
4 de agosto de 2026
China2Brazil
A China aprovou uma norma nacional obrigatória de segurança para veículos equipados com sistemas de direção autônoma dos níveis L3 e L4. As novas regras entram em vigor em 1º de julho de 2027 e estabelecem critérios para testes, funcionamento dos sistemas e interação entre motorista e veículo. A norma GB 44721—2026 foi aprovada pela Administração Estatal para Regulação do Mercado e pela Administração Nacional de Padronização, segundo o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT). O texto cria um padrão nacional para a entrada desses veículos no mercado chinês. As regras abrangem automóveis e veículos comerciais com direção autônoma L3 e L4, mas não incluem sistemas de estacionamento automático. No nível L3, o veículo pode assumir a condução em determinadas situações, mas o motorista precisa estar preparado para retomar o controle quando solicitado. No L4, o sistema pode conduzir sozinho dentro de condições e áreas previamente definidas. Pelas novas regras, as fabricantes terão de realizar testes de simulação, em pistas fechadas e em vias públicas antes da comercialização dos sistemas. Também deverão adotar mecanismos de segurança durante todo o ciclo de desenvolvimento e uso do veículo. A norma estabelece ainda requisitos para ativação e desligamento da direção autônoma e para as informações apresentadas ao motorista. Nos veículos L3, o sistema deverá monitorar se o condutor está em condições de reassumir a direção quando necessário. A regulamentação ocorre após a China autorizar, em 2025, a comercialização condicional de dois modelos com direção autônoma L3. Até a entrada da norma em vigor, o governo chinês pretende definir regras complementares para testes, troca de informações e gestão de dados relacionados a incidentes de segurança. Fonte: news.cn

4 de agosto de 2026
China2Brazil
A produção de robôs industriais cresceu 28% na China no primeiro semestre de 2026, enquanto fabricantes de automação, equipamentos elétricos e veículos mantêm operações e projetos em dezenas de países. O movimento mostra como setores de maior conteúdo tecnológico do país estão associando o crescimento da produção doméstica à busca por mercados internacionais. Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas da China, a fabricação de equipamentos de impressão 3D aumentou 48,5% entre janeiro e junho, na comparação anual. A produção de baterias de íons de lítio subiu 39,3%, enquanto a de robôs industriais avançou 28%. Na robótica, a Estun Automation, de Nanjing, mantém sete bases de fabricação no mundo e já instalou mais de 150 mil robôs industriais. Em março, a companhia passou a negociar ações também na Bolsa de Hong Kong e informou que pretende direcionar os recursos captados para produção internacional, aquisições e pesquisa e desenvolvimento. A presença chinesa no exterior também aparece no setor elétrico. O NARI Group, ligado à State Grid, mantém 23 escritórios em 21 países, entre eles o Brasil, e fornece produtos e serviços para mais de 140 mercados. No Brasil, a empresa participou do projeto Belo Monte II, sistema de transmissão que leva energia do Norte para grandes centros consumidores do Sudeste por linhas de corrente contínua de ±800 kV. Segundo as informações divulgadas, o projeto atende a uma demanda equivalente ao consumo de mais de 22 milhões de pessoas. No setor automotivo, a Great Wall Motor afirma ter mais de 1.400 concessionárias no exterior, distribuídas por mais de 170 países e regiões, além de vendas internacionais superiores a 2 milhões de veículos. A picape GWM Poer já passou de 700 mil unidades comercializadas no mundo. Os dados mostram que a internacionalização da indústria chinesa já vai além da exportação de produtos. Robótica, energia e veículos estão entre os setores em que empresas do país combinam crescimento da produção com fábricas, escritórios, projetos de infraestrutura e redes de distribuição fora da China. Fonte: news.cn

