
30 de julho de 2026
China2Brazil
A China colocou em operação uma ferrovia de acesso direto ao Terminal Marítimo de Xiamen, na província de Fujian, como parte de sua estratégia de integrar os modais ferroviário e marítimo e reduzir etapas no transporte de cargas. O primeiro trem percorreu a linha em 29 de julho. Segundo as autoridades chinesas, a ferrovia é a primeira do país construída no modelo de integração direta entre um terminal portuário e a malha ferroviária. Os trilhos chegam à área operacional do porto, permitindo que contêineres sejam transferidos diretamente entre navios e trens. O transporte intermodal combina diferentes meios de transporte em uma mesma operação logística. Com a conexão direta entre o porto e a ferrovia, a expectativa é tornar a movimentação de cargas mais ágil. A linha tem 1.586 metros de extensão e foi projetada para movimentar 250 mil TEUs, unidade padrão utilizada para medir a capacidade de contêineres, e 250 mil toneladas de cargas a granel por ano. Os trilhos chegam a cerca de 70 metros da borda do cais, permitindo o carregamento direto das mercadorias nos vagões. Segundo o governo chinês, o projeto integra os investimentos do país na infraestrutura de transporte e logística. Fonte: people.com.cn

30 de julho de 2026
China2Brazil
A participação das fontes renováveis na geração de eletricidade da China ultrapassou 40% pela primeira vez no primeiro semestre de 2026, enquanto a fatia da energia produzida a partir do carvão caiu para menos de 50%, outro marco na transição da matriz elétrica do país. No período, as usinas movidas a fontes renováveis geraram quase 2 trilhões de quilowatts-hora (kWh) de eletricidade, o equivalente a 41,2% de toda a energia produzida no país. Segundo os dados oficiais, esse volume é suficiente para atender quase 40% da demanda nacional por eletricidade. Ao mesmo tempo, a geração de energia a carvão somou 2,5 trilhões de kWh, respondendo por 49,7% da produção total de eletricidade. É a primeira vez que essa participação fica abaixo de metade da geração elétrica chinesa em um primeiro semestre. A matriz elétrica reúne as diferentes fontes utilizadas para produzir eletricidade, como carvão, hidrelétricas, usinas eólicas, solares e nucleares. A redução da participação do carvão e o avanço das fontes renováveis indicam uma mudança gradual na composição da oferta de energia do país. Fonte: News.cn

30 de julho de 2026
China2Brazil
A indústria chinesa de motocicletas registrou um marco tecnológico ao atingir 315,82 km/h com uma motocicleta desenvolvida no país durante testes realizados em Shangrao, na província de Jiangxi. O resultado estabelece um novo recorde nacional e coloca a China em um grupo restrito de fabricantes capazes de desenvolver plataformas de motocicletas de alto desempenho, um segmento historicamente dominado por empresas japonesas, alemãs e italianas. Mais do que o recorde de velocidade, o teste simboliza a capacidade da indústria chinesa de produzir tecnologias consideradas estratégicas para motocicletas esportivas. Segundo informações do setor, o modelo utiliza a primeira plataforma de motorização de um litro totalmente projetada e produzida em massa na China. Motores de um litro equipam motocicletas de alta cilindrada voltadas para alto desempenho, exigindo soluções avançadas de engenharia, refrigeração e controle eletrônico. O veículo também apresenta elevado índice de produção local. Mais de 90% da motocicleta foi fabricada com componentes nacionais, enquanto os principais sistemas mecânicos superam 80% de conteúdo produzido na própria China. O desempenho acima de 300 km/h tem relevância técnica porque essa velocidade é considerada uma referência internacional para motocicletas de alta performance. A partir de aproximadamente 260 km/h, a resistência do ar cresce rapidamente, exigindo motores mais potentes, maior estabilidade estrutural e sistemas eletrônicos capazes de controlar o comportamento da motocicleta em condições extremas. Apesar do recorde, o modelo ainda não chegou ao mercado. A