
27 de agosto de 2026
China2Brazil
A China respondeu por 97% das entregas globais de robôs humanoides no primeiro semestre de 2026, com mais de 40 mil unidades. As cinco empresas com maior volume de entrega s no período também são chinesas, mostrando o peso do país em um mercado que ainda busca transformar produção em escala em aplicações comerciais. A AgiBot liderou o mercado, com 9.700 unidades, seguida por Unitree , Galaxy General, UBTECH e Leju Robotics. Apesar dos números, a maior parte dos robôs ainda não é usada diretamente em atividades produtivas. Mais de 60% das unidades entregues no primeiro semestre foram destinadas a entretenimento, apresentações e pesquisa científica. Na Unitree, cerca de 70% das vendas tiveram universidades como destino. A busca por aplicações mais práticas também apareceu na segunda edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, encerrada em Pequim em 26 de agosto. O evento reuniu 666 equipes e 2.056 robôs em 51 modalidades. Neste ano, 14 provas foram dedicadas a situações próximas do uso real, em áreas como residências, hotéis, logística, varejo e resgate de emergência. Entre as tarefas estavam organizar roupas, manipular alimentos e realizar atividades que exigiam movimentos mais precisos. Outra mudança foi a retirada do controle remoto em competições com robôs de tamanho real. Parte das provas passou a exigir que as máquinas executassem as tarefas de forma autônoma, aproximando os testes das condições encontradas em fábricas, armazéns e outros ambientes reais. Um dos principais obstáculos ainda é a capacidade de adaptação. Segundo Wang Xingxing, fundador da Unitree, um robô treinado para executar determinada tarefa em um ambiente controlado pode apresentar alta taxa de sucesso, mas seu desempenho cai quando os objetos ou as condições ao redor mudam. O desafio agora é fazer com que o avanço na produção também se traduza em robôs capazes de trabalhar com autonomia e confiabilidade em diferentes situações do mundo real. Fonte: news.southcn.com

27 de agosto de 2026
China2Brazil
A China afirmou que poderá adotar medidas em resposta caso os Estados Unidos imponham uma tarifa adicional de 7,5% sobre produtos chineses. A manifestação ocorreu nesta quinta-feira (27), após relatos de que o governo americano estaria considerando a cobrança como parte de medidas relacionadas à chamada “sobrecapacidade” produtiva. A porta-voz do Ministério do Comércio da China, Huang Ling, disse que Pequim acompanhará e avaliará as medidas adotadas pelos Estados Unidos e “reserva-se o direito de tomar todas as medidas necessárias”. Segundo o ministério chinês, os Estados Unidos abriram uma investigação contra 16 economias, incluindo a China, relacionada à questão da capacidade produtiva. Pequim considera que o tema não deve ser usado como justificativa para a adoção de barreiras comerciais. A discussão sobre “sobrecapacidade” envolve a avaliação de que determinados setores produzem mais do que a demanda consegue absorver, o que pode aumentar as exportações e pressionar concorrentes em outros mercados. Em 28 de julho, o Ministério do Comércio da China publicou um documento com sua posição sobre o tema. No texto, o governo argumenta que altos volumes de exportação ou grandes superávits comerciais não significam, por si só, excesso de capacidade produtiva. Segundo Pequim, o crescimento das exportações chinesas também está relacionado a ganhos de escala, aumento da capacidade de inovação e demanda internacional por produtos ligados à transição verde e ao desenvolvimento industrial. Fonte: China News

26 de agosto de 2026
China2Brazil
A China alcançou a quinta posição entre os principais países do mundo em um índice que avalia o desempenho do setor de transportes. O país registrou 90,8 pontos, alta de 0,9 ponto em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira (25) pelo Ministério dos Transportes. O resultado faz parte do Índice de Potência do Setor de Transportes, apresentado durante uma conferência realizada em Wuhan, na província de Hubei . Entre os indicadores em que a China já alcançou níveis considerados avançados internacionalmente estão a conectividade das rotas regulares de transporte marítimo, a eletrificação das ferrovias, a participação dos veículos de nova energia e o volume anual de contêineres movimentados pelos portos. O levantamento também avaliou o desempenho das províncias chinesas . Zhejiang, Jiangsu, Guangdong, Fujian e Sichuan ficaram entre as regiões com os resultados mais elevados. Durante o evento, o Ministério dos Transportes apresentou ainda 12 projetos considerados referências para o desenvolvimento do setor. Entre eles está uma iniciativa de Jiangsu que utiliza inteligência artificial na gestão da rede rodoviária, com foco em segurança e fluxo do trânsito. Hubei apresentou um modelo de integração entre ferrovias, hidrovias, rodovias e transporte aéreo. Outro projeto, desenvolvido em Shaanxi, utiliza um sistema voltado à prevenção e ao controle de riscos de segurança nos túneis das montanhas Qinling. Fonte: news.cn

