
29 de janeiro de 2025
China2Brazil
O programa de troca de bens de consumo da China manteve sua forte adesão no início de 2025, especialmente durante a temporada de compras do Festival da Primavera, o Ano Novo Chinês, o feriado mais importante do país. Segundo o Ministério do Comércio (MOC), entre os dias 20 e 23 de janeiro, foram registradas 10,79 milhões de solicitações de subsídios para a troca de dispositivos eletrônicos, incluindo celulares, tablets e smartwatches, recentemente incorporados à iniciativa. Além disso, o número de veículos e eletrodomésticos substituídos chegou a 34 mil e 1,04 milhão de unidades, respectivamente, até 23 de janeiro. O programa de trocas, que foi lançado em março de 2024, tem sido um dos principais motores do crescimento do consumo na China, promovendo a renovação do mercado e incentivando a compra de produtos inteligentes e ecologicamente sustentáveis. Crescimento do consumo e impacto econômico A adesão massiva ao programa durante o Festival da Primavera reforçou o otimismo do mercado consumidor. Segundo Sheng Qiuping, vice-ministro do Comércio, a iniciativa, aliada a eventos promocionais de compras, atende à crescente demanda por consumo durante o feriado. Desde o ano passado, o conceito de "troca por produtos novos" tornou-se uma tendência dominante no mercado chinês, impulsionando as vendas do varejo e fortalecendo a confiança dos consumidores. Em 2024, mais de 6,8 milhões de veículos, incluindo carros a gasolina e elétricos, foram trocados dentro do programa. O número de eletrodomésticos vendidos – como refrigeradores, máquinas de lavar e computadores – ultrapassou 56 milhões de unidades, enquanto as vendas de bicicletas elétricas superaram 1,38 milhão de unidades. O valor total das transações dentro do programa atingiu 1,3 trilhão de yuans (cerca de 180 bilhões de dólares), refletindo a vitalidade e o potencial do mercado. Produtos inteligentes e sustentáveis, como veículos de nova energia (NEVs) e eletrodomésticos eficientes em consumo de energia , destacaram-se como os itens mais procurados pelos consumidores. De acordo com o porta-voz do MOC, Li Gang, o programa tem impulsionado a economia de forma sustentável, ao mesmo tempo que melhora a qualidade de vida da população. Fonte: Xinhua

29 de janeiro de 2025
China2Brazil
A China acelerou a transição energética em 2024, expandindo significativamente sua capacidade de geração de energia renovável. Segundo a Agência Nacional de Energia, o país adicionou 373 milhões de quilowatts à sua capacidade instalada de fontes renováveis, um aumento de 23% em relação a 2023. Esse crescimento representou 86% da nova capacidade instalada no setor elétrico, consolidando o avanço da energia limpa na matriz energética chinesa. Crescimento expressivo na capacidade instalada Ao final de 2024, a capacidade instalada total de energias renováveis no país atingiu 1,889 bilhão de quilowatts, um aumento de 25% em relação ao ano anterior. Essa expansão fez com que as fontes renováveis representassem cerca de 56% da capacidade total instalada da China. Os destaques foram a energia solar fotovoltaica, que chegou a 887 milhões de quilowatts, e a energia eólica, com 521 milhões de quilowatts. A hidrelétrica e a biomassa também apresentaram avanços, atingindo 436 milhões e 46 milhões de quilowatts, respectivamente. Produção de energia limpa em alta A geração de energia renovável atingiu 3,46 trilhões de quilowatts-hora, um aumento de 19% em relação ao ano anterior, respondendo por aproximadamente 35% da produção total de eletricidade do país. Somente a geração combinada de energia solar e eólica alcançou 1,83 trilhão de quilowatts-hora, um crescimento de 27%, volume equivalente ao consumo do setor terciário chinês no período. A maior parte do crescimento no consumo de eletricidade da China em 2024 foi suprida pelas fontes renováveis. Do total de 541,9 bilhões de quilowatts-hora adicionados ao consumo nacional, 86% vieram de energia limpa. Hidrelétrica: estabilidade e segurança energética A China ampliou em 13,78 milhões de quilowatts a capacidade instalada de hidrelétricas em 2024, sendo 6,25 milhões