3 de agosto de 2026
China2Brazil
A indústria de software e serviços de tecnologia da informação da China registrou receita de RMB 7,7182 trilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações do setor também cresceram e chegaram a US$ 33,79 bilhões, aumento de 11,4% na comparação anual. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) e mostram que os serviços de tecnologia da informação concentram a maior parte do faturamento do setor. Entre janeiro e junho, esse segmento respondeu por 68,5% da receita total da indústria e manteve crescimento de dois dígitos. Dentro dessa categoria estão atividades como computação em nuvem, processamento de dados e outros serviços digitais prestados a empresas e consumidores. Somente os serviços de computação em nuvem e big data geraram RMB 887,7 bilhões no período, alta de 12,1% em relação ao primeiro semestre de 2025. Os produtos de software, por sua vez, responderam por 21,7% da receita total e registraram crescimento de 6,9%. Dentro desse grupo, os softwares industriais tiveram alta de 8,2%. O resultado mostra uma diferença de ritmo entre os segmentos: enquanto produtos de software continuam crescendo, os serviços de tecnologia da informação avançam mais rapidamente e concentram a maior parcela da receita da indústria. Apesar do crescimento do faturamento e das exportações, o lucro total do setor aumentou apenas 1% no primeiro semestre. O dado indica que a expansão da receita não se traduziu na mesma proporção em ganhos para as empresas. Fonte: news.southcn.com

3 de agosto de 2026
China2Brazil
A economia marinha da China movimentou RMB 5,5 trilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 5,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento ficou 0,4 ponto percentual acima do avanço do PIB chinês e levou as atividades ligadas ao mar a representar 7,9% da economia nacional. Os dados foram divulgados em 3 de agosto pelo Ministério dos Recursos Naturais da China. A chamada economia marinha reúne atividades que dependem diretamente do mar e das áreas costeiras, como pesca, transporte marítimo, indústria e exploração de recursos. O desempenho do primeiro semestre mostra que essas atividades cresceram em ritmo superior ao conjunto da economia chinesa no período. Segundo estimativas preliminares do governo, o PIB marinho alcançou RMB 5,5 trilhões entre janeiro e junho. Parte desse movimento aparece também nos novos projetos autorizados para uso de áreas marítimas e ilhas. No primeiro semestre, a China aprovou 1.246 projetos, que abrangem 123 mil hectares e envolvem investimentos superiores a RMB 380 bilhões. As autorizações atendem principalmente atividades como pesca marinha, indústria e transporte. Esses projetos dependem da concessão de áreas costeiras ou marítimas para instalação e operação de estruturas produtivas. Segundo Meng Qinglei, vice-diretor do Departamento de Estratégia, Planejamento e Economia Marinha do Ministério dos Recursos Naturais, o fornecimento de recursos e áreas destinadas ao setor permaneceu estável no período. Os números indicam que a economia ligada ao mar mantém peso relevante na atividade chinesa e cresce acima da média nacional, enquanto novos projetos de uso de áreas marítimas e insulares sustentam investimentos em setores industriais, logísticos e pesqueiros. Fonte: news.cn

3 de agosto de 2026
China2Brazil
A China vai selecionar, pela primeira vez, empresas consideradas líderes em eficiência de carbono em cinco setores industriais de alto consumo de energia. O programa, anunciado pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) e outros dois órgãos do governo, faz parte das medidas para reduzir as emissões da indústria e introduzir critérios de carbono na avaliação do desempenho das empresas. A primeira seleção abrangerá os setores de alumínio eletrolítico, clínquer de cimento, amônia sintética, etileno e metanol. Eficiência de carbono, de forma simplificada, mede quanto uma atividade econômica consegue produzir em relação à quantidade de carbono emitida . A medida acrescenta esse critério ao programa que a China já mantém para identificar empresas com melhor desempenho em eficiência energética. Nesse caso, o governo também decidiu incluir novos segmentos, como ácido sulfúrico industrial, ácido acético glacial, formaldeído, estireno e silício monocristalino. Com as inclusões, o programa de eficiência energética passa a abranger 43 segmentos industriais. Para participar da seleção, as empresas terão de cumprir requisitos relacionados ao uso de energia e aos processos produtivos. Entre as exigências, a participação da eletricidade proveniente de fontes renováveis no consumo da companhia deverá atingir, no mínimo, a meta estabelecida para cada região em 2025, além das regras específicas aplicadas aos setores de maior consumo energético. As candidatas também deverão estar de acordo com a política industrial chinesa. Empresas que utilizem processos, equipamentos ou produtos proibidos pelo governo ou incluídos em listas oficiais de restrição e eliminação não poderão participar. A criação da categoria de eficiência de carbono ocorre enquanto a China altera gradualmente a forma de controlar o impacto ambiental de sua indústria. Segundo Chen Daji, vice-presidente da Academia Chinesa de Padronização em Tecnologia Eletrônica, o país passa de um sistema centrado principalmente no controle do consumo de energia para outro que também considera diretamente as emissões de carbono. A seleção das empresas funciona, portanto, como uma referência para identificar operações industriais que atendam aos critérios definidos pelo governo e para orientar projetos de economia de energia e redução de emissões nos setores contemplados. O programa de eficiência energética já teve oito listas divulgadas. Até agora, 224 empresas de 35 segmentos industriais foram reconhecidas pelo governo chinês. A edição de 2026 acrescentará novos setores à avaliação energética e inaugurará a classificação específica por eficiência de carbono. Fonte: news.cn