26 de agosto de 2026
China2Brazil
A China pretende aumentar as exigências de segurança para baterias e sistemas de direção autônoma entre 2026 e 2030, além de impedir a entrada no mercado de tecnologias automotivas que não tenham passado por testes suficientes. As medidas fazem parte do planejamento do governo para a indústria de veículos de nova energia durante o 15º Plano Quinquenal. Segundo o vice-ministro da Indústria e Tecnologia da Informação, Xin Guobin, o governo pretende apoiar pesquisas para melhorar a durabilidade das baterias e seu funcionamento em baixas temperaturas, além de elevar a segurança e a confiabilidade dos sistemas de condução autônoma. Outra medida será aumentar o controle sobre novas tecnologias incorporadas aos veículos. De acordo com o ministério, alguns projetos considerados inovadores chegaram ao mercado antes de passar por testes e validações suficientes. O governo informou que produtos que não cumprirem essas etapas serão impedidos de entrar no mercado. Também está prevista uma fiscalização maior sobre a conformidade da produção das montadoras. A mudança ocorre após cinco anos de rápida expansão dos veículos de nova energia na China. Entre 2021 e 2025, a participação desses modelos nas vendas de veículos novos passou de 5,4% para 47,9%. As vendas anuais chegaram a 16,49 milhões de unidades ao final do período. O setor também enfrenta problemas relacionados à qualidade dos veículos, à segurança da condução autônoma e à concorrência entre empresas, pontos que o governo pretende tratar como prioridades nos próximos cinco anos. Recarga também entra no planejamento Além das regras de segurança, a China pretende ampliar a infraestrutura para o uso dos veículos de nova energia, principalmente fora dos grandes centros urbanos. A meta é levar estações de recarga a todos os condados e disponibilizar pontos de carregamento em todas as áreas rurais. Segundo o governo, algumas dessas regiões ainda apresentam deficiência de infraestrutura. O planejamento inclui ainda programas de substituição de veículos antigos, incentivo à adoção de modelos de nova energia em áreas rurais e medidas para reduzir custos de manutenção e aprimorar os seguros desses automóveis. O país também continuará realizando projetos-piloto com veículos inteligentes e conectados e com sistemas que integram veículos, estradas e infraestrutura digital. No mercado internacional, o governo pretende ampliar a cooperação na elaboração de normas e regulamentações, além de melhorar estruturas de apoio à logística, ao financiamento e aos investimentos ligados à indústria automotiva. Fonte: China News

26 de agosto de 2026
China2Brazil
Pesquisadores da Universidade de Lanzhou, na China, desenvolveram um chip óptico capaz de usar luz para realizar diferentes operações lógicas e matemáticas em alta velocidade. O dispositivo pode mudar de função sem precisar ter sua estrutura física redesenhada e alcançou velocidade de 20 Gbit/s nos testes, segundo estudo publicado na revista científica Nature Communications. O trabalho foi liderado pelo professor Tian Yonghui, da Faculdade de Ciências Físicas e Tecnologia da universidade. A proposta é usar sinais ópticos para executar parte do processamento de dados, uma alternativa estudada para aplicações que exigem alta velocidade, baixa latência e menor consumo de energia. A computação óptica utiliza luz para transmitir e processar informações. A tecnologia é pesquisada como uma possível forma de contornar limitações dos circuitos eletrônicos tradicionais, como o aumento do consumo de energia e os gargalos na transmissão de grandes volumes de dados. Para desenvolver o chip, a equipe utilizou uma plataforma de fotônica de silício e microrressonadores, pequenos componentes capazes de controlar sinais de luz dentro do circuito. Com essa arquitetura, o chip conseguiu executar operações lógicas como NOT, AND, OR, XOR e XNOR. O mesmo dispositivo também foi configurado para funcionar como somador de 2 bits, subtrator e comparador numérico, sem alterações na estrutura do hardware. Nos testes, o sistema realizou operações a 20 Gbit/s. A densidade de computação chegou a 528 Gbit/s², enquanto a eficiência energética foi de 12,36 femtojoules por bit. Os pesquisadores também testaram a tecnologia em tarefas de criptografia e descriptografia de dados, inserção de marcas d’água em imagens médicas e aprimoramento de diferenças entre imagens. Segundo Tian Yonghui, a arquitetura pode servir de base para o desenvolvimento de chips fotônicos voltados ao processamento de informações em alta velocidade e a sistemas de computação inteligente integrados ao próprio dispositivo. Fonte: stdaily.com

