
5 de agosto de 2026
China2Brazil
A China passou a adotar controles mais rígidos sobre a exportação para os Estados Unidos de drones, componentes essenciais e tecnologias relacionadas classificados como itens de dupla utilização. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (5) pelo Ministério do Comércio chinês e entrou em vigor na mesma data. Pelas novas regras, as exportações desses produtos para o mercado americano passarão por análise caso a caso. Os pedidos também deixarão de contar com medidas de facilitação para a concessão de licenças. Itens de dupla utilização são produtos e tecnologias que podem ter aplicações civis e militares. A medida atinge aqueles relacionados a drones que já fazem parte da Lista de Controle de Exportação de Itens de Dupla Utilização da China. Segundo o Ministério do Comércio, a decisão foi tomada com base na legislação chinesa de controle de exportações. O governo afirma que a medida busca proteger a segurança e os interesses nacionais e cumprir obrigações internacionais de não proliferação. Fonte: news.southcn.com

5 de agosto de 2026
China2Brazil
A China abriu, em 5 de agosto, sua primeira investigação de segurança nacional no comércio exterior. O procedimento analisa determinados equipamentos importados de impressão e fotocópia para escritórios equipados com softwares de sistemas estrangeiros e busca avaliar possíveis impactos sobre os interesses de segurança nacional do país no comércio exterior. Segundo informações preliminares citadas pelo Ministério do Comércio, esses equipamentos podem afetar interesses relacionados à segurança nacional. A investigação foi aberta com base no Artigo 41 da Lei de Comércio Exterior da República Popular da China. Pela legislação citada pelo ministério, o órgão pode iniciar investigações por conta própria ou em conjunto com outros departamentos competentes do Conselho de Estado quando houver questões relacionadas aos interesses de segurança nacional no comércio exterior. No comunicado, softwares de sistemas estrangeiros são definidos como programas de driver e softwares embarcados desenvolvidos, testados ou mantidos por indivíduos ou entidades estrangeiras. A investigação analisará a situação das importações dos produtos envolvidos e os possíveis efeitos desses equipamentos, tecnologias ou serviços sobre a segurança nacional. Também serão avaliadas a demanda interna, as consequências das importações para a indústria chinesa e a capacidade da produção nacional de atender às necessidades relacionadas à segurança. Outro ponto previsto é a análise dos efeitos de políticas e medidas adotadas por governos estrangeiros sobre os interesses de segurança nacional da China. Segundo o porta-voz do Ministério do Comércio, a autoridade responsável conduzirá o processo de acordo com a lei e deverá preservar os direitos e interesses das partes envolvidas. A decisão será tomada com base nos resultados da investigação. Fonte: China News

