11 de junho de 2026
China2Brazil
A inteligência artificial impulsionou o comércio exterior da China em maio, com forte impacto nas exportações de circuitos integrados e equipamentos de processamento de dados, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas. No período, as exportações somaram US$376,78 bilhões, alta de 19,4% em relação ao ano anterior, enquanto a cadeia produtiva ligada à IA respondeu por quase metade do crescimento do mês. Na Cidade Internacional de Comércio de Yiwu, o diretor da Zhuoheng Jewelry, Lin Muyun, afirmou que a adoção de IA reduziu custos operacionais em 96% e elevou a eficiência em 90%. Segundo ele, a tecnologia reduziu o tempo de produção de imagens, acelerou lançamentos de produtos e facilitou a criação de conteúdo , o que ampliou a base de clientes de e-commerce em 12% no último ano. Os dados de comércio exterior mostram concentração desse efeito em setores ligados à tecnologia. As exportações de circuitos integrados cresceram 110,9% e as de equipamentos de processamento automático de dados avançaram 66,1% na comparação anual. Juntas, essas categorias contribuíram com 9,3 pontos percentuais para o crescimento total das exportações no mês, segundo as estatísticas oficiais. O economista-chefe da Yuekai Securities, Luo Zhiheng, avalia que o desempenho das exportações está diretamente ligado à cadeia produtiva da inteligência artificial. Ele aponta que apenas os circuitos integrados responderam por cerca de 5,9 pontos percentuais do crescimento e atingiram US$35,55 bilhões, o equivalente a 9,4% do total exportado no período. Impacto também nas importações Em maio, houve aumento nas compras de minério de cobre e concentrados, com alta de 34%, e de circuitos integrados, com crescimento de 68%, acompanhando o avanço dos investimentos globais no setor. O professor da Universidade de Negócios Internacionais e Economia, Cui Fan, afirma que o crescimento do comércio global está sendo influenciado pela expansão da indústria de IA, embora de forma desigual entre países. O Índice de Prosperidade de Componentes Eletrônicos da OMC ficou em 105,5, nível considerado elevado. O cenário global, no entanto, mostra sinais de desaceleração. O Barômetro do Comércio de Mercadorias da Organização Mundial do Comércio marcou 101,7 em junho, abaixo dos 102,3 registrados em janeiro, indicando perda de ritmo no comércio internacional. Apesar disso, a China manteve trajetória de alta. Nos cinco primeiros meses do ano, o país registrou 20,68 trilhões de yuans em importações e exportações de mercadorias, com crescimento de 15,3% na comparação anual, segundo a Administração Geral das Alfândegas. Para especialistas, a base desse desempenho está na estrutura industrial. A China concentra cerca de 60% das patentes globais em inteligência artificial e detém quase 30% da capacidade mundial de produção de chips em processos consolidados, o que sustenta sua posição nas cadeias de valor ligadas à tecnologia. A Organização Mundial do Comércio projeta que a inteligência artificial pode impulsionar o crescimento do comércio global entre 34% e 37% até 2040. Segundo analistas, o efeito da tecnologia sobre exportações e cadeias industriais deve se ampliar nos próximos anos, com impacto direto na reorganização do comércio internacional. Fonte: China News

11 de junho de 2026
China2Brazil
A China prevê que 12,7 milhões de estudantes se formarão em universidades e faculdades em 2026 e ampliou um conjunto de medidas para absorver esse contingente no mercado de trabalho . As ações combinam expansão de vagas, integração entre instituições de ensino e empresas, uso de dados para planejamento de demandas e reforço de programas de capacitação prática. As políticas são coordenadas pelo Ministério da Educação da China e envolvem a ampliação de canais de recrutamento no setor público e privado. O governo tem realizado visitas a empresas, estimulado a criação de vagas alinhadas às competências dos formandos e acelerado processos seletivos em instituições estatais e serviços públicos. Universidades passaram a ampliar modelos de capacitação voltados ao mercado. Programas de “microespecializações” e cursos de curta duração foram expandidos para áreas como inteligência artificial, economia digital e setores industriais emergentes, com foco em adequação rápida de habilidades. Dados e mapeamento de demanda também passaram a integrar a política de emprego. O governo utiliza plataformas nacionais de correspondência entre oferta e demanda de talentos para identificar áreas com déficit de mão de obra e orientar ajustes em cursos e currículos. Na área de apoio ao estudante, o governo implementou subsídios de transporte, facilitação de deslocamento entre cidades e incentivos para entrevistas de emprego. Também foram ampliadas políticas voltadas a graduados em situação de vulnerabilidade, com cadastro específico e programas de capacitação. A Universidade Normal do Leste da China estruturou sistemas de estágio e prática profissional para aproximar estudantes de setores produtivos. Estados como Henan, Jiangsu e Jiangxi reforçaram programas de treinamento e recrutamento direcionados. Além das medidas de formação e apoio, o governo intensificou a fiscalização do mercado de trabalho para coibir fraudes, discriminação e práticas abusivas em processos de contratação. As autoridades afirmam que devem ampliar ações de orientação e segurança para recém-formados nos próximos ciclos de emprego. Fonte: news.cn