fabricante informa que a motocicleta passa por testes de desempenho e confiabilidade antes do início da produção em série. Os avanços tecnológicos já aparecem nos resultados comerciais do setor. No primeiro semestre de 2026, as exportações chinesas de motocicletas cresceram 23,99% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Câmara de Comércio de Motocicletas da China. O aumento indica que fabricantes locais vêm ampliando sua presença em mercados internacionais à medida que conseguem competir também em categorias de maior valor agregado. Dados da entidade mostram que o setor exportou US$6,575 bilhões no período. As vendas de motocicletas completas somaram 7,57 milhões de unidades, alta de 17%, enquanto o valor dessas exportações alcançou US$5,175 bilhões, crescimento de 21,03% na comparação anual. Nas fábricas, o aumento da demanda já influencia a produção. Em Hangzhou, na província de Zhejiang, uma fabricante informou que sua linha automatizada produz até 800 motocicletas por dia e opera em capacidade máxima desde o início de 2026. Em Taizhou, também em Zhejiang, outra empresa afirma que os pedidos de motocicletas equipadas com a nova geração de motores já estão reservados até outubro. Entre janeiro e junho, essa fabricante exportou mais de 20 mil motocicletas para mercados do Sudeste Asiático, Europa e Estados Unidos. A produção gerou mais de 200 milhões de yuans, valor que representa o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior. Segundo representantes da Câmara de Comércio de Motocicletas da China, o desenvolvimento de motores de alto desempenho tende a beneficiar toda a cadeia industrial, incluindo fornecedores de materiais, componentes, sistemas eletrônicos e centros de testes. A expectativa do setor é que a indústria chinesa passe a disputar espaço não apenas pelo volume de produção, mas também pelo desenvolvimento de marcas e tecnologias próprias no mercado global de motocicletas. Fonte: CCTV

29 de julho de 2026
China2Brazil
As exportações chinesas de robôs, produtos ligados à inteligência artificial (IA) e medicamentos inovadores cresceram no primeiro semestre de 2026 e passaram a representar uma nova frente da indústria de alta tecnologia do país. Chamados de “Novíssimos Três Produtos”, esses setores fazem parte da estratégia chinesa de ampliar a participação de bens de maior valor tecnológico no comércio internacional. O movimento indica uma mudança no perfil das exportações chinesas, historicamente associadas a produtos manufaturados de grande escala. Agora, empresas do país também passam a vender equipamentos avançados, sistemas digitais e tecnologias desenvolvidas para setores considerados estratégicos para a economia global. Inteligência artificial deixa de ser apenas hardware Entre os segmentos que registraram crescimento está a cadeia de inteligência artificial. Produtos como fibras ópticas, módulos ópticos e servidores usados em centros de processamento contribuíram para mais da metade do aumento das exportações de produtos eletromecânicos da China no período. Além dos equipamentos físicos, empresas chinesas passaram a exportar soluções baseadas em IA . No Peru, por exemplo, algoritmos desenvolvidos na China são utilizados para calcular planos de carregamento em portos em tempo real. Em países do Sudeste Asiático, ferramentas digitais ajudam pequenas e médias empresas a adotar processos de transformação digital. A expansão acompanha o aumento global da demanda por capacidade computacional, especialmente com o crescimento de aplicações de inteligência artificial. Robôs chineses chegam a novos mercados A robótica também ganhou espaço no comércio exterior. As exportações de robôs de limpeza e robôs biomiméticos inteligentes, máquinas inspiradas em características de seres vivos, somaram 18,09 bilhões de yuans no primeiro semestre. Já as vendas externas de robôs industriais alcançaram 6,29 bilhões de yuans, alta de 18,6%, com destino a 141 países e regiões. Em Suzhou, na província de Jiangsu, um polo industrial reúne mais de 1.600 empresas