de quilowatts provenientes de hidrelétricas convencionais e 7,53 milhões de quilowatts de usinas de bombeamento. Ao final do ano, a capacidade total do setor atingiu 436 milhões de quilowatts. A geração hidrelétrica alcançou 1,42 trilhão de quilowatts-hora, com um tempo médio de utilização das grandes usinas de 3.349 horas ao longo do ano. Energia eólica: avanço contínuo A capacidade instalada de energia eólica cresceu 79,82 milhões de quilowatts em 2024, um aumento de 6% em relação ao ano anterior. A energia eólica terrestre continua sendo predominante, respondendo por 75,79 milhões de quilowatts da nova capacidade, enquanto a offshore adicionou 4,04 milhões de quilowatts. A geração total do setor atingiu 991,6 bilhões de quilowatts-hora, um crescimento de 16%, com uma taxa de utilização de 95,9%. Energia solar: expansão acelerada O setor fotovoltaico registrou um crescimento de 278 milhões de quilowatts em nova capacidade instalada, um aumento de 28% em relação a 2023. A energia solar centralizada respondeu por 159 milhões de quilowatts, enquanto a distribuída somou 118 milhões de quilowatts. Com isso, a capacidade total de energia solar atingiu 886 milhões de quilowatts até o final do ano, um salto de 45%. A geração solar alcançou 834,1 bilhões de quilowatts-hora, com um crescimento de 44% e uma taxa média de utilização de 96,8%. Energia de biomassa: crescimento moderado A capacidade instalada de energia de biomassa aumentou em 1,85 milhão de quilowatts em 2024, atingindo um total de 45,99 milhões de quilowatts no final do ano, um crescimento de 4%. A geração desse segmento somou 208,3 bilhões de quilowatts-hora, um avanço de 5% em relação a 2023. O avanço da China na transição energética reflete o compromisso do país com a descarbonização e a segurança energética. Com investimentos contínuos em infraestrutura renovável e políticas de incentivo à sustentabilidade, a China consolida sua posição como líder global na produção e uso de energias limpas, preparando-se para um futuro de baixo carbono e maior eficiência energética. Fonte: mwind.in-en.com

28 de janeiro de 2025
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O período de viagens para o Ano Novo Chinês é quando acontece a maior migração humana anual do planeta. O chunyun começou oficialmente em 14 de janeiro na China, marcando o período que antecede o Festival da Primavera. Autoridades preveem que os volumes de viagem atinjam recordes durante os 40 dias do evento. O Ano Novo chinês se inicia e é comemorado oficialmente nesta quarta-feira (29). O último episódio do China Economic Roundtable, talk show multimídia da agência Xinhua, destacou as principais tendências que moldam a temporada deste ano, incluindo o número recorde de viajantes, o crescimento do turismo, o impacto das tecnologias transformadoras, o aumento dos veículos elétricos e o avanço no turismo internacional. Estima-se que 9 bilhões de deslocamentos sejam realizados, com viagens de carro representando 80% do total. As viagens ferroviárias devem ultrapassar 510 milhões, enquanto o volume de passageiros aéreos poderá superar 90 milhões. Com uma demanda tão expressiva, os sistemas de transporte enfrentam grandes desafios. “A segurança permanece nossa principal prioridade”, afirmou Wang Xiuchun, do Ministério dos Transportes, durante o programa. Autoridades ferroviárias e de aviação intensificaram medidas de segurança, abordando desafios climáticos e aprimorando a prevenção de riscos. Turismo em alta Embora a reunião familiar ainda seja a principal motivação para viajar, o turismo teve um aumento significativo este ano. [caption id="attachment_22932" align="alignnone" width="2016"] Fonte da imagem: Xinhua[/caption] Segundo Wang, as viagens de lazer devem crescer 25%. Destinos populares incluem regiões tropicais, como Hainan e Yunnan, além de paisagens de inverno em Heilongjiang, Jilin e Xinjiang, destacou Shang Kejia, da Administração de Aviação Civil da China. Governos locais estão aproveitando a oportunidade para atrair visitantes com programações únicas. Guangzhou, por exemplo, realiza um espetacular festival de lanternas na Praça da