10 de junho de 2026
China2Brazil
A montadora chinesa Seres, lançou em Pequim, a SaiDou Technology e a marca AIVA, que contarão com tecnologias de inteligência artificial da ByteDance para o desenvolvimento de veículos inteligentes. Já a parceria entre Alibaba e BYD avançou para áreas como tecnologia, dados e infraestrutura, ampliando a presença das gigantes da tecnologia no setor automotivo chinês. Segundo o Shanghai Securities News, gigantes da tecnologia como ByteDance, Alibaba, Huawei e Tencent ampliam sua presença no setor automotivo por meio de acordos com fabricantes de veículos. O movimento busca combinar a capacidade industrial das montadoras com tecnologias de inteligência artificial voltadas à condução, conectividade e experiência do usuário. Seres aposta na ByteDance para nova marca de veículos inteligentes A SaiDou Technology surgiu após a reestruturação da antiga Chongqing Landian Automotive Technology, subsidiária da Seres. A operação recebeu um aporte de RMB 6,67 bilhões de investidores que incluem empresas ligadas à CATL e ao governo local de Chongqing. Os futuros modelos da marca AIVA usarão o modelo de IA Doubao, desenvolvido pela Volcano Engine, divisão de inteligência artificial da ByteDance. A tecnologia permitirá interação por voz, recursos multimodais e integração com ecossistemas digitais. A cooperação entre Seres e ByteDance começou em 2025, quando as empresas firmaram um acordo para desenvolver tecnologias de interação homem-máquina e sistemas inteligentes para veículos. BYD amplia integração com Alibaba Em maio, a BYD assinou um acordo estratégico com a plataforma de navegação Amap, controlada pela Alibaba. O acordo prevê a integração da rede de carregamento ultrarrápido da BYD ao sistema da Amap, permitindo que motoristas localizem estações de recarga diretamente pelo aplicativo. A plataforma também passou a oferecer recursos baseados em IA, como visualização prévia de estacionamentos, carregadores e acessos viários. IA redefine a competição no setor automotivo Dados da consultoria Gasgoo mostram que as cabines inteligentes estavam presentes em 83% dos veículos de passeio vendidos na China no primeiro trimestre de 2026. Entre os veículos de novas energias, o índice chegou a 94,5%. Segundo a consultoria Roland Berger, a inteligência artificial se tornou um dos principais fatores de competitividade da indústria automotiva. A tendência é que empresas de tecnologia forneçam plataformas, modelos de IA e infraestrutura digital, enquanto as montadoras concentram esforços no desenvolvimento e na produção dos veículos. Fonte: sina.com.cn

10 de junho de 2026
China2Brazil
China e Brasil reafirmaram nesta terça-feira (10), em Pequim, o compromisso de ampliar a cooperação financeira e econômica bilateral, fortalecer a coordenação de políticas macroeconômicas e ampliar a atuação conjunta em mecanismos multilaterais. O tema foi discutido durante a reunião do subcomitê financeiro da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN) . Durante o encontro, o vice-ministro das Finanças da China, Liao Min, afirmou que Pequim está disposta a aprofundar a cooperação prática com o Brasil nas áreas financeira e econômica. Segundo ele, os dois países devem reforçar a comunicação e a coordenação de políticas macroeconômicas para enfrentar desafios globais e ampliar os resultados da parceria bilateral. Liao destacou ainda que a cooperação entre China e Brasil avançou em diversos setores nos últimos anos, criando condições para expandir iniciativas conjuntas em áreas estratégicas. Por sua vez, o vice-ministro da Fazenda do Brasil, Mathias Alencastro, afirmou que o governo brasileiro atribui importância à parceria com a China e avaliou que a cooperação bilateral mantém a trajetória de crescimento. Segundo Alencastro, o Brasil pretende aprofundar a confiança mútua e ampliar a cooperação em áreas como agricultura sustentável, transição verde, financiamento e desenvolvimento econômico. O objetivo, de acordo com ele, é elevar o nível da cooperação financeira e econômica entre os dois países. Além das perspectivas da parceria bilateral, os representantes discutiram o cenário macroeconômico global e as condições econômicas da China e do Brasil. A pauta também incluiu cooperação nos setores bancário e de seguros, mercados de capitais, financiamento ao comércio, crédito agrícola, investimentos sustentáveis e coordenação financeira em fóruns multilaterais. A reunião integra os mecanismos de diálogo da COSBAN, principal estrutura de coordenação entre os governos da China e do Brasil para temas econômicos, comerciais e de cooperação estratégica. Fonte: gmw

