
12 de agosto de 2026
China2Brazil
As exportações chinesas de produtos de alta tecnologia cresceram mais de 50% em julho de 2026 e responderam por quase 60% do aumento das vendas do país ao exterior no mês. O desempenho acompanha o aumento da participação de máquinas, equipamentos e produtos tecnológicos na pauta exportadora da China. Entre janeiro e julho, as exportações de produtos eletromecânicos somaram RMB 11,12 trilhões, alta de 21,2% em relação ao mesmo período de 2025. A categoria respondeu por 63,8% de tudo o que a China exportou no período, participação 3,8 pontos percentuais superior à registrada um ano antes. Entre os produtos que registraram crescimento estão veículos elétricos, baterias de lítio, equipamentos de geração eólica, impressoras 3D, robôs industriais e embarcações. As exportações de veículos elétricos e baterias de lítio cresceram 71,2% e 35,8%, respectivamente, nos primeiros sete meses do ano. Já as vendas externas de impressoras 3D mais que dobraram. Somente em julho, produtos verdes e de baixo carbono, como veículos elétricos e baterias de lítio, completaram o 17º mês consecutivo de crescimento de dois dígitos nas exportações. O desempenho desses segmentos ocorre dentro de um crescimento mais amplo do comércio exterior chinês. Nos primeiros sete meses de 2026, as importações e exportações de bens da China somaram RMB 30,13 trilhões, alta de 17,3% na comparação anual. Em julho, o fluxo comercial chegou a RMB 4,66 trilhões, crescimento de 19,2%, e permaneceu acima de RMB 4 trilhões pelo quinto mês consecutivo. Equipamentos de energia eólica ganham mercado O setor de energia eólica é um dos exemplos dessa mudança na composição das exportações. A Jenmour New Energy, fabricante localizada em Rizhao, na província de Shandong, produz aerogeradores da classe de centenas de quilowatts que já foram instalados em mais de dez países e regiões. Segundo a empresa, uma unidade pode ser produzida e montada em três dias. O movimento aparece também nos dados regionais. No primeiro semestre, as exportações de aerogeradores e componentes produzidos em Shandong cresceram 38,9% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados alfandegários. Para Zhu Siqiao, pesquisador do Instituto de Comércio Internacional e Cooperação Econômica do Ministério do Comércio da China, os produtos de alta tecnologia passaram a ter papel maior no crescimento das exportações chinesas. Ele relaciona esse movimento à mudança da manufatura para segmentos de maior valor agregado, como componentes, equipamentos e produtos tecnológicos. As exportações chinesas acumulam crescimento há 11 trimestres consecutivos, segundo Wang Jun, vice-diretor da Administração Geral das Alfândegas. Os dados dos primeiros sete meses mostram que, além do aumento do valor vendido ao exterior, produtos eletromecânicos e tecnológicos passaram a ocupar uma parcela maior da pauta exportadora do país. Fonte: people.com.cn

12 de agosto de 2026
China2Brazil
As exportações chinesas de máquinas e equipamentos de construção somaram US$ 34,373 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 21,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento ocorre em meio ao aumento das vendas externas de equipamentos elétricos e à oferta de soluções de automação e operação remota por fabricantes chineses. Os dados da Associação Chinesa da Indústria de Máquinas de Construção mostram que o desempenho foi acompanhado por crescimento em diferentes mercados. As vendas para a União Europeia chegaram a US$ 3,626 bilhões, aumento de 28,9%, enquanto as exportações para os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) somaram US$ 5,561 bilhões, alta de 23,6%. Já os países e regiões participantes da Iniciativa do Cinturão e Rota receberam US$ 14,723 bilhões em equipamentos chineses no período. O valor correspondeu a 42,83% das exportações do setor e ficou 9,13% acima do registrado um ano antes. A eletrificação aparece entre as mudanças na composição dessa indústria . No primeiro semestre, por exemplo, as fabricantes chinesas venderam 25.445 carregadeiras elétricas, alta de 82,4%. Desse total, 1.643 unidades foram exportadas, crescimento de 172% na