
28 de outubro de 2026
China2Brazil
Uma fala de Kylian Mbappé, atacante no Real Madrid, sobre um meme ultrapassou o ambiente das redes sociais e passou a afetar relações comerciais ligadas ao futebol espanhol na China. O episódio atingiu contratos publicitários do atacante e levou à suspensão de transmissões da LaLiga pela mídia estatal chinesa. A repercussão começou após voltar a circular nas redes sociais chinesas um trecho de uma entrevista em que o jogador dizia achar engraçada uma montagem que o retratava como um “ditador chinês”. A imagem fazia referência a Mao Tsé-Tung, fundador da República Popular da China. O comentário foi considerado ofensivo para a China. Mbappé reconheceu que a fala foi imprudente e pediu desculpas. A resposta comercial veio de três empresas chinesas. Dongpeng, do setor de bebidas, e as companhias de laticínios Mengniu e Milkground encerraram parcerias com o francês. As marcas anunciaram o rompimento após a reação ao comentário, mas os valores dos contratos e eventuais compensações não foram divulgados. O impacto também chegou à distribuição de conteúdo esportivo. O China Media Group (CMG), responsável pela emissora estatal CCTV, suspendeu as transmissões da LaLiga. Mesmo após o pedido de desculpas do Real Madrid, o grupo não informou quando a programação será retomada. A LaLiga pediu desculpas aos torcedores chineses e anunciou que pretende criar um protocolo de conscientização e comunicação para clubes e jogadores. Em 28 de outubro, o Real Madrid também publicou um pedido de desculpas e reafirmou seu respeito à China e aos torcedores do país. O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que leva a sério o pedido de desculpas de Mbappé. A declaração, porém, não veio acompanhada de uma previsão para a retomada das transmissões.

28 de outubro de 2026
China2Brazil
Pesquisadores chineses identificaram três exoplanetas que sobreviveram após suas estrelas passarem por uma fase de intensa expansão que, segundo os modelos tradicionais, deveria ter engolido ou destruído suas órbitas. A descoberta foi feita por uma equipe da Universidade de Yunnan e publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Estrelas semelhantes ao Sol aumentam muito de tamanho quando esgotam o hidrogênio de seus núcleos e entram na fase conhecida como gigante vermelha. Nesse processo, planetas próximos podem ser engolidos pelas camadas externas da estrela ou atraídos gradualmente para seu interior. Os três planetas encontrados, porém, permanecem em órbitas que hoje ficam dentro da região que suas estrelas teriam alcançado durante essa expansão máxima. Para confirmar que as estrelas realmente já haviam passado por essa etapa, os pesquisadores analisaram pequenas variações em seu brilho observadas pelo satélite TESS. Por meio da astrossismologia — técnica que estuda as vibrações internas das estrelas —, a equipe verificou que elas já completaram a fase de grande expansão e atualmente queimam hélio em seus núcleos. Os cientistas também analisaram alterações na velocidade das estrelas provocadas pela atração gravitacional dos planetas para confirmar suas órbitas. Um dos casos envolve a estrela 24 Boötes. O planeta completa uma volta ao redor dela aproximadamente a cada 30 dias e está a uma distância equivalente a cerca de 18% da separação média entre a Terra e o Sol. Segundo Qian Shengbang, professor da Universidade de Yunnan que liderou a pesquisa, encontrar apenas um planeta nessa situação poderia ser tratado como uma exceção. A identificação de três sistemas diferentes, porém, indica que pode existir algum mecanismo ainda pouco compreendido capaz de explicar sua sobrevivência. Entre as hipóteses que deverão ser investigadas estão antigas interações ou fusões entre estrelas e mudanças nas órbitas dos planetas depois que outros corpos mais próximos foram engolidos. A descoberta também tem relação com o futuro do Sistema Solar. O Sol deverá passar por uma fase de gigante vermelha no decorrer de sua evolução. Segundo os pesquisadores, os novos resultados indicam que o destino de sistemas planetários como o nosso pode ser mais complexo do que os modelos tradicionais sugerem. Fonte: stdaily

