
17 de agosto de 2026
China2Brazil
O valor agregado da indústria chinesa acima do porte designado cresceu 4,5% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (17) pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS). No acumulado de janeiro a julho, o crescimento foi de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado considera a variação real da produção industrial, descontando os efeitos dos preços. Na comparação com junho, o valor agregado da indústria aumentou 0,11% em julho. Manufatura cresce 5,5% Entre os três principais setores industriais, a indústria manufatureira registrou crescimento de 5,5% em julho. A produção e o fornecimento de eletricidade, calor, gás e água aumentaram 5,0%, enquanto a mineração recuou 4,2%. Por tipo de propriedade, o valor agregado das empresas estatais cresceu 1,6% na comparação anual. As empresas por ações avançaram 5,0%, as empresas com investimento estrangeiro cresceram 2,8% e as empresas privadas, 3,7%. Equipamentos e tecnologia avançam Dos 41 grandes setores industriais monitorados pelo NBS, 25 registraram crescimento em julho. Entre os segmentos com maior expansão estão a fabricação de equipamentos especializados, que cresceu 12,6%, e a fabricação de equipamentos ferroviários, navais, aeroespaciais e outros equipamentos de transporte, com alta de 13,6%. A fabricação de equipamentos gerais aumentou 9,5%, enquanto a produção de automóveis avançou 8,7%. O setor de computadores, equipamentos de comunicação e outros equipamentos eletrônicos teve crescimento de 19,1%. A fabricação de máquinas e equipamentos elétricos aumentou 8,8%. Em contrapartida, a mineração e lavagem de carvão recuou 10,8%, a fabricação de matérias-primas e produtos químicos caiu 1,2% e a produção de produtos minerais não metálicos diminuiu 3,3%. Produção de veículos de nova energia sobe 29,9% Entre os 626 tipos de produtos industriais acompanhados pelo NBS, 279 registraram aumento de produção em julho. A produção de automóveis totalizou 2,529 milhões de unidades, praticamente estável em relação ao mesmo mês do ano anterior, com queda de 0,1%. Dentro desse total, a produção de veículos de nova energia chegou a 1,55 milhão de unidades, alta de 29,9%. Outros resultados mostram desempenhos distintos entre os produtos industriais. A produção de aço laminado caiu 4,1%, para 116,46 milhões de toneladas, enquanto a produção de cimento recuou 11,6%, para 126,71 milhões de toneladas. A produção de dez metais não ferrosos cresceu 2,5%, para 6,97 milhões de toneladas. A geração de eletricidade totalizou 943,9 bilhões de kWh, queda de 0,1%, e o processamento de petróleo bruto recuou 15,8%, para 53,11 milhões de toneladas. A taxa de vendas dos produtos das empresas industriais acima do porte designado foi de 96,9%, 0,6 ponto percentual abaixo da registrada um ano antes. Já o valor das entregas destinadas à exportação alcançou RMB 1,4133 trilhão, crescimento nominal de 10,4% na comparação anual. Os dados de julho mostram crescimento da produção industrial chinesa, com destaque para a manufatura, os equipamentos e os setores ligados à tecnologia, enquanto segmentos como mineração, cimento e processamento de petróleo registraram retração. Fonte: chinanews.com.cn

17 de agosto de 2026
China2Brazil
A China estabeleceu como meta alcançar, até 2030, um fornecimento doméstico de petróleo e gás natural equivalente a 440 milhões de toneladas de petróleo, segundo o “Plano de Desenvolvimento de Petróleo e Gás Natural para o 15º Plano Quinquenal”, divulgado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) e pela Administração Nacional de Energia (NEA). O documento, divulgado hoje, 17 de agosto, também prevê a construção de 20 mil quilômetros de novos oleodutos e gasodutos de longa distância até 2030. Com isso, a extensão total da rede nacional de dutos para transporte de petróleo e gás deverá chegar a 220 mil quilômetros. O plano estabelece ainda que a capacidade de armazenamento de gás natural deverá representar mais de 13% do consumo nacional. A