comparação anual. Um dos mercados atendidos por esse tipo de equipamento é o Vietnã. Segundo reportagem publicada pelo Diário do Povo e reproduzida pelo Guangming Online, uma mina no país utiliza mais de 120 máquinas elétricas chinesas, entre escavadeiras, carregadeiras, tratores de esteira e caminhões de mineração. O responsável pela operação afirmou que o uso desses equipamentos reduziu pela metade o custo de extração por tonelada. Os equipamentos são fornecidos pela fabricante chinesa LiuGong. Para operar em condições de alta temperatura e umidade, a empresa desenvolveu sistemas de baterias específicos para suas escavadeiras e carregadeiras. Segundo a companhia, as baterias podem ser carregadas em cerca de 45 minutos e têm autonomia de oito a dez horas, suficiente para um turno de trabalho. A eletrificação também altera os custos de operação das minas. De acordo com os dados apresentados na reportagem, o consumo de energia pode representar entre 40% e 50% dos custos operacionais de uma mina, enquanto equipamentos elétricos consomem cerca de um terço da energia utilizada por máquinas equivalentes movidas a combustível. A configuração elétrica também reduz componentes do sistema de transmissão, o que pode diminuir a necessidade de manutenção. Outra questão é a infraestrutura necessária para operar esses equipamentos em áreas afastadas da rede elétrica. Fabricantes chineses passaram a oferecer sistemas que combinam geração solar, armazenamento em baterias, pontos de recarga e fornecimento móvel de eletricidade. Com essa estrutura, as minas podem instalar microrredes próximas às áreas de operação para abastecer as máquinas. Automação entra nas exportações Além dos equipamentos elétricos, fabricantes chineses também levam ao exterior sistemas de gestão de minas, controle de frotas, operação autônoma e comando remoto. A LiuGong prevê colocar carregadeiras autônomas em operação no Reino Unido e na Austrália ainda neste ano. A empresa também desenvolveu caminhões elétricos autônomos para mineração capazes de trabalhar junto a veículos tripulados e sistemas de controle remoto por 5G para escavadeiras de até 135 toneladas. A digitalização também chegou às linhas de produção. Na fábrica de escavadeiras da LiuGong, modelos de 13 a 200 toneladas são fabricados em linhas compartilhadas, enquanto sistemas de visão com inteligência artificial verificam possíveis desvios durante a montagem. Em março, a unidade produziu mais de 1.500 escavadeiras, alta de 77,5% sobre o mesmo mês de 2025 e recorde mensal da fábrica. O crescimento das exportações não se limita a uma empresa. Entre 2020 e 2025, o valor exportado pela indústria chinesa de máquinas de construção quase triplicou, segundo dados do setor. No primeiro semestre de 2026, as empresas exportaram 531,5 mil unidades de diferentes categorias de equipamentos, crescimento de 25,8%. O desempenho também acompanha o aumento das vendas externas da indústria chinesa de máquinas como um todo. No primeiro semestre, o setor registrou US$ 559,33 bilhões em exportações de mercadorias, alta de 20%, valor equivalente a 26,3% do comércio de bens do país no período. Fonte: gmw.cn

12 de agosto de 2026
China2Brazil
Os veículos de nova energia (NEV, na sigla em inglês) responderam por mais de 60% das vendas de carros novos na China em julho de 2026, a maior participação mensal já registrada. Nos primeiros sete meses do ano, essa categoria também ultrapassou pela primeira vez metade das vendas acumuladas, segundo dados divulgados pela Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM). O resultado mostra uma mudança na composição do mercado automotivo chinês mesmo em um mês de retração das vendas totais. Enquanto o mercado como um todo registrou leve queda em julho, os NEVs mantiveram crescimento de dois dígitos na comparação anual. A categoria de veículos de nova energia, usada pela indústria chinesa para carros eletrificados, registrou produção de mais de 1,57 milhão de unidades em julho, alta de 26,8% sobre o mesmo mês de 2025. As vendas chegaram a 1,56 milhão, crescimento de 23,7%. Os veículos totalmente elétricos tiveram peso relevante nesse desempenho. Tanto a produção