5 de agosto de 2026
China2Brazil
A província chinesa de Henan anunciou uma política que incentiva empresas e órgãos com condições adequadas a testar saídas flexíveis nas tardes de sexta-feira, combinadas com fins de semana e férias anuais remuneradas. A proposta busca facilitar viagens curtas e, ao mesmo tempo, estimular o turismo e o consumo fora dos períodos tradicionais de feriados. A medida consta na “Notificação sobre o Fortalecimento da Implementação das Férias Remuneradas e Escalonadas para Trabalhadores”. O modelo sugerido combina “meia sexta-feira + fim de semana + férias anuais”, permitindo períodos de descanso mais distribuídos ao longo do ano. A política ganhou atenção nas redes sociais chinesas em 5 de agosto, durante a temporada de férias de verão. Entre os pontos que chamaram atenção está a determinação de que dirigentes e gestores públicos deem o exemplo e utilizem suas férias remuneradas. Henan não é a única região chinesa a adotar medidas sobre o tema. Desde o início do ano, Yunnan, Guizhou, Shaanxi, Shanxi, Anhui e Tianjin também anunciaram políticas relacionadas às férias remuneradas. Tianjin estuda um modelo de férias fracionadas. Anhui incluiu a implementação das férias anuais nas negociações coletivas entre empregadores e trabalhadores. Guizhou propôs que, em princípio, todos os empregados utilizem integralmente suas férias anuais remuneradas. Já Hainan afirmou que descanso e férias não devem ser tratados como um benefício opcional, mas com a mesma importância atribuída ao trabalho. O tema também entrou na agenda nacional. Neste ano, o Relatório de Trabalho do Governo mencionou pela primeira vez a necessidade de implementar efetivamente o sistema de férias remuneradas e escalonadas para os trabalhadores. O 15º Plano Quinquenal também prevê a implementação desse sistema. Embora as férias anuais remuneradas existam há anos no país, sua aplicação ainda enfrenta dificuldades. Segundo Li Qiang, professor associado da Faculdade de Filosofia e Administração Pública da Universidade de Henan, há problemas como cumprimento insuficiente das regras, acesso desigual entre trabalhadores e flexibilização na execução. Shen Ke, diretor do Departamento Cível do Escritório de Advocacia Gongdao, em Henan, também afirma que conflitos relacionados às férias remuneradas são frequentes e que os trabalhadores ainda encontram dificuldades para defender esse direito. Para ele, o sistema jurídico relacionado ao tema precisa ser aperfeiçoado. Além da questão trabalhista, as políticas adotadas em diferentes regiões procuram estimular o consumo ligado ao turismo e ao lazer. Em Henan, a medida incentiva atrações turísticas, pousadas rurais e áreas de camping a criarem pacotes para trabalhadores em férias. O governo também prevê roteiros voltados à baixa temporada, com festivais de música em áreas rurais, experiências agrícolas, atividades de lazer ao longo do Rio Amarelo e atrações culturais em cidades históricas. Segundo Song Xiangqing, vice-presidente da Sociedade Chinesa de Economia Comercial, a concentração das viagens nos feriados nacionais costuma provocar congestionamento na alta temporada e baixa utilização da infraestrutura turística em outros períodos. Para ele, a adoção de políticas de férias remuneradas por várias províncias está relacionada à estratégia de estimular a demanda interna e o consumo. Zhang Zhancang, ex-presidente da Academia de Ciências Sociais da Província de Henan, afirma que a política local também procura coordenar diferentes órgãos governamentais e utilizar os recursos turísticos da província para reduzir os efeitos da sazonalidade. A aplicação da medida, porém, será determinante para seus resultados. Segundo Zhang, será necessário aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização e as políticas de apoio para que as férias remuneradas sejam efetivamente utilizadas pelos trabalhadores e tenham efeitos sobre o turismo e o consumo. Fonte: chinanews.com.cn

4 de agosto de 2026
China2Brazil
A China reúne atualmente mais de 70 grandes infraestruturas científicas nacionais em operação ou construção, o segundo maior número do mundo, segundo a CCTV. Parte dessas instalações já é usada em pesquisas sobre astronomia, fusão nuclear, novos materiais e desenvolvimento de medicamentos. Entre os projetos em funcionamento está o Observatório de Raios Cósmicos de Alta Altitude, em Sichuan. Pesquisadores utilizaram a estrutura para identificar, na constelação de Cygnus, o sistema binário capaz de acelerar partículas às maiores energias já registradas na Via Láctea. Outro exemplo é o radiotelescópio FAST, em Guizhou. Após substituir cabos de aço por componentes produzidos na China, o equipamento retomou as observações. Até agora, já identificou quase 1.300 pulsares, estrelas de nêutrons que emitem sinais de rádio em intervalos regulares. As grandes instalações também começam a se conectar à indústria. Em Hefei, projetos como o “Sol Artificial”, voltado à pesquisa em fusão nuclear, e o Campo Magnético Estável de Alta Intensidade contribuíram para a criação de quase 50 empresas nas áreas de supercondutividade, novos materiais, criogenia e plasma. Em Xangai, dez grandes infraestruturas científicas estão em operação, incluindo uma instalação nacional voltada à ciência de proteínas, que já deu suporte ao desenvolvimento de medicamentos chineses lançados no mercado. Pequim também abriu cerca de 20 instalações e plataformas científicas para pesquisadores estrangeiros. Entre elas está uma fonte de luz síncrotron de quarta geração, usada para analisar materiais em escala microscópica e já utilizada por centenas de instituições e empresas. A China pretende instalar uma nova geração de grandes equipamentos científicos durante o 15º Plano Quinquenal. Entre os projetos previstos estão sistemas de cronometragem de alta precisão e instalações para simular perturbações em engenharia subterrânea profunda. Fonte: CCTV

