem taxa de até 0,91% ao mês, carência de seis meses e prazo de até 72 meses para veículos de até R$150 mil. Segundo Alex Chen, diretor comercial da Geely Brasil , o EX2 foi projetado para uso urbano e redução de custos operacionais. “O Geely EX2 é um carro com excelente vocação urbana, o mais econômico do Brasil por quilômetro rodado e a escolha certa para o cliente profissional”, afirmou. O programa atende taxistas com licenças e registros ativos junto aos órgãos de trânsito e regularidade fiscal. Para motoristas de aplicativo, a exigência inclui cadastro ativo há pelo menos 12 meses e a realização mínima de 100 corridas no mesmo período na mesma plataforma.

28 de maio de 2026
China2Brazil
A BYD anunciou nesta quarta-feira, em Shenzhen, uma nova etapa de sua estratégia de inteligência automotiva na China, com foco em direção autônoma, chips próprios e expansão da infraestrutura de recarga. Durante o evento, o presidente da montadora, Wang Chuanfu, afirmou que a empresa pretende alcançar três metas na área de veículos inteligentes: reduzir acidentes de trânsito a zero, criar um super motorista baseado em IA e transformar o carro em um super assistente. A principal novidade apresentada foi o chip automotivo Xuanji A3, desenvolvido pela própria BYD. Segundo a empresa, trata-se do primeiro chip chinês de 4 nanômetros voltado para direção inteligente, com suporte aos níveis L3 e L4 de condução autônoma. A fabricante informou que três unidades do componente podem entregar mais de 2.100 TOPS de capacidade computacional, além de dobrar a eficiência de uso do processamento com algoritmos próprios. Durante a apresentação, Wang Chuanfu destacou que a BYD mantém equipes dedicadas ao desenvolvimento de semicondutores desde 2002. Hoje, a companhia afirma ter mais de 7 mil profissionais na área de chips, além de cinco fábricas de wafers e mais de 2 mil produtos semicondutores voltados para veículos e eletrônicos. A montadora também atualizou os números de sua rede de recarga rápida na China. De acordo com a empresa, a BYD já construiu mais de 6,1 mil estações de carregamento ultrarrápido até 27 de maio. A meta anunciada anteriormente prevê 20 mil unidades instaladas no país até o fim de 2026. Segundo a companhia, a nova geração da bateria Blade e a tecnologia de carregamento rápido permitem recarga parcial em cinco minutos e carga completa em nove minutos, mesmo em condições de baixas temperaturas. Fonte: It Home

27 de maio de 2026
China2Brazil
A China intensificou a integração entre inteligência artificial e energia elétrica após a Administração Nacional de Energia divulgar 51 cenários estratégicos para expandir o uso de IA no setor energético. A medida ocorre em meio ao avanço dos centros de dados no país e ao aumento da demanda por eletricidade impulsionada pelo treinamento de modelos de IA. Entre os principais focos está a conexão entre capacidade computacional e energia verde. Em Shenzhen, centros de computação já utilizam sistemas de resfriamento líquido por imersão total, tecnologia que reduz em mais de 90% o consumo energético da refrigeração em comparação aos modelos tradicionais. O movimento ocorre porque a eletricidade passou a representar mais de 50% dos custos operacionais dos centros de dados chineses. Para reduzir despesas e aumentar o uso de energia limpa, empresas do setor começaram a comprar grandes volumes de energia renovável de outras províncias. Um dos casos destacados envolve a compra de 50 milhões de kWh de energia verde provenientes de Guangxi e Yunnan para abastecer centros computacionais em Shenzhen. A operação marcou a primeira transação interestadual “ponto a ponto” de energia verde da China. Ao mesmo tempo, o governo chinês passou a direcionar centros computacionais para regiões com maior oferta de energia renovável. Projetos em áreas como Mongólia Interior combinam energia verde, hidrogênio e infraestrutura computacional para reduzir custos e aumentar a eficiência operacional. A inteligência artificial também passou a atuar diretamente na gestão da rede elétrica chinesa. Durante o pico antecipado de consumo no sul da China, a China Southern Power Grid utilizou o modelo de IA “MegaWatt” para prever demanda energética, geração renovável e oscilações climáticas. Em 25 de maio, a carga da rede elétrica da companhia atingiu recorde de 259 milhões de kW, quase um mês antes do habitual. Segundo a estatal, a IA ajudou a coordenar o uso de sistemas de armazenamento de energia e o intercâmbio interestadual de eletricidade para evitar pressão sobre a rede. Além do setor elétrico, a expansão da IA também transformou o mercado de computação na China. Segundo a Administração Nacional de Dados, o volume diário de tokens processados no país já ultrapassa 140 trilhões, mais de mil vezes acima do registrado há dois anos. Com isso, empresas chinesas começaram a adotar plataformas que conectam demanda computacional e preços de energia em tempo real. O sistema direciona tarefas de IA para regiões com eletricidade mais barata, reduzindo custos operacionais e aumentando o uso de energia verde. Fonte: CCTV

27 de maio de 2026
China2Brazil
A China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) anunciou nesta terça-feira (27) o início da operação plena da primeira fase do cluster petrolífero Kenli 10-2, no sul do Mar de Bohai. Segundo a empresa, a produção diária do campo ultrapassa 2,8 mil toneladas de petróleo bruto e reforça o abastecimento da base de produção offshore de Bohai, considerada a maior da China. O campo Kenli 10-2 possui reservas geológicas comprovadas superiores a 100 milhões de toneladas de petróleo bruto. O projeto marca a descoberta do primeiro campo petrolífero litológico raso da Bacia da Baía de Bohai com reservas acima desse volume. A primeira fase do desenvolvimento inclui uma plataforma central de processamento, duas plataformas de cabeça de poço não tripuladas e 79 poços de desenvolvimento. De acordo com a CNOOC, o campo é o primeiro reservatório offshore de petróleo pesado dendrítico da China, caracterizado pela presença de corpos de areia estreitos e sinuosos onde petróleo e gás estão armazenados. Para explorar as reservas, o projeto adotou um modelo combinado de recuperação a frio e a quente. Segundo a companhia, a estratégia utilizou projetos específicos para poços horizontais rasos de alto deslocamento, poços direcionais profundos e poços de recuperação térmica de petróleo pesado. A empresa informou que alguns poços registraram deslocamento horizontal superior a 3 mil metros, quase três vezes maior que a profundidade do reservatório. Além disso, a taxa de encontro de reservatórios de petróleo e gás aumentou mais de 30%, de acordo com o Centro de Operações de Engenharia e Tecnologia da CNOOC Tianjin Company. Ainda segundo a companhia, a melhoria na identificação dos reservatórios permitiu realizar injeção de água e calor de forma direcionada em diferentes camadas de areia. A técnica busca ampliar a recuperação de petróleo em áreas com reservas dispersas, geologia complexa e diferentes níveis de viscosidade do óleo bruto. A CNOOC também informou que os 33 poços de produção a frio e os 24 poços de produção a quente previstos para o projeto concluíram as operações de partida das bombas. Com isso, a primeira fase do campo Kenli 10-2 entrou oficialmente em operação. Segundo a Companhia de Operações da Baía de Bohai da CNOOC Tianjin, o projeto deve ampliar o aproveitamento de recursos offshore de petróleo pesado e servir como referência técnica para o desenvolvimento de campos semelhantes na China, além de reforçar o fornecimento doméstico de energia. Fonte: finance.people