
1 de setembro de 2025
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A 7ª Exposição China–Países Árabes encerrou-se em 31 de agosto em Yinchuan, na Região Autônoma de Ningxia. Em quatro dias, o evento recebeu mais de 17,8 mil convidados de 50 países e regiões, além de 2.200 associações comerciais e empresas. Foram realizadas mais de 40 atividades oficiais, que resultaram em 331 acordos de cooperação e intenções de contrato, somando RMB 107,7 bilhões. O tema do evento, “inovação, sustentabilidade e prosperidade”, marcou a parceria sino-árabe em um novo ciclo de projetos conjuntos. Wu Lifeng, diretor do Centro de Transferência Tecnológica China–Árabes, detalhou que a equipe selecionou 1.300 tecnologias de 60 universidades e institutos de pesquisa, filtrou três vezes e apresentou 500 soluções alinhadas ao mercado árabe. Os projetos incluem agricultura sustentável, proteção ambiental, equipamentos inteligentes, novos materiais, inteligência artificial e energia limpa, voltados à segurança alimentar, combate à desertificação, modernização industrial, eficiência energética, economia digital e transição energética. Nos pavilhões, visitantes acessaram tecnologias como agricultura verde, IA, hidrogênio e sistemas de irrigação inteligente por QR codes, que direcionavam a especialistas e soluções. Durante a abertura, 13 projetos tecnológicos foram formalizados. Entre eles, a técnica chinesa de combate à desertificação “grades de palha” expandirá 30 mil hectares de “oásis” no Egito. Um sistema de mineração remota 5G+IA encontrou parceiros na Arábia Saudita. Um contêiner inteligente de cultivo hidropônico com automação total chamou a atenção. Li Mengchen, responsável pelo projeto, explicou que cada unidade pode ser instalada em áreas sem solo e que 11 contêineres cabem em um mu, medida chinesa equivalente a 666 m². Segundo Ma Xuezhong, presidente do Fundo de Investimento Industrial China-Estados Árabes, a cooperação agrícola é a área mais concreta da Iniciativa Cinturão e Rota. Ningxia lidera o Centro de Transferência de Tecnologia Agrícola China-Estados Árabes desde 2015, com demonstrações na Mauritânia, Marrocos e outros países árabes. Tecnologias aplicadas incluem pecuária, cultivo de forragem, sementes de hortaliças e irrigação econômica. Empresas locais também ampliam sua presença internacional. Pei Zhuoqiang, responsável por uma empresa de sementes de Ningxia, afirmou que o foco vai além da exportação de sementes, oferecendo soluções agrícolas completas. A equipe desenvolve variedades resistentes e nutritivas, adaptadas a condições árabes, como tomates, pimentões e pepinos, com colheitas consistentes na Jordânia, Mauritânia e outros países. Atualmente, Ningxia realiza cultivos de demonstração de mais de 100 variedades de sete hortaliças na Jordânia, aumentando a produtividade em até 20%. Na Mauritânia, especialistas chineses transplantaram o primeiro embrião puro de bezerro Holandês (Holstein) com taxa de concepção de 45% e testaram 21 variedades de forragem de alta qualidade. Produtos como goji berry, melancia rica em selênio e a ovelha Tan chegaram ao mercado em Dubai em até 36 horas por transporte aéreo refrigerado. Durante a Expo, foram assinados 66 novos acordos de comércio e cooperação agrícola. A “Iniciativa de Yinchuan do Centro de Transferência de Tecnologia Agrícola China-Estados Árabes” também foi apresentada, com objetivo de expandir internacionalmente tecnologias agrícolas chinesas. O Escritório Nacional de Propriedade Intelectual da China apresentou mais de 30 patentes verdes e de baixo carbono, alcançando cinco intenções de licenciamento com países como Arábia Saudita e Egito, envolvendo módulos fotovoltaicos, sistemas de armazenamento de energia e irrigação econômica. A Expo lançou ainda o “Resultado da Comparação dos Sistemas de Padronização em Energia Limpa China-Estados Árabes”, que permitirá reconhecimento internacional único de certificações. A exposição combinou tecnologia e cultura. Robôs de inteligência artificial prepararam panquecas chinesas, e uma interface cérebro-máquina demonstrou novas aplicações. O mercado cultural gastronômico exibiu pratos do Egito, Paquistão, Rússia e Brasil, com apresentações de samba e tambores africanos. Cerca de 300 mil pessoas visitaram o evento, com vendas próximas de RMB 140 milhões. “Buscamos conciliar público especializado e sociedade em geral, oferecendo ponte de cooperação para negócios e janela de experiência para intercâmbio cultural e educação científica”, explicou Dai Peiji, diretor do Departamento de Comércio de Ningxia. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que a Expo serviu de preparação para a segunda Cúpula China-Estados Árabes, prevista para o próximo ano. Ele destacou que a feira consolidou-se como plataforma relevante de cooperação sino-árabe dentro da Iniciativa Cinturão e Rota. Da Rota da Seda antiga aos avanços em economia digital, energia limpa, inteligência artificial, agricultura moderna e recursos hídricos, a cooperação sino-árabe mostra progresso em inovação e sustentabilidade. Fang Haoming, repórter da TV sino-árabe de Dubai, resumiu: “Aqui, vejo a ciência e a tecnologia da China e as oportunidades do mundo árabe.” Fonte: chinanews.com.cn

1 de setembro de 2025
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O documentário Brasil e China , lançado gratuitamente no YouTube, mostra a relação sino-brasileira com vertentes que vão além de análises de economia e política internacional. Produzido pela Produtora Brasileira, em parceria com a World Documentaries e a Ancine, e com patrocínio da CPFL Energia, a série documental percorre 50 anos dessa relação Brasil-China com depoimentos de especialistas, professores, empresários e estudantes de língua chinesa. No episódio 1 da série documental, os 50 anos de relações diplomáticas e comerciais são revisitados. Com análises sobre economia, tecnologia, energia e cultura, o episódio evidencia como os dois países se tornaram aliados centrais em um mundo em transformação, e como essa aliança pode moldar o futuro de ambos. No episódio 2, são exploradas as pontes culturais, científicas e educacionais que fortalecem a parceria entre os dois países. Da cooperação espacial à medicina tradicional chinesa, passando pelo ensino de mandarim e pelos intercâmbios acadêmicos, o episódio mostra como o conhecimento compartilhado sustenta um futuro de integração, inovação e respeito entre culturas distintas e, ao mesmo tempo, próximas. O episódio 3 celebra os vínculos humanos, culturais e emocionais que aproximam as duas nações. Entre rituais do chá, trocas de experiências e perspectivas sobre o amanhã, surgem histórias de amizade, respeito e admiração mútua. O episódio evidencia como brasileiros e chineses erguem pontes afetivas e colaborativas, em uma parceria que vai além do comércio, guiada por empatia, leveza e uma visão compartilhada de mundo. Assista aos três episódios da série: Episódio 