4 de agosto de 2026
China2Brazil
A China aprovou uma norma nacional obrigatória de segurança para veículos equipados com sistemas de direção autônoma dos níveis L3 e L4. As novas regras entram em vigor em 1º de julho de 2027 e estabelecem critérios para testes, funcionamento dos sistemas e interação entre motorista e veículo. A norma GB 44721—2026 foi aprovada pela Administração Estatal para Regulação do Mercado e pela Administração Nacional de Padronização, segundo o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT). O texto cria um padrão nacional para a entrada desses veículos no mercado chinês. As regras abrangem automóveis e veículos comerciais com direção autônoma L3 e L4, mas não incluem sistemas de estacionamento automático. No nível L3, o veículo pode assumir a condução em determinadas situações, mas o motorista precisa estar preparado para retomar o controle quando solicitado. No L4, o sistema pode conduzir sozinho dentro de condições e áreas previamente definidas. Pelas novas regras, as fabricantes terão de realizar testes de simulação, em pistas fechadas e em vias públicas antes da comercialização dos sistemas. Também deverão adotar mecanismos de segurança durante todo o ciclo de desenvolvimento e uso do veículo. A norma estabelece ainda requisitos para ativação e desligamento da direção autônoma e para as informações apresentadas ao motorista. Nos veículos L3, o sistema deverá monitorar se o condutor está em condições de reassumir a direção quando necessário. A regulamentação ocorre após a China autorizar, em 2025, a comercialização condicional de dois modelos com direção autônoma L3. Até a entrada da norma em vigor, o governo chinês pretende definir regras complementares para testes, troca de informações e gestão de dados relacionados a incidentes de segurança. Fonte: news.cn

4 de agosto de 2026
China2Brazil
A produção de robôs industriais cresceu 28% na China no primeiro semestre de 2026, enquanto fabricantes de automação, equipamentos elétricos e veículos mantêm operações e projetos em dezenas de países. O movimento mostra como setores de maior conteúdo tecnológico do país estão associando o crescimento da produção doméstica à busca por mercados internacionais. Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas da China, a fabricação de equipamentos de impressão 3D aumentou 48,5% entre janeiro e junho, na comparação anual. A produção de baterias de íons de lítio subiu 39,3%, enquanto a de robôs industriais avançou 28%. Na robótica, a Estun Automation, de Nanjing, mantém sete bases de fabricação no mundo e já instalou mais de 150 mil robôs industriais. Em março, a companhia passou a negociar ações também na Bolsa de Hong Kong e informou que pretende direcionar os recursos captados para produção internacional, aquisições e pesquisa e desenvolvimento. A presença chinesa no exterior também aparece no setor elétrico. O NARI Group, ligado à State Grid, mantém 23 escritórios em 21 países, entre eles o Brasil, e fornece produtos e serviços para mais de 140 mercados. No Brasil, a empresa participou do projeto Belo Monte II, sistema de transmissão que leva energia do Norte para grandes centros consumidores do Sudeste por linhas de corrente contínua de ±800 kV. Segundo as informações divulgadas, o projeto atende a uma demanda equivalente ao consumo de mais de 22 milhões de pessoas. No setor automotivo, a Great Wall Motor afirma ter mais de 1.400 concessionárias no exterior, distribuídas por mais de 170 países e regiões, além de vendas internacionais superiores a 2 milhões de veículos. A picape GWM Poer já passou de 700 mil unidades comercializadas no mundo. Os dados mostram que a internacionalização da indústria chinesa já vai além da exportação de produtos. Robótica, energia e veículos estão entre os setores em que empresas do país combinam crescimento da produção com fábricas, escritórios, projetos de infraestrutura e redes de distribuição fora da China. Fonte: news.cn