28 de outubro de 2026
China2Brazil
As exportações de Hong Kong cresceram 64,9% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2025, o maior avanço mensal em mais de 40 anos. O resultado foi impulsionado pelo forte desempenho de produtos eletrônicos relacionados à inteligência artificial, segundo o governo local. O valor total das exportações chegou a HK$ 762,6 bilhões no mês. Setembro também marcou o 20º mês consecutivo em que as vendas externas registraram crescimento de dois dígitos. As importações avançaram 57,8% no mesmo período e alcançaram HK$ 808,9 bilhões. Como as compras externas superaram as exportações, Hong Kong registrou déficit comercial de HK$ 46,3 bilhões, equivalente a 5,7% do valor das importações. O crescimento também aparece nos números acumulados do ano. Entre janeiro e setembro, as exportações de mercadorias aumentaram 45,2%, enquanto as importações cresceram 45% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo um porta-voz do governo de Hong Kong, produtos eletrônicos ligados à inteligência artificial continuaram sustentando o crescimento das exportações, enquanto as vendas para os principais mercados registraram aumentos expressivos. O governo avalia que o ciclo global de investimentos em inteligência artificial poderá continuar favorecendo o comércio de mercadorias do território. Ao mesmo tempo, aponta incertezas relacionadas ao cenário internacional e a medidas protecionistas adotadas por grandes economias. Fonte: news.cn

28 de outubro de 2026
China2Brazil
Treinar robôs para que eles aprendam a executar tarefas com segurança já se tornou uma profissão reconhecida na China. Em setembro, o país incluiu entre 11 novas ocupações o técnico em aplicação de robôs com inteligência artificial incorporada , além do engenheiro de gêmeos digitais. Esses profissionais ajudam a preparar máquinas para situações que encontrarão fora dos laboratórios. Na empresa Sevnce Robotics, em Chongqing, o técnico Tang Zixiang ajusta posições e ângulos de equipamentos para criar diferentes condições de trabalho e gerar dados usados no treinamento de modelos de inteligência artificial. Depois desse processo, os modelos são instalados em braços robóticos e passam por novos testes. O objetivo é fazer com que os robôs aprendam tarefas em ambientes simulados antes de executá-las em locais reais. Esse tipo de trabalho é especialmente importante em setores como petróleo, indústria química e energia, onde máquinas podem substituir ou auxiliar pessoas em atividades perigosas. Os técnicos também avaliam velocidade, precisão, capacidade de recuperação após falhas e situações em que o robô deve interromper a operação e solicitar ajuda humana. Outra profissão reconhecida recentemente é a de engenheiro de gêmeos digitais. Esses profissionais criam versões virtuais de fábricas e outros ambientes para que robôs possam testar rotas, câmeras e tarefas antes de serem enviados ao local. A tecnologia pode reduzir de duas ou três semanas para dois ou três dias o tempo necessário para preparar determinados robôs de inspeção no local de trabalho. A simulação também permite gerar dados para treinar algoritmos sem depender exclusivamente de testes no ambiente real. A expansão da robótica também está aumentando a demanda por profissionais de coleta de dados, treinamento de modelos, instalação de sistemas, operação e manutenção. O setor reúne conhecimentos de áreas como programação, modelagem 3D, simulação, aprendizado de máquina e controle de movimento. A demanda acompanha o crescimento da indústria chinesa de robótica. No primeiro semestre de 2026, a China produziu mais de 40 mil robôs humanoides e já contava com mais de 400 modelos, segundo dados do Ministério da Indústria e Informatização. O avanço também levou instituições de ensino a criar novos programas de capacitação. Neste mês, a Universidade da Cidade de Beijing lançou um curso voltado a aplicações de inteligência artificial incorporada, combinando aulas teóricas com treinamento prático em robôs. O governo chinês passou a incluir a criação de empregos entre suas políticas para adaptação ao avanço da inteligência artificial. Uma diretriz recente prevê medidas para estimular novas ocupações e qualificar trabalhadores, além de acompanhar possíveis impactos da automação sobre funções já existentes. Fonte: news.cn

28 de outubro de 2026
China2Brazil
A Volkswagen se tornou a única montadora estrangeira no mercado chinês com uma matriz tecnológica própria desenvolvida localmente, segundo a empresa. A novidade foi apresentada nesta quarta-feira (28), durante o primeiro Dia da Tecnologia do Grupo Volkswagen na China. Batizada de VEGA, a estrutura reúne três áreas principais: plataforma veicular, arquitetura eletrônica e elétrica e sistemas avançados de assistência ao motorista, conhecidos pela sigla ADAS. A matriz foi criada para atender às necessidades do mercado chinês e permitir atualizações contínuas das tecnologias desenvolvidas pela operação local da Volkswagen. Segundo a empresa, o VEGA também deve ampliar o uso de tecnologias próprias, reduzir custos e acelerar o desenvolvimento de soluções voltadas aos consumidores chineses. A iniciativa reforça o peso da China dentro da estratégia tecnológica da Volkswagen. De acordo com o grupo, o país vem ganhando importância não apenas como mercado, mas também como centro de desenvolvimento de produtos e tecnologias. O CEO do Grupo Volkswagen afirmou que a China se tornou uma fonte importante de inovação para a companhia e um polo cada vez mais relevante para o desenvolvimento de produtos e tecnologias com potencial de uso em outros mercados. A Volkswagen também pretende ampliar, a partir da China, o desenvolvimento de tecnologias voltadas a veículos elétricos, sistemas inteligentes e produtos de nova geração. Fonte: Ithome