capacidade anual de recebimento e descarga dos terminais de gás natural liquefeito (GNL) deverá alcançar 200 milhões de toneladas, enquanto a capacidade anual de importação de gás natural por gasodutos terrestres deverá chegar a 114 bilhões de metros cúbicos. Na área de redução de emissões, a China pretende alcançar uma capacidade anual de injeção de 10 milhões de toneladas de dióxido de carbono por meio de tecnologias de captura e armazenamento de carbono (CCS) e captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS). O plano tem como prioridades a segurança energética e o desenvolvimento verde e de baixo carbono. A estratégia prevê o fortalecimento da capacidade de produção doméstica, a ampliação das reservas, a integração das redes de transporte e distribuição, o aumento da capacidade de armazenamento e o desenvolvimento de tecnologias próprias. Entre as principais medidas estão a intensificação da exploração de petróleo e gás natural, a ampliação da infraestrutura, o fortalecimento das reservas, a expansão da cooperação internacional, o avanço da transição verde, o incentivo à inovação científica e tecnológica e o aprofundamento da reforma do setor. Para ampliar a produção, o plano prevê a criação de bases estratégicas de segurança energética em regiões como Ordos, Baía de Bohai, Sichuan-Chongqing, Tarim, Songliao, Junggar e Bacia de Qaidam. A estratégia também prevê integrar o desenvolvimento de petróleo e gás natural com fontes renováveis. A partir dos campos de petróleo e gás e de áreas próximas, a China pretende ampliar de forma ordenada o uso de energia solar fotovoltaica, eólica e geotérmica, além de aumentar a eletrificação e desenvolver campos de petróleo e gás com baixa emissão de carbono e emissões líquidas zero. Fonte: news.cn

17 de agosto de 2026
China2Brazil
O investimento nacional da China em ativos fixos ferroviários alcançou RMB 440,6 bilhões (cerca de US$ 65,4 bilhões) entre janeiro e julho de 2026, alta de 1,8% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo informações do Grupo Nacional de Ferrovias da China (China State Railway Group), divulgadas em 17 de agosto. Os recursos têm sido direcionados ao fortalecimento e à ampliação da rede ferroviária do país, em apoio às principais estratégias nacionais e ao desenvolvimento econômico e social das diferentes regiões. No primeiro semestre, 355,2 quilômetros de novas linhas ferroviárias entraram em operação. Em julho, mesmo com ondas de calor e fortes chuvas em algumas regiões, o Grupo Nacional de Ferrovias da China manteve o avanço de projetos importantes para a expansão da infraestrutura ferroviária. Entre eles está a estação Foshan, da ferrovia de alta velocidade Guangzhou–Zhanjiang, que entrou em operação e reduziu o tempo de viagem entre Guangzhou e Foshan para apenas 18 minutos no trajeto mais rápido. Outros projetos também avançaram no período. A ferrovia de alta velocidade Xi’an–Ankang iniciou os testes de integração de toda a linha, enquanto a Harbin–Tieli–Yichun concluiu os testes conjuntos de comissionamento e operação. O trecho de Shanxi da ferrovia de alta velocidade Xiong’an–Xinzhou concluiu a instalação dos trilhos. Também avançaram as obras do túnel Fenhu, na ferrovia de alta velocidade Nantong–Ningbo, que iniciou a construção da via sem lastro; da ferrovia de alta velocidade Xi’an–Chongqing, cujo trecho Ankang–Chongqing concluiu a instalação das vigas-caixão em toda a linha; e do túnel ferroviário do rio Yangtzé em Caiyuanba, Chongqing, parte da ferrovia de alta velocidade Chongqing–Xiamen, que foi concluído. O avanço dos investimentos amplia a infraestrutura ferroviária e movimenta uma extensa cadeia de setores ligados à construção e à operação das ferrovias. Segundo o Grupo Nacional de Ferrovias da China, esses investimentos também contribuem para estimular o desenvolvimento econômico e social das diferentes regiões. Fonte: gmw.cn

14 de agosto de 2026
China2Brazil