25 de agosto de 2026
China2Brazil
Empresas chinesas fecharam 81 operações internacionais de licenciamento de medicamentos inovadores no primeiro semestre de 2026, com valor total de aproximadamente US$ 110 bilhões. O montante já representa mais de 80% do registrado durante todo o ano de 2025 e supera em mais de duas vezes o resultado de 2024, segundo dados da Administração Nacional de Produtos Médicos da China. Os acordos abrangem dez áreas terapêuticas, entre elas oncologia , metabolismo, imunologia e neurologia. Os compradores estão distribuídos por cerca de 20 países e regiões, incluindo Estados Unidos, França, Reino Unido e Itália. Um dos negócios ocorreu em julho, quando uma farmacêutica chinesa licenciou para uma multinacional os direitos internacionais de um medicamento para doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). A operação pode chegar a US$ 1,9 bilhão e foi a maior envolvendo um único produto chinês da área respiratória nos últimos três anos. Os acordos também começam a envolver parcerias mais amplas de pesquisa e desenvolvimento. Em janeiro, o Grupo CSPC e a AstraZeneca fecharam uma colaboração envolvendo medicamentos peptídicos de ação prolongada e plataformas tecnológicas, com valor potencial de US$ 18,5 bilhões. Em maio, a Innovent Biologics e a Pfizer anunciaram uma parceria que pode alcançar US$ 10,5 bilhões e inclui 12 projetos de oncologia em estágio inicial. Pelo acordo, a empresa chinesa participa de etapas como pesquisa, desenho de estudos clínicos e comercialização. O movimento indica uma mudança na forma como as farmacêuticas chinesas chegam ao mercado internacional. Além de licenciar produtos, algumas empresas passaram a desenvolver medicamentos em conjunto com grupos estrangeiros e a participar de diferentes etapas de pesquisa e comercialização. Entre os fatores apontados para essa expansão estão o aumento da capacidade de pesquisa e desenvolvimento, a estrutura da cadeia biofarmacêutica chinesa e custos menores de produção. A Reuters também apontou que, para farmacêuticas estrangeiras, licenciar tecnologias chinesas pode custar menos do que desenvolver soluções semelhantes internamente. Fonte: news.cn

25 de agosto de 2026
China2Brazil
O investimento direto da China no exterior somou US$ 99,53 bilhões entre janeiro e julho de 2026, alta de 7,3% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério do Comércio e da Administração Estatal de Divisas do país. Em yuans, o volume chegou a 684,51 bilhões, crescimento de 2,8% na comparação anual. Os números consideram os investimentos diretos realizados no exterior por todos os setores da economia chinesa . Já os investimentos diretos não financeiros apresentaram queda no período. Entre janeiro e julho, investidores sediados na China aplicaram 528,43 bilhões de yuans no exterior, recuo de 12,9% em relação aos primeiros sete meses de 2025. Em dólares, os investimentos não financeiros somaram US$ 76,84 bilhões, uma redução de 9,1% na comparação anual. Esses recursos foram destinados a 7.742 empresas no exterior, distribuídas por 148 países e regiões. Fonte: CCTV

