
24 de agosto de 2026
China2Brazil
A Game Science, desenvolvedora de Black Myth: Wukong, divulgou um vídeo de 15 minutos de gameplay de Black Myth: Zhong Kui, segundo título da série baseada na mitologia e no folclore chineses. O material mostra pela primeira vez combates do protagonista e trechos da narrativa. O novo jogo apresenta Zhong Kui, figura tradicional do folclore chinês associada ao combate contra espíritos, como referência para uma nova história. A Game Science informou que o título continuará como um RPG de ação para um jogador e terá versões para PC e os principais consoles. O que muda em relação a Black Myth: Wukong Yang Qi, cofundador e diretor de arte da Game Science, afirmou que a equipe trabalha em cinco pontos de melhoria em relação ao jogo anterior. Entre eles estão respostas mais consistentes durante os combates, mudanças na apresentação das cenas narrativas e a redução das chamadas “paredes invisíveis”, barreiras que impedem o jogador de acessar determinadas áreas mesmo quando o cenário aparenta permitir a passagem. O recurso esteve entre os pontos criticados por jogadores de Black Myth: Wukong. A equipe também pretende trabalhar de forma diferente a construção visual dos ambientes e evitar decisões de design pensadas apenas para causar impacto visual. Apesar do avanço mostrado no vídeo, o projeto continua em estágio inicial. A Game Science informou que as imagens foram gravadas em uma versão ainda em desenvolvimento e que parte do que está sendo testado pode não aparecer da mesma forma no produto final. O jogo ainda não tem data de lançamento. A divulgação teve repercussão rápida na China. Segundo a 36Kr, o vídeo chegou perto de 1 milhão de visualizações no Bilibili cerca de 50 minutos após a publicação e entrou entre os assuntos mais comentados tanto na plataforma quanto no Weibo. Quem é Zhong Kui Zhong Kui é uma figura do folclore chinês conhecida como caçador de espíritos e símbolo de proteção contra forças malignas. Ao longo dos séculos, sua imagem passou a aparecer em pinturas, celebrações populares e representações colocadas em casas como forma de afastar o mal e proteger os moradores. Uma das tradições mais conhecidas está ligada ao Festival do Barco-Dragão. Em regiões da China, retratos de Zhong Kui eram pendurados nas residências durante a celebração como símbolo de proteção e afastamento de maus espíritos. Há também manifestações populares em que o personagem aparece em encenações e apresentações tradicionais. A escolha de Zhong Kui segue a estratégia adotada pela Game Science em Black Myth: Wukong, que levou elementos da mitologia e da literatura chinesas para um jogo voltado ao mercado global. Desta vez, porém, o estúdio usa outro personagem tradicional para construir uma história própria dentro da série Black Myth.

24 de agosto de 2026
China2Brazil
A 2ª edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides reúne 666 equipes e 2.056 robôs de 16 países em Pequim. O evento começou no sábado e terá cinco dias de competições, com 51 modalidades no Oval Nacional de Patinação de Velocidade. Nesta edição, parte dos testes deixa os ambientes simulados e passa a ocorrer em espaços que reproduzem situações de uso, como fábricas, hotéis e casas-modelo. A mudança busca avaliar o desempenho dos robôs em tarefas mais próximas das aplicações previstas para ambientes de trabalho e para o cotidiano. Cerca de mil robôs humanoides p articiparam da cerimônia de abertura. Segundo os organizadores, as competições também apresentam tecnologias desenvolvidas para ampliar a atuação dessas máquinas além de demonstrações controladas. Os jogos incluem provas voltadas ao desempenho dos robôs e atividades baseadas em diferentes cenários de aplicação. A proposta é usar a competição para testar tecnologias ligadas à chamada inteligência incorporada, área que combina sistemas de inteligência artificial com máquinas capazes de perceber o ambiente e executar ações físicas. O evento é organizado pelo governo municipal de Pequim, pelo China Media Group, pela Organização Mundial de Cooperação de Robôs e pelo Conselho Internacional da Copa Mundial de Robôs da Ásia-Pacífico. Segundo os organizadores, a iniciativa também pretende estimular investimentos em tecnologia e a colaboração entre empresas e instituições ligadas à indústria de robótica. A escala do evento aumentou em relação à estreia. A primeira edição, realizada em agosto de 2025, reuniu 280 equipes e mais de 500 robôs humanoides, também de 16 países. Fonte: Xinhua

24 de agosto de 2026
China2Brazil
A China pretende elaborar pelo menos 100 normas para a indústria de robôs humanoides até 2028, com regras para testes, avaliação de desempenho, tecnologias, aplicações, segurança e governança. A proposta faz parte de uma diretriz do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação que será submetida à consulta pública entre 25 de agosto e 23 de setembro. O documento busca criar parâmetros comuns para uma indústria que passa a desenvolver robôs capazes de executar tarefas de forma autônoma em diferentes ambientes. As normas deverão abranger desde terminologia e interfaces até requisitos técnicos, métodos de avaliação e regras para o uso dos equipamentos. A proposta divide o sistema de normas em áreas como tecnologias de computação inteligente, componentes, robôs completos, aplicações, segurança e ética. Atualmente, mais de uma centena de normas relacionadas a robôs humanoides estão em desenvolvimento ou em estudos preliminares na China e em outros países. Entre os pontos previstos está a criação de uma classificação para os diferentes níveis de capacidade dos robôs humanoides. O governo também pretende definir regras para a identificação individual dos equipamentos, incluindo sistemas de codificação e reconhecimento. Outra frente será a definição de requisitos para avaliar a capacidade operacional e a adaptação dos robôs a ambientes industriais estruturados e semiestruturados. A intenção é estabelecer critérios comuns para medir como essas máquinas executam tarefas e respondem às condições do local onde são utilizadas. A diretriz também inclui normas voltadas às implicações éticas e sociais da tecnologia. O texto prevê regras para avaliar impactos sociais e estabelecer limites relacionados ao desenvolvimento e à aplicação dos robôs humanoides. Até 2028, o governo chinês pretende estruturar o sistema de normas e ampliar sua adoção pela indústria. A expectativa é que mais de 200 empresas participem da divulgação e implementação das regras. Segundo a proposta, o sistema deverá priorizar as necessidades consideradas mais urgentes e passar por atualizações conforme a evolução da tecnologia. Fonte: news.cn

24 de agosto de 2026
China2Brazil
Um robô humanoide completou os 100 metros em 9,39 segundos durante as eliminatórias da 2ª edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, realizada em Pequim. O equipamento da equipe Tianzhuo, do Centro de Inovação de Robôs Humanoides de Pequim, terminou em primeiro lugar em seu grupo e superou o recorde registrado na edição anterior da competição. A prova ocorreu antes da cerimônia de abertura dos Jogos, realizada na noite de 22 de agosto no Centro Nacional de Patinação de Velocidade, conhecido como Ice Ribbon. Entre os concorrentes estava a fabricante de robôs Unitree . O tempo também ficou abaixo dos 9,58 segundos do recorde mundial masculino dos 100 metros de Usain Bolt. A comparação, porém, não significa que um robô tenha superado o desempenho humano nas mesmas condições. Máquinas não possuem músculos, ossos ou limitações fisiológicas e dependem de motores elétricos, sistemas de energia, sensores e algoritmos para se movimentar. Antes da competição, o robô humanoide Lightning, desenvolvido pela Honor, havia registrado 9,32 segundos durante testes. Corrida testa mais do que velocidade A prova de 100 metros funciona como um teste para diferentes tecnologias empregadas na robótica humanoide. Para correr sem perder o equilíbrio, o equipamento precisa identificar sua posição por meio de sensores e ajustar, em tempo real, os movimentos de suas articulações. Esse processo depende de componentes como motores servo, estruturas mecânicas leves, baterias, sistemas de gerenciamento de energia, sensores, sistemas de visão e algoritmos de controle de movimento baseados em inteligência artificial. O desafio está principalmente na locomoção bípede. Enquanto o corpo humano ajusta equilíbrio, contato com o solo e movimentos musculares durante uma corrida, o robô precisa reproduzir parte dessas respostas por meio de sensores e sistemas de controle. Por isso, provas de velocidade, salto e futebol são usadas para avaliar como os robôs se movimentam em situações mais complexas. O objetivo não é substituir modalidades esportivas tradicionais, mas testar tecnologias que poderão ser empregadas em outras atividades. China aposta em aplicações fora das competições Os robôs humanoides já conseguem caminhar, manipular objetos e executar interações simples, mas ainda enfrentam dificuldades para operar de forma estável em ambientes mais complexos. Na China, diferentes regiões adotaram planos para desenvolver essa indústria e aplicar os equipamentos em áreas como manufatura, logística, cuidados para idosos e serviços comerciais. A cadeia de produção chinesa reúne componentes como redutores de precisão, motores, sensores e baterias, além do desenvolvimento de robôs completos e de aplicações de inteligência artificial. Outros mercados também disputam espaço nesse segmento. Empresas dos Estados Unidos concentram esforços na integração entre robótica e modelos de inteligência artificial, enquanto Japão e Europa desenvolvem suas próprias tecnologias e cadeias produtivas. Custo e autonomia ainda limitam uso Apesar dos resultados nas pistas, os robôs humanoides ainda enfrentam obstáculos antes de uma adoção em larga escala. Um deles é o custo dos equipamentos de maior desempenho. Outro é a autonomia energética, já que movimentos de alta intensidade exigem grande consumo de energia. Também permanecem desafios relacionados à segurança, confiabilidade e capacidade de tomada de decisão dos sistemas de inteligência artificial. Por isso, o desempenho esportivo representa apenas uma etapa do desenvolvimento. A aplicação comercial dependerá da capacidade desses equipamentos de operar de forma estável em fábricas, armazéns, residências e ambientes considerados perigosos para seres humanos. Fonte: guancha.cn

24 de agosto de 2026
China2Brazil
O sistema de navegação por satélite BeiDou já está presente em mais de 98% dos celulares vendidos na China. Dos 133 milhões de aparelhos comercializados no primeiro semestre de 2026, mais de 98% eram compatíveis com a tecnologia, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (24) pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação do país. A presença do sistema também aumentou nos serviços de mobilidade. Mais de 14 milhões de bicicletas e motocicletas elétricas compartilhadas estavam equipadas, até junho, com sistemas independentes de posicionamento BeiDou. O volume corresponde a mais de 90% da frota desse segmento no mercado chinês. O BeiDou é o sistema chinês de navegação por satélite , usado para serviços de posicionamento, navegação e sincronização de tempo. Além do mercado de consumo, a tecnologia está presente em veículos, equipamentos industriais e serviços urbanos. Até o fim de 2025, as remessas acumuladas de chips e módulos compatíveis com o BeiDou produzidos na China se aproximavam de 2,6 bilhões de unidades. No mesmo período, o país tinha mais de 2,2 bilhões de terminais de diferentes tipos com funções baseadas no sistema. A adoção também alcançou as cidades que participam dos projetos-piloto do governo. Até o fim do primeiro semestre, 39 cidades haviam instalado mais de 12 milhões de terminais com posicionamento independente pelo BeiDou. Em algumas delas, a tecnologia já está presente em 100% dos veículos de determinados segmentos, como bicicletas e motocicletas compartilhadas, táxis, veículos oficiais, transporte de passageiros e de cargas perigosas, além de máquinas agrícolas e equipamentos policiais. Nos setores considerados prioritários pelas autoridades chinesas, o número de terminais BeiDou se aproxima de 40 milhões. A taxa de adoção de aplicações integradas ao sistema chega a cerca de 90%. No mercado consumidor, a tecnologia também aparece em relógios inteligentes e sistemas automotivos. O estoque de dispositivos vestíveis compatíveis com o posicionamento BeiDou supera 160 milhões de unidades, enquanto mais de 100 milhões de veículos de passageiros possuem equipamentos de posicionamento ligados ao sistema. Segundo o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, o governo apoia pesquisas e a industrialização de produtos BeiDou voltados a características como maior precisão, resistência a interferências e menor consumo de energia. O objetivo também inclui reduzir os custos desses equipamentos. Entre 2026 e 2030, período do 15º Plano Quinquenal da China, o governo prevê manter investimentos em tecnologias relacionadas ao BeiDou, industrializar novas soluções e estender os projetos-piloto de aplicação em larga escala. O planejamento também inclui o desenvolvimento da indústria de informações espaço-temporais, que reúne tecnologias de posicionamento por satélite, navegação, sincronização de tempo, sensoriamento remoto, sistemas de informação geográfica, comunicação e internet via satélite. Fonte: news.cn

21 de agosto de 2026
China2Brazil
Tesla, Xiaomi, Xpeng, Geely e outras montadoras anunciaram nesta sexta-feira (21) recalls que somam mais de 4,27 milhões de veículos na China por problemas relacionados à identificação e ao uso das maçanetas mecânicas de emergência das portas. Os avisos foram registrados na Administração Estatal de Regulação do Mercado da China (SAMR) e abrangem modelos de nove grupos automotivos . Segundo os comunicados, em parte dos veículos a maçaneta mecânica usada para abrir a porta em emergências tem cor semelhante à do acabamento interno, o que pode dificultar sua localização e operação. Em situações extremas, como uma colisão grave seguida de falha no sistema elétrico de baixa tensão, o problema pode dificultar a saída dos ocupantes ou o acesso de equipes de resgate. A Tesla concentra a maior parte dos veículos envolvidos. A empresa incluiu 2.975.910 unidades dos Model 3, Model Y, Model S e Model X, entre veículos produzidos na China e importados. O recall relacionado às portas começa em 25 de setembro. A Xiaomi incluiu 390.435 unidades do SU7. A Leapmotor registrou 371.200 veículos dos modelos C01 e C11, enquanto a Xpeng convocará 264.842 unidades dos modelos G6, P7+ e X9. A Zhejiang Geely Automobile também registrou recall de 92.658 unidades dos modelos Zeekr 007 e Zeekr X. A execução ficará a cargo da Zeekr. Já a Chery incluiu 68.488 veículos dos modelos iCAR 03 e Fulwin X3. A Dongfeng convocou 53.452 unidades dos modelos Nammi 06, Aeolus L8, eπ007 e eπ008. A BAIC incluiu 46.850 unidades do Arcfox Kaola, enquanto a FAW registrou 11.908 veículos dos modelos EH7 e Tiangong 08. Somados, os nove recalls relacionados aos mecanismos de abertura de emergência atingem 4.275.743 veículos. Correções variam entre fabricantes As medidas adotadas dependem do modelo e da fabricante. Tesla, Xiaomi, Leapmotor e Zeekr vão instalar sinalização para facilitar a identificação dos mecanismos de emergência e também atualizar sistemas dos veículos remotamente, por meio da tecnologia OTA. No caso da Tesla, a atualização altera o controle dos vidros para acrescentar uma estratégia de abertura após acidentes. A Xiaomi vai modificar a lógica de destravamento central e de abertura dos vidros, enquanto Leapmotor e Zeekr também atualizarão o controle dos vidros. A Dongfeng instalará sinalizações nos veículos afetados e fará atualização do software de controle dos vidros nos modelos Nammi 06 e Aeolus L8. A BAIC substituirá a tampa do mecanismo de emergência da porta traseira direita por uma peça com identificação escrita e também fará uma atualização de software para permitir a abertura dos vidros após colisões graves. Xpeng e FAW vão adicionar gratuitamente sinalizações junto aos mecanismos de emergência. A Chery, além da identificação, substituirá a tampa do mecanismo mecânico interno por uma versão modificada. Os comunicados foram publicados pela SAMR junto a outros recalls divulgados nesta sexta-feira. O total de 4,27 milhões considera apenas os nove casos relacionados aos mecanismos de abertura de emergência das portas. Fonte: Administração Estatal de Regulação do Mercado da China (SAMR)

21 de agosto de 2026
China2Brazil
O governo brasileiro anunciou um projeto de R$ 1,276 bilhão para instalar uma infraestrutura de supercomputação no Rio de Janeiro em parceria com as chinesas Huawei e iFlytek. O projeto inclui transferência de tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, formação profissional e criação de modelos de inteligência artificial em português. O início das operações está previsto para julho de 2027 e terá duração de cerca de cinco anos. A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) será responsável pela execução do projeto. A parceria também prevê o desenvolvimento de uma pilha de software soberana e de um modelo de linguagem de grande escala, conhecido pela sigla LLM, além de outros modelos de inteligência artificial em português. Outro eixo do projeto será a formação de profissionais. A previsão é capacitar 3 mil brasileiros ao longo de cinco anos. As contrapartidas das empresas chinesas incluem transferência de tecnologia, pesquisa e desenvolvimento e formação de pessoas. Projeto integra plano brasileiro de inteligência artificial A infraestrutura com Huawei e iFlytek faz parte das iniciativas relacionadas ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê R$ 23 bilhões em investimentos entre 2024 e 2028. Além da parceria com as empresas chinesas, o Brasil prevê cerca de R$ 1 bilhão para adquirir, por meio de edital competitivo, outro supercomputador. O equipamento terá capacidade aproximada de 7.200 petaflops, equivalente a cerca de 7,2 quintilhões de operações matemáticas por segundo. Esse supercomputador será instalado no Parque Tecnológico Augusto Severo, ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e tem início de operação previsto para o fim de 2027. O conjunto de iniciativas inclui ainda uma estratégia para o desenvolvimento de chips com arquitetura aberta RISC-V, em cooperação com o ecossistema de inovação de Barcelona, na Espanha. Também estão previstos a estruturação da Nuvem Brasileira e a implantação do Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável, que ficará sob responsabilidade de um centro de pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Fonte: Gov.br

21 de agosto de 2026
China2Brazil
A China estuda levar parte do processamento de dados feito em centros terrestres diretamente para o espaço, com satélites capazes de realizar cálculos e tomar decisões sem depender constantemente de sistemas em solo. A estratégia já começou a ser testada com a constelação Xingsuan, cujo primeiro grupo de 12 satélites de computação foi lançado em maio de 2025. Os equipamentos possuem sistemas próprios de computação inteligente e comunicação entre satélites. A proposta é permitir que informações coletadas no espaço sejam processadas ainda em órbita, em vez de serem enviadas primeiro para centros terrestres. Zheng Wen, pesquisador da Academia de Inovação para Microssatélites da Academia Chinesa de Ciências, compara o conceito a colocar um computador no espaço. Com capacidade própria de processamento, o satélite pode analisar os dados que recebe e executar determinadas tarefas em tempo real. A expectativa dos pesquisadores é conectar diferentes grupos de satélites para compartilhar capacidade de processamento. Em uma etapa posterior, Zheng cita a possibilidade de construir uma estrutura de computação de grandes dimensões no espaço, com até 4 mil metros por 4 mil metros, destinada a oferecer serviços computacionais. Computação no espaço enfrenta problemas de calor e radiação Levar centros de processamento para fora da Terra também cria desafios técnicos. Segundo Zheng, o espaço permite utilizar energia solar e oferece condições específicas para o controle de temperatura, mas a dissipação de calor e a radiação de partículas de alta energia ainda estão entre os principais obstáculos à computação espacial em grande escala. Sem ar, o calor produzido pelos equipamentos precisa ser dissipado por radiação . Por isso, uma instalação de computação no espaço exigiria grandes superfícies destinadas ao controle térmico. Outro problema está na exposição dos chips a partículas de alta energia. Elas podem interferir nos estados eletrônicos utilizados pelos computadores para representar os números binários 0 e 1 e, com isso, provocar erros no processamento das informações. IA pode permitir manutenção autônoma de satélites Para os pesquisadores, porém, colocar capacidade computacional em órbita não é o objetivo final. A tecnologia também pode dar mais autonomia a equipamentos espaciais ao combinar inteligência artificial, processamento de dados e sistemas de satélite. Uma das possibilidades citadas por Zheng é utilizar essa capacidade no braço robótico da estação espacial chinesa. Com sistemas próprios de processamento e decisão, o equipamento poderia executar parte das operações hoje realizadas por astronautas fora da estação. A Academia de Inovação para Microssatélites também trabalha no projeto de uma futura espaçonave chamada NEZHA. Segundo Zheng, o equipamento terá braços robóticos e poderá se deslocar de forma autônoma para realizar tarefas de manutenção. A proposta é que essas espaçonaves possam ser enviadas, por exemplo, para prestar manutenção em satélites danificados ou com problemas de energia. O projeto faz parte das pesquisas chinesas para combinar inteligência artificial, capacidade de processamento e sistemas espaciais com maior nível de autonomia. Fonte: CCTV

21 de agosto de 2026
China2Brazil
A China destinou 187,5 bilhões de yuans em 2026 a um programa que incentiva consumidores a substituir bens usados por produtos novos. A iniciativa movimentou cerca de 1,32 trilhão de yuans em vendas e beneficiou 178 milhões de pessoas, segundo dados apresentados nesta sexta-feira (21) pelo Ministério das Finanças. O programa faz parte das medidas adotadas pelo governo chinês para estimular o consumo doméstico. O modelo oferece incentivos para a troca de produtos antigos por novos, com recursos públicos destinados a apoiar as compras. Além dessa iniciativa, o governo lançou um pacote de políticas fiscais e financeiras direcionado tanto aos consumidores quanto às empresas do setor de bens de consumo. Segundo o vice-ministro das Finanças, Liao Min, as medidas atuam sobre a demanda das famílias e sobre a oferta das empresas. Até agora, esse conjunto de políticas beneficiou 113 milhões de residentes. Outra frente adotada foi uma campanha de notas fiscais premiadas em 50 cidades-piloto. A iniciativa associa a emissão de notas fiscais à possibilidade de receber prêmios como forma de estimular o consumo e o registro das compras. De acordo com o Ministério das Finanças, as vendas nos setores abrangidos pela campanha ultrapassaram 370 bilhões de yuans. Os dados foram apresentados durante uma coletiva de imprensa do Gabinete de Informação do Conselho de Estado sobre as medidas adotadas no início do 15º Plano Quinquenal. Fonte: China News

20 de agosto de 2026
China2Brazil
Plataformas digitais e algoritmos estão mudando a forma como cargas são distribuídas pelas rodovias chinesas, ao conectar motoristas e empresas em poucos minutos e reduzir viagens de caminhões sem carga. Na Yunmanman, plataforma do grupo Full Truck Alliance, o tempo médio para encontrar a combinação entre veículo e mercadoria caiu de três a quatro minutos. A tecnologia ganha peso em um setor responsável pela maior parte da movimentação de mercadorias do país. Em 2025, 43,29 bilhões de toneladas de cargas foram transportadas por rodovias na China, mais de 70% do volume total nacional. O sistema funciona a partir da análise de dados sobre cargas disponíveis, localização dos veículos e rotas. Com essas informações, as plataformas identificam motoristas próximos e fazem a correspondência entre oferta e demanda de transporte. Em uma fazenda de hortaliças no distrito de Lishui, em Nanjing, por exemplo, produtores utilizam a Yunmanman para encontrar caminhões que transportam os produtos até Xangai. Segundo o produtor Feng Chaoji, anteriormente a contratação dependia de contatos pessoais e, nos períodos de maior demanda, a dificuldade para conseguir veículos fazia as perdas durante o transporte ultrapassarem 10%. Agora, os pedidos publicados na plataforma podem ser aceitos por motoristas próximos em poucos minutos. O modelo também é usado em trajetos mais longos. Vegetais produzidos em regiões de planalto de Lanzhou são enviados ao Delta do Rio Yangtzé, enquanto frutas da Tailândia passam por Kunming antes da distribuição para outras regiões chinesas. Segundo Gao Yiming, diretor de algoritmos de inteligência artificial do Full Truck Alliance, o uso de grandes volumes de dados permite organizar a distribuição dos caminhões e reduzir problemas como veículos parados ou circulando sem carga. A tecnologia busca corrigir uma característica histórica do setor: a fragmentação entre quem precisa transportar mercadorias e os motoristas disponíveis. As plataformas também começam a testar assistentes virtuais baseados em inteligência artificial para embarcadores e transportadores. Dentro dos limites legais, esses sistemas podem participar de etapas como negociação, identificação de veículos ou cargas compatíveis e fechamento das operações. No fim de abril, uma reunião do Comitê Central do Partido Comunista da China incluiu as redes logísticas entre as infraestruturas que devem receber planejamento e desenvolvimento, ao lado de redes de água, energia, computação, comunicação e sistemas urbanos de tubulações. Fonte: China news