ligadas à cadeia da robótica, incluindo fabricantes de sensores, motores de precisão e outros componentes. A concentração de fornecedores em uma mesma região reduz o tempo entre o desenvolvimento de uma tecnologia e sua produção em escala. Esse ecossistema permite que fabricantes testem novos equipamentos e ajustem produtos com maior rapidez antes de enviá-los ao mercado internacional. Medicamentos inovadores registram recorde de negócios Outro setor que ganhou destaque foi o farmacêutico. No primeiro semestre, o valor das operações internacionais de licenciamento de medicamentos inovadores chineses ultrapassou US$ 100 bilhões, o maior resultado já registrado. Os acordos envolvem áreas como oncologia, doenças metabólicas, imunologia e neurologia, com participação de empresas de países como Estados Unidos, Reino Unido, França e Itália. Fonte: CCTV

29 de julho de 2026
China2Brazil
A China publicou nesta terça-feira o plano nacional de resposta às mudanças climáticas para o 15º Plano Quinquenal (2026-2030), estabelecendo metas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e ampliar os instrumentos de mercado voltados à transição para uma economia de baixo carbono. Entre os principais objetivos está a redução de 17% das emissões de dióxido de carbono por unidade do Produto Interno Bruto (PIB) até 2030, em comparação com os níveis de 2025. A intensidade de carbono mede a quantidade de CO₂ emitida para gerar uma unidade de riqueza na economia. Quando esse indicador cai, significa que o país consegue produzir mais emitindo menos carbono, ainda que as emissões totais possam continuar crescendo. O plano foi elaborado pelo Ministério da Ecologia e do Meio Ambiente em conjunto com a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) e outros 18 órgãos do governo. O documento servirá de base para as políticas climáticas chinesas nos próximos cinco anos. Além da meta para a economia como um todo, o governo prevê reduzir em cerca de 3% as emissões de CO₂ por unidade de produção nos setores incluídos no mercado nacional de comércio de emissões até 2030, tomando 2025 como referência. Esse mercado estabelece um limite para as emissões e permite que empresas negociem créditos de carbono entre si. O plano também prevê a criação de um mercado nacional de redução voluntária de emissões de gases de efeito estufa, alinhado a padrões internacionais. A proposta inclui ainda consolidar o sistema de medição da pegada de carbono de produtos, ampliar o monitoramento de gases de efeito estufa que não sejam dióxido de carbono e criar capacidade para reduzir o equivalente a 30 milhões de toneladas de CO₂. Outra frente é o fortalecimento das políticas de adaptação às mudanças climáticas, com medidas voltadas para aumentar a resiliência da sociedade aos impactos de eventos climáticos extremos. Segundo Chai Qimin, diretor do Departamento de Estratégia e Planejamento do Centro Nacional de Estratégia para Mudanças Climáticas, a meta de reduzir em 17% a intensidade de carbono foi definida para garantir que a China cumpra seu compromisso climático para 2030. O país assumiu a meta de reduzir em mais de 65% a intensidade de carbono em relação aos níveis de 2005. De acordo com o pesquisador, as metas previstas nos três planos quinquenais anteriores já foram cumpridas. O objetivo estabelecido para o atual ciclo representa a etapa final necessária para alcançar o compromisso internacional assumido pela China até o fim da década. Fonte: China News

29 de julho de 2026
China2Brazil
