
30 de dezembro de 2024
China2Brazil
As vendas de automóveis na China deverão atingir cerca de 32 milhões de unidades em 2025, das quais aproximadamente 26 milhões no mercado interno, com um crescimento projetado de 3%. Um dos destaques do mercado será o segmento de veículos elétricos, cujas vendas totais, incluindo exportações, podem chegar a 16,5 milhões de unidades – representando um crescimento estimado de 30% e uma taxa de penetração superior a 50%. No mercado interno, espera-se a comercialização de 15 milhões de unidades de veículos elétricos, com taxa de penetração superior a 55%. As projeções foram divulgadas em 30 de dezembro por Zhang Yongwei, vice-diretor e secretário-geral do China EV100. Dados recentes da Associação de Carros de Passageiros da China (CPCA) mostram que, entre janeiro e novembro deste ano, o volume de vendas no atacado de veículos elétricos novos de passageiros alcançou 10,716 milhões de unidades, um aumento de 38,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Pela primeira vez, as vendas anuais do setor ultrapassaram a marca de 10 milhões de unidades. No segundo semestre, a taxa de penetração mensal no varejo de veículos elétricos novos no mercado interno permaneceu acima de 50%, sinalizando uma mudança significativa na estrutura do mercado. Essa transformação também reflete alterações no perfil de consumo. Inicialmente dominado por veículos elétricos de médio e alto padrão, o mercado agora apresenta uma tendência de crescimento na venda de modelos mais econômicos. Um estudo da Soochow Securities revela que, entre janeiro e outubro deste ano, a taxa de penetração foi mais alta em veículos elétricos na faixa de RMB 200.000 a RMB 300.000 (54%), seguida pela faixa de RMB 50.000 a RMB 100.000 (51%) e de RMB 100.000 a RMB 150.000 (43%). Zhang Yongwei, vice-diretor do China EV100, reforça a visão de que a indústria automobilística, especialmente no segmento de veículos elétricos, deve ser vista como um investimento de longo prazo. Ele reconhece que, no momento, as principais montadoras de veículos elétricos ainda estão em um período inicial de investimentos, o que dificulta a obtenção de lucro. No entanto, Zhang projeta que, em poucos anos, a indústria de veículos elétricos entrará em um ciclo de lucratividade sustentável. Chen Shihua, vice-secretário-geral da Associação da Indústria Automobilística da China, destacou recentemente que algumas empresas do setor têm adotado estratégias agressivas de redução de preços na tentativa de conquistar mercado. Essa prática, no entanto, resultou em uma queda generalizada nos preços da indústria e em uma intensificação da competição. “Atualmente, a competição de preços é extremamente intensa, e a taxa de lucro da indústria automotiva é baixa. Isso é preocupante, pois se trata de um setor que demanda altos investimentos, e a baixa lucratividade pode comprometer a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação em toda a cadeia produtiva”, alertou Chen. Fonte: yicai.com

30 de dezembro de 2024
China2Brazil
O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China anunciou nesta segunda-feira (30) o “Plano de implementação da versão atualizada do projeto 512 para criar a fusão ‘5G + Indústria 4.0’”. O documento estabelece metas ambiciosas para integrar amplamente a tecnologia 5G aos setores-chave da economia real até 2027, com foco no aprimoramento de cinco pilares: infraestrutura de rede, produtos tecnológicos, aplicações integradas, ecossistema industrial e serviços públicos. Entre os objetivos do plano está a construção de 10 mil fábricas inteligentes baseadas em 5G e o desenvolvimento de pelo menos 20 cidades piloto que liderarão a implementação da fusão entre 5G e Indústria 4.0. O governo também pretende apoiar grandes empresas e setores específicos na utilização de frequências reguladas de radiocomunicação para construir redes privadas independentes 5G industriais. A proposta visa acelerar a implementação dessas redes privadas, promovendo inovação em infraestrutura, modelos de negócios e aplicações específicas. Também estão previstos avanços na padronização da construção de redes, o que contribuirá para aumentar a oferta industrial e atender às necessidades específicas de empresas por conectividade personalizada e implantação flexível. O plano destaca o potencial transformador das redes privadas 5G industriais, especialmente no aprimoramento da adequação de cenários de aplicação às demandas da indústria. A expectativa é de que a iniciativa posicione a China como líder global na integração de tecnologias avançadas à manufatura inteligente, fortalecendo a competitividade industrial e impulsionando a transformação digital do país. Fonte: ithome.com