Cidade das Flores. Em Harbin, anfitriã dos Jogos Asiáticos de Inverno, esportes de inverno e festividades de Ano Novo impulsionam a economia de gelo e neve. “O modo como os chineses celebram o Ano Novo Lunar está se tornando mais diversificado e enriquecedor, refletindo mudanças nos hábitos de viagem”, afirmou Shang. Tecnologia revolucionando viagens A tecnologia transformou a migração do Festival da Primavera. Atualmente, 93% das passagens ferroviárias são compradas online, informou Zhu Wenzhong, da China State Railway Group. Desde 31 de dezembro, a plataforma 12306 já vendeu 235 milhões de passagens, eliminando a necessidade de bilhetes físicos, pois os cartões de identidade garantem acesso direto aos trens. O aplicativo também oferece serviços adicionais, como reservas de hotéis, aluguel de carros e entrega de refeições. Além disso, inovações como robôs inteligentes de inspeção, monitoramento de tráfego com drones e sistemas de alerta de gelo em rodovias garantem viagens mais seguras e ágeis. Ascensão dos veículos elétricos Os veículos de novas energias (NEVs) estão cada vez mais presentes durante a chunyun. No feriado do Dia Nacional em outubro, os NEVs representaram 15,9% das viagens rodoviárias. Para atender à crescente demanda por recarga, o país acelerou a construção de infraestrutura: 98% das áreas de serviço em rodovias já possuem estações de recarga, totalizando 35 mil pontos. Em 2024, a produção e venda de NEVs na China bateram recordes, ultrapassando 12,8 milhões de unidades, consolidando a liderança do país no setor pelo décimo ano consecutivo. Turismo internacional em alta Outro destaque é o crescimento expressivo do turismo de entrada. Durante o período da chunyun, a reserva de passagens aéreas para a China aumentou 47% em relação ao ano anterior, segundo estatísticas preliminares. Em 2024, a China recebeu 64,88 milhões de visitantes estrangeiros, um aumento de 82,9% em relação ao ano anterior. Entradas sem visto chegaram a 20,12 milhões, mais que o dobro de 2023. Políticas de visto mais acessíveis impulsionam esse crescimento, incluindo acordos de isenção mútua com 25 países, políticas unilaterais para 38 países e isenção de visto de trânsito para 54 nações. Além disso, melhorias em sistemas de pagamento, acomodações e transporte público garantem que os visitantes estrangeiros desfrutem plenamente das atrações culturais e avanços tecnológicos da China. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Xinhua

28 de janeiro de 2025
China2Brazil
As ações de tecnologia dos EUA enfrentaram pressão significativa na segunda-feira (28), à medida que os investidores reavaliavam as implicações econômicas dos modelos em rápido avanço da startup chinesa DeepSeek , incluindo seu recém-lançado gerador de imagens Janus-Pro-7B. A empresa com sede em Hangzhou anunciou que seu novo modelo supera o DALL-E 3 da OpenAI em benchmarks, enquanto seu aplicativo DeepSeek Assistant superou o ChatGPT em downloads na App Store dos EUA. A DeepSeek também revelou que limitou temporariamente o registro de novos usuários após um ataque cibernético. Analistas alertaram que a venda massiva de ações destacou vulnerabilidades mais profundas: altas avaliações, preocupações com gastos excessivos em infraestrutura e crescentes evidências de que os controles de exportação de chips dos EUA estão falhando em impedir o progresso da IA chinesa. A Nvidia liderou o colapso, despencando quase 17% e apagando quase US$ 600 bilhões em valor de mercado – a maior perda de um dia na história de Wall Street – enquanto o Nasdaq caiu 3,1% e o Índice de Semicondutores de Filadélfia afundou 9,2%, o pior dia desde março de 2020. Oracle, Broadcom e a empresa de data centers Vertiv Holdings caíram mais de 13%, enquanto as empresas de utilidades energéticas ligadas à demanda por infraestrutura de IA – como Vistra e Constellation Energy – despencaram até 28%. A venda de ações se espalhou globalmente, atingindo o SoftBank do Japão e a ASML da Europa. “Se for verdade que a DeepSeek é a ‘armadilha melhorada’, isso pode abalar toda a narrativa da IA que ajudou a impulsionar os mercados nos últimos dois