3 de agosto de 2026
China2Brazil
Cientistas do Observatório de Raios Cósmicos de Alta Altitude da China (LHAASO) identificaram no sistema binário Cygnus X-3 uma fonte capaz de acelerar partículas de raios cósmicos a energias de pelo menos 30 PeV. Segundo os pesquisadores, o resultado coloca o sistema como o acelerador de partículas mais poderoso já identificado e ajuda a investigar como esses fenômenos extremos ocorrem na Via Láctea. Um PeV, ou peta-elétron-volt, corresponde a uma unidade usada para medir energias extremamente altas de partículas. Até então, as teorias citadas pelos pesquisadores indicavam que partículas carregadas na Via Láctea poderiam atingir energias próximas de 1 PeV. Localizado na constelação de Cisne, o Cygnus X-3 é formado por um objeto compacto, que pode ser um buraco negro ou uma estrela de nêutrons, e uma estrela companheira de grande massa. O objeto compacto captura parte da matéria liberada pela estrela, processo associado à aceleração das partículas a energias elevadas. A equipe chegou ao resultado após analisar a variação ao longo do tempo e o espectro dos raios gama de ultra-alta energia emitidos pelo sistema. De acordo com Cao Zhen, pesquisador principal do LHAASO e membro da Academia Chinesa de Ciências, os dados mostram que as partículas atingem pelo menos 30 PeV. Os pesquisadores também identificaram uma periodicidade de 4,8 horas no sinal de raios gama. A partir das observações, estimaram que a região onde ocorre a aceleração das partículas possui dimensões equivalentes a cerca de três vezes o raio do Sol . A descoberta pode ajudar os cientistas a compreender melhor os mecanismos responsáveis pela produção de partículas de energia extrema nas proximidades de objetos compactos, como buracos negros e estrelas de nêutrons. Os resultados foram publicados na revista científica National Science Review. O LHAASO fica a cerca de 4.410 metros de altitude, na província de Sichuan, no sudoeste da China. Com uma área de 1,36 quilômetro quadrado, o observatório é dedicado ao estudo de raios cósmicos e raios gama. Fonte: Xinhua

