
8 de junho de 2026
China2Brazil
Em 2025, a China exportou mais de 26,7 milhões de veículos elétricos de duas rodas, movimentando US$6,8 bilhões. Apenas no primeiro trimestre de 2026, os embarques alcançaram cerca de 7,2 milhões de unidades, alta de 68,2% na comparação anual. O avanço reflete a busca por alternativas aos combustíveis fósseis, em meio aos preços elevados do petróleo e à expansão da eletrificação do transporte . Empresas chinesas do setor relatam aumento da demanda em mercados da Europa, Sudeste Asiático e América Latina. A fabricante chinesa Yadea, por exemplo, informou que suas vendas internacionais cresceram 70% no primeiro trimestre deste ano. A companhia exporta para mais de 100 países e regiões e mantém operações de produção local em mercados do Sudeste Asiático, além de redes de vendas e assistência técnica na Europa. Segundo Wang Hao, responsável pelo marketing internacional da empresa, um dos modelos de alta velocidade da fabricante alcança autonomia de até 129 quilômetros e velocidade máxima de 100 km/h. O veículo já possui encomendas internacionais programadas até outubro. Para ampliar a presença global, as fabricantes chinesas têm adaptado seus produtos às características de cada mercado. Entre as mudanças estão os reforços na impermeabilização, ajustes nos sistemas de suspensão e a inclusão de recursos inteligentes voltados às necessidades locais. De acordo com a Yadea, essa estratégia tem contribuído para o crescimento das vendas em países como Vietnã e Indonésia. O crescimento das exportações também está ligado à cadeia industrial chinesa. Em Wuxi, na província de Jiangsu, um dos principais polos do setor, fabricantes e fornecedores concentram suas operações em uma mesma região. No distrito de Xishan, são produzidos mais de 15 milhões de veículos elétricos de duas rodas por ano, além de componentes e sistemas relacionados à indústria. Dados da Alfândega de Wuxi mostram que as exportações locais de veículos elétricos de duas rodas registram crescimento há nove anos consecutivos. Entre janeiro e abril de 2026, o valor exportado pelo distrito de Xishan alcançou US$287 milhões, avanço de 33,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Para fortalecer a competitividade do setor, o governo local criou um fundo voltado ao desenvolvimento da indústria de veículos elétricos. Os investimentos abrangem tecnologias de baterias, fabricação de componentes, infraestrutura de recarga e sistemas conectados para mobilidade inteligente. Para Han Jian, professor da Universidade de Nanjing, a expansão internacional das motocicletas elétricas demonstra a capacidade da indústria chinesa de combinar desenvolvimento tecnológico, produção em larga escala e adaptação aos diferentes mercados. Fonte: gmw

8 de junho de 2026
China2Brazil
A JD.com e a Tencent firmaram uma parceria estratégica para integrar seus ecossistemas de inteligência artificial e ampliar a oferta de serviços baseados em AI Agents na China. O acordo conecta a cadeia de suprimentos e a infraestrutura logística da JD.com aos canais de acesso e distribuição da Tencent, fortalecendo a presença das duas empresas no mercado de agentes inteligentes. Nos últimos meses, a Tencent acelerou projetos ligados a AI Agents e ampliou parcerias com fabricantes de smartphones, entre eles Huawei, Xiaomi, OPPO e VIVO A colaboração com a JD.com adiciona um novo cenário de aplicação para a tecnologia e reforça a estratégia da empresa de expandir o uso da inteligência artificial em serviços cotidianos. Com mais de 1,3 bilhão de usuários ativos mensais, o WeChat ocupa posição central nesse plano. A Tencent pretende conectar os recursos de IA da plataforma aos assistentes inteligentes integrados aos sistemas operacionais dos smartphones. Com isso, os usuários poderão acessar serviços do ecossistema WeChat por comandos de voz ou interações diretas no dispositivo, sem a necessidade de abrir aplicativos específicos. A