27 de dezembro de 2024
China2Brazil
Em 27 de dezembro, o Departamento de Administração Estatal de Câmbio da China divulgou dados indicando que, ao final de setembro de 2024, o total de ativos externos do país atingiu US$ 10,2129 trilhões, marcando um aumento de 4,3% em relação ao final de junho de 2024. Este é o primeiro registro em que os ativos externos do país ultrapassam a marca de US$ 10 trilhões. No mesmo período, os passivos externos da China totalizaram US$ 7,0312 trilhões, um aumento de 3,3%. Com isso, os ativos líquidos externos (diferença entre ativos e passivos) somaram US$ 3,1817 trilhões, representando uma alta de 6,5%. Ainda segundo o departamento, a balança de pagamentos da China para os três primeiros trimestres de 2024 apresentou um superávit em conta corrente de US$ 241,3 bilhões, equivalente a 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) no período. Este valor está dentro de um intervalo considerado razoável e equilibrado. O comércio de bens registrou crescimento significativo, com aumentos de 6% nas exportações e 3% nas importações, comparados ao mesmo período de 2023. O superávit comercial de bens atingiu um recorde histórico para os primeiros três trimestres do ano. O setor de serviços também mostrou expansão, com receitas e despesas aumentando 12% e 15%, respectivamente. Nos três primeiros trimestres de 2024, os investimentos externos da China registraram crescimento estável, com um aumento líquido de US$ 314,9 bilhões nos ativos da conta financeira. Os investimentos estrangeiros em ativos chineses também se mantiveram positivos, com um fluxo líquido de US$ 93,1 bilhões em investimentos em títulos no país, marcando o quarto trimestre consecutivo de fluxo positivo. Além disso, observou-se um aumento na alocação de ativos em RMB por investidores estrangeiros. Fonte: news.cn

27 de dezembro de 2024
China2Brazil
Segundo a agência de notícias chinesa Xinhua, o Ministério do Comércio da China anunciou, nesta sexta-feira (27), o início de uma investigação sobre medidas de proteção relacionadas à importação de carne bovina, em resposta a um pedido formal apresentado por associações do setor pecuário. De acordo com um porta-voz do Ministério do Comércio, a Associação de Pecuária da China, em conjunto com nove grandes associações de áreas produtoras, solicitou a investigação alegando que o aumento expressivo das importações de carne bovina nos últimos anos tem causado impactos significativos na indústria nacional. Dados apresentados indicam que as importações de carne bovina cresceram 65% entre 2019 e 2023, com volumes no primeiro semestre de 2024 sendo mais do que o dobro do registrado no mesmo período de 2019. Esse crescimento teria contribuído para sérios prejuízos ao setor produtivo doméstico. Base legal e objetivos da investigação O porta-voz destacou que a investigação segue as legislações chinesas e está alinhada às regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) . Segundo essas diretrizes, medidas de salvaguarda podem ser aplicadas quando o aumento nas importações de determinados produtos ameaça ou causa danos graves às indústrias nacionais que produzem bens similares ou concorrentes. Após análise do pedido, as autoridades chinesas concluíram que estavam reunidas as condições necessárias para abrir o processo de investigação. O porta-voz enfatizou que a medida não é direcionada a países ou regiões específicos e não fará distinção quanto à origem dos produtos importados. Além disso, o comércio regular de carne bovina não será interrompido durante o período da investigação. Compromisso com um comércio justo e diálogo internacional A agência de investigação informou que conduzirá o processo de maneira objetiva e justa, garantindo os direitos de todas as partes interessadas. O porta-voz reafirmou que a China permanece aberta ao diálogo com todas as partes envolvidas no caso, buscando soluções amigáveis que atendam às preocupações de todas as partes e promovam um ambiente econômico e comercial internacional saudável e estável. A decisão reflete os esforços do governo chinês para proteger os interesses legítimos de suas indústrias nacionais enquanto se compromete com os princípios de comércio justo e cooperação internacional. Fonte: news.cn

27 de dezembro de 2024
China2Brazil
Dados apresentados pela Administração Nacional Ferroviária da China destacam o crescimento expressivo da malha ferroviária do país, que já alcança 162.000 quilômetros de extensão, dos quais 47.000 quilômetros correspondem a ferrovias de alta velocidade . Além disso, as ferrovias locais ultrapassam 25.000 quilômetros de extensão. O relatório aponta que o investimento fixo anual no setor ferroviário deve ultrapassar RMB 800 bilhões, permitindo a entrada em operação de aproximadamente 3.000 quilômetros de novas linhas ferroviárias, sendo cerca de 2.300 quilômetros destinados a ferrovias de alta velocidade. O transporte ferroviário de passageiros e cargas mantém uma trajetória de crescimento estável. Estima-se que o volume de passageiros transportados ao longo de 2024 atinja 4,3 bilhões, representando um aumento de 11,7% em relação ao ano anterior. Já o transporte de cargas deve alcançar 5,18 bilhões de toneladas, com um crescimento de 3% na mesma comparação. Os avanços na malha ferroviária e no transporte refletem o compromisso da China com o desenvolvimento de alta qualidade no setor, contribuindo de forma significativa para o desempenho robusto da economia nacional. Fonte: news.china.com.cn