3 de agosto de 2026
China2Brazil
A indústria de software e serviços de tecnologia da informação da China registrou receita de RMB 7,7182 trilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações do setor também cresceram e chegaram a US$ 33,79 bilhões, aumento de 11,4% na comparação anual. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) e mostram que os serviços de tecnologia da informação concentram a maior parte do faturamento do setor. Entre janeiro e junho, esse segmento respondeu por 68,5% da receita total da indústria e manteve crescimento de dois dígitos. Dentro dessa categoria estão atividades como computação em nuvem, processamento de dados e outros serviços digitais prestados a empresas e consumidores. Somente os serviços de computação em nuvem e big data geraram RMB 887,7 bilhões no período, alta de 12,1% em relação ao primeiro semestre de 2025. Os produtos de software, por sua vez, responderam por 21,7% da receita total e registraram crescimento de 6,9%. Dentro desse grupo, os softwares industriais tiveram alta de 8,2%. O resultado mostra uma diferença de ritmo entre os segmentos: enquanto produtos de software continuam crescendo, os serviços de tecnologia da informação avançam mais rapidamente e concentram a maior parcela da receita da indústria. Apesar do crescimento do faturamento e das exportações, o lucro total do setor aumentou apenas 1% no primeiro semestre. O dado indica que a expansão da receita não se traduziu na mesma proporção em ganhos para as empresas. Fonte: news.southcn.com

3 de agosto de 2026
China2Brazil
A economia marinha da China movimentou RMB 5,5 trilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 5,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento ficou 0,4 ponto percentual acima do avanço do PIB chinês e levou as atividades ligadas ao mar a representar 7,9% da economia nacional. Os dados foram divulgados em 3 de agosto pelo Ministério dos Recursos Naturais da China. A chamada economia marinha reúne atividades que dependem diretamente do mar e das áreas costeiras, como pesca, transporte marítimo, indústria e exploração de recursos. O desempenho do primeiro semestre mostra que essas atividades cresceram em ritmo superior ao conjunto da economia chinesa no período. Segundo estimativas preliminares do governo, o PIB marinho alcançou RMB 5,5 trilhões entre janeiro e junho. Parte desse movimento aparece também nos novos projetos autorizados para uso de áreas marítimas e ilhas. No primeiro semestre, a China aprovou 1.246 projetos, que abrangem 123 mil hectares e envolvem investimentos superiores a RMB 380 bilhões. As autorizações atendem principalmente atividades como pesca marinha, indústria e transporte. Esses projetos dependem da concessão de áreas costeiras ou marítimas para instalação e operação de estruturas produtivas. Segundo Meng Qinglei, vice-diretor do Departamento de Estratégia, Planejamento e Economia Marinha do Ministério dos Recursos Naturais, o fornecimento de recursos e áreas destinadas ao setor permaneceu estável no período. Os números indicam que a economia ligada ao mar mantém peso relevante na atividade chinesa e cresce acima da média nacional, enquanto novos projetos de uso de áreas marítimas e insulares sustentam investimentos em setores industriais, logísticos e pesqueiros. Fonte: news.cn