A China encerrou o primeiro semestre de 2026 com 2,36 milhões de patentes de invenção de alto valor, informou nesta terça-feira (29) a Administração Nacional de Propriedade Intelectual da China (CNIPA). O dado foi apresentado durante uma coletiva sobre o início do 15º Plano Quinquenal (2026-2030) e indica o peso crescente da propriedade intelectual na estratégia chinesa de inovação e desenvolvimento tecnológico . Patentes de alto valor são registros associados a tecnologias com maior potencial de aplicação industrial, comercialização ou competitividade. Segundo a CNIPA, o país passou a registrar 16,8 dessas patentes para cada grupo de 10 mil habitantes, indicador utilizado para medir a intensidade da inovação. Durante a apresentação, o vice-diretor da CNIPA e porta-voz da instituição, Rui Wenbiao, afirmou que o aumento contínuo desse tipo de patente reflete a evolução da capacidade de inovação da China. Os números servirão como uma das bases para as políticas de proteção e uso da propriedade intelectual previstas no 15º Plano Quinquenal. Além das patentes, a autoridade informou que a composição dos registros de marcas também mudou. As marcas de serviços passaram a representar 31% das marcas válidas registradas no país. Esse tipo de marca identifica serviços, em vez de produtos, e sua participação crescente acompanha a expansão de setores como tecnologia, finanças, logística e serviços digitais. O governo chinês pretende utilizar o novo Plano Quinquenal para orientar as políticas de propriedade intelectual entre 2026 e 2030, com foco na proteção dos direitos de inovação e na transformação desses ativos em resultados econômicos. Fonte: China News

28 de julho de 2026
China2Brazil
A 8ª Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas no Brasil está com inscrições abertas. O evento será realizado no dia 8 de agosto, nas instalações da Faculdade ESEG, do Grupo Etapa, em São Paulo, com entrada gratuita. Para participar, basta se inscrever pelo site https://fremc.iestgroup.com/ Organizada pela Associação Brasileira de Empresas Chinesas (ABEC), pelo Instituto Confúcio na Unesp e pelo IEST Group, com apoio do Consulado Geral da República da China em São Paulo, a feira reunirá 30 empresas chinesas e oferecerá mais de 400 vagas em diferentes níveis de atuação. As oportunidades abrangem setores como Telecomunicações, Logística, Tecnologia, Energia, E-commerce, Consultoria Empresarial, Educação, Mineração e Alimentos, entre outros. As vagas são voltadas para profissionais de diferentes perfis e experiências, com possibilidades de atuação nas áreas Comercial e Vendas, Financeiro, Administrativo, Marketing, E-commerce, Contabilidade, Jurídico e Logística, em companhias sediadas no Brasil. Durante o evento, os participantes poderão conhecer diversas oportunidades de emprego, se candidatar às vagas, apresentar seu perfil diretamente aos times de recrutamento das empresas participantes e ampliar sua rede de contatos profissionais. Além disso, terão acesso a palestras com especialistas de empresas chinesas, incluindo SHEIN, CMOC, TP-Link e o Centro de Serviços Econômicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa e Espanhola (CECPS), que compartilharão conhecimentos sobre o mercado e as tendências do setor em que atuam. O cadastro deve ser realizado no site oficial do evento até 6 de agosto, às 23h59. Mais informações, incluindo a lista completa de vagas e detalhes sobre as palestras, estão disponíveis em www.fremc.iestgroup.com. Empresas participantes Esta edição conta com o patrocínio das empresas SHEIN, CMOC, Centro de Serviços Econômicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa e Espanhola (CECPS) e TP-Link. Confira a lista completa de empresas participantes: 99 Anjun Anysort BYD CECPS BRASIL CEEC CGN China Mobile CMOC Brasil COFCO DAHUA Damon Technology Fiberhome IEST Group iMile Instituto Confúcio na UNESP ITEC ITG J&T Cargo J&T Express Keeta Kwai LiuGong LAMA Eventos do Brasil Nansen Oke Ferramentas OPPO SHEIN TP-Link XCMG Sobre o evento A Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas no Brasil se consolidou como uma das principais iniciativas de recrutamento do país, atuando como uma plataforma estratégica para conectar talentos brasileiros a oportunidades em grandes empresas chinesas presentes no mercado nacional. Em 2025, o evento alcançou sua maior edição, reunindo 32 empresas e mais de 2 mil candidatos inscritos. “O sucesso da edição de 2025 reforça a relevância e o crescimento das empresas chinesas no mercado brasileiro, e mostra como a Feira se consolidou como