
3 de junho de 2026
China2Brazil
Pequim recebeu 2,667 milhões de turistas internacionais entre janeiro e maio deste ano, alta de 35,3% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo fontes oficiais. Os dados apontam para o impacto das políticas de facilitação de entrada adotadas pela China, ampliaram o fluxo de visitantes internacionais e reforçaram a posição de Pequim como destino de turismo e negócios. Até 11 de maio, os postos de controle migratório da capital registraram mais de 2,55 milhões de entradas e saídas de estrangeiros. O volume representa 32% do total de passageiros internacionais em Pequim e crescimento anual de 33,6%. No mesmo intervalo, cerca de 957 mil visitantes estrangeiros entraram na cidade com isenção de visto ou autorização de entrada temporária. O grupo corresponde a 70,8% do total de estrangeiros que chegaram à capital no período. As viagens tiveram como principais motivações turismo, negócios e visitas a familiares e amigos, de acordo com as autoridades locais. Fonte: gmw

3 de junho de 2026
China2Brazil
Um hospital do interior de São Paulo realizou a primeira cirurgia comercial fora da China com o auxílio de um robô ortopédico desenvolvido no país asiático. A tecnologia foi utilizada em uma operação de substituição de joelho em uma paciente de 73 anos na Santa Casa de Jaú. O procedimento foi conduzido pelo ortopedista José Roberto Pengo Junior com o apoio do robô Kunwu, desenvolvido pela empresa chinesa Yuanhua Robotics. Esta foi a primeira utilização comercial internacional do equipamento, criado para auxiliar cirurgias de substituição articular . A tecnologia apoia a equipe médica no planejamento pré-operatório e na navegação durante a cirurgia, com foco no posicionamento da prótese e na execução dos cortes ósseos necessários para o procedimento. Após a operação, exames de imagem indicaram a restauração do alinhamento do membro inferior da paciente. Segundo o médico responsável, a cirurgia assistida por robô pode aumentar a precisão no posicionamento da prótese, reduzir dores no pós-operatório e diminuir o risco de complicações que exigem novas intervenções. O especialista também destacou que esses benefícios podem contribuir para uma recuperação mais rápida, especialmente entre pacientes idosos. Além do procedimento em si, a operação serviu para testar a compatibilidade do sistema com uma prótese adquirida no mercado brasileiro. O Kunwu utiliza uma plataforma aberta, compatível com implantes de diferentes fabricantes, permitindo que os hospitais mantenham seus processos habituais de aquisição de próteses . De acordo com a Yuanhua Robotics, essa característica pode facilitar a adoção da tecnologia por instituições de saúde que desejam incorporar sistemas robóticos sem alterar sua estrutura de fornecimento de implantes. A empresa afirmou ainda que pretende ampliar sua presença no Brasil, avançando no registro do produto, na adoção clínica da tecnologia, na capacitação de cirurgiões e na criação de uma rede local de suporte e assistência técnica. A companhia avalia que a demanda por tratamentos ortopédicos continua em expansão no Brasil e em outros mercados da América Latina. Fonte: Xinhua

2 de junho de 2026
China2Brazil
A indústria automotiva chinesa está ampliando sua presença no setor de robôs humanoides. A BYD informou que desenvolve robôs para atuar como consultores de vendas em concessionárias, enquanto a XPeng anunciou que seu projeto entrou na fase final de preparação para produção em massa. A expectativa é colocar os primeiros modelos em operação nas lojas da marca já em 2027. O movimento reflete a busca das empresas por novas fontes de receita em meio à queda da rentabilidade do setor automotivo. Dados da Associação de Veículos de Passageiros da China (CPCA) mostram que a margem de lucro da indústria caiu para 3,4% entre janeiro e abril deste ano, pressionada pela forte concorrência no mercado de veículos elétricos. A transição também é favorecida pela proximidade tecnológica entre carros inteligentes e robôs humanoides. Fabricantes de veículos e autopeças já dominam áreas como sensores, motores elétricos, sistemas de controle e inteligência artificial, componentes que representam a maior parte do custo desses robôs. A China ainda conta com vantagens na cadeia de suprimentos. Segundo estimativas do Morgan Stanley, cerca de 90% dos 13 mil a 16 mil robôs humanoides previstos para entrega no mundo em 2025 serão produzidos por empresas chinesas. Enquanto isso, parte dos concorrentes nos Estados Unidos e no Japão permanece na fase de protótipos. O governo chinês também tem incentivado o setor. A chamada "inteligência incorporada" (embodied AI), que integra inteligência artificial a máquinas físicas, aparece pelo segundo ano consecutivo entre as prioridades estratégicas do país e deve ganhar espaço no 15º Plano Quinquenal. Corrida não se limita à China A Tesla anunciou investimentos superiores a US$25 bilhões em 2026 para expandir projetos ligados ao robô humanoide Optimus, enquanto a Hyundai estabeleceu a meta de produzir 30 mil robôs por ano até 2028. Para o Morgan Stanley, o mercado global de robôs humanoides pode alcançar US$5 trilhões até 2050. Diante desse potencial, montadoras e fornecedores buscam transformar a experiência acumulada na indústria de veículos elétricos em vantagem competitiva na próxima geração de máquinas inteligentes. Fonte: China News

