
27 de outubro de 2026
China2Brazil
Os lucros do setor eletrônico da China dobraram nos primeiros nove meses de 2026 e ajudaram a impulsionar o resultado da indústria no país. No período, as principais empresas industriais chinesas registraram lucro combinado de 6,03 trilhões de yuans, alta de 15,5% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Os dados foram divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas da China e consideram empresas industriais com receita anual da atividade principal de pelo menos 20 milhões de yuans. A expansão do setor eletrônico teve peso relevante no resultado geral. Segundo o órgão, essa indústria respondeu por 9,6 pontos percentuais do crescimento total dos lucros industriais entre janeiro e setembro. A demanda por maior capacidade de processamento para aplicações de inteligência artificial e por produtos avançados de memória ajudou a sustentar esse desempenho. Os fabricantes de materiais eletrônicos especializados registraram aumento de 220% nos lucros no período. A manufatura de alta tecnologia também avançou. Os lucros do setor cresceram 52% na comparação anual e passaram a representar 25,5% do lucro total das principais empresas industriais, uma alta de 6,2 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Os fabricantes de matérias-primas também apresentaram crescimento, com aumento de 44,9% nos lucros entre janeiro e setembro. Somente em setembro, os lucros industriais subiram 14,4% em relação ao mesmo mês de 2025, acima dos 4,2% registrados em agosto. O resultado interrompeu uma sequência de quatro meses de desaceleração no ritmo de crescimento. Segundo Yu Weining, estatístico do Departamento Nacional de Estatísticas, o desempenho foi sustentado principalmente pelos setores de eletrônicos e de manufatura de alta tecnologia. Para os próximos meses, ele defendeu medidas voltadas à ampliação da demanda interna e ao fortalecimento de novos motores de crescimento. Fonte: China daily

26 de outubro de 2026
China2Brazil
A China parabenizou Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição à Presidência do Brasil e afirmou que pretende continuar aprofundando a relação entre os dois países durante o próximo mandato. A manifestação foi feita nesta segunda-feira (26) pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, durante uma coletiva de imprensa em Pequim, após a confirmação do resultado do segundo turno pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “A China tomou conhecimento do anúncio do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil sobre a vitória do presidente Lula no segundo turno e expressa suas felicitações”, afirmou Guo. O porta-voz acrescentou que Pequim está disposta a trabalhar com o Brasil para continuar avançando na construção de uma “comunidade China-Brasil com futuro compartilhado”, expressão utilizada pelos dois governos para tratar do aprofundamento da relação bilateral. Durante a mesma coletiva, Guo também foi questionado sobre as contestações ao resultado eleitoral brasileiro. Em resposta, afirmou que “a China respeita a escolha do povo brasileiro”. Fonte: news.cn

26 de outubro de 2026
China2Brazil
A BYD iniciou os trâmites para dobrar a capacidade de sua fábrica em Camaçari, na Bahia, e chegar a uma produção de até 600 mil veículos por ano. A expansão acontece em meio ao aumento da demanda pela marca no Brasil e aos planos da montadora chinesa de ampliar as exportações para outros países da América Latina. A unidade avança na etapa final das obras e testes das áreas de estamparia, soldagem e pintura. A empresa também pretende aumentar a participação de componentes produzidos no Brasil e superar 50% de conteúdo nacional no início de 2027. Segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, atingir esse nível de nacionalização deverá ajudar a empresa a ser reconhecida como fabricante local e ampliar as possibilidades de exportação regional. A demanda já supera a capacidade prevista para os próximos meses. A BYD recebe pedidos de aproximadamente 30 mil veículos por mês no Brasil, enquanto espera atingir uma produção mensal de 25 mil unidades até o fim de 2026. Segundo Baldy, essa diferença representa entre 5 mil e 6 mil vendas que a empresa deixa de atender. A fábrica de Camaçari já recebeu mais de R$ 5,5 bilhões em investimentos e emprega cerca de 9 mil pessoas. A previsão é chegar a aproximadamente 10 mil trabalhadores até o fim deste ano. A expansão também está ligada aos planos da BYD para outros mercados latino-americanos. A unidade brasileira recebeu encomendas de 50 mil veículos do México e outras 50 mil da Argentina, que a empresa espera começar a atender a partir de 2027. Em setembro, a BYD registrou 22.209 veículos no Brasil, equivalentes a 8,5% do mercado nacional, segundo dados apresentados pela própria empresa. A montadora estabeleceu como meta se tornar a maior fabricante do país em volume de vendas até 2030. Fonte: Xinhua