a principal plataforma de conexão entre empresas chinesas e talentos brasileiros”, afirmou Tian Bin, fundador do IEST Group. “O fato de a Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas no Brasil chegar, neste ano, à sua 8ª edição demonstra que se trata de uma iniciativa de grande relevância do IEST Group, do Instituto Confúcio na Unesp e da ABEC tanto para as empresas chinesas que buscam novos colaboradores, quanto para os jovens talentos brasileiros que procuram novas oportunidades de desenvolvimento”, reforçou o diretor-geral do Instituto Confúcio na Unesp, Prof. Luís Antonio Paulino. Ao longo de sete edições, o evento contou com a participação de mais de 100 grandes empresas chinesas atuantes no Brasil, de setores como automotivo, engenharia, telecomunicações, máquinas e equipamentos, agronegócio, tecnologia, energia e logística. Nesse período, foram disponibilizadas pelo menos 1.270 oportunidades de emprego, com a participação de mais de 4.600 profissionais, consolidando a feira como o principal evento de recrutamento voltado às empresas chinesas no Brasil. Serviço Inscrições até 6 de agosto: https://fremc.iestgroup.com Data do evento: 8 de agosto de 2026 Horário: 10h às 16h Local: Faculdade ESEG - Grupo Etapa Endereço: Rua Vergueiro, 1549 - Paraíso, São Paulo - SP, 04101-000

28 de julho de 2026
China2Brazil
A China destinou mais de 390 bilhões de yuans para programas de assistência estudantil em 2025, um aumento superior a 14% em relação ao ano anterior. Os recursos beneficiaram quase 160 milhões de estudantes, alta de mais de 5% na comparação anual, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Educação. O sistema de assistência estudantil reúne bolsas, subsídios e empréstimos destinados a evitar que estudantes abandonem os estudos por dificuldades financeiras. Entre as mudanças anunciadas está o reajuste das bolsas concedidas pelo governo a estudantes de pós-graduação em universidades federais. A partir de 2025, o auxílio anual para alunos de mestrado passou de 8 mil para 10 mil yuans, enquanto o valor destinado aos doutorandos aumentou de 10 mil para 12 mil yuans. Além da ampliação dos recursos, o governo informou que vem digitalizando o acesso aos programas. As instituições de ensino passaram a utilizar uma plataforma integrada que cruza dados com órgãos responsáveis por assistência social, desenvolvimento rural, assuntos de veteranos e pessoas com deficiência para identificar estudantes elegíveis aos benefícios. Segundo o Ministério da Educação, o objetivo é tornar a concessão dos auxílios mais precisa e reduzir procedimentos burocráticos. Os estudantes também podem consultar pela internet as políticas de assistência, verificar certificados de bolsas nacionais e acessar o histórico de benefícios recebidos por meio da Plataforma Nacional de Serviço Público de Educação Inteligente e da plataforma de serviços do Ministério da Educação. Outra mudança envolve os empréstimos estudantis concedidos pelo Banco de Desenvolvimento da China. O banco passou a permitir que pais ou responsáveis autorizem a contratação do financiamento de forma remota, por celular, utilizando reconhecimento facial e verificação de identidade. Antes, a primeira solicitação exigia a presença presencial tanto do estudante quanto do responsável, o que dificultava o processo para famílias que moram ou trabalham longe da cidade de origem. A província de Shandong também apresentou avanços na identificação de estudantes de baixa renda. O governo local informou que utiliza cruzamento de dados entre diferentes órgãos públicos e análises baseadas em indicadores socioeconômicos para identificar automaticamente famílias elegíveis aos programas. Em 2025, cerca de 339 mil estudantes concluíram a solicitação dos benefícios de forma totalmente online na província. Segundo o Ministério da Educação, a meta permanece a mesma: garantir que nenhum estudante deixe de ingressar ou permanecer na universidade por falta de recursos financeiros. Fonte: stdaily

28 de julho de 2026
China2Brazil