26 de dezembro de 2024
China2Brazil
A cooperação econômica e comercial entre a China e a América Latina continua avançando de forma constante, impulsionando o desenvolvimento econômico na região. De acordo com um relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), o comércio de bens entre a China e a América Latina atingiu US$ 427,4 bilhões nos primeiros três trimestres de 2024, um crescimento de 7,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A expectativa é de que o volume total ultrapasse US$ 500 bilhões até o final do ano, consolidando a China como o segundo maior parceiro comercial da América Latina e o principal parceiro de países como Brasil, Chile e Peru. Neste ano, a cooperação econômica e comercial entre a China e diversos países da região obteve novos avanços. Em maio, entrou em vigor o Acordo de Livre Comércio China-Equador, ampliando os laços comerciais. Além disso, a China assinou um acordo preliminar de livre comércio com Honduras e concluiu, de maneira substancial, as negociações para a atualização do acordo de livre comércio com o Peru. Atualmente, a China conta com cinco parceiros de livre comércio na América Latina. A parceria também se fortalece por meio da Iniciativa do Cinturão e Rota, com foco em projetos de infraestrutura de alta qualidade. Um marco importante foi a inauguração do Porto de Chancay, no Peru, em novembro de 2024. Renato Valderrama, pesquisador do Centro de Pesquisa e Ensino de Economia do México, destacou que o projeto exemplifica como a China promove a cooperação internacional por meio de iniciativas voltadas para o desenvolvimento sustentável e a modernização. Infraestruturas como essa devem impulsionar o desenvolvimento econômico do Peru e de toda a região do Pacífico, promovendo maior conectividade e integração regional. A cadeia industrial de novas energias da China desempenha um papel crucial na transição verde da América Latina, fornecendo soluções acessíveis e abrangentes para o desenvolvimento sustentável da região. A China tem participado ativamente da construção de usinas fotovoltaicas em diversos países latino-americanos, contribuindo para a transição energética. Em junho de 2024, foi concluído no Brasil um importante projeto fotovoltaico liderado pela State Power Investment Corporation, com uma capacidade total instalada de 738 megawatts nas usinas de Panati e Marangatu. Este projeto fornece energia limpa para centenas de milhares de famílias locais anualmente, reforçando o compromisso com a sustentabilidade. No setor automotivo, os modelos de veículos elétricos de marcas chinesas, como BYD, Great Wall Motors e Yutong Bus, estão conquistando crescente aceitação entre os consumidores da América Latina. Segundo dados do Ministério das Telecomunicações e Transportes do Chile, até agosto de 2024, 2.480 dos quase 7.000 ônibus em circulação na capital Santiago eram 100% elétricos e fabricados na China. Paola Tapia, diretora da Autoridade de Transporte Público de Santiago, destacou que a eletrificação do transporte é um objetivo desafiador, mas a cooperação entre o Chile e a China está tornando esse avanço uma realidade concreta. Fonte: news.cn

26 de dezembro de 2024
China2Brazil
Com o impacto contínuo de políticas existentes e novas iniciativas, o setor logístico da China mantém um ritmo estável e rápido de crescimento, consolidando sua posição de liderança global. De acordo com a Confederação da Indústria de Logística e Compras da China , o valor total da logística social no país ao longo de 2024 – que representa o volume físico de operações logísticas dentro da economia – deve ultrapassar RMB 360 trilhões (aproximadamente US$ 49,3 trilhões). Assim, o mercado logístico chinês está projetado para se manter como o maior do mundo pelo nono ano consecutivo desde 2016. Além disso, o setor logístico da China apresenta uma infraestrutura empresarial robusta. O número de empresas de logística de nível A, que são reconhecidas por suas condições operacionais superiores e alto nível de informatização, já ultrapassa 10.000, demonstrando a força e a competitividade do país neste setor essencial para o comércio global. Ao longo de 2024, a taxa total de despesas logísticas da sociedade em relação ao PIB da China deve se estabilizar em torno de 14,1%, representando uma redução de 0,3 ponto percentual em comparação com 2023. Essa diminuição reflete uma melhora significativa na eficiência operacional do setor logístico, com custos reduzidos para a movimentação de bens e serviços em relação ao crescimento econômico do país. Para 2025, espera-se que a implementação de uma série de políticas nacionais estimule ainda mais a demanda por logística social, garantindo que o mercado logístico da China continue a crescer de forma moderada. Esse desenvolvimento deve desempenhar um papel crucial na sustentação da recuperação econômica e na promoção de melhorias contínuas no desempenho do setor. Fonte: news.china.com.cn