Tencent também prepara testes de um assistente de IA integrado ao WeChat. Diferentemente de aplicativos independentes de inteligência artificial, como o Yuanbao, a nova ferramenta ficará incorporada ao ambiente social da plataforma, aproveitando sua ampla base de usuários e o alto nível de interação entre os serviços. Enquanto isso, a JD.com amplia investimentos em soluções de compras baseadas em IA. A estratégia da empresa utiliza sua estrutura de gestão de produtos, varejo omnicanal digitalizado e logística para oferecer serviços como recomendações de produtos, compras assistidas e pedidos de entrega. O AI Agent da JD.com já está integrado a dispositivos e plataformas de fabricantes como Huawei, OPPO e Honor. A empresa aposta na combinação entre inteligência artificial e sua infraestrutura operacional para automatizar etapas da jornada de compra. Fontes do setor afirmam que a integração ocorrerá por meio do modelo A2A (Agent-to-Agent). Nesse formato, os usuários poderão realizar pedidos diretamente aos assistentes nativos dos smartphones, que se conectarão ao AI Agent da JD.com para buscar produtos, processar compras e coordenar entregas. O sistema deverá compreender a intenção do usuário, apresentar opções de compra e concluir o processo utilizando a infraestrutura logística e de atendimento da JD.com, reunindo em uma única experiência a busca, a aquisição e o suporte pós-venda. Fonte: tmtpost.com

8 de junho de 2026
China2Brazil
A empresa Hubei Giga World Robot Co., de Wuhan, anunciou que disponibilizará gratuitamente 100 robôs humanoides para testes em residências. O programa começa no terceiro trimestre de 2026 e busca avaliar o desempenho dos equipamentos em ambientes domésticos reais, um passo importante para a adoção dessa tecnologia em larga escala. O robô doméstico SeeLight S1 executa tarefas como arrumar camas, preparar refeições simples, lavar roupas, organizar cômodos, alimentar animais e regar plantas. Segundo a empresa, o diferencial do equipamento está na capacidade de atuar em ambientes não estruturados e lidar com atividades que exigem múltiplas etapas. De acordo com Ye Yun, sócio e vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da Hubei Giga World Robot, o sistema utiliza um modelo de inteligência artificial capaz de perceber, compreender e executar tarefas sem depender de rotas ou comandos pré-programados. “O núcleo do sistema é um modelo fundamental incorporado que possui um ciclo completo de percepção, compreensão e execução. Ele consegue entender ambientes reais sem depender de rotas pré-programadas ou scripts rígidos”, afirmou. A empresa informa que o robô compreende comandos em linguagem natural e consegue concluir tarefas mesmo após interrupções durante a execução. Além disso, adapta-se a mudanças no ambiente, como a reorganização de móveis, ajustando suas operações em tempo real. Outro recurso destacado pela companhia é a capacidade de aprendizado contínuo. Segundo Ye, o equipamento aprimora seu desempenho com base nas interações diárias realizadas na residência. Interesse dos consumidores Mesmo antes da divulgação completa das regras do programa, a conta oficial da empresa na plataforma WeChat recebeu mais de 2 mil mensagens de interessados. Entre os relatos publicados pela companhia estão o de uma mãe que trabalha em tempo integral e busca mais tempo para os filhos, o de um casal de idosos que precisa de auxílio em atividades domésticas e o de uma usuária interessada em saber se a tecnologia pode ajudar a manter a casa organizada apesar da presença de animais de estimação. Segundo Zhu Zheng, cofundador e cientista-chefe da empresa, os participantes serão selecionados para representar diferentes perfis familiares e situações cotidianas. Durante os testes, a companhia fornecerá treinamento e canais para envio de avaliações. Com autorização dos usuários, a empresa também coletará dados sobre a execução das tarefas para validar funcionalidades, identificar falhas e aprimorar os sistemas. A companhia afirma que as informações serão utilizadas exclusivamente para pesquisa e desenvolvimento. Mercado de robôs humanoides pode atingir US$ 5 trilhões A iniciativa ocorre em meio à expansão do setor de robôs humanoides. Segundo um relatório do Morgan Stanley, o mercado global poderá alcançar US$5 trilhões até 2050, com mais de 1 bilhão de unidades em operação. O estudo estima que a China liderará a adoção da tecnologia, com cerca de 302,3 milhões de robôs humanoides em uso. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com aproximadamente 77,7 milhões de unidades. Pesquisa realizada pela Hubei Giga World indica que consumidores consideram aceitável um preço entre 50 mil e 100 mil yuans, equivalente a cerca de US$7.400 e US$14.800. A expectativa da empresa é que os custos diminuam à medida que a produção aumente. Zhu Zheng afirma que o objetivo é tornar os robôs humanoides acessíveis a um número maior de famílias nos próximos anos. Testes devem acelerar adoção da tecnologia Para Huang Quanzhou, responsável pelas operações do Centro de Inovação em Robôs Humanoides de Hubei, o programa representa uma oportunidade para avaliar o desempenho dos equipamentos fora de ambientes controlados. Segundo ele, as residências apresentam desafios distintos dos encontrados em fábricas, como layouts variados, tarefas diversificadas e interferências constantes. Huang acredita que a iniciativa também poderá impulsionar o desenvolvimento de modelos de negócio relacionados à manutenção, suporte técnico e serviços pós-venda. Ele avalia que, nos próximos um a três anos, robôs humanoides devem ganhar espaço em condomínios de alto padrão e instituições voltadas ao atendimento de idosos. Em um horizonte mais longo, a redução dos custos e os avanços tecnológicos tendem a ampliar a presença desses equipamentos nas residências comuns. Fonte: China Daily

5 de junho de 2026
China2Brazil
O Centro de Serviços Econômicos e Comerciais entre China e os Países de Língua Portuguesa e Espanhola (CECPS) participa do Web Summit Rio 2026, um dos maiores eventos de tecnologia, inovação e negócios do mundo, realizado entre os dias 8 e 11 de junho, no Rio de Janeiro. Mais do que marcar presença em um evento global, o CECPS chega ao Web Summit Rio com a missão de fortalecer as conexões entre Brasil e China. Para isso, o Centro acompanha uma delegação composta por representantes de 15 empresas chinesas interessadas em ampliar oportunidades de cooperação, investimentos e parcerias internacionais. Durante o evento, o CECPS estará no estande E460, promovendo encontros estratégicos entre empresas chinesas, investidores, instituições e organizações que buscam expandir sua atuação internacional e desenvolver novos negócios entre os mercados brasileiro e chinês. A participação reforça o papel do Centro como uma ponte para a aproximação econômica, comercial e institucional entre a China e os países de língua portuguesa e espanhola, contribuindo para a geração de oportunidades, intercâmbio de conhecimento e atração de investimentos. Ao longo da programação, a equipe do CECPS realizará reuniões, atividades de networking e apresentações voltadas ao fortalecimento da cooperação internacional, com foco em inovação, desenvolvimento empresarial e novas oportunidades de mercado. Serviço Evento: Web Summit Rio 2026 Data: 8 a 11 de junho de 2026 Local: Riocentro Estande do CECPS: E4-60 Sobre o CECPS O Centro de Serviços Econômicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa e Espanhola (CECPS) é uma plataforma internacional sem fins lucrativos dedicada à promoção da cooperação econômica e comercial entre a China e países de língua portuguesa e espanhola. Com base em Hengqin, na China, a iniciativa integra recursos públicos e privados para oferecer soluções completas de internacionalização, investimento e desenvolvimento de negócios em múltiplos setores estratégicos.