3 de agosto de 2026
China2Brazil
A China vai selecionar, pela primeira vez, empresas consideradas líderes em eficiência de carbono em cinco setores industriais de alto consumo de energia. O programa, anunciado pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) e outros dois órgãos do governo, faz parte das medidas para reduzir as emissões da indústria e introduzir critérios de carbono na avaliação do desempenho das empresas. A primeira seleção abrangerá os setores de alumínio eletrolítico, clínquer de cimento, amônia sintética, etileno e metanol. Eficiência de carbono, de forma simplificada, mede quanto uma atividade econômica consegue produzir em relação à quantidade de carbono emitida . A medida acrescenta esse critério ao programa que a China já mantém para identificar empresas com melhor desempenho em eficiência energética. Nesse caso, o governo também decidiu incluir novos segmentos, como ácido sulfúrico industrial, ácido acético glacial, formaldeído, estireno e silício monocristalino. Com as inclusões, o programa de eficiência energética passa a abranger 43 segmentos industriais. Para participar da seleção, as empresas terão de cumprir requisitos relacionados ao uso de energia e aos processos produtivos. Entre as exigências, a participação da eletricidade proveniente de fontes renováveis no consumo da companhia deverá atingir, no mínimo, a meta estabelecida para cada região em 2025, além das regras específicas aplicadas aos setores de maior consumo energético. As candidatas também deverão estar de acordo com a política industrial chinesa. Empresas que utilizem processos, equipamentos ou produtos proibidos pelo governo ou incluídos em listas oficiais de restrição e eliminação não poderão participar. A criação da categoria de eficiência de carbono ocorre enquanto a China altera gradualmente a forma de controlar o impacto ambiental de sua indústria. Segundo Chen Daji, vice-presidente da Academia Chinesa de Padronização em Tecnologia Eletrônica, o país passa de um sistema centrado principalmente no controle do consumo de energia para outro que também considera diretamente as emissões de carbono. A seleção das empresas funciona, portanto, como uma referência para identificar operações industriais que atendam aos critérios definidos pelo governo e para orientar projetos de economia de energia e redução de emissões nos setores contemplados. O programa de eficiência energética já teve oito listas divulgadas. Até agora, 224 empresas de 35 segmentos industriais foram reconhecidas pelo governo chinês. A edição de 2026 acrescentará novos setores à avaliação energética e inaugurará a classificação específica por eficiência de carbono. Fonte: news.cn

3 de agosto de 2026
China2Brazil
Cientistas do Observatório de Raios Cósmicos de Alta Altitude da China (LHAASO) identificaram no sistema binário Cygnus X-3 uma fonte capaz de acelerar partículas de raios cósmicos a energias de pelo menos 30 PeV. Segundo os pesquisadores, o resultado coloca o sistema como o acelerador de partículas mais poderoso já identificado e ajuda a investigar como esses fenômenos extremos ocorrem na Via Láctea. Um PeV, ou peta-elétron-volt, corresponde a uma unidade usada para medir energias extremamente altas de partículas. Até então, as teorias citadas pelos pesquisadores indicavam que partículas carregadas na Via Láctea poderiam atingir energias próximas de 1 PeV. Localizado na constelação de Cisne, o Cygnus X-3 é formado por um objeto compacto, que pode ser um buraco negro ou uma estrela de nêutrons, e uma estrela companheira de grande massa. O objeto compacto captura parte da matéria liberada pela estrela, processo associado à aceleração das partículas a energias elevadas. A equipe chegou ao resultado após analisar a variação ao longo do tempo e o espectro dos raios gama de ultra-alta energia emitidos pelo sistema. De acordo com Cao Zhen, pesquisador principal do LHAASO e membro da Academia Chinesa de Ciências, os dados mostram que as partículas atingem pelo menos 30 PeV. Os pesquisadores também identificaram uma periodicidade de 4,8 horas no sinal de raios gama. A partir das observações, estimaram que a região onde ocorre a aceleração das partículas possui dimensões equivalentes a cerca de três vezes o raio do Sol . A descoberta pode ajudar os cientistas a compreender melhor os mecanismos responsáveis pela produção de partículas de energia extrema nas proximidades de objetos compactos, como buracos negros e estrelas de nêutrons. Os resultados foram publicados na revista científica National Science Review. O LHAASO fica a cerca de 4.410 metros de altitude, na província de Sichuan, no sudoeste da China. Com uma área de 1,36 quilômetro quadrado, o observatório é dedicado ao estudo de raios cósmicos e raios gama. Fonte: Xinhua