10 de junho de 2026
China2Brazil
Alibaba, Baidu, WuXi AppTec, NIO e BYD contestaram a decisão do Departamento de Defesa dos Estados Unidos de incluí-las na lista de "empresas militares chinesas". Em comunicados divulgados à Bolsa de Hong Kong , as companhias afirmaram que não possuem vínculos com o setor militar chinês e anunciaram medidas para buscar a revisão da classificação. As empresas argumentam que a inclusão ocorreu de forma equivocada e destacam que a lista não equivale a sanções econômicas. Segundo os comunicados, as restrições se concentram principalmente nas compras realizadas pelo Departamento de Defesa dos EUA e não impedem a negociação de ações das companhias. Alibaba, Baidu, NIO e BYD afirmaram não participar de programas de integração civil-militar da China. Já a WuXi AppTec declarou que a classificação e os fundamentos apresentados pelo governo americano são incorretos e informou que iniciará procedimentos para contestar a decisão. A inclusão de empresas chinesas em listas relacionadas à segurança nacional dos Estados Unidos ocorre em meio às disputas tecnológicas e comerciais entre Washington e Pequim. Em janeiro de 2025, o Ministério do Comércio da China criticou a prática, afirmando que ela prejudica o ambiente de negócios internacional. Casos anteriores mostram que as classificações podem ser contestadas judicialmente. Em 2021, a Xiaomi conseguiu reverter sua inclusão em uma lista semelhante após decisão de um tribunal federal dos Estados Unidos. Fonte: tmtpost

10 de junho de 2026
China2Brazil
Cerca de 50 obras originais de Candido Portinari serão exibidas no Museu Nacional da China, em Pequim, entre 9 de junho e 10 de outubro de 2026. Intitulada "O Brasil de Portinari", a mostra integra a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026 e marca a primeira grande exposição do artista brasileiro na Ásia. A iniciativa é realizada pelo Projeto Portinari, com apoio do Ministério da Cultura , do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e do Museu Nacional da China. A Petrobras é a patrocinadora master do projeto, viabilizado por meio da Lei Rouanet. Instalada em uma das instituições culturais mais visitadas do mundo, localizada na Praça Tiananmen, a exposição deve ser vista por cerca de 4 milhões de pessoas durante os quatro meses de exibição. O acervo reúne trabalhos que retratam temas recorrentes da produção de Portinari, como o trabalho, a vida no campo, as desigualdades sociais e aspectos da identidade brasileira. Segundo o Ministério da Cultura, a exposição representa uma das maiores iniciativas de internacionalização da arte brasileira realizadas nas últimas décadas. A abertura conta com a presença do secretário-executivo da pasta, Márcio Tavares, e da presidente do Ibram, Fernanda Castro. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, afirmou que a chegada da obra de Portinari ao Museu Nacional da China amplia a cooperação cultural entre os dois países e fortalece a presença da cultura brasileira no exterior. Já a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que o patrocínio busca ampliar a divulgação da produção artística brasileira em mercados internacionais. Quatro décadas de preservação A exposição é resultado do trabalho desenvolvido pelo Projeto Portinari, criado em 1979 por João Candido Portinari. Ao longo de mais de quatro décadas, a iniciativa identificou e catalogou mais de 5 mil obras do artista, além de reunir documentos, estudos e registros históricos relacionados à sua trajetória. De acordo com João Candido Portinari, filho do artista, a obra do pai alcançou reconhecimento internacional por transformar experiências locais em temas universais, capazes de dialogar com diferentes culturas e sociedades. Cooperação cultural entre Brasil e China A exposição também integra as ações do Ano Cultural Brasil-China 2026, iniciativa criada pelos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping para ampliar a cooperação cultural entre os dois países. O programa dá continuidade às celebrações dos 50 anos das relações diplomáticas Brasil-China, completados em 2024. A curadoria da mostra é assinada por Marcello Dantas, com coordenação museológica da EXPOMUS. Serviço Exposição: O Brasil de Portinari Artista: Candido Portinari Local: Museu Nacional da China Período: 9 de junho a 10 de outubro de 2026 Obras expostas: cerca de 50 trabalhos originais Realização: Projeto Portinari, Ministério da Cultura e Governo Federal Patrocínio: Petrobras e Pátria Investimentos Parceria institucional: Ibram e Museu Nacional da China Fonte: Gov.br