anos”, disse Brian Jacobsen, da Annex Wealth Management. “Isso poderia significar menos demanda por chips, menos necessidade de uma grande expansão na produção de energia para alimentar os modelos e menos necessidade de grandes data centers.” Momentum do modelo encontra mania de mercado Os dois lançamentos simultâneos da DeepSeek – o Janus-Pro-7B e o DeepSeek-R1, feitos há apenas alguns dias – intensificaram as dúvidas existentes. O Janus-Pro-7B, uma atualização do modelo de imagem de dezembro, usa 72 milhões de imagens sintéticas para alcançar o que os desenvolvedores chamam de “avanços significativos” tanto na compreensão multimodal quanto nas capacidades de seguir instruções de texto para imagem. Enquanto isso, a repentina popularidade do assistente alimentado pelo DeepSeek-V3 nos EUA destacou a habilidade da China no mercado de IA voltado para consumidores. O mais surpreendente para os mercados, alegam os pesquisadores, é que o modelo V3 foi treinado com apenas US$ 6 milhões em chips H800 da Nvidia, restritos pela política americana – uma fração do que normalmente é gasto na indústria – e que a API do modelo R1 é vendida por cerca de 1/30 do preço dos concorrentes da OpenAI. Figuras do Vale do Silício amplificaram o alerta. O capitalista de risco Marc Andreessen chamou o crescimento da DeepSeek de um “momento Sputnik”, comparando-o com o satélite soviético que iniciou a corrida espacial. Fendas estratégicas A venda de ações expôs divisões sobre o futuro da IA. Daniel Morgan, gerente sênior de portfólio da Synovus Trust Company, que possui quase um milhão de ações da Nvidia, considerou a reação exagerada, afirmando que o modelo de IA da DeepSeek é voltado para uso em telefones celulares e PCs, e não em data centers, onde estão os lucros reais. No entanto, até os otimistas reconheceram questões existenciais – particularmente após Trump classificar a DeepSeek como um “alerta” para a competitividade dos EUA. Fundada em 2023 pelo veterano de negociação quantitativa Liang Wenfeng, a DeepSeek saltou da obscuridade para a admiração do Vale do Silício em poucos meses. Sua estratégia de código aberto e a capacidade de acumular chips fizeram dela um estudo de caso da inovação chinesa em contornar sanções. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: STCN

28 de janeiro de 2025
China2Brazil
Na noite da segunda-feira (27), o gigante do setor imobiliário chinês Vanke projetou uma perda líquida de aproximadamente 45 bilhões de yuans (cerca de US$ 6,2 bilhões) para 2024, devido à contínua desaceleração do mercado e vendas e margens de lucro menores do que o esperado. Em 2023, a empresa obteve um lucro líquido de cerca de 12,1 bilhões de yuans. Diante dessa turbulência financeira, o presidente Yu Liang e o CEO Zhu Jiusheng renunciaram aos cargos, embora Yu continue a ocupar uma posição como diretor do Conselho. Em seu comunicado à Bolsa de Hong Kong, a Vanke expressou grande pesar pelo desempenho da empresa e traçou planos para reforma dos negócios e mitigação de riscos. A companhia entregou mais de 180.000 casas e reportou vendas de 246,02 bilhões de yuans, mantendo-se no topo da indústria em área vendida. Além disso, alcançou um valor contratual de transações em massa de 25,9 bilhões de yuans e recuperou mais de 10 bilhões de yuans por meio de esforços de revitalização de ações. Em meio a essas mudanças, os governos de Guangdong e Shenzhen, juntamente com instituições financeiras, prometeram total apoio à Vanke, de acordo com a publicação local Shenzhen Special Zone Daily. Um alto funcionário da Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais de Shenzhen afirmou que eles têm a capacidade de ajudar no desenvolvimento da Vanke por meio de diversos meios orientados pelo mercado e legais. Shenzhen planeja coordenar ativos e recursos para melhorar a liquidez e reduzir gradualmente as taxas de endividamento, reforçando seu papel como maior acionista da empresa. Para o futuro, a Vanke afirmou acreditar que o mercado imobiliário está se estabilizando e pretende acelerar os esforços de mitigação de riscos, com foco em seus negócios centrais para alcançar um caminho de desenvolvimento mais saudável e sustentável em 2025. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Eastmoney