5 de junho de 2026
China2Brazil
As montadoras chinesas ultrapassaram as japonesas pela primeira vez no mercado de veículos importados da Coreia do Sul. Dados da Associação de Importadores e Distribuidores de Automóveis da Coreia (KAIDA) mostram que, em abril, as marcas chinesas alcançaram o terceiro lugar no ranking de registros de veículos importados por país de origem, impulsionadas principalmente pelo desempenho da BYD. O destaque do mês foi a BYD, que registrou 2.023 veículos no mercado sul-coreano. O resultado superou o volume combinado de Lexus (1.079 unidades), Toyota (829) e Honda (66), que juntas somaram 1.974 registros. A imprensa local apontou o avanço das fabricantes chinesas como um sinal de mudança na concorrência entre marcas importadas no país. Analistas atribuem esse crescimento à maior aceitação dos veículos elétricos pelos consumidores sul-coreanos e ao avanço das tecnologias desenvolvidas pelas montadoras chinesas, incluindo recursos de conectividade e veículos definidos por software (SDV). A expectativa é que a participação dessas empresas continue aumentando nos próximos anos. A BYD também estabeleceu um marco no mercado local. Desde o início das entregas de seus veículos de passeio na Coreia do Sul, em abril de 2025, a empresa acumulou 10.075 unidades vendidas até março de 2026. Segundo dados do setor, esse foi o menor intervalo de tempo para uma marca importada atingir esse volume de vendas no país. O resultado reflete a expansão internacional da indústria automotiva chinesa, que nas últimas décadas passou de receptora de tecnologia estrangeira para exportadora de veículos elétricos e soluções automotivas. Hoje, as fabricantes chinesas ampliam sua presença em mercados considerados estratégicos e altamente competitivos, como o sul-coreano, tradicionalmente dominado por marcas locais e por montadoras japonesas. Para especialistas do setor, o avanço das empresas chinesas indica que fatores como eletrificação, software embarcado e custo-benefício passaram a influenciar de forma mais decisiva as escolhas dos consumidores sul-coreanos, ampliando a concorrência no segmento de veículos importados. Fonte: sina.com.cn

5 de junho de 2026
China2Brazil
A fabricante chinesa XPeng apresentou, em 5 de junho, na CVPR (Conference on Computer Vision and Pattern Recognition), nos Estados Unidos, seu avanço mais recente em inteligência artificial aplicada à direção autônoma. A empresa foi a única montadora chinesa convidada a expor tecnologias no evento, ao lado de empresas como a Tesla e a Nvidia. Durante a conferência, a XPeng revelou pela primeira vez o mapa tecnológico de seu Modelo do Mundo (World Model), sistema desenvolvido para prever a evolução das condições de trânsito e antecipar possíveis riscos na estrada. A tecnologia complementa a segunda geração da arquitetura VLA (Vision-Language-Action), que entrou em operação nos veículos da marca em março deste ano. A empresa havia anunciado na edição de 2025 da CVPR que desenvolve internamente um modelo fundamental de inteligência artificial em larga escala. Pouco mais de um ano depois, a nova geração do sistema já foi incorporada aos veículos comercializados pela montadora. Segundo a XPeng, o sistema de assistência à condução já responde por mais da metade da quilometragem percorrida pelos proprietários dos veículos da marca. A companhia afirma ser a primeira do setor a atingir esse nível de utilização. De acordo com Liu Xianming, responsável pela área tecnológica da empresa, o Modelo do Mundo reúne três capacidades principais: pensamento autônomo, geração controlada de cenários e previsão de longo prazo. Enquanto o sistema VLA aprende padrões de condução a partir de dados coletados nas estradas, o novo modelo simula situações futuras para identificar riscos antes que eles ocorram. O fundador e CEO da XPeng, He Xiaopeng, afirmou que os resultados obtidos pela segunda geração do VLA reforçam o potencial da chamada IA Física (Physical AI). Segundo ele, os avanços observados indicam que os princípios de escalabilidade da inteligência artificial também podem ser aplicados ao desenvolvimento da direção autônoma. A empresa informou ainda que pretende integrar a evolução do VLA e do Modelo do Mundo para ampliar as capacidades dos próximos sistemas de condução inteligente. Fonte: sina.com.cn