A China colocou em operação plena uma usina termoelétrica a carvão que, segundo a estatal China Datang, é a primeira do mundo a combinar temperatura de reaquecimento do vapor acima de 630°C com eficiência térmica superior a 50%. O projeto, localizado na província de Shandong, representa um avanço tecnológico para um setor que busca gerar mais eletricidade consumindo menos carvão. A eficiência térmica indica quanto da energia contida no combustível é convertida em eletricidade. Quanto maior esse índice, menor tende a ser o consumo de carvão para produzir a mesma quantidade de energia. A usina Datang Yuncheng é equipada com duas unidades geradoras de 1 milhão de quilowatts (kW) cada. Segundo a empresa, o empreendimento estabelece novos parâmetros para esse tipo de instalação ao operar com maior temperatura e pressão do vapor, além de reduzir o consumo específico de carvão por quilowatt-hora gerado. De acordo com a China Datang, o resultado foi obtido por meio da combinação de novos materiais, equipamentos e processos industriais. A taxa de nacionalização dos equipamentos chegou a 98,89%, enquanto o projeto ultrapassou a marca de 50% de eficiência térmica , considerada um desafio tecnológico para usinas a carvão. O desenvolvimento envolveu uma parceria entre a China Datang, a Dongfang Electric, a China Baowu Steel, o China Iron & Steel Research Institute e outras empresas da cadeia industrial. Entre as tecnologias empregadas estão novos aços resistentes a altas temperaturas, um rotor de turbina a vapor desenvolvido na China, um sistema de recuperação de calor com turbinas auxiliares de velocidade variável e um sistema de extração regenerativa de vapor em 12 estágios. A usina foi construída no condado de Yuncheng, na província de Shandong, e integrou a lista de projetos prioritários do 13º Plano Quinquenal da China. Segundo a empresa, a central foi projetada para servir de referência tecnológica para futuras usinas a carvão e apoiar o sistema elétrico do país. Fonte: news.cn

28 de julho de 2026
China2Brazil
A China encerrou o primeiro semestre de 2026 com 23,057 milhões de pontos de recarga para veículos elétricos, alta de 43,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (28) pela Administração Nacional de Energia e mostram que a expansão da infraestrutura acompanha o crescimento da frota de veículos elétricos no país. A infraestrutura de recarga reúne equipamentos públicos e privados usados para abastecer veículos elétricos. A ampliação dessa rede é considerada um dos principais fatores para reduzir o tempo de espera dos motoristas e permitir viagens de longa distância. Dos mais de 23 milhões de pontos instalados, 5,009 milhões são públicos, um crescimento anual de 22,3%. A potência instalada dessas estações chegou a 247 milhões de quilowatts (kW), com média de 49,35 kW por carregador. Já os 18,048 milhões de carregadores privados, normalmente instalados em residências e empresas, registraram expansão de 50,4% em um ano. A capacidade total de ligação elétrica destinada a essas instalações alcançou 155 milhões de kVA. Os dados também indicam que a rede foi suficiente para atender ao aumento da demanda durante os períodos de maior circulação. No feriado do Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, foram realizadas 3,98 milhões de recargas nas rodovias chinesas , com consumo de 94,93 milhões de kWh de eletricidade. A média diária ficou 14,09% acima da registrada durante o feriado do Ano Novo Chinês, estabelecendo um novo recorde para esse tipo de operação. Outro movimento observado foi a expansão dos carregadores de alta potência, que reduzem o tempo necessário para recarregar a bateria dos veículos. Até o fim de junho, o país havia instalado mais de 180 mil unidades desse tipo. A cobertura da infraestrutura também avançou para regiões menos urbanizadas. Segundo a Administração Nacional de Energia, 98,61% dos distritos chineses já contam com pontos de recarga, enquanto a instalação de equipamentos continua em áreas rurais e municípios do interior. Fonte: people.com.cn