26 de dezembro de 2024
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O GAC Group lançou oficialmente na China, nesta quinta-feira, 26, o GoMate, um robô humanóide inteligente de terceira geração desenvolvido pela empresa. Zhang Aimin, chefe da equipe de pesquisa e desenvolvimento de robôs do GAC Group, afirmou que a companhia tem como objetivo alcançar a produção em massa de peças autodesenvolvidas do GoMate até 2025. Além disso, o robô será inicialmente utilizado em aplicações de demonstração nas linhas de produção e parques industriais de fabricantes de veículos, como o GAC Trumpchi e o Aion . O GoMate é um robô humanóide de tamanho completo que combina mobilidade com tecnologia avançada. Equipado com uma estrutura de movimento variável, ele é capaz de alternar entre modos de locomoção com rodas e pés, proporcionando maior flexibilidade. Um dos destaques do robô é a integração do algoritmo de condução autônoma baseada em visão pura, desenvolvido internamente pelo GAC Group. Essa tecnologia permite que o GoMate realize navegação autônoma com alta precisão, ampliando sua aplicabilidade tanto em ambientes industriais quanto em outras áreas. A linha de produção automobilística é um dos cenários mais promissores para a aplicação de robôs humanóides. Durante a Exposição Automóvel de Pequim, realizada em abril deste ano, o GAC Group revelou que está explorando o uso de robôs humanóides em diversas áreas, como manufatura inteligente, serviços pós-venda de automóveis e soluções para uma vida inteligente. No futuro, os robôs desenvolvidos pela empresa, como o GoMate, serão inicialmente implantados nas próprias linhas de produção do GAC. Eles desempenharão funções como inspeção, classificação e colagem, auxiliando a resolver a escassez de mão de obra e reduzindo a intensidade do trabalho humano. Além disso, o uso de robôs promete elevar a eficiência operacional das fábricas do grupo. O GoMate também será integrado aos serviços pós-venda da rede de terminais automotivos do GAC em todo o país. Baseado na tecnologia de interconexão de veículos, o robô será capaz de realizar tarefas como carregamento de veículos elétricos, limpeza e transporte de bagagens. A iniciativa visa transformar o modelo tradicional, intensivo em mão de obra, para um modelo automatizado e inteligente, promovendo uma evolução no atendimento aos clientes e nas operações logísticas. Embora os robôs humanóides em estágio inicial de industrialização enfrentem desafios significativos, como altos custos de produção e cenários de aplicação ainda limitados, a indústria automotiva está investindo ativamente nesse mercado emergente. Grandes montadoras como Tesla, BYD, GAC Group, XPeng Motors e Chery Automobile já deram os primeiros passos para explorar o potencial desse mercado promissor, frequentemente referido como um "oceano azul" devido às suas vastas oportunidades de crescimento. Fonte: yicai.com