31 de julho de 2026
China2Brazil
A China pretende estimular o consumo das famílias por meio da criação de empregos, do aumento da renda e da expansão da proteção social durante o 15º Plano Quinquenal, que abrange o período de 2026 a 2030. As medidas respondem ao desafio de elevar o poder de compra da população e aumentar a participação do consumo no crescimento econômico do país. As diretrizes aparecem no recém-publicado Plano Quinquenal para a Expansão do Consumo. O documento estabelece ações para criar empregos de melhor qualidade, elevar a renda por diferentes fontes, melhorar a seguridade social e aumentar os gastos públicos em áreas como educação, saúde e assistência a idosos. A estratégia parte do princípio de que a recuperação do consumo depende menos de incentivos pontuais às compras e mais da segurança financeira das famílias. Emprego estável, expectativa de aumento da renda e menor necessidade de reservar recursos para despesas médicas ou cuidados na velhice tendem a dar mais confiança aos consumidores. Emprego como base do consumo Entre as medidas adotadas, a Região Autônoma Uigur de Xinjiang passou a oferecer apoio a micro e pequenas empresas que contratem recém-formados e pessoas com dificuldade de entrar no mercado de trabalho. Os incentivos incluem subsídios para contribuições à seguridade social e para a qualificação profissional. A região também direciona políticas a trabalhadores rurais e outros grupos considerados mais vulneráveis ao desemprego. As ações combinam formação profissional, intermediação de vagas e proteção de direitos trabalhistas. Em outras partes do país, governos locais buscam criar postos de trabalho em setores como economia digital e energia limpa. Também há iniciativas para aproximar os programas de ensino e qualificação das necessidades das empresas, reduzindo a distância entre as habilidades dos trabalhadores e os requisitos das vagas disponíveis. Esse desequilíbrio aparece quando empresas têm postos abertos, mas não encontram profissionais preparados, enquanto trabalhadores não conseguem ocupar as oportunidades existentes. O governo chinês pretende enfrentar o problema por meio da coordenação entre educação, treinamento e políticas de emprego. Governos locais buscam aumentar a renda Outra frente da estratégia é elevar a renda de moradores das cidades e das áreas rurais. Algumas regiões passaram a apoiar atividades econômicas locais capazes de gerar emprego e manter uma parcela maior do valor da produção dentro das próprias comunidades. No condado de Xuyi, na província de Jiangsu, a criação de lagostins tornou-se uma das principais fontes de renda rural. Em 2025, a área destinada à atividade chegou a 1 milhão de mu, equivalente a cerca de 66,7 mil hectares. A renda gerada pelo setor respondeu por 32,5% da renda disponível por agricultor no condado. A província de Sichuan adotou um plano para dobrar a renda dos agricultores, com medidas para que uma parcela maior do valor gerado pela cadeia do agronegócio permaneça nas áreas rurais. Liaoning, por sua vez, passou a utilizar programas de participação acionária e distribuição de ações a funcionários como uma forma de aumentar a renda obtida com patrimônio. As iniciativas mostram que o governo pretende atuar em diferentes fontes de rendimento, incluindo salários, atividades agrícolas, empreendedorismo e participação nos resultados das empresas. Proteção social busca reduzir insegurança financeira A China também pretende usar a seguridade social para diminuir despesas que levam as famílias a poupar por precaução. Uma das medidas começou em 1º de janeiro de 2026, com a criação de subsídios nacionais para serviços de assistência a idosos com deficiência moderada ou grave. O benefício ajuda a pagar serviços prestados em instituições ou no atendimento domiciliar. O objetivo é reduzir o peso desses gastos no orçamento das famílias e liberar parte da renda para outras necessidades. As diretrizes também preveem reajustes graduais na aposentadoria básica destinada a moradores urbanos e rurais, revisão periódica do padrão mínimo de subsistência e aumento dos gastos públicos em educação, saúde e cuidados com idosos. Essas despesas são tratadas como parte da política de consumo porque reduzem a necessidade de as famílias manterem uma reserva elevada para serviços essenciais. Quanto maior a cobertura pública, menor tende a ser a insegurança em relação a despesas futuras. Fonte: news,cn

31 de julho de 2026
China2Brazil
A China encerrou 2025 com 323,38 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 23% da população do país. Os dados constam no Boletim Nacional de 2025 sobre o Desenvolvimento da Causa do Envelhecimento, divulgado pelo Ministério de Assuntos Civis e pela Comissão Nacional de Trabalho sobre o Envelhecimento. Entre os chineses com 65 anos ou mais, o total chegou a 223,65 milhões, ou 15,9% da população. A taxa de dependência desse grupo ficou em 23,1%. A taxa de dependência indica a proporção de pessoas idosas em relação à população em idade ativa e ajuda a medir a pressão sobre sistemas de aposentadoria, saúde e assistência social. A expectativa média de vida na China chegou a 79,25 anos em 2025. O aumento da longevidade, combinado à redução do número de nascimentos, elevou a necessidade de políticas voltadas à previdência, aos cuidados de longa duração e à adaptação dos serviços públicos. Fonte: news.southcn.cn