quanto as vendas desse segmento ultrapassaram 1 milhão de unidades no mês, com crescimento superior a 30% em relação a julho do ano passado. Entre janeiro e julho, a China produziu 9,01 milhões de veículos de nova energia e vendeu cerca de 9 milhões de unidades. Nos dois casos, os volumes ficaram quase 10% acima dos registrados no mesmo período de 2025. O desempenho contrasta com o mercado automotivo total. Em julho, foram produzidos 2,57 milhões de veículos e vendidos 2,58 milhões, com pequenas quedas tanto na comparação mensal quanto anual. Segundo o vice-secretário-geral da CAAM, Chen Shihua, o resultado foi influenciado pela sazonalidade do mercado. Julho costuma registrar vendas menores, e parte da demanda teria sido antecipada no primeiro semestre. Altas temperaturas, tufões e inundações em algumas regiões também afetaram o desempenho do mês, de acordo com a entidade. Exportações passam de 1 milhão de veículos As vendas ao exterior também tiveram peso no desempenho da indústria automotiva chinesa. As exportações superaram 1,04 milhão de veículos em julho pelo segundo mês consecutivo, alta de 81,3% sobre um ano antes. Os veículos de nova energia responderam por mais da metade desse volume também pelo segundo mês seguido. Foram exportadas 553 mil unidades em julho, quantidade 1,5 vez maior que a registrada no mesmo mês de 2025. De janeiro a julho, as montadoras chinesas exportaram 6,14 milhões de veículos, crescimento de 66,8% na comparação anual. Desse total, 2,91 milhões foram veículos elétricos , volume 1,2 vez superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Fonte: news.cn

12 de agosto de 2026
China2Brazil
O governo dos Estados Unidos retirou a proibição do uso do TikTok em dispositivos de órgãos federais, após concluir que a atual estrutura das operações da plataforma no país não se enquadra mais nas condições que levaram à restrição por razões de segurança nacional. A decisão revoga uma regra adotada em 2023 e permite que as agências federais voltem a autorizar o aplicativo em seus equipamentos. O Escritório de Administração e Orçamento da Casa Branca (OMB, na sigla em inglês) revogou, em memorando datado de 10 de agosto, a orientação que determinava a retirada do TikTok dos sistemas e dispositivos do governo federal. A mudança ocorreu após um parecer do Departamento de Justiça concluir que a versão do aplicativo operada atualmente nos Estados Unidos não é mais considerada uma “aplicação abrangida” pela lei que sustentava a proibição. A decisão representa uma mudança na política adotada pelo governo americano desde 2022, quando o Congresso aprovou uma lei que vetava o TikTok em equipamentos federais por preocupações relacionadas ao controle da plataforma pela chinesa ByteDance e ao possível acesso a informações governamentais. Em fevereiro de 2023, o OMB publicou as regras para que as agências retirassem o aplicativo de seus sistemas. O entendimento mudou após a reestruturação das operações do TikTok nos Estados Unidos. A operação americana passou a ser administrada pela TikTok U.S. Data Security Joint Venture, estrutura na qual a ByteDance mantém participação minoritária. Segundo o Departamento de Justiça, a empresa funciona de forma independente da controladora chinesa e adotou mudanças no sistema de recomendação de conteúdo e nas medidas de segurança cibernética. A reorganização foi concluída em janeiro de 2026. Investidores americanos e globais passaram a deter 80,1% da joint venture, enquanto a ByteDance ficou com 19,9%. Para o Departamento de Justiça, essa estrutura retirou da ByteDance o controle que havia fundamentado as preocupações previstas na legislação de 2022. Com a revogação, o TikTok pode voltar a ser usado em dispositivos do governo federal. Isso, porém, não significa que todas as agências sejam obrigadas a permitir o aplicativo. O parecer jurídico estabelece que cada órgão mantém autonomia para adotar restrições próprias, inclusive por razões administrativas ou relacionadas às suas políticas internas. A mudança também se limita ao governo federal. Restrições adotadas separadamente por governos estaduais não são automaticamente anuladas pela decisão do OMB. Fonte: stdaily