24 de dezembro de 2024
China2Brazil
A indústria marítima é responsável por mais de 80% do volume global de comércio internacional, e carrega o peso de ser um dos maiores emissores de carbono do mundo. Segundo dados da Organização Marítima Internacional (IMO), o setor emite aproximadamente 1 bilhão de toneladas de dióxido de carbono anualmente, representando cerca de 3% das emissões globais de CO₂. Com a crescente preocupação global em relação às mudanças climáticas, a redução de gases de efeito estufa no transporte marítimo tornou-se uma prioridade urgente. No ano passado, a IMO, órgão regulador global da indústria, aprovou a Estratégia de Redução de Gases de Efeito Estufa dos Navios em 2023, estabelecendo metas ambiciosas para mitigar os impactos ambientais do setor. De acordo com a estratégia, até 2030, as emissões anuais totais de gases de efeito estufa provenientes do transporte marítimo internacional devem ser reduzidas em pelo menos 20% em comparação com 2008, com um esforço para atingir uma redução de 30%. Já até 2040, a meta é reduzir essas emissões em pelo menos 70%, com um objetivo aspiracional de 80% em relação aos níveis de 2008. Huang Zhen, membro da Academia Chinesa de Engenharia, em uma entrevista ao portal chinês, The Paper, disse que existem três caminhos principais para a redução de carbono da energia motriz dos navios, que são navios elétricos, navios com combustíveis verdes e navios com combustíveis fósseis combinados com dispositivos de captura de carbono. Segundo dados da Clarkson Research, referência em pesquisa de mercado marítimo, os combustíveis alternativos já representam 50% dos pedidos de construção de novos navios em termos de tonelagem. Isso reflete uma mudança significativa no setor, onde navios movidos por combustíveis alternativos estão gradualmente se tornando a principal escolha para novas embarcações. No que diz respeito aos tipos de navios, o progresso é ainda mais evidente. Navios de transporte de gás, navios de transporte de automóveis e navios de transporte de contêineres já são quase 100% alimentados por combustíveis alternativos. Além disso, as soluções baseadas em combustíveis alternativos tornaram-se predominantes no segmento de transporte de contêineres , consolidando-se como a nova norma no setor. Huang Zhen afirmou que, atualmente, o metanol verde está liderando entre os combustíveis alternativos verdes na indústria marítima, seguido pela amônia verde, e que os principais desafios para o desenvolvimento futuro desses combustíveis estão relacionados ao custo, e não à tecnologia. “O futuro é uma área inexplorada, e qual combustível se tornará predominante deve ser avaliado com base em seis aspectos: aplicabilidade do motor, segurança, disponibilidade de combustível, integridade das normas e regulamentos, viabilidade econômica para produção em larga escala e impacto ambiental”, ressaltou. Para Huang Zhen, o custo dos combustíveis verdes deve ser analisado sob uma perspectiva ampla. “É preciso considerar não apenas os custos internos, mas também os externos, e não apenas de forma estática, mas de maneira dinâmica”, afirmou, destacando a importância de levar em conta as restrições globais de carbono, como as tarifas de carbono da União Europeia, cotas de carbono e sistemas de recompensas e penalidades vinculadas às emissões de carbono. Ele também enfatizou que o cálculo dos custos deve incorporar as características de custo marginal zero da energia verde, considerando o potencial de redução de custos com o aumento da produção e a expansão das tecnologias sustentáveis. Segundo Huang Zhen, esses fatores serão cruciais para determinar a viabilidade econômica e a adoção em larga escala de combustíveis alternativos no setor marítimo. Fonte: thepaper.cn

24 de dezembro de 2024
China2Brazil
De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China, o país consolidou sua posição como líder global em manufatura inteligente, com a construção de mais de 1.200 fábricas inteligentes avançadas e mais de 230 fábricas inteligentes de excelência. Esses avanços refletem os esforços contínuos da China em modernizar e digitalizar sua indústria. O progresso também é evidente na criação de padrões para a manufatura inteligente, com a China acumulando até o momento 469 normas nacionais e 50 normas internacionais nesse campo. Além disso, mais de 6.500 fornecedores de soluções de sistemas de manufatura inteligente atuam atualmente no país, atendendo a uma ampla gama de setores industriais. No âmbito da conectividade, a infraestrutura de redes 5G desempenha um papel essencial no suporte às operações de fábricas inteligentes e na transformação digital do setor industrial. O número total de estações base 5G na China ultrapassou 4,14 milhões, cumprindo a meta de 26 estações base 5G por 10.000 pessoas estabelecida no Plano de Desenvolvimento da Indústria de Informação e Comunicações durante o 14º Plano Quinquenal . Integração industrial O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China anunciou medidas para intensificar os esforços no desenvolvimento da manufatura inteligente, com enfoque na orientação pelas necessidades da indústria. Entre as iniciativas, está a promoção de projetos especiais de ciência e tecnologia voltados para o setor, priorizando a inovação integrada de processos avançados, equipamentos inteligentes e software industrial. O governo pretende acelerar a aplicação de inovações tecnológicas e implementar a iniciativa “Inteligência Artificial +” na fabricação. Esse projeto busca fomentar a criação gradual de fábricas inteligentes, promovendo a adoção de sistemas que integram inteligência artificial e conectividade para aumentar a eficiência e a competitividade da indústria. Além disso, será dado apoio à formação de fornecedores de soluções em manufatura inteligente, com foco em empresas que dominam tecnologias essenciais e atuam de forma especializada em segmentos específicos da indústria. O objetivo é fortalecer a cadeia de valor industrial e garantir que a China mantenha sua liderança global no setor. O plano também prevê a melhoria do sistema de normas para a manufatura inteligente, proporcionando um quadro regulamentar e técnico mais sólido. Paralelamente, será aprofundada a aplicação em larga escala da tecnologia 5G na indústria, potencializando a transformação digital e conectividade avançada nos processos de fabricação. Fonte: ithome.com