10 de junho de 2026
China2Brazil
Em maio, os carros a combustão ficaram fora da lista dos 10 modelos mais vendidos da China pela primeira vez na história, segundo levantamentos das plataformas Autohome e Autodext. No mesmo período, as vendas de veículos de passageiros com motores tradicionais caíram 41,8% na comparação anual, enquanto as exportações de veículos de novas energias avançaram 110%, segundo dados divulgados pela Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM). Os números refletem a crescente participação dos veículos eletrificados no maior mercado automotivo do mundo. Apenas em maio, as vendas domésticas de veículos de passageiros movidos a combustíveis tradicionais somaram 497 mil unidades, uma redução de 357 mil veículos em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a maio, as vendas da categoria atingiram 3,2 milhões de unidades, queda de 28%. Na direção oposta, os veículos de novas energias mantiveram forte presença tanto no mercado interno quanto no exterior. As vendas domésticas desse segmento alcançaram 1,049 milhão de unidades em maio, enquanto as exportações chegaram a 446 mil unidades, mais que o dobro do registrado um ano antes. No total, a China exportou 930 mil automóveis em maio, alta de 68,7% em relação ao ano anterior e o segundo mês consecutivo acima da marca de 900 mil unidades. Entre janeiro e maio, os embarques de veículos de novas energias somaram 1,833 milhão de unidades, o equivalente a mais de 45% das exportações automotivas do país. Fonte: Ithome

9 de junho de 2026
China2Brazil
Depois de transformar a água do mar em fonte de abastecimento, a China agora busca nos oceanos uma nova reserva de minerais estratégicos. Em 2025, o país realizou pela primeira vez a extração de urânio em escala de quilogramas em condições reais do ambiente marinho, segundo dados divulgados pelo Ministério dos Recursos Naturais da China no Relatório Nacional sobre a Utilização da Água do Ma r 2025. O avanço reflete uma mudança na estratégia de aproveitamento dos recursos marinhos do país. Além da dessalinização para produção de água potável, a China amplia investimentos em tecnologias voltadas à extração de elementos presentes na água do mar, como urânio, lítio e deutério. Divulgado no Dia Mundial dos Oceanos, celebrado em 8 de junho, o relatório aponta que a indústria chinesa de dessalinização e utilização integrada da água do mar continua em expansão. O setor registrou avanços na implementação de projetos, no desenvolvimento de tecnologias, na estruturação da cadeia produtiva e na criação de normas regulatórias. Segundo o documento, institutos de pesquisa, universidades e empresas intensificaram os estudos sobre a recuperação de elementos-traço presentes nos oceanos. A extração de urânio em ambiente marinho representa um dos principais resultados obtidos até agora nesse segmento. Estimativas do setor indicam que os oceanos contêm cerca de 4,5 bilhões de toneladas de urânio dissolvido, volume superior às reservas terrestres conhecidas. Embora a exploração comercial em larga escala ainda dependa de avanços tecnológicos e redução de custos, especialistas apontam o potencial estratégico desse recurso para o longo prazo. A expansão da dessalinização continua sendo um dos pilares da política chinesa para os recursos marinhos. De acordo com Xiang Wenxi, diretor do Instituto de Dessalinização e Utilização Integrada da Água do Mar de Tianjin, a China opera atualmente 167 projetos de dessalinização, com capacidade total de produção de 3,077 milhões de toneladas de água por dia. Além disso, o volume anual de água do mar utilizada para resfriamento industrial alcançou 193,36 bilhões de toneladas, crescimento de 86,4% em relação a 2020. O recurso atende setores como geração de energia, siderurgia e outras atividades industriais localizadas na costa, além de contribuir para o abastecimento de ilhas com escassez hídrica. As províncias de Tianjin, Hebei e Shandong ampliam o aproveitamento da salmoura concentrada gerada pelas usinas de dessalinização. Projetos de extração de potássio e bromo avançam na região, enquanto pesquisas voltadas à obtenção de lítio, deutério e outros elementos seguem em desenvolvimento. Em Tianjin, uma parceria entre China e Arábia Saudita também desenvolve tecnologias para extração de magnésio a partir da água do mar e da salmoura concentrada. A iniciativa busca ampliar o aproveitamento econômico dos recursos marinhos e criar novas cadeias industriais ligadas ao setor. Segundo Xiang, a próxima etapa será ampliar os investimentos em pesquisa, modernização de equipamentos e desenvolvimento tecnológico. Durante o 15º Plano Quinquenal, a China pretende fortalecer as capacidades nacionais para a extração de elementos estratégicos da água do mar, combinando a produção de água dessalinizada com o aproveitamento de recursos minerais presentes nos oceanos. Fonte: gmw