12 de agosto de 2026
China2Brazil
O ex-primeiro-ministro da China Zhu Rongji morreu nesta quarta-feira (12), em Pequim, aos 98 anos, segundo o obituário oficial divulgado pelas autoridades chinesas. À frente do governo entre 1998 e 2003, Zhu teve papel central nas reformas que aproximaram a economia chinesa de mecanismos de mercado e no processo que levou o país à entrada na Organização Mundial do Comércio (OMC) . Zhu assumiu como primeiro-ministro em março de 1998, período em que a China passava pela transição de uma economia fortemente planejada para o modelo que o país define como economia socialista de mercado. Antes disso, havia sido vice-primeiro-ministro e, entre 1993 e 1995, acumulou o cargo de presidente do Banco Popular da China , o banco central do país. Sua trajetória ficou especialmente ligada às reformas econômicas dos anos 1990. Zhu participou da reorganização do sistema tributário, de mudanças no setor financeiro, da reestruturação de empresas estatais e de alterações no sistema habitacional. Também atuou nas medidas adotadas para controlar o superaquecimento da economia e a inflação no início daquela década. Durante seu período no governo central, a China também negociou sua entrada na OMC, concluída em 2001. O ingresso na organização marcou uma etapa importante da integração do país ao comércio internacional e exigiu mudanças em regras tarifárias, comerciais e de acesso ao mercado chinês. Zhu participou diretamente das negociações que antecederam a adesão. Antes de chegar ao governo central, Zhu foi prefeito de Xangai a partir de 1987 e depois secretário do PCCh na cidade. Durante esse período, participou das primeiras etapas do desenvolvimento e da abertura de Pudong, área que posteriormente se tornou um dos principais centros financeiros e empresariais da China. Zhu também integrou o Comitê Permanente do Birô Político durante os 14º e 15º Comitês Centrais do PCCh, um dos principais órgãos de decisão política do país. Ele deixou o cargo de primeiro-ministro em março de 2003. No obituário, as autoridades chinesas atribuíram a Zhu participação nas reformas econômicas, financeiras e administrativas realizadas durante seu período no governo. A nota oficial também citou sua atuação na reorganização das empresas estatais, no sistema de seguridade social e nas negociações para a entrada da China na OMC. Fonte: gov.cn

11 de agosto de 2026
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O Banco Popular da China (BPC), banco central do país, pretende ampliar entre 2026 e 2030 o uso do renminbi no comércio, nos investimentos e no financiamento internacional. A medida faz parte de um plano de reforma e desenvolvimento do sistema financeiro que também prevê maior integração entre mercados, mudanças na política monetária e novas medidas de prevenção de riscos. Na frente internacional, o BPC pretende aprofundar o acesso recíproco aos mercados financeiros, desenvolver os mercados offshore do renminbi e aprimorar o Sistema de Pagamento Interbancário Transfronteiriço (CIPS). O CIPS é uma infraestrutura utilizada para processar pagamentos e liquidações internacionais em renminbi. O plano prevê melhorar o sistema e aumentar sua cobertura como parte da estratégia de abertura financeira. O documento também estabelece medidas para desenvolver Xangai como centro financeiro internacional e manter o papel de Hong Kong como centro financeiro global. No mercado doméstico, o banco central pretende alterar aspectos de sua estrutura de política monetária. Entre as medidas estão o aperfeiçoamento do mecanismo de emissão da moeda base e o uso de instrumentos voltados tanto para a economia como um todo quanto para setores específicos. As taxas de juros também fazem parte do plano. O BPC pretende aperfeiçoar os mecanismos de formação, transmissão e ajuste dos juros com base no mercado. Para a taxa de câmbio, o documento prevê manter o mercado como principal mecanismo de determinação do valor da moeda e buscar a estabilidade do renminbi em um nível considerado razoável e de equilíbrio. Outra frente envolve a prevenção de riscos financeiros. O banco central pretende aumentar a cobertura da gestão macroprudencial, incorporar novos instrumentos e criar um sistema de monitoramento e avaliação para identificar riscos sistêmicos em áreas consideradas prioritárias. O plano também inclui medidas para direcionar serviços financeiros à economia real. Entre as áreas citadas estão inovação científica e tecnológica, financiamento verde e de baixo carbono, financiamento inclusivo, previdenciário e digital. As diretrizes serão aplicadas entre 2026 e 2030 e fazem parte do planejamento do BPC para o sistema financeiro e a atuação do banco central durante o período. Fonte: Xinhua