28 de janeiro de 2025
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O IEST Group marcou presença no primeiro grande evento multicultural de 2025, o Expo MinÁsia Te Leva, que reuniu quatro países asiáticos – China, Coreia do Sul, Japão e Tailândia. Organizado pela operadora de viagens e turismo, MinÁsia , o evento ofereceu uma experiência imersiva, unindo cultura, negócios e turismo, no Centro de Eventos Pro Magno, em São Paulo, nos dias 25 e 26 de janeiro. O Diretor Comercial do IEST Group, Daniel Lau, compartilhou insights sobre a China e o mercado chinês. Durante sua palestra, abordou temas como o suporte prestado às multinacionais chinesas presentes no Brasil, o auxílio em todos os processos relacionados à abertura de operações no país, além das missões empresariais, que conectam empresários brasileiros ao mercado chinês em busca de parcerias. “O IEST Group tem o compromisso de atuar como ponte entre as oportunidades entre o Brasil e a China, oferecendo uma ampla variedade de serviços profissionais para apoiar essa expansão”, disse Lau. Para aproximar a China dos brasileiros através de notícias sobre o que acontece no país asiático, o IEST Group criou o portal China2Brazil , que fornece informações sobre economia, negócios, empreendedorismo, tecnologia e cultura da China. Desde 2012, o IEST Group auxilia multinacionais a desenvolverem negócios no Brasil. A mais recente delas é o Lark, uma plataforma de produtividade que otimiza a comunicação e a colaboração entre as equipes, no qual o IEST Group é o distribuidor oficial no mercado brasileiro. Para além da China Além de proporcionar ao público um mergulho na cultura asiática por meio de exposições e apresentações, diversas marcas apresentaram seus produtos e serviços. O evento também trouxe uma programação variada, incluindo o KOFF (Korean Film Festival), que exibiu produções coreanas, a participação dos atores tailandeses MosBank e a apresentação musical do duo sul-coreano HELLO GLOOM e from20.

27 de janeiro de 2025
China2Brazil
O aplicativo de IA chinês DeepSeek superou o ChatGPT , da OpenAI, alcançando o primeiro lugar entre os aplicativos gratuitos para iPhone, tanto na China quanto nos EUA. Esse marco foi alcançado poucos dias após a desenvolvedora chinesa lançar o "modelo de raciocínio", DeepSeek R1. Ao ativar o modo "DeepThink (R1)", o aplicativo exibe seu "processo de pensamento" antes de gerar respostas, permitindo resolver problemas complexos de lógica e matemática. Segundo o site oficial, o desempenho do modelo R1 é "comparável" ao OpenAI-o1, mas com um custo operacional 30 vezes menor. A DeepSeek publicou um artigo técnico detalhando o desenvolvimento do modelo R1, permitindo que outros desenvolvedores repliquem o processo utilizando seus próprios dados de treinamento. O chatbot web oferece uso gratuito para o público geral, cobrando apenas pelas chamadas de API. Os usuários podem baixar gratuitamente o modelo completo para executá-lo localmente, com versões otimizadas para uma ampla gama de dispositivos, desde laptops ultrafinos até PCs de alto desempenho. A perspectiva do CEO da DeepSeek Em entrevista ao portal de notícias chinês, 36kr.com, o CEO da DeepSeek, Liang Wenfeng enfatizou a necessidade de a China se posicionar como inovadora global, indo além do estereótipo de aplicar inovações americanas. Liang destacou que a equipe da DeepSeek é composta por jovens talentos, sem contribuições diretas de chineses do exterior, e defendeu a importância de cultivar talentos locais. "Os 50 principais talentos da área podem não estar na China, mas podemos desenvolver os nossos próprios", disse Liang. Reações da Comunidade de IA O lançamento do modelo R1 gerou grande impacto na indústria de IA, recebendo elogios de figuras como Marc Andreessen, cofundador da Netscape, descreveu o R1 como "um dos avanços mais incríveis" que já viu. Jim Fan, gerente de pesquisa da Nvidia, observou que a DeepSeek está mantendo viva a missão de "pesquisa aberta e de ponta". Yann LeCun, cientista-chefe de IA da Meta, afirmou que o sucesso da DeepSeek destaca o poder dos modelos de código aberto sobre os proprietários. Kai-Fu Lee, ex-presidente do Google China, afirmou que o DeepSeek valida o potencial da China em engenharia de IA generativa. E Aravind Srinivas, CEO da Perplexity, destacou que a DeepSeek "replicou amplamente o OpenAI-o1-mini e o open-source". Tradução: Mei Zhen Li Fonte: The Paper