5 de junho de 2026
China2Brazil
A China lançou uma ação nacional para acelerar o desenvolvimento do 6G e preparar a comercialização da tecnologia até 2030. O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação divulgou, em 4 de junho, um plano que coordena governos locais, empresas e centros de pesquisa para impulsionar inovação, testes, desenvolvimento industrial e aplicações da próxima geração das comunicações móveis. A iniciativa estabelece metas até 2029 para fortalecer tecnologias desenvolvidas no país, ampliar cenários de uso do 6G e estimular a criação de novos produtos, como chips, terminais, componentes eletrônicos e sistemas operacionais. Segundo especialistas, a política deve acelerar o avanço da cadeia produtiva do 6G, incluindo estações-base, redes centrais de telecomunicações e equipamentos de infraestrutura, além de impulsionar setores associados à inteligência artificial, internet via satélite e sensoriamento sem fio. O plano prevê cooperação entre governos e empresas em quatro frentes principais: pesquisa tecnológica, desenvolvimento industrial, aplicações comerciais e coordenação de projetos. Na área de pesquisa, o objetivo é ampliar a participação chinesa na definição dos padrões internacionais do 6G e avançar na integração entre comunicação, inteligência artificial, satélites e sensoriamento. Já no desenvolvimento industrial, a estratégia inclui o fortalecimento da produção de chips, terminais, componentes eletrônicos, sistemas operacionais e tecnologias ligadas à indústria espacial comercial, além da criação de polos regionais especializados. Para Lu Feng, presidente do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento das Indústrias Futuras de Pequim, a China entrou em uma fase decisiva do desenvolvimento do 6G. Segundo ele, os avanços tecnológicos já começam a gerar resultados práticos, enquanto os trabalhos de padronização avançam em escala global. Outro foco da política está na criação de aplicações para a nova tecnologia. O governo pretende apoiar projetos voltados para comunicações imersivas, manufatura industrial, economia de baixa altitude, inteligência incorporada e monitoramento oceânico, utilizando instrumentos de financiamento, formação de talentos, acesso a dados e incentivos regulatórios. De acordo com Zhao Gang, presidente do Instituto Saizhi de Pesquisa Industrial, a estratégia busca combinar recursos de diferentes regiões e empresas para formar uma estrutura nacional de inovação em 6G. Ao mesmo tempo, a medida amplia a participação de governos locais e do setor privado no desenvolvimento da tecnologia. Especialistas avaliam que características como baixa latência, integração entre comunicação, computação e sensoriamento e cobertura por redes terrestres, aéreas, marítimas e espaciais poderão viabilizar novas aplicações industriais, sistemas autônomos e operações em ambientes de difícil acesso. O avanço do 6G segue um cronograma internacional já definido. A União Internacional de Telecomunicações (ITU) concluiu a visão estratégica da tecnologia em 2023. A definição dos requisitos técnicos está prevista para 2026, enquanto as especificações finais devem ser publicadas em 2030. O Projeto de Parceria de Terceira Geração (3GPP), responsável pelos padrões globais das redes móveis, iniciou os estudos preliminares do 6G em 2025. A expectativa é concluir a versão básica dos padrões em 2029 e iniciar a comercialização por volta de 2030. Nos últimos meses, o governo chinês também aprovou frequências experimentais para testes da tecnologia, permitindo a realização de validações técnicas alinhadas aos parâmetros definidos pela ITU. Além do avanço tecnológico, o mercado vê potencial econômico expressivo no setor. Estimativas da Academia Chinesa de Tecnologia da Informação e Comunicação (CAICT) apontam que a implantação em larga escala do 6G poderá ocorrer até 2035, criando um mercado avaliado em trilhões de yuans. Para os especialistas, a nova política deve acelerar investimentos em equipamentos de telecomunicações, redes de transporte de dados, chips e dispositivos conectados, além de ampliar a integração entre 6G, inteligência artificial e internet via satélite, abrindo espaço para novos setores da economia digital. Fonte: gmw