O Brasil se tornou o maior destino das exportações chinesas de veículos de nova energia no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, a China enviou 299.803 unidades ao mercado brasileiro, alta de 158% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação de Carros de Passageiros da China (CPCA). A categoria de veículos de nova energia (NEV, na sigla em inglês) reúne principalmente modelos totalmente elétricos e híbridos plug-in. No total, a China exportou 2,42 milhões desses veículos nos primeiros seis meses do ano, crescimento de 70% na comparação anual. Com o aumento dos embarques, o Brasil ultrapassou a Bélgica, que recebeu 209.217 NEVs chineses no período. Reino Unido, com 181.260 unidades, Austrália, com 167.126, e Tailândia, com 126.646, aparecem nas posições seguintes. O país também ganhou espaço quando considerados todos os tipos de veículos exportados pela China. No primeiro semestre, foram 410.825 unidades destinadas ao Brasil, o segundo maior volume entre os mercados externos chineses. A Rússia ficou na primeira posição, com 448.157 veículos. Em 2025, o Brasil ocupava o quinto lugar nesse ranking. Montadoras chinesas aumentam produção no Brasil O crescimento das exportações ocorre ao mesmo tempo em que fabricantes chinesas passam de uma estratégia baseada principalmente na venda de veículos importados para a produção local. A BYD iniciou em março de 2024 as obras de seu complexo industrial em Camaçari, na Bahia. Em 16 de julho deste ano, a fábrica chegou à marca de 100 mil veículos produzidos e a 5,5 mil trabalhadores diretos. A GWM inaugurou em agosto de 2025 sua fábrica de Iracemápolis, em São Paulo, a primeira unidade produtiva da empresa nas Américas. A montadora também prepara uma segunda fábrica brasileira em Aracruz, no Espírito Santo, cujo projeto prevê uma operação industrial completa. Outro movimento envolve a chinesa Geely e a francesa Renault. As empresas anunciaram em novembro de 2025 investimentos conjuntos de R$ 3,8 bilhões no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, no Paraná, para novos modelos e plataformas. A parceria também permite à Geely utilizar a estrutura industrial e a rede comercial da Renault no país. Esse processo de localização ocorre enquanto o Brasil eleva as tarifas sobre a importação de veículos eletrificados. Desde julho de 2026, veículos completos e modelos semidesmontados, conhecidos como SKD, estão sujeitos a imposto de importação de 35%. Para veículos totalmente desmontados, ou CKD, a alíquota de 35% passa a valer em janeiro de 2027. A Camex também criou uma cota temporária de US$ 463 milhões para importações de veículos CKD e SKD com alíquota zero entre julho e dezembro deste ano. Carros importados já montados não fazem parte da cota. Fonte: Xinhua

14 de agosto de 2026
China2Brazil
Experiências em fábricas inteligentes, veículos autônomos, inteligência artificial e lançamentos espaciais estão entrando nos roteiros de turistas estrangeiros na China. O movimento ocorre em meio ao crescimento do turismo receptivo: no primeiro semestre de 2026, o país registrou 22,914 milhões de entradas de estrangeiros, alta de 20,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Desse total, 17,815 milhões de entradas ocorreram sem visto, crescimento de 30,6% na comparação anual. Paralelamente ao aumento de visitantes, experiências relacionadas à tecnologia passaram a integrar a oferta turística do país. Entre as opções estão visitas a fábricas de veículos elétricos para conhecer linhas de produção inteligentes, passeios pelo Eixo Central de Pequim com óculos de realidade mista e viagens a Wenchang, na província de Hainan, para acompanhar lançamentos de foguetes. Em Shenzhen, veículos equipados com tecnologia de direção autônoma também aparecem entre as experiências disponíveis. Atividades voltadas a jovens estrangeiros incluem ainda interação com inteligência artificial e operação de drones, combinando turismo com programas de estudo e contato com novas tecnologias. A incorporação dessas atividades aos roteiros ocorre enquanto fábricas, parques de inovação e centros