2 de junho de 2026
China2Brazil
A cidade de Pequim lançou a primeira plataforma da China que permite solicitar reembolso de impostos em compras online. Além disso, a capital chinesa passou a oferecer o serviço diretamente em hotéis, permitindo que visitantes internacionais recebam a restituição sem precisar se deslocar para outros pontos de atendimento. A iniciativa amplia o alcance da política de reembolso de impostos para turistas, antes concentrada em lojas físicas. Agora, visitantes estrangeiros podem comprar produtos pela internet, receber as mercadorias no hotel e concluir o processo de restituição no próprio local de hospedagem. Segundo as autoridades, a plataforma foi desenvolvida em parceria pelos departamentos de tributação e comércio de Pequim em parceria com uma empresa de comércio eletrônico. Durante a compra, o turista informa dados como número do passaporte e data de entrada na China. O sistema gera automaticamente o formulário eletrônico necessário para o pedido de restituição. Atualmente, a plataforma oferece produtos elegíveis para reembolso em seis grandes categorias, incluindo celulares, equipamentos digitais, informática e eletrodomésticos. O catálogo reúne quase 300 subcategorias para atender diferentes perfis de consumo dos visitantes estrangeiros. Liu Li, diretora da Segunda Divisão da Receita Federal de Pequim, afirmou que a medida estende o benefício fiscal ao comércio eletrônico e simplifica o acesso dos turistas ao sistema de restituição. Segundo ela, as autoridades também aceleram a implementação nacional do modelo "Compre e Receba na Hora", que permitirá aos visitantes realizar compras em uma cidade e receber o reembolso ao deixar o país por outro ponto de saída. Fonte: China News

2 de junho de 2026
China2Brazil
A China reconheceu todo o território brasileiro como livre de febre aftosa, decisão anunciada nesta terça-feira (2) durante a visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim. A medida encerra mais de duas décadas de negociações entre os dois países e abre espaço para a ampliação das exportações brasileiras de produtos bovinos e suínos ao mercado chinês. Com o novo status sanitário, o Brasil poderá ampliar a venda de itens que enfrentavam restrições, como carnes com osso e miúdos. A expectativa é fortalecer ainda mais o comércio agropecuário entre os dois países. Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro para a China superaram US$50 bilhões. O avanço ocorre após a assinatura, em maio de 2025, de um memorando de entendimento entre os governos brasileiro e chinês para cooperação em medidas sanitárias e fitossanitárias. O acordo reforçou o diálogo técnico entre os dois países e acelerou a análise de temas de interesse do setor agropecuário. O reconhecimento do status sanitário brasileiro resultou de uma atuação conjunta do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Agricultura e Pecuária, que conduziram as negociações com as autoridades chinesas. Fonte: gov.br

2 de junho de 2026
China2Brazil
O Brasil ocupa a primeira posição entre os destinos sul-americanos mais pesquisados por turistas chineses, segundo levantamento da Trip.com Group, uma das maiores plataformas de viagens da China. O ranking coloca o Brasil à frente de Argentina, Peru, Colômbia, Chile, Equador, Bolívia, Venezuela, Uruguai e Suriname. Entre as cidades brasileiras que concentram maior interesse dos viajantes chineses estão São Paulo, Rio de Janeiro, Guarulhos, Belo Horizonte, Foz do Iguaçu, Brasília, Porto Alegre, Manaus, Curitiba e Salvador. O crescimento da procura acompanha a expansão do turismo chinês no Brasil. Dados do Ministério do Turismo mostram que o país recebeu 103.122 visitantes da China em 2025, número 35% superior ao registrado no ano anterior. Já entre janeiro e abril de 2026, o volume chegou a 39.880 turistas, alta de 33,6% na comparação com o mesmo período de 2025. A estratégia brasileira para ampliar sua participação nesse mercado ganhou um novo impulso em maio. Durante compromissos oficiais em Xangai, representantes do governo formalizaram a entrada dos destinos brasileiros na plataforma Trip.com, ampliando a exposição do país para consumidores e operadores turísticos chineses. A iniciativa busca aumentar a presença digital do Brasil em um ambiente que concentra grande parte das decisões de viagem na China. A aproximação também ocorreu durante a ITB China 2026, feira internacional que reuniu companhias aéreas, operadoras de turismo, redes hoteleiras e empresas de tecnologia ligadas ao setor. O evento serviu como vitrine para a promoção dos destinos brasileiros e para a prospecção de novos negócios voltados ao mercado asiático. Além dos destinos tradicionais, pesquisas do setor indicam que turistas chineses têm demonstrado interesse crescente por experiências ligadas à natureza. Regiões como Amazônia, Pantanal e Lençóis Maranhenses aparecem entre os atrativos com potencial para ampliar a presença brasileira neste mercado, ao lado de destinos já consolidados, como Rio de Janeiro, São Paulo e Cataratas do Iguaçu. Fonte: gov.br