26 de outubro de 2026
China2Brazil
As vendas de lojas autônomas, sem funcionários, e de clubes de compras cresceram mais de 25% na China entre janeiro e setembro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os números fazem parte de um balanço divulgado pelo Ministério do Comércio sobre a transformação dos setores atacadista e varejista do país. No período, o valor agregado dos dois setores chegou a 11,1 trilhões de yuans, alta de 4,4%. Atacado e varejo passaram a representar 10,4% do Produto Interno Bruto (PIB) chinês. O varejo tradicional também apresentou crescimento. As vendas de lojas de conveniência avançaram 5,2%, enquanto as de supermercados aumentaram 4,1%. Shopping centers registraram expansão de dois dígitos. Outra mudança aparece fora dos grandes centros urbanos. As vendas online nas áreas rurais alcançaram 2,25 trilhões de yuans nos primeiros nove meses do ano, crescimento de 6,5%. Já as vendas pela internet de produtos agrícolas aumentaram 12,6%, para 590,9 bilhões de yuans. O consumo rural também avançou mais rapidamente que o urbano. As vendas de bens de consumo nas áreas rurais cresceram 2,3%, ritmo 1,4 ponto percentual superior ao registrado nas cidades. Programas de incentivo à substituição de produtos usados por novos também movimentaram o mercado. Desde o início de 2026, mais de 100,9 milhões de eletrodomésticos foram substituídos por meio da iniciativa, enquanto as compras de novos produtos digitais e inteligentes ultrapassaram 120,6 milhões de unidades. Entre as categorias com maior crescimento estão os equipamentos de comunicação. As vendas desses produtos chegaram a 812,3 bilhões de yuans entre janeiro e setembro, alta de 18,1%. Apenas em setembro, o crescimento foi de 31,1% na comparação anual. Fonte: cctv

26 de outubro de 2026
China2Brazil
A energia eólica e a solar responderam por 64% do aumento do consumo de eletricidade registrado na China entre janeiro e setembro de 2026. No período, as duas fontes geraram 1,9333 trilhão de quilowatts-hora, 193,7 bilhões a mais do que no mesmo intervalo do ano anterior. O avanço acompanha a expansão da capacidade instalada no país. Até o fim de setembro, a China somava 2,01 bilhões de quilowatts em instalações eólicas e solares, segundo dados divulgados pela Administração Nacional de Energia. A energia solar respondeu pela maior parcela, com 1,31 bilhão de quilowatts de capacidade instalada, alta de 16,5% em relação ao ano anterior. A energia eólica alcançou 700 milhões de quilowatts, crescimento de 20,4%. As duas fontes também tiveram participação relevante durante os períodos de maior demanda. No dia de pico do consumo elétrico durante o verão, a produção máxima de energia eólica e solar chegou a representar mais de 40% da demanda total ao meio-dia. A expansão dessas tecnologias também movimentou investimentos. Entre janeiro e setembro, projetos de energia eólica e solar concentraram cerca de um terço de todo o investimento realizado no setor energético chinês. Para os próximos anos, um dos principais desafios será tornar esse crescimento mais confiável para o sistema elétrico. O plano de desenvolvimento de energias renováveis para o período de 2026 a 2030 prevê acrescentar mais de 300 milhões de quilowatts de capacidade renovável capaz de atender aos momentos de maior demanda. Segundo Liu Zhiqiang, vice-diretor do Departamento de Planejamento e Desenvolvimento do Conselho de Eletricidade da China, o objetivo é aumentar a capacidade das fontes renováveis de substituir, de forma segura e estável, parte da geração tradicional de energia. Fonte: news.cn