27 de janeiro de 2025
China2Brazil
A Superintendência Regulatória Financeira da China autorizou a segunda rodada do projeto piloto de investimento em ações de longo prazo, com um volume inicial de RMB 52 bilhões (cerca de US$7,1 bilhões), conforme apurado em 26 de janeiro. Empresas como China Pacific Life Insurance, Taikang Life Insurance e Sunshine Life Insurance, juntamente com suas subsidiárias de gestão de ativos, foram habilitadas a participar desse programa por meio de fundos contratados, desempenhando o papel de investidores de capital de longo prazo e "capital paciente" . A iniciativa visa fortalecer a estabilidade e a operação do mercado de capitais chinês. Estratégia para estabilidade de longo prazo Especialistas destacam que o ingresso de fundos de seguros no mercado de capitais não só ajuda a revitalizar o mercado, mas também reflete a necessidade das seguradoras de garantir uma operação estável e sustentável no longo prazo. Essa abordagem busca equilibrar rentabilidade, segurança e liquidez, enquanto aumenta a participação de ativos de equity na alocação de recursos. Em uma coletiva de imprensa realizada em 23 de janeiro, Xiao Yuanqi, vice-diretor da Superintendência Regulatória Financeira, antecipou detalhes sobre o projeto. Ele revelou que o volume total desta segunda rodada é estimado em RMB 100 bilhões, sendo RMB 50 bilhões aprovados antes do Festival da Primavera para aplicação imediata no mercado. Segundo Yuanqi, o novo mecanismo é mais flexível, permitindo que fundos sejam criados individualmente por seguradoras ou de forma conjunta. Histórico e impacto no mercado O primeiro projeto piloto, aprovado em outubro de 2023, envolveu a China Life Insurance e a New China Life Insurance, com um volume de RMB 50 bilhões para investimentos de longo prazo no mercado de ações. Desde então, o desempenho do fundo tem sido avaliado como satisfatório, com equilíbrio entre lucratividade, segurança e liquidez, conforme Xiao Yuanqi. A entrada de fundos de médio e longo prazo é considerada uma medida estratégica tanto para as políticas do setor quanto para as próprias seguradoras. A Dongguan Securities observa que a diversificação dos investimentos e o aumento de ativos de equity podem melhorar os retornos das seguradoras e reduzir a pressão causada pelo prejuízo de spread. Perspectivas para 2025 Especialistas projetam crescimento contínuo nos recursos das seguradoras, alimentado pela estabilidade do prêmio de renovação, especialmente em produtos de poupança. Estima-se que o saldo de utilização de fundos do setor de seguros possa manter um crescimento anual em torno de dois dígitos em 2025, reforçando a capacidade do mercado de absorver capital e fomentar o desenvolvimento sustentável. Fonte: news.cn

27 de janeiro de 2025
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O setor industrial chinês deu sinais de recuperação no final de 2024, encerrando uma sequência de quatro meses consecutivos de queda nos lucros. Dados divulgados em 27 de janeiro de 2025 pelo Departamento Nacional de Estatística revelam que, em dezembro de 2024, o lucro das empresas industriais de grande porte cresceu 11,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este é o primeiro resultado positivo desde agosto de 2024, marcando uma inversão na trajetória de declínio. De acordo com o relatório, a retomada foi impulsionada por um pacote de políticas incrementais adotadas no quarto trimestre, que ajudaram a reduzir significativamente a taxa de queda em relação ao trimestre anterior. A receita operacional das empresas também apresentou melhora, com um crescimento de 4,2% em dezembro, superando o aumento de 0,5% registrado em novembro. Recuperação no quarto trimestre A recuperação no