de pesquisa passam a ser considerados também como espaços para visitação. A proposta é transformar processos industriais e tecnológicos em experiências que possam ser observadas ou testadas pelos visitantes. Segundo o Relatório do Índice Nacional de Inovação 2025, a China ocupou a nona posição no ranking apresentado pelo levantamento. O desenvolvimento tecnológico e a presença de cadeias industriais que concentram pesquisa, produção de componentes e fabricação de produtos finais ajudam a explicar a oferta dessas experiências. Além das visitas, produtos tecnológicos também aparecem entre as compras feitas por estrangeiros durante as viagens. A proposta apresentada para os próximos anos inclui aproveitar fábricas de manufatura inteligente, parques de inovação científica e tecnológica e centros de pesquisa para criar novos roteiros. A intenção é conectar visitação, experiência e consumo e levar esse tipo de oferta turística a mais visitantes estrangeiros. Fonte: gmw

14 de agosto de 2026
China2Brazil
Os empréstimos em renminbi (RMB) na China aumentaram em 10,38 trilhões de yuans nos primeiros sete meses de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Banco Popular da China. O crescimento ocorreu principalmente nos financiamentos destinados a empresas e instituições, enquanto os empréstimos a pessoas físicas diminuíram no período. Ao final de julho, o saldo dos empréstimos em RMB chegou a 282,29 trilhões de yuans, alta de 5,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e julho, os empréstimos concedidos a empresas e instituições aumentaram em 11 trilhões de yuans. Desse valor, 5,32 trilhões de yuans correspondem a financiamentos de médio e longo prazo. Em sentido contrário, os empréstimos destinados a pessoas físicas diminuíram em 827,1 bilhões de yuans nos sete primeiros meses do ano. Os dados do banco central também mostram crescimento da oferta monetária. O M2, medida mais ampla do dinheiro em circulação na economia, somou 355,51 trilhões de yuans ao final de julho, aumento de 7,7% na comparação anual. O M1 chegou a 115,46 trilhões de yuans, alta de 4%, enquanto o M0, que corresponde ao dinheiro em circulação, alcançou 14,82 trilhões de yuans, crescimento de 11,6%. Os depósitos em RMB também aumentaram no período. Entre janeiro e julho, foram acrescentados 17,79 trilhões de yuans, dos quais 6,95 trilhões vieram de depósitos das famílias. Financiamento social soma 22,25 trilhões de yuans O financiamento social total aumentou em 22,25 trilhões de yuans nos primeiros sete meses de 2026. O valor, porém, ficou 1,74 trilhão de yuans abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Ao final de julho, o saldo total de financiamento social chegou a 463,27 trilhões de yuans, crescimento de 7,4% na comparação anual. Fonte: finance.people

14 de agosto de 2026
China2Brazil
Ningbo, na província de Zhejiang, tornou-se a primeira cidade da China a ultrapassar 10 milhões de kW de capacidade instalada de energia fotovoltaica distribuída. A marca foi alcançada com a conexão à rede de um projeto de 1.038 kW instalado na Escola de Ciências de Ningbo, segundo informações divulgadas em 12 de agosto pela State Grid Ningbo Power Supply Company. Diferentemente das grandes usinas solares instaladas no solo, a geração fotovoltaica distribuída utiliza sistemas menores instalados próximos aos locais de consumo. Em Ningbo, os equipamentos estão principalmente em parques industriais, edifícios públicos e telhados residenciais. Os parques industriais concentram 84% da capacidade instalada. Atualmente, um em cada dez quilowatts-hora consumidos nas atividades produtivas e cotidianas da cidade vem da energia solar. Considerando o equivalente a 1.000 horas anuais de geração em plena capacidade, os sistemas podem produzir 10 bilhões de kWh de eletricidade por ano. Segundo os dados divulgados, esse volume pode evitar aproximadamente 5 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono, quantidade comparada ao plantio de cerca de 120 milhões de árvores. Expansão