26 de outubro de 2026
China2Brazil
As novas vagas relacionadas à inteligência artificial cresceram 789,47% na China entre janeiro e julho, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados da plataforma de recrutamento Maimai. Em meio à rápida adoção da tecnologia, o governo chinês anunciou novas diretrizes para ampliar as oportunidades de trabalho e reduzir os impactos da IA sobre empregos existentes. O documento, publicado pelo Gabinete Geral do Conselho de Estado, estabelece 18 medidas distribuídas em seis áreas. Entre elas estão a criação de empregos ligados à IA, a capacitação digital dos trabalhadores, a proteção dos direitos trabalhistas e o monitoramento dos riscos de substituição de postos de trabalho. Uma das prioridades é incentivar novas profissões e formas de empreendedorismo relacionadas à inteligência artificial. O governo também pretende apoiar micro, pequenas e médias empresas na manutenção e ampliação de empregos e estimular o uso da tecnologia em setores tradicionais. As diretrizes reconhecem, ao mesmo tempo, que a adoção da IA pode substituir determinadas funções. Por isso, está prevista a criação de mecanismos para avaliar os riscos ao mercado de trabalho e acompanhar os efeitos da tecnologia sobre diferentes profissões. Outro foco é a qualificação profissional. O plano prevê programas específicos de treinamento em inteligência artificial e medidas para ajudar trabalhadores que precisam migrar para novas funções. A própria IA também poderá ser utilizada para aprimorar serviços públicos de emprego e conectar candidatos às oportunidades disponíveis. O governo pretende ainda reforçar a proteção trabalhista em ambientes nos quais pessoas trabalham em conjunto com sistemas automatizados. As medidas incluem atenção à seguridade social de trabalhadores em modelos flexíveis de emprego e a adaptação de mecanismos de distribuição de renda às mudanças provocadas pela tecnologia. Em 2025, a indústria central de inteligência artificial da China foi avaliada em mais de 1,2 trilhão de yuans, equivalente a cerca de US$ 178,6 bilhões, e o país contava com mais de 6.200 empresas do setor. A demanda por profissionais especializados também cresce. Segundo a plataforma Zhaopin, engenheiros de inteligência artificial estão entre os profissionais mais procurados, inclusive em setores como indústria automotiva e tecnologias de direção inteligente. Fonte: Xinhua

23 de outubro de 2026
China2Brazil
Quase 25 mil robôs humanoides foram enviados no mundo entre janeiro e junho de 2026, alta de 432,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a consultoria International Data Corporation (IDC). Nove das dez fabricantes com maior volume estimado de envios são chinesas. A AgiBot ficou na liderança, com cerca de 8.600 unidades, seguida pela Unitree Robotics, com aproximadamente 5 mil. Juntas, as duas fabricantes somaram cerca de 13.600 robôs, pouco mais da metade do total global estimado para o semestre. A distância entre as líderes e as demais empresas é grande. A Booster Robotics aparece em terceiro lugar, com cerca de mil unidades, e a UBTech vem em quarto, com aproximadamente 900. Na sequência estão Leju Robot, com 460; Galbot, com 400; Astribot, com 340; Fourier Intelligence, com 320; e Galaxea AI, com cerca de 260. A única fabricante de fora da China entre as dez listadas é a americana Figure AI, na décima posição, com algumas dezenas de unidades estimadas. Os volumes por empresa são aproximados. A Forbes calculou as estimativas a partir de um gráfico da IDC que representava a maioria das fabricantes em bolhas, sem divulgar números exatos para cada uma. Os dados indicam unidades enviadas pelas empresas; não informam, por si só, quantas foram vendidas ao consumidor final ou estão em operação.

23 de outubro de 2026
China2Brazil
Mais de 5 milhões de famílias foram beneficiadas por obras de renovação em áreas residenciais urbanas antigas na China nos primeiros nove meses de 2026. No período, 16 mil projetos foram concluídos e outros 13 mil estavam em andamento, segundo o Ministério da Habitação e Desenvolvimento Urbano-Rural. As intervenções incluem melhorias na infraestrutura básica dessas comunidades. Mais de 7.200 quilômetros de redes antigas de água, eletricidade, gás e aquecimento foram modernizados. As reformas também contemplaram medidas de acessibilidade e adaptações voltadas à população idosa em mais de 2.800 áreas residenciais. Outros projetos acrescentaram 86 mil vagas de estacionamento e mais de 10 mil pontos de recarga para veículos e bicicletas elétricas. Na área de eficiência energética, 9,54 milhões de metros quadrados de edifícios passaram por reformas destinadas a reduzir o consumo de energia. Outra frente de investimento envolve os elevadores de edifícios residenciais antigos. Desde 2024, recursos de títulos especiais do Tesouro financiaram a reforma de 364 mil elevadores em todo o país, com potencial de beneficiar 14,57 milhões de famílias. Até agora, 192 mil equipamentos foram reformados. Somente em 2026, 30,9 bilhões de yuans foram destinados à modernização de 197 mil elevadores residenciais antigos. Pela primeira vez, a instalação de novos elevadores em comunidades antigas também passou a receber recursos desse programa. Para essa iniciativa, foram reservados 7,6 bilhões de yuans para a instalação de 28 mil elevadores em todo o país. A medida deverá beneficiar cerca de 385 mil famílias. Fonte: news.cn