5 de junho de 2026
China2Brazil
A Associação de Carnes de Tianjin assinou um acordo para importar 50 mil toneladas de carne bovina brasileira certificada pelo sistema BOT até o fim de 2027. Desenvolvido pelo Imaflora, o protocolo garante que a carne seja produzida sem desmatamento em toda a cadeia produtiva. A iniciativa reflete uma mudança no mercado chinês, onde consumidores e empresas passaram a considerar critérios como rastreabilidade, padrões ESG e origem dos produtos nas decisões de compra. Segundo Xing Yanling, presidente da associação, a procura por produtos sustentáveis cresceu nos últimos anos com o aumento da conscientização ambiental no país. Na mesma linha, Zhang Xinhao, CEO de uma importadora chinesa de carne bovina, afirmou que o preço deixou de ser o único fator determinante para o consumidor. Mesmo custando entre 5% e 10% mais que a carne convencional, os produtos certificados devem chegar a supermercados, restaurantes e plataformas de comércio eletrônico voltadas ao público de maior poder aquisitivo. A estratégia comercial destaca a rastreabilidade e a garantia de produção livre de desmatamento. A tendência também alcança outras cadeias do agronegócio. Em 2025, a COFCO International, a China Mengniu Dairy e a Sheng Mu Organic Dairy firmaram um acordo para fornecer 1,5 milhão de toneladas de soja brasileira sustentável entre 2025 e 2030. O contrato prevê auditoria independente para comprovar que a produção não está associada ao desmatamento nem à conversão de vegetação nativa. Política chinesa reforça consumo sustentável O avanço das compras de produtos agrícolas sustentáveis ocorre em meio ao fortalecimento das políticas ambientais da China. O 15º Plano Quinquenal (2026-2030) prevê incentivos à produção e ao consumo de bens de baixo carbono, além da ampliação das compras governamentais de produtos considerados sustentáveis. Em janeiro, o Ministério do Comércio da China e outros oito órgãos governamentais lançaram um plano nacional com 20 medidas para estimular o consumo verde em setores como agricultura, eletrodomésticos e hospedagem. Entre as ações previstas estão a ampliação da oferta de produtos agrícolas verdes e orgânicos e a criação de áreas específicas para comercialização desses itens, com informações sobre certificações, rastreabilidade e controle de resíduos. Impacto para o agronegócio brasileiro Especialistas avaliam que a demanda chinesa pode acelerar a adoção de práticas sustentáveis por produtores de países exportadores. Segundo Zhu Chunquan, assessor sênior da Aliança das Florestas Tropicais do Fórum Econômico Mundial, a recusa a produtos associados ao desmatamento tende a incentivar mudanças nos sistemas produtivos e contribuir para a preservação das florestas. Para Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil, a expansão desse mercado fortalece a complementaridade entre Brasil e China. Ele destacou que a exigência por produtos sustentáveis pode aumentar o valor agregado das exportações brasileiras e ampliar sua competitividade internacional. A expectativa é que os dois países avancem no reconhecimento mútuo de certificações ambientais e ampliem a cooperação em áreas como tecnologia agrícola e finanças verdes, acompanhando a crescente demanda chinesa por produtos com comprovação de sustentabilidade. Fonte: Xinhua

3 de junho de 2026
China2Brazil