28 de outubro de 2026
China2Brazil
A China prepara uma nova lei para o combate a casos de corrupção que ultrapassam as fronteiras do país. A proposta prevê reforçar a busca por suspeitos que fogem para o exterior, facilitar a recuperação de dinheiro e bens mantidos fora da China e ampliar a supervisão de funcionários públicos chineses que trabalham em outros países. O projeto está em análise pelos legisladores chineses e prevê medidas para localizar e repatriar fugitivos, recuperar patrimônio mantido em outros países e definir com mais clareza a atuação das autoridades responsáveis por esses casos. Comissões de supervisão, órgãos de segurança pública e alfândega estão entre as instituições envolvidas nas investigações. A intenção é reduzir a fragmentação das ações e estabelecer responsabilidades mais claras quando um caso ultrapassa as fronteiras chinesas. A China já mantém operações específicas para localizar pessoas procuradas no exterior. Entre 2017 e 2022, a campanha Sky Net repatriou 6.900 fugitivos e recuperou 32,79 bilhões de yuans em recursos considerados ilícitos pelas autoridades chinesas. Em 2025, o país registrou 505 casos de corrupção envolvendo outros países e repatriou 963 fugitivos. Segundo as autoridades, todos os suspeitos que estavam em países asiáticos e integravam uma lista de 100 fugitivos procurados internacionalmente pela China foram trazidos de volta ao país. A proposta também inclui regras para acompanhar funcionários públicos chineses enviados ao exterior, inclusive nas áreas diplomática, comercial e em empresas estatais. Especialistas ouvidos pelo China Daily afirmam que transformar essas práticas em lei pode facilitar a coordenação entre os órgãos chineses e a cooperação com outros países em investigações, repatriações e recuperação de bens. A China também participa de mecanismos multilaterais de combate à corrupção, como a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção. A nova legislação pretende dar base jurídica permanente a ações que envolvem suspeitos, dinheiro e patrimônio fora do território chinês. Fonte: China Daily

27 de outubro de 2026
China2Brazil
O presidente chinês Xi Jinping afirmou que a relação entre China e Brasil ganhou importância global, estratégica e de longo prazo e se tornou um exemplo de cooperação entre países do Sul Global. A declaração consta da mensagem enviada nesta terça-feira (27) a Luiz Inácio Lula da Silva por sua reeleição à Presidência. Xi destacou a comunicação mantida com Lula nos últimos anos e afirmou que os dois líderes têm conduzido conjuntamente o desenvolvimento das relações bilaterais e da chamada comunidade China-Brasil com futuro compartilhado. Segundo o presidente chinês, essa aproximação levou a novos avanços na relação entre os dois países e ampliou sua importância para além do âmbito bilateral. Xi afirmou ainda que atribui grande importância às relações com o Brasil e que pretende continuar trabalhando com Lula para levar a parceria a um novo patamar e ampliar a coordenação estratégica entre os dois países. A mensagem foi enviada um dia depois da primeira manifestação oficial de Pequim sobre o resultado das eleições brasileiras. Na segunda-feira (26), o Ministério das Relações Exteriores da China parabenizou Lula pela vitória e afirmou que o país estava disposto a continuar avançando na relação com o Brasil. Também nesta terça-feira, o vice-presidente chinês, Han Zheng, enviou uma mensagem de felicitações a Geraldo Alckmin pela reeleição como vice-presidente. Fonte: Xinhua