cria desafios para a rede elétrica A quantidade de sistemas distribuídos também aumenta a necessidade de administrar oscilações na geração. Como a produção fotovoltaica depende das condições meteorológicas, a diferença na potência gerada durante períodos de alternância entre sol e chuva pode chegar a 3 milhões de kW. Segundo a State Grid Ningbo Power Supply Company, essas variações podem provocar problemas como fluxo reverso e sobrecarga na rede de distribuição, diferenças entre oferta e demanda ao longo do dia e maior complexidade na liquidação de energia em parques industriais. Para administrar a conexão de novos sistemas, a empresa utiliza uma plataforma de simulação que permite avaliar previamente os efeitos da geração fotovoltaica sobre a rede elétrica. A companhia também passou a integrar dados da rede principal, da distribuição e da comercialização de energia. Sistemas de armazenamento de energia, microrredes e cargas industriais e comerciais flexíveis também foram conectados a uma usina virtual municipal, que reúne milhões de quilowatts em recursos com capacidade de ajuste. Dessa forma, quedas repentinas na geração solar provocadas pela passagem de nuvens podem ser compensadas em poucos minutos por armazenamento de energia e ajustes no consumo. A State Grid Ningbo Power Supply Company também criou um modelo de serviços para parques industriais que reúne conexão à rede, eficiência energética e gestão de carbono , abrangendo as etapas de planejamento, construção e operação das empresas instaladas nesses locais. Fonte: stdaily

13 de agosto de 2026
China2Brazil
A China instalou 85,4 mil pontos de recarga para veículos elétricos em áreas de serviço de rodovias, com cobertura superior a 98% dessas instalações em todo o país. Os dados, referentes ao fim de junho de 2026, foram divulgados nesta quinta-feira (13), durante a Conferência de 2026 sobre Inovação e Desenvolvimento Integrado entre Transporte e Energia, em Wuhan, na província de Hubei. A infraestrutura cobre praticamente toda a rede nacional de áreas de serviço rodoviárias, com exceção de alguns locais de clima extremamente frio ou situados em grandes altitudes. O aumento dos pontos de recarga acompanha o crescimento do uso de veículos elétricos e busca atender também às viagens de longa distância pelas rodovias chinesas. No primeiro semestre, as estruturas públicas de recarga do país forneceram 58,76 bilhões de kWh de eletricidade, volume 60,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Considerando toda a rede chinesa, incluindo instalações públicas e privadas, o país tinha 23,06 milhões de pontos de recarga até o final de junho. A integração entre transporte e geração de energia também aparece em projetos instalados diretamente nas infraestruturas do setor. Em 2025, a China registrou 5.202 projetos de desenvolvimento e utilização de novas fontes de energia ligados a estruturas de transporte, com capacidade instalada conjunta de 4.409 MW. Os números cresceram 56% e 86%, respectivamente, em relação a 2024. Outra frente é a chamada tecnologia veículo-rede, ou V2G, que permite que veículos elétricos não apenas recebam eletricidade, mas também devolvam energia armazenada nas baterias para a rede. Os recursos agregados a esse sistema já ultrapassam 20 milhões de kW na China, enquanto mais de 8 mil pontos bidirecionais de recarga e troca de baterias foram instalados. O volume acumulado de eletricidade devolvida à rede supera 8 milhões de kWh. Ônibus elétricos já representam 87,5% da frota A eletrificação também ganhou espaço no transporte público chinês. No final de 2025, o país tinha 551,4 mil ônibus de nova energia, equivalentes a 87,5% da frota. Entre os táxis, eram 650,9 mil veículos dessa categoria, ou 49,2% do total. A expansão da infraestrutura rodoviária deve continuar nos próximos anos. O Ministério dos Transportes estabeleceu um programa para aumentar a capacidade de recarga nas áreas de serviço entre 2025 e 2027, com prioridade para instalações de maior potência e locais que registram maior demanda. Durante a conferência em Wuhan, a Associação de Transporte da China, o Instituto de Pesquisa de Transportes do Ministério dos Transportes e outras instituições também divulgaram o Relatório de 2026 sobre o Desenvolvimento Integrado entre Transporte e Energia, que reúne dados, políticas e projetos relacionados à eletrificação do setor. Fonte: news.cn