11 de agosto de 2026
China2Brazil
A 16ª Expedição Científica da China ao Oceano Ártico iniciou operações em estações de gelo na região central do oceano, nas proximidades de 84 graus de latitude norte. A bordo do navio “Xuelong 2”, a missão realizará mais de 20 atividades científicas em sete estações para acompanhar mudanças no gelo marinho e no ambiente da região. As operações começaram após o navio chegar, em 9 de agosto, à área de gelo destinada aos trabalhos. Dois integrantes da equipe desembarcaram primeiro para perfurar o gelo, medir sua espessura, identificar possíveis áreas de risco e definir os limites das zonas de pesquisa. Ao longo da missão, os pesquisadores instalarão boias sobre o gelo, coletarão testemunhos de gelo e farão observações por sensoriamento remoto. Os testemunhos são amostras retiradas em profundidade que permitem analisar as características das diferentes camadas de gelo. Os trabalhos também incluem o monitoramento de parâmetros relacionados à atmosfera, ao gelo marinho, às camadas superiores do oceano e aos processos ecológicos sob o gelo durante o período de derretimento. Os dados coletados serão utilizados em estudos sobre as mudanças no gelo marinho do Oceano Ártico, os mecanismos associados a essas transformações e a evolução do ecossistema da região. Fonte: news.cn

11 de agosto de 2026
China2Brazil
Produtos com inteligência artificial estão chegando ao varejo de Xangai em categorias que vão de educação e entretenimento a saúde e lazer. Uma loja dedicada a aplicações de IA reúne mais de 500 tipos de produtos em uma área de quase 2 mil metros quadrados, enquanto outros espaços comerciais da cidade também começam a incorporar essas tecnologias. A oferta inclui animais de estimação robóticos com IA, capazes de responder a comandos e interagir com os usuários, além de diferentes tipos de robôs. Cerca de 80% dos produtos vendidos na loja custam entre RMB 1.000 e RMB 1.500, segundo um funcionário do estabelecimento. A loja também criou uma área para consumidores interessados em robôs, mas que não pretendem comprá-los. Nesse espaço, os equipamentos podem ser testados por determinado período ou alugados. O modelo mostra uma tentativa de levar tecnologias antes apresentadas principalmente como demonstrações para situações de consumo cotidiano. Além da venda de produtos, a proposta inclui experiências que permitem ao público conhecer e testar diferentes aplicações de inteligência artificial. Esse movimento aparece também em outras áreas de Xangai. Na Rua Yuyuan, edifícios históricos protegidos passaram a abrigar um espaço dedicado à arte e à tecnologia, onde visitantes podem comprar produtos de IA e experimentar recursos como realidade virtual, realidade mista e projeção holográfica associados a elementos da cultura tradicional. Segundo Wang Chenyang, responsável pelo projeto de renovação urbana da Rua Yuyuan, cerca de 30% dos visitantes da região são estrangeiros. A proposta é incorporar produtos tecnológicos à experiência de consumo e turismo do distrito de Jing'an. Os dados do comércio também indicam aumento nas vendas de alguns dispositivos inteligentes. No primeiro semestre de 2026, as vendas online de exoesqueletos inteligentes na China cresceram 458,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso dos óculos inteligentes, a alta foi de 151,7%. Xangai também prevê que o valor total da indústria de terminais inteligentes da cidade ultrapasse RMB 300 bilhões até 2027. A categoria reúne produtos tecnológicos voltados ao usuário final. Fonte: CCTV

10 de agosto de 2026
China2Brazil