lucro industrial ficou evidente no último trimestre de 2024. Segundo Yu Weining, estatístico do Departamento Nacional de Estatística, os setores mais afetados pelas políticas de incentivo, como o de equipamentos e eletrodomésticos, mostraram melhora substancial. No caso das indústrias de equipamentos especiais e gerais, os lucros saltaram 18,4% e 1,8%, respectivamente, após quedas no trimestre anterior. As indústrias de fabricação de instrumentos médicos, componentes de transmissão e equipamentos especiais registraram os maiores avanços, com crescimentos de 32,9%, 15,1% e 14,8%, respectivamente. Setor de eletrodomésticos impulsiona recuperação Outro destaque foi a indústria de eletrodomésticos, beneficiada por políticas de renovação de bens de consumo, como troca de aparelhos antigos por novos. O lucro do setor cresceu 11,3% no quarto trimestre, após registrar queda de 5,7% no terceiro. Subsetores como fabricação de refrigeradores domésticos, eletrodomésticos de limpeza e condicionadores de ar tiveram desempenhos expressivos, com aumentos de 174,9%, 42,8% e 30,6%, respectivamente. Cenário anual e perspectivas para 2025 Apesar do desempenho positivo no final do ano, os números consolidados de 2024 ainda refletem os desafios enfrentados pela economia industrial. O lucro total das empresas industriais de grande porte atingiu RMB 7,4 trilhões, uma queda de 3,3% em relação a 2023. No entanto, a redução da taxa de queda acumulada em 1,4 pontos percentuais entre novembro e dezembro sinaliza um caminho mais favorável para o futuro. Para 2025, especialistas do mercado são otimistas, prevendo que o lucro das empresas industriais possa alcançar um crescimento positivo ao longo do ano, impulsionado por políticas de estímulo e pela recuperação da demanda interna. Fonte: stcn.com

24 de janeiro de 2025
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O Festival da Primavera de 2025, que neste ano será no dia 29 de janeiro, terá um significado especial para a China. Pela primeira vez, a celebração acontece após ter sido oficialmente reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial, em dezembro de 2024. O comitê destacou o festival por sua ampla diversidade de elementos culturais e rituais únicos que englobam a sociedade chinesa. A celebração é uma das mais importantes da China e exalta tradições. As cidades e vilarejos se enchem de decorações tradicionais, como lanternas vermelhas e caracteres chineses que simbolizam prosperidade e boa sorte. Ao mesmo tempo, o comércio ganha força, com mercados locais e plataformas digitais oferecendo produtos festivos, alimentos típicos e itens essenciais para a ocasião. Nas áreas rurais, práticas tradicionais, como a queima de fogos de artifício e as cerimônias de culto aos ancestrais, continuam a desempenhar um papel central. Nas grandes cidades, os fogos de artifício foram controlados para evitar poluição do ar e, com a tecnologia e modernidade, luzes de drones deram lugar às de artifício. A troca de hóngbāo, ou envelope vermelhos com dinheiro, seguem na tradição, ainda que os envelopes digitais tenham se popularizado. Limpeza da casa, danças do dragão, e comidas típicas com simbolismos de prosperidade como peixe, jiaozi (dumplings chineses), e tangyuan (bolinhos de arroz doce) permancem vivos nos rituais. O Festival da Primavera não é apenas uma festividade que marca a chega de um novo ano, mas um momento de conexão com tradições milenares e valores familiares. Todos os anos, à medida que o Ano Novo Chinês se aproxima, uma movimentação intensa acontece no país. Durante o "Chunyun”, também conhecido como a Migração da Primavera, milhões de pessoas viajam para reencontrar familiares, lotando estações de trens, rodovias, aeroportos, gerando a maior migração humana já registrada na história. Além da China, ele também é comemorado por comunidades chinesas em diversas partes do mundo, como em São Paulo, onde acontecem festividades no bairro da Liberdade . Apesar de ser uma data bastante associada à cultura chinesa, outros países asiáticos também festejam o Ano Novo Lunar, como Coreia do Sul e Vietnã. Crédito: Redação China2Brazil