13 de agosto de 2026
China2Brazil
O Complexo das Três Gargantas, no rio Yangtzé, registrou a passagem de 100 milhões de toneladas de cargas desde o início de 2026 até esta quinta-feira (13), segundo a Administração de Navegação das Três Gargantas, ligada ao Ministério dos Transportes da China. A marca mostra a escala do fluxo de mercadorias por uma das principais rotas de navegação interior do país. Até às 0h40 desta quinta-feira, as eclusas das Três Gargantas haviam realizado 5.863 operações neste ano, com a passagem de 21.562 embarcações. Por elas, foram movimentadas 97,276 milhões de toneladas de cargas. Já o elevador de navios realizou 2.557 operações e recebeu 2.590 embarcações no período. Cerca de 446 mil passageiros utilizaram a estrutura. As eclusas permitem que as embarcações superem a diferença de nível criada pela barragem por meio de uma sequência de câmaras. O elevador de navios cumpre função semelhante, mas transporta embarcações verticalmente entre os diferentes níveis do rio. O Complexo das Três Gargantas superou pela primeira vez a marca anual de 100 milhões de toneladas em 2011. Desde então, o volume de cargas que passa pela infraestrutura permanece em níveis elevados, segundo a administração responsável pela navegação. O fluxo pelo complexo integra a logística do Cinturão Econômico do Rio Yangtzé, região que concentra atividades industriais e comerciais ao longo do principal rio da China e utiliza a hidrovia para o transporte de mercadorias e produtos destinados às cidades da bacia. Nas últimas semanas, a administração também adotou medidas adicionais de segurança devido à ocorrência de condições meteorológicas extremas associadas a tufões. Entre as ações estão o compartilhamento de informações com serviços meteorológicos e hidrológicos e o envio direcionado de alertas para embarcações consideradas prioritárias, como ferries de passageiros e barcos de apoio portuário. Fonte: news.cn

13 de agosto de 2026
China2Brazil
A China criou em Wuxi, na província de Jiangsu, sua primeira loja 4S dedicada a robôs agrícolas, um modelo inspirado no setor automotivo que reúne demonstração, venda, assistência técnica e desenvolvimento de soluções personalizadas. Instalada em uma área com quatro estufas, a estrutura permite que produtores testam os equipamentos em condições reais antes de decidir pela compra. A proposta tenta resolver uma dificuldade comum na adoção de máquinas agrícolas: saber se determinado equipamento funciona com o tipo de cultivo, terreno e processo de produção de cada propriedade. Em vez de oferecer apenas um robô, a unidade testa como diferentes máquinas podem trabalhar juntas e ser integradas à gestão da produção . Nas estufas de Wuxi, por exemplo, três tipos de robôs participam da produção de tomates. Um equipamento de inspeção utiliza câmeras para identificar tamanho, cor, quantidade e grau de maturação dos frutos e envia os dados para uma plataforma em nuvem. A partir dessas informações, outro robô localiza e colhe os tomates maduros, enquanto uma terceira máquina transporta a produção até o armazém. Os equipamentos também mudam de acordo com o ambiente. Em estufas com trilhos, os robôs utilizam plataformas adaptadas a essa estrutura. Em áreas de terra, podem operar sobre rodas ou esteiras. O Instituto de Pesquisa de Robôs para Agricultura Inteligente do Centro Nacional de Inovação Tecnológica do Delta do Yangtzé, responsável pela operação da unidade, desenvolveu dez modelos voltados principalmente para frutas e hortaliça s. Segundo a instituição, as máquinas atendem diferentes etapas do ciclo produtivo, do plantio à colheita. Fonte: people.com.cn