A 8ª Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas no Brasil confirmou o fortalecimento da presença das empresas chinesas no mercado brasileiro e sua crescente demanda por profissionais qualificados. Realizada na Faculdade ESEG, do Grupo Etapa, em São Paulo, a edição de 2026 reuniu 30 empresas, ofereceu 503 vagas de emprego e registrou mais de 3 mil candidatos, o maior número da história do evento. Criada em 2016 pela Associação Brasileira de Empresas Chinesas (ABEC), pelo Instituto Confúcio na Unesp e pelo IEST Group , a Feira nasceu com nove empresas participantes e 100 vagas abertas. Oito edições depois, o evento contabiliza um crescimento de 230% no número de empresas e mais de 400% na oferta de vagas, acompanhando a expansão das operações chinesas no Brasil e consolidando-se como a principal plataforma de recrutamento voltada às empresas chinesas no país. "Os resultados desta edição mostram uma mudança importante: mesmo com um número semelhante de empresas participantes em relação a 2025, a oferta de vagas ultrapassou pela primeira vez a marca de 500 oportunidades. Isso demonstra que as empresas chinesas instaladas no Brasil estão expandindo suas operações, ampliando suas equipes e investindo cada vez mais no mercado brasileiro", afirma Tian Bin, CEO do IEST Group. O interesse dos profissionais também segue em alta. Em relação à edição de 2025, o número de inscritos aumentou 30,8%, passando de 2.382 para 3.116 candidatos. Ao longo do dia, mais de 1.500 pessoas passaram pelo evento, participando de palestras, entrevistas com recrutadores, conversando diretamente com executivos de recursos humanos e ampliando sua rede de contatos. Empresas contratam para áreas estratégicas Mais do que um crescimento em quantidade, a edição de 2026 evidenciou uma mudança importante no perfil das vagas. Enquanto as primeiras edições eram marcadas principalmente pela busca por tradutores e profissionais de apoio administrativo, a Feira passou a reunir oportunidades para cargos estratégicos, de liderança e alta especialização técnica. As empresas participantes abriram posições para diretores, gerentes, heads, coordenadores, supervisores, especialistas, engenheiros, HRBPs, controllers, traders, business development managers, geólogos, profissionais de inteligência artificial, especialistas em transição energética, sustentabilidade, e-commerce, segurança corporativa, logística internacional, mineração, telecomunicações, tecnologia da informação, marketing, marketing digital e finanças. Companhias como Anjun Express, por exemplo, anunciaram vagas desde assistentes até diretores nas áreas administrativa, financeira, jurídica, comercial, logística e supply chain, demonstrando a estrutura robusta das operações da empresa no Brasil. A CGN Brasil Energia e a CEEC concentraram oportunidades voltadas ao setor energético, incluindo engenheiros e especialistas em transição energética e desenvolvimento de projetos. Na mineração, a CMOC Brasil abriu vagas para geólogos, engenheiros de planejamento de mina, analistas financeiros e tradutores, enquanto a COFCO buscou profissionais de inteligência artificial, sustentabilidade, controladoria, recursos humanos e originação de grãos. Já empresas de tecnologia e telecomunicações, como China Mobile, Dahua, FiberHome, TP-Link, OPPO e Kwai, concentraram oportunidades em desenvolvimento de negócios, engenharia, vendas, produtos, marketing, infraestrutura digital e soluções corporativas. No comércio eletrônico e na logística, empresas como SHEIN, Keeta, iMile, J&T Express, J&T Cargo, 99 e ITEC ofertaram vagas ligadas a operações, supply chain, customer service, e-commerce, marketplace, atendimento, logística internacional e expansão de negócios. Mandarim continua sendo diferencial, mas não regra Outro aspecto observado nesta edição é que, embora o domínio do mandarim continue sendo um diferencial competitivo, ele deixou de ser um requisito para a maior parte das oportunidades. Grande parte das vagas exige formação técnica ou superior, experiência profissional e domínio de competências específicas da área de atuação. Em alguns casos, principalmente em posições que envolvem interação direta com