23 de outubro de 2026
China2Brazil
A DeepSeek, empresa chinesa de inteligência artificial, está perto de concluir uma rodada de investimentos de aproximadamente US$15 bilhões (100 bilhões de yuans). Entre os maiores investidores estão a Tencent, responsável pelo aplicativo WeChat, e a CATL, fabricante de baterias. As informações foram divulgadas pela Reuters nesta quinta-feira (22). A operação poderá se tornar uma das maiores captações de recursos já realizadas na China. O financiamento ampliaria a capacidade da empresa, sediada em Hangzhou, de competir com companhias americanas de inteligência artificial, como OpenAI e Anthropic. Segundo a Reuters, a expectativa é que a rodada seja concluída nos próximos dias, embora os valores e as condições ainda possam sofrer alterações. A DeepSeek não havia confirmado oficialmente a operação no momento da reportagem. O valor previsto é o dobro da meta inicial de financiamento, que era de 50 bilhões de yuans. De acordo com a Bloomberg, a empresa elevou o objetivo para 80 bilhões de yuans antes de chegar à estimativa atual de aproximadamente 100 bilhões de yuans. A negociação acontece em um período de crescimento das receitas da DeepSeek. Segundo informações publicadas pelo portal The Information em setembro, a receita anualizada da empresa chegou a US$ 1 bilhão, mais que o dobro do nível registrado alguns meses antes. A DeepSeek obtém a maior parte de sua receita cobrando de empresas e desenvolvedores pelo acesso aos seus modelos de inteligência artificial. Esse serviço permite que outras companhias utilizem a tecnologia em seus próprios sistemas e aplicativos. Segundo o The Information, o diretor-executivo da DeepSeek, Liang Wenfeng, informou aos investidores que os aumentos nos preços de acesso aos modelos não afastaram os clientes e que a demanda pelos serviços permaneceu forte. Fonte: China Daily

23 de outubro de 2026
China2Brazil
A chamada nova economia chinesa respondeu por 18,39% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2025, segundo dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas da China. O valor adicionado dessas atividades chegou a 25,8 trilhões de yuans, alta de 6,2% em relação ao ano anterior. A categoria reúne novas indústrias, modelos de negócios e formatos econômicos ligados à inovação. Seu crescimento ficou 2,2 pontos percentuais acima da expansão do PIB chinês a preços correntes no mesmo período. Os investimentos em inovação também avançaram. Em 2025, o indicador que mede essa área cresceu 5,9%, enquanto as empresas responderam por 73,7% do aumento dos gastos totais em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no país. A pesquisa básica recebeu 283,46 bilhões de yuans em investimentos, crescimento de 13,3% em relação a 2024. Esse tipo de pesquisa busca ampliar o conhecimento científico sem necessariamente ter uma aplicação comercial imediata. O número de patentes também aumentou. Ao final de 2025, a China possuía 2,292 milhões de patentes consideradas de alto valor, equivalentes a 43,1% de todas as patentes de invenção válidas no país. O índice geral de inovação da China chegou a 185,5 em 2025, alta de 6,4% em relação ao ano anterior. Entre os quatro componentes avaliados, o indicador relacionado aos resultados da inovação apresentou o maior crescimento, de 8%. O ambiente de inovação também registrou avanço de 7,5%, acompanhado pelo aumento das empresas beneficiadas por incentivos fiscais e pela maior participação de graduados nas áreas de ciência e engenharia. Fonte: finance.people