27 de outubro de 2026
China2Brazil
Xangai pretende acelerar o desenvolvimento da internet via satélite e alcançar uma indústria central superior a 80 bilhões de yuans até 2030. O plano municipal também prevê mais de 3.000 satélites em órbita, mais de 100 empresas e outras entidades de destaque no setor e mais de 100 aplicações de demonstração. As metas fazem parte do Plano de Ação para Inovação e Desenvolvimento da Indústria de Internet via Satélite de Xangai para 2027 a 2030, divulgado por seis departamentos da cidade. A estratégia também prevê transformar mais de 100 resultados de pesquisa científica em aplicações práticas e ampliar a integração entre satélites, redes terrestres e equipamentos de comunicação. Algumas regiões de Xangai já concentram parte dessa cadeia industrial. No distrito de Songjiang, a Constelação Qianfan impulsionou a criação de uma fábrica digital de manufatura inteligente de satélites, além de reunir quase 100 empresas ligadas ao setor. Na Nova Área de Pudong, mais de 50 empresas atuam em áreas como sistemas de órbita terrestre baixa e tecnologias voltadas a órbitas ultrabaixas. O plano também prevê a criação de uma equipe conjunta de pesquisa e desenvolvimento, liderada por empresas, para avançar em áreas como arquitetura de rede, plataformas de satélite e equipamentos terrestres. Durante a Conferência do Ecossistema da Indústria de Internet via Satélite de 2026, Xangai também iniciou a operação experimental de uma plataforma voltada à conexão entre empresas do setor no Delta do Rio Yangtzé. Segundo as informações divulgadas, a plataforma já reúne mais de 2.000 registros de oferta e demanda, com o objetivo de facilitar parcerias e a alocação de recursos entre empresas da cadeia de internet via satélite. Fonte: news.cn

27 de outubro de 2026
China2Brazil
O desenvolvimento de tecnologias solares, eólicas e de baterias na China ajudou a reduzir o custo dos equipamentos de energia renovável no mercado global, segundo Francesco La Camera, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). “A maior contribuição da China para a transição energética é fornecer ao mundo tecnologias de energia renovável de baixo custo”, afirmou La Camera. Segundo ele, os avanços tecnológicos e a expansão da produção chinesa tornaram esses equipamentos mais acessíveis e competitivos. O dirigente também destacou o crescimento das fontes renováveis dentro da própria China. No fim de julho de 2026, a capacidade instalada de energia solar fotovoltaica chegou a 1,286 bilhão de quilowatts e ultrapassou, pela primeira vez, a capacidade das usinas a carvão. A mudança colocou a energia solar como a maior fonte de geração da China em capacidade instalada. La Camera avaliou que esse avanço representa uma transformação importante no sistema energético do país. Ele também ressaltou a escala dos projetos chineses de energia renovável, especialmente no setor eólico offshore, após visitar instalações em diferentes regiões do país. Para os próximos anos, La Camera defendeu que a expansão das fontes renováveis seja acompanhada pela modernização das redes elétricas. Segundo ele, países em desenvolvimento precisam não apenas de equipamentos mais baratos, mas também de sistemas capazes de integrar e distribuir essa energia de forma estável. O diretor-geral da IRENA afirmou ainda que uma cooperação maior em tecnologia, financiamento e infraestrutura poderá ampliar o acesso às energias renováveis e contribuir para a redução das emissões globais. Fonte: news.southcn

27 de outubro de 2026
China2Brazil
A China inaugurou em Qingdao, na província de Shandong, seu primeiro centro voltado à aplicação de grandes volumes de dados marinhos. A iniciativa busca reunir informações antes dispersas e ampliar seu uso por órgãos públicos, instituições de pesquisa e empresas. O Centro de Aplicação de Big Data Marinho de Qingdao foi criado pelo Ministério dos Recursos Naturais em parceria com o governo municipal. A proposta é facilitar a coleta, o compartilhamento e o uso de dados relacionados aos oceanos. Até agora, o centro já reuniu um catálogo com mais de 700 conjuntos de dados e identificou quase 100 possibilidades de aplicação. Entre os primeiros usos estão o monitoramento inteligente de desastres marítimos e o planejamento de embarcações. A iniciativa tenta resolver um problema recorrente no setor: grande parte das informações marinhas está espalhada entre diferentes instituições, o que aumenta os custos de coleta e dificulta o compartilhamento. Qingdao já possui uma base ampla de informações para desenvolver esses projetos. Até o fim de 2025, a cidade havia acumulado mais de 10 bilhões de registros de dados marinhos, com volume total de 50 petabytes. Esses dados já são utilizados em áreas como alerta de desastres, monitoramento ambiental e operações portuárias inteligentes. O novo centro pretende ampliar essas aplicações e criar novos produtos e serviços baseados em informações do ambiente marinho. A estrutura também busca aproximar pesquisa e atividade econômica, permitindo que dados científicos sejam utilizados em soluções voltadas à navegação, à gestão costeira e à economia marítima. Fonte: qingdao.chinadaily