equipes na China, o inglês e o mandarim aparecem como requisitos ou diferenciais, mas predominam oportunidades acessíveis a profissionais brasileiros sem conhecimento do idioma chinês. O perfil das vagas também demonstra uma expansão das empresas chinesas para áreas cada vez mais diversificadas da economia brasileira, com demanda crescente por profissionais de engenharia, tecnologia, comércio exterior, logística, energia, agronegócio, marketing, finanças, recursos humanos, jurídico e desenvolvimento de negócios. Sobre a Feira A 8ª Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas no Brasil foi organizada pela Associação Brasileira de Empresas Chinesas (ABEC), pelo Instituto Confúcio na Unesp e pelo IEST Group, com apoio do Consulado Geral da República Popular da China em São Paulo. Nesta edição, o evento contou com o patrocínio da SHEIN, da CMOC Brasil, da TP-Link e do Centro de Serviços Econômicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa e Espanhola (CECPS). A cerimônia de abertura teve a presença de Chunhui Bai, Conselheiro do Consulado da China em São Paulo; JinSong Chen, presidente da Associação Brasileira de Empresas Chinesas (ABEC) e do Banco da China; Li Dongcheng, Secretário-Geral da ABEC e representante-chefe do Escritório de Representação do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT) no Brasil; Luiz Fernando Rolim, representante da Unesp e do Instituto Confúcio; Marcelo de Freitas Souza, representante da São Paulo Negócios, Vitor Passoni, vice-presidente da Faculdade ESEG.

10 de agosto de 2026
China2Brazil
A China pretende criar até 2030 uma capacidade de reserva de produção de carvão superior a 100 milhões de toneladas por ano. A meta consta do plano de desenvolvimento da indústria do carvão para o período do 15º Plano Quinquenal, divulgado em 10 de agosto pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) e pela Administração Nacional de Energia. A medida faz parte da estratégia chinesa para garantir o abastecimento de energia e, ao mesmo tempo, preparar o setor para mudanças na matriz energética do país. A chamada capacidade de reserva funciona como uma margem produtiva que pode ser utilizada para atender necessidades de abastecimento. Segundo o plano, grandes minas serão incentivadas a criar esse tipo de reserva. O governo também pretende aumentar gradualmente o volume disponível e estabelecer mecanismos de supervisão para as unidades incluídas no sistema. O documento estabelece ainda mudanças na estrutura de produção. Até 2030, grandes minas modernas e mecanizadas deverão representar 87% da capacidade nacional de produção de carvão. A meta indica uma concentração maior da atividade em operações de grande porte e com maior nível de mecanização. Outra frente é a adoção de tecnologias de automação e controle. O plano prevê que as chamadas minas inteligentes respondem por 75% da capacidade de produção até o fim da década. Essas unidades utilizam sistemas digitais e automatizados em diferentes etapas da operação. As autoridades chinesas também pretendem aperfeiçoar o sistema de produção, abastecimento, armazenamento e comercialização de carvão, além de ajustar a distribuição geográfica da exploração e da produção. O plano inclui medidas voltadas à segurança das operações, redução de emissões e uso mais eficiente do carvão. O documento prevê ainda diversificar atividades industriais associadas ao recurso e atingir o pico do consumo de carvão, embora não detalhe, no texto divulgado, quando esse ponto deverá ser alcançado. Ao todo, o planejamento estabelece nove áreas prioritárias. Entre elas estão a reorganização da distribuição da exploração de carvão, a modernização da estrutura industrial, melhorias na logística e no armazenamento, a transição para processos de menor emissão de carbono, o uso mais eficiente do carvão, investimentos em ciência e tecnologia e medidas de segurança na produção. O governo também pretende aperfeiçoar os mecanismos de equilíbrio entre oferta e demanda e a gestão do setor. Com essas medidas, o país busca combinar a garantia de abastecimento de carvão com a transição energética prevista para os próximos anos. Fonte: China News