Shenzhen ampliou o turismo com experiências imersivas que integram museus, comércio de eletrônicos e centros de inovação. Em Huaqiangbei, na província de Guangdong, visitantes percorrem um circuito que conecta a história da indústria eletrônica chinesa ao consumo de tecnologias atuais. O percurso inclui o Museu Huaqiangbei, inaugurado em 2020, e a principal área comercial de eletrônicos da cidade. Em um espaço de 1,45 km2, a região concentra 35 mercados especializados. Em 2025, o volume de negócios ultrapassou RMB 480 bilhões, com média de 700 mil visitantes por dia, incluindo mais de 7 mil estrangeiros. O museu registra a transformação de Huaqiangbei de área rural para polo da indústria eletrônica . O espaço reúne instalações interativas e exposições sobre a evolução da manufatura, além de aplicações de tecnologias como robótica e inteligência artificial. A região também é associada ao surgimento de empresas como Tencent e DJI. Ao sair do museu, o visitante acessa diretamente o comércio local, onde circulam produtos como dispositivos de IA, drones, robôs e equipamentos inteligentes . O distrito consolidou oito categorias de produtos tecnológicos que passaram a integrar o turismo industrial. O governo distrital de Futian informou que a iniciativa “Oito Estrelas de Huaqiangbei” impulsionou as vendas de produtos de inteligência artificial em mais de 55% e manteve a taxa de ocupação hoteleira acima de 90%. Além disso, a expansão das políticas de reembolso de impostos ampliou o consumo de turistas estrangeiros. Huaqiangbei conta com 197 lojas habilitadas, e centros comerciais também aderiram ao sistema. Segundo dados oficiais, entre janeiro e maio de 2026, as vendas de produtos com direito a reembolso cresceram 123% em relação ao ano anterior. O avanço do modelo de reembolso imediato também chegou a 72,7%. Além do comércio, Shenzhen ampliou o turismo industrial para o campo educacional, com visitas de estudantes a museus e empresas de tecnologia. Atividades incluem programação de drones e experiências práticas em centros de ciência e tecnologia. Em bases de drones em Longgang, cerca de 3 mil estudantes participaram de visitas entre janeiro e maio de 2026, com projeção de crescimento ao longo do ano, segundo dados locais. Fonte: cctv

3 de junho de 2026
China2Brazil
As exportações chinesas de veículos de nova energia (NEVs) representaram 52,7% das exportações chinesas de veículos de passageiros em abril, segundo dados da Associação Chinesa de Carros de Passageiros (CPCA). Já a Associação Chinesa dos Fabricantes de Automóveis (CAAM) registrou 430 mil unidades exportadas, alta de 110% na comparação anual. O desempenho acompanha a ampliação do uso de veículos elétricos em mercados internacionais, impulsionada, entre outros fatores, pelo custo elevado dos combustíveis fósseis. Segundo o pesquisador automotivo do UBS na China, Gong Min, a alta do petróleo elevou o custo de abastecimento e aumentou a demanda por alternativas eletrificadas, o que favoreceu as exportações chinesas. No acumulado de janeiro a abril, as vendas globais de NEVs fora da China chegaram a 2,63 milhões de unidades, com crescimento anual de 25%, de acordo com o secretário-geral da CPCA, Cui Dongshu. Nos principais mercados, a expansão também aparece nos dados regionais. Na Europa, as entregas de veículos elétricos a bateria (BEVs) subiram 38% em abril, segundo a Associação Europeia dos Fabricantes de Automóveis. Na Austrália, os elétricos alcançaram 16,4% do mercado no mesmo período, enquanto híbridos e híbridos plug-in responderam por cerca de um terço das vendas, de acordo com a Câmara Federal das Indústrias Automotivas. Esse cenário tem ampliado a presença das montadoras chinesas no exterior. Na Austrália, a BYD ficou na segunda posição em abril, com 8,3% de participação. No total, marcas chinesas somaram cerca de 30% das vendas de veículos no país. Na Europa, a participação chinesa no segmento de elétricos ultrapassou 15% no mesmo mês, segundo a consultoria Dataforce. Dados da CPCA indicam que o país respondeu por 61% do mercado mundial de veículos de nova energia entre janeiro e abril. No segmento de elétricos a bateria, a participação chegou a 56%, enquanto nos híbridos plug-in atingiu 71%. Segundo representantes do setor, a competitividade chinesa está ligada à cadeia industrial de baterias, tecnologias de propulsão elétrica e estrutura de custos. Essas condições têm ampliado a presença internacional das marcas e acelerado a transição energética no setor automotivo. Para o médio prazo, a CAAM projeta que a soma de exportações e produção no exterior das montadoras chinesas pode ultrapassar 10 milhões de veículos anuais até o fim do 15º Plano Quinquenal (2026–2030), com crescimento médio superior a 10% ao ano. Fonte: China Daily