31 de julho de 2026
China2Brazil
A Geely e a Ford anunciaram um acordo para criar uma joint venture na fábrica de Valência, na Espanha, onde produzirão veículos elétricos para o mercado europeu. A parceria, que ainda depende de aprovação regulatória, marca mais um passo na mudança de estratégia das montadoras chinesas, que passaram a investir em produção local e desenvolvimento tecnológico no exterior, em vez de depender apenas da exportação de veículos. Pelo acordo, as duas empresas vão compartilhar a estrutura da fábrica espanhola para fabricar modelos das marcas Geely e Ford destinados à Europa. A previsão é que a joint venture entre em operação no primeiro semestre de 2027 e que o primeiro veículo seja produzido em 2028. Segundo analistas citados no relatório, utilizar uma unidade já existente reduz custos, encurta o tempo de implantação e diminui os riscos em comparação à construção de uma nova fábrica. O acordo acompanha uma mudança mais ampla na internacionalização da indústria automotiva chinesa. Além de ampliar a produção em outros países, as empresas também passaram a exportar tecnologias e estabelecer parcerias para desenvolver sistemas inteligentes adaptados aos mercados locais. Um exemplo é a Horizon Robotics, que anunciou o aprofundamento da cooperação com o Grupo Volkswagen para desenvolver modelos de inteligência artificial voltados à direção assistida. A XPeng, por sua vez, concluiu na Alemanha os testes de adaptação de seu sistema de direção inteligente com IA Turing e integrou o Google Maps aos veículos destinados aos mercados internacionais. A empresa prevê disponibilizar essas soluções adaptadas às condições de cada país a partir de 2027. Direção assistida reúne tecnologias que auxiliam o motorista em funções como manter o veículo na faixa e controlar a velocidade, sem substituir a condução humana. Segundo representantes do setor, a mudança ocorre em um momento em que o mercado automotivo chinês cresce em ritmo menor e a concorrência interna se intensifica. Com isso, a internacionalização deixou de significar apenas vender veículos para outros países e passou a incluir fábricas, centros de pesquisa e fornecedores instalados nos mercados onde as empresas pretendem atuar. Especialistas avaliam que a produção local facilita o cumprimento de exigências regulatórias, reduz custos logísticos e fortalece a presença das marcas no longo prazo. Ao mesmo tempo, operar em diferentes países exige adaptação às regras locais e investimentos maiores em pesquisa, cadeia de suprimentos e assistência técnica. Apesar das oportunidades, a expansão internacional traz desafios. Li Feng, vice-diretor do Departamento de Pesquisa de Internet dos Veículos e Transporte Inteligente da Academia Chinesa de Tecnologia da Informação e Comunicações, afirma que o aumento das exigências regulatórias em diferentes países elevou os custos e a complexidade para comercializar veículos e tecnologias no exterior. Segundo ele, o setor precisará transformar padrões tecnológicos desenvolvidos na China em referências aceitas internacionalmente para sustentar esse processo de internacionalização . Fonte: news.cn

31 de julho de 2026
China2Brazil
Representantes de Geely, GWM, Chery e BYD participaram, na segunda-feira (27), de uma reunião na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) para conhecer os incentivos fiscais, as cadeias de fornecedores e as possibilidades de produção no Polo Industrial de Manaus. O encontro buscou aproximar as montadoras chinesas da estrutura industrial do Amazonas, mas não resultou no anúncio de novos investimentos. A agenda foi organizada pela Suframa em parceria com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). Também participaram executivos ligados à operação conjunta entre Geely e Renault. Durante a reunião, técnicos apresentaram o funcionamento da Zona Franca de Manaus, o ambiente regulatório e as condições oferecidas a empresas que pretendem instalar operações na região. O modelo concede incentivos tributários a projetos aprovados, com o objetivo de atrair fábricas e gerar atividade econômica na região. As discussões incluíram compras de fornecedores locais, organização das cadeias de suprimentos, possibilidades de implantação industrial e novas agendas entre as empresas e os órgãos regionais. Cadeia de suprimentos é o conjunto de fornecedores, processos de produção, transporte e distribuição necessários para levar um produto ao mercado. Segundo Arthur Lisboa, analista da Coordenação-Geral de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais da Suframa, a visita faz parte de uma estratégia de aproximação com empresas chinesas que vêm aumentando seus investimentos no Brasil, especialmente no setor de mobilidade. Na abertura da reunião, Leopoldo Montenegro, superintendente da Suframa, afirmou que o órgão está aberto a novos investidores e oferece apoio institucional às empresas interessadas em avaliar projetos na região. Fonte: Gov.br