9 de junho de 2026
China2Brazil
A China iniciou a construção do maior navio transportador de gás natural liquefeito (GNL) do mundo. A embarcação faz parte de uma encomenda de 24 navios da nova classe QC-Max, contratada pela QatarEnergy junto à China State Shipbuilding Corporation (CSSC) em um acordo avaliado em mais de RMB 56 bilhões (US$8,3 bilhões). A construção do primeiro navio começou nesta terça-feira no estaleiro Hudong-Zhonghua Shipbuilding, em Xangai. Segundo a CSSC, os dois contratos assinados com a QatarEnergy em 2024 representam a maior encomenda de construção naval já registrada no mundo. Cada embarcação da classe QC-Max terá 344 metros de comprimento, 53,6 metros de largura e capacidade para transportar 271 mil metros cúbicos de GNL. O volume supera em cerca de 57% a capacidade dos navios convencionais do segmento, que normalmente transportam até 174 mil metros cúbicos. De acordo com a CSSC, uma única viagem poderá transportar aproximadamente 155 milhões de metros cúbicos de gás natural, volume equivalente ao consumo mensal de cerca de 4,7 milhões de famílias em Xangai. A encomenda faz parte da estratégia da QatarEnergy para ampliar sua capacidade de exportação de gás natural liquefeito. A estatal do Catar é responsável pelas atividades de petróleo e gás do país e figura entre as principais fornecedoras globais de GNL. A construção ficará a cargo da Hudong-Zhonghua Shipbuilding, subsidiária da CSSC especializada em navios transportadores de gás natural liquefeito. O estaleiro está entre os poucos do mundo com capacidade para desenvolver esse tipo de embarcação e já entregou dezenas de navios de GNL para clientes internacionais. O projeto também reforça a cooperação entre China e Catar na área de energia e transporte marítimo, em um momento de expansão da demanda global por gás natural liquefeito e de ampliação da infraestrutura destinada ao comércio internacional do combustível. Fonte: China Daily

9 de junho de 2026
China2Brazil
O comércio exterior da China movimentou RMB 20,68 trilhões nos primeiros cinco meses de 2026, alta de 15,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço foi impulsionado principalmente pelo crescimento das importações, enquanto as trocas comerciais com os Estados Unidos registraram queda, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Administração Geral das Alfândegas da China. Entre janeiro e maio, as exportações chinesas somaram RMB 11,91 trilhões, crescimento de 11,8% na comparação anual. As importações alcançaram RMB 8,77 trilhões, avanço de 20,5%, ritmo superior ao registrado pelas vendas externas. Apenas em maio, o comércio de mercadorias da China totalizou RMB 4,45 trilhões, aumento de 16,9% em relação ao mesmo mês de 2025. No período, as exportações cresceram 13,8%, enquanto as importações avançaram 21,5%. Entre os principais parceiros comerciais, a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) manteve a liderança. O comércio entre China e ASEAN atingiu RMB 3,52 trilhões nos cinco primeiros meses do ano, alta de 16,6%. As trocas comerciais com a União Europeia somaram RMB 2,53 trilhões, crescimento de 10,3%. Em contraste, o comércio entre China e Estados Unidos recuou 6,6%, para RMB 1,61 trilhão. No mesmo período, o comércio com os países participantes da iniciativa Cinturão e Rota alcançou RMB 10,57 trilhões, avanço de 13,6% na comparação anual. As empresas privadas continuaram como a principal força do comércio exterior chinês. Entre janeiro e maio, elas movimentaram RMB 11,81 trilhões em importações e exportações, crescimento de 15,5%. Já as empresas com investimento estrangeiro registraram RMB 6,02 trilhões, alta de 15,7%. Os produtos eletromecânicos lideraram tanto as exportações quanto as importações do país. As vendas externas desse segmento alcançaram RMB 7,58 trilhões, aumento de 18,4%, enquanto as importações somaram RMB 3,54 trilhões, crescimento de 25,3%. Entre as commodities, a China importou 218 milhões de toneladas de petróleo bruto nos cinco primeiros meses do ano, volume 4,8% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. As importações de produtos agrícolas cresceram 7,6%, para RMB 618,16 bilhões. Fonte: China News