1 de junho de 2026
China2Brazil
A China iniciou a operação do primeiro centro de dados submarino do mundo alimentado diretamente por energia eólica offshore, em mais um movimento para ampliar a infraestrutura necessária ao avanço da inteligência artificial. O projeto entrou em operação em maio na região de Lingang, em Xangai. Construído por uma subsidiária da China Communications Construction Company (CCCC), o centro de dados foi instalado a cerca de 10 quilômetros da costa e terá capacidade de 24 megawatts. A principal inovação está na conexão direta com parques eólicos marítimos. A energia gerada no mar abastece os módulos de processamento submersos por meio de cabos submarinos que transportam eletricidade e dados, sem passar pela rede convencional de distribuição. O sistema também utiliza a água do mar para resfriar os equipamentos. Segundo os responsáveis pelo projeto, a tecnologia reduz o consumo de energia em 22,8%, elimina o uso de água doce e diminui em mais de 90% a ocupação de áreas terrestres em comparação com centros de dados convencionais. O lançamento ocorre em meio ao aumento da demanda computacional impulsionada pela inteligência artificial. Xangai concentra empresas de setores como grandes modelos de linguagem, direção autônoma, biotecnologia e tecnologia financeira, que exigem grande capacidade de processamento e baixa latência. Especialistas apontam que a iniciativa busca enfrentar um dos principais desafios da era da IA: o elevado consumo energético dos data centers. Segundo Li Zhen, professor da Universidade Tsinghua, cerca de um terço da eletricidade utilizada por centros de dados tradicionais é destinada apenas ao resfriamento dos equipamentos. De acordo com o pesquisador, a adoção de estruturas submarinas em larga escala poderia reduzir significativamente esse consumo e diminuir as emissões associadas à geração de energia. A combinação entre energia renovável offshore e resfriamento por água do mar tem ganhado atenção como alternativa para regiões costeiras que enfrentam limitações de espaço, eletricidade e recursos hídricos. Para a China, o projeto funciona como um teste para uma nova geração de infraestrutura voltada à inteligência artificial. Fonte: China Daily

1 de junho de 2026
China2Brazil
A China está adaptando sua infraestrutura elétrica para sustentar o crescimento acelerado das fontes renováveis. Com a maior capacidade instalada de energia limpa do mundo, o país agora enfrenta o desafio de transformar energia solar e eólica de fontes complementares em componentes centrais do sistema elétric o nacional. O alerta foi feito por Wang Weisheng, engenheiro-chefe do Instituto de Pesquisa de Energia Elétrica da China , durante um evento realizado em 30 de maio para marcar o Dia Nacional dos Trabalhadores de Ciência e Tecnologia. Segundo Wang, a expansão das energias renováveis exige mudanças na forma como a rede elétrica é operada. Isso porque a geração solar e eólica varia conforme as condições climáticas, o que aumenta a complexidade do planejamento energético e da manutenção da estabilidade do sistema. Para enfrentar esse cenário, a China tem concentrado esforços em duas frentes: melhorar a precisão das previsões de geração de energia renovável e desenvolver tecnologias capazes de integrar essas fontes à rede com maior segurança. O objetivo é reduzir as oscilações causadas pela variabilidade da produção e ampliar a participação das energias limpas sem comprometer a confiabilidade do abastecimento. De acordo com o especialista, os avanços obtidos nos últimos anos incluem sistemas de previsão mais precisos, mecanismos que permitem a continuidade da operação de parques eólicos e solares durante falhas na rede e tecnologias voltadas ao controle da estabilidade elétrica em sistemas com alta participação de fontes renováveis. O tema também foi debatido por especialistas do setor elétrico chinês, que defenderam uma implementação gradual das novas tecnologias por meio de projetos-piloto antes da adoção em larga escala. Os participantes destacaram ainda a necessidade de ampliar a capacidade de resposta das próprias usinas renováveis e de coordenar diferentes recursos energéticos para garantir segurança no fornecimento. A transição energética tornou-se uma das prioridades estratégicas da China nos últimos anos. À medida que aumenta a participação das fontes renováveis na matriz elétrica, o foco do país deixa de ser apenas a expansão da capacidade instalada e passa a incluir a modernização da infraestrutura necessária para operar um sistema cada vez mais dependente de energia limpa. Fonte: China Daily

1 de junho de 2026
China2Brazil
A chinesa Muyuan Foods, maior produtora de suínos do mundo, firmou uma parceria com a Alibaba Cloud para desenvolver um modelo de inteligência artificial voltado à suinocultura. O objetivo é automatizar processos como diagnóstico de doenças, gestão operacional e tomada de decisões nas granjas. A tecnologia já está presente em mais de 1.000 unidades da empresa por meio do sistema AI Xiaomu, desenvolvido com base no modelo Qwen, da Alibaba Cloud. Segundo a Muyuan, a plataforma consegue identificar doenças em rebanhos em cerca de um segundo e sugerir medidas de prevenção e tratamento. A iniciativa faz parte da estratégia da companhia para substituir processos baseados principalmente na experiência humana por análises orientadas por dados. Atualmente, a Muyuan opera cerca de 3,3 milhões de equipamentos inteligentes e gera aproximadamente 2 bilhões de registros de dados por dia em sua cadeia produtiva. Além do monitoramento sanitário, o sistema também realiza análises de desempenho das fazendas. Relatórios que antes exigiam horas de compilação e cálculos podem ser produzidos instantaneamente, com recomendações para melhorar os resultados de cada unidade produtiva. Com o novo acordo, as empresas pretendem desenvolver um modelo de IA especializado para a suinocultura, combinando a infraestrutura tecnológica da Alibaba Cloud com mais de três décadas de experiência acumulada pela Muyuan na produção animal. Segundo Gao Tong, diretor financeiro da companhia, a meta é disponibilizar a tecnologia para todo o setor. A proposta é oferecer aos produtores uma ferramenta capaz de fornecer suporte técnico e orientação em diferentes etapas da criação de suínos. A iniciativa reflete um movimento crescente na China de aplicação da inteligência artificial em setores tradicionais da economia, incluindo agricultura, pecuária e manufatura. Fonte: sina.com

1 de junho de 2026
China2Brazil
As exportações chinesas de máquinas agrícolas seguem em expansão, impulsionadas pela adaptação dos equipamentos às necessidades locais e pela adoção de modelos de montagem nos países de destino. No primeiro trimestre de 2026, o comércio exterior do setor alcançou US$6,28 bilhões, alta de 27,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. As exportações responderam por US$5,94 bilhões do total, com crescimento de 28,9%. A Ásia Central está entre os mercados que mais avançam para os fabricantes chineses. Empresas como a Weichai Lovol adaptaram tratores e colheitadeiras para operar em ambientes de altas temperaturas e poeira, além de incorporar sistemas de navegação para agricultura de precisão. Segundo a empresa, a estratégia tem impulsionado as vendas na região. No Cazaquistão, produtores relatam ganhos de produtividade após a adoção dos equipamentos chineses, enquanto distribuidores destacam a combinação entre custo e suporte técnico como um dos diferenciais competitivos. Além da exportação de máquinas completas, fabricantes chinesas ampliam a presença internacional por meio da montagem local. A YTO Group adotou esse modelo no Cazaquistão, onde uma fábrica inaugurada em 2021 passou a montar tratores a partir de componentes enviados da China. De acordo com a empresa, a mudança elevou as exportações anuais para mais de mil unidades, ante volumes entre 100 e 200 máquinas por ano no modelo tradicional de venda de equipamentos completos. A China possui mais de 2.200 fabricantes de médio e grande porte e produz mais de 4.500 tipos de equipamentos, sendo o único país com capacidade de fabricar todas as categorias de máquinas agrícolas. Os mercados ligados à Iniciativa Cinturão e Rota continuam entre os principais destinos desses produtos. No primeiro trimestre, as exportações para esses países cresceram 30,4%, enquanto as vendas para a Europa avançaram 30,8%. A expansão também reflete uma mudança no perfil das exportações chinesas. O setor tem ampliado a participação de equipamentos com maior conteúdo tecnológico, incluindo soluções de automação, agricultura de precisão e sistemas inteligentes. Fonte: gmw