25 de agosto de 2026
China2Brazil
A China criou um comitê técnico para coordenar a elaboração e a revisão de normas voltadas à produção industrial verde e de baixo carbono. O novo órgão atuará em áreas como economia de energia, redução de emissões, conservação de água, produção limpa, aproveitamento de recursos e manufatura verde, informou nesta terça-feira (25) o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. Chamado de Comitê Técnico de Normalização Verde e de Baixo Carbono , o grupo reúne 71 integrantes de órgãos governamentais, instituições de pesquisa, universidades, associações setoriais e empresas. A secretaria ficará no Instituto de Normalização de Eletrônica da China. O objetivo é estabelecer padrões técnicos comuns para diferentes setores industriais. Essas normas servem para definir critérios, métodos e requisitos que podem ser adotados pelas empresas em processos relacionados à redução do consumo de recursos e das emissões. O comitê já aprovou seu estatuto, as regras de funcionamento da secretaria e os procedimentos para elaboração, revisão e atualização das normas. A próxima etapa será coordenar os órgãos responsáveis pela normalização em diferentes setores. O trabalho incluirá estudos preliminares e a criação e revisão de padrões para economia de energia e redução de carbono, conservação de água, controle de emissões, produção limpa, aproveitamento de recursos e manufatura verde. O órgão também será responsável pela divulgação e implementação das normas elaboradas. Fonte: people.com.cn

25 de agosto de 2026
China2Brazil
A Xiaomi apresentou dois protótipos que usam sua nova geração de chips Xuanjie para executar tarefas de inteligência artificial. Um deles foi criado para rodar modelos de IA diretamente no aparelho, enquanto o outro funciona como um computador pessoal voltado a tarefas mais pesadas, como desenvolvimento e programação. Um dos protótipos combina os chips Xuanjie O3 e O100 em uma arquitetura de computação dual-core. O dispositivo foi desenvolvido para executar modelos de IA de grande escala diretamente no equipamento, sem depender do processamento em servidores externos. Para acomodar a nova configuração, a Xiaomi retirou o módulo de imagem tradicional dos celulares e redesenhou a placa-mãe. O protótipo também recebeu um sistema de resfriamento ativo a ar, com capacidade máxima de dissipação de 10 watts. O equipamento utiliza o Xiaomi MiMo, modelo de IA da própria empresa. Segundo os testes divulgados pela Xiaomi, a velocidade de inferência chegou a 295 tokens por segundo, medida usada para indicar a quantidade de unidades de texto que um modelo consegue processar ou gerar em determinado período. O segundo dispositivo, chamado Xiaomi AI Cube, funciona como um terminal pessoal de supercomputação voltado a tarefas de inteligência artificial. O equipamento reúne os chipsets Xuanjie O3, O100 e D100 e conta com 80 GB de memória unificada. O chassi de alumínio possui 33.874 furos destinados à dissipação de calor e suporta desempenho sustentado de 150 watts. Segundo a Xiaomi, o sistema pode executar um modelo de alto desempenho de 120 bytes e um modelo de borda de 3 bytes, com possibilidade de alternância entre os dois. A empresa cita desenvolvimento front-end e programação entre as aplicações previstas para o equipamento. No cronograma divulgado pela Xiaomi, o chip Xuanjie O3 será lançado no Xiaomi 18 Fold. Os outros dois chips apresentados pela empresa têm lançamento comercial previsto para 2027. Fonte: It Home

25 de agosto de 2026
China2Brazil
A China abriu ao tráfego nesta terça-feira (25) um túnel subaquático de 5,75 quilômetros sob o Rio Amarelo, em Jinan, na província de Shandong. A nova ligação reduz de cerca de 40 para 5 minutos o trajeto entre o Parque do Pantanal de Longhu, ao norte, e a Lanxiang Middle Road, ao sul. O túnel tem seis faixas distribuídas em dois níveis e velocidade projetada de 60 km/h. O andar superior recebe o tráfego no sentido sul-norte, enquanto o inferior atende o fluxo contrário. A obra também estabeleceu um recorde mundial de escavação para túneis subaquáticos construídos com tuneladora do tipo escudo. A máquina usada no projeto, chamada “Shanhe”, tem 17,5 metros de diâmetro e escavou cerca de 3,29 quilômetros do trajeto. O tamanho da tuneladora permitiu concentrar os dois sentidos da via em uma única passagem subterrânea, em vez de construir dois túneis paralelos. Segundo a Secretaria de Transportes de Jinan, a solução reduziu em cerca de 15% o investimento necessário em comparação com a alternativa de duas estruturas independentes. O túnel integra o plano de Jinan para criar novas travessias sobre e sob o Rio Amarelo e melhorar a ligação entre o centro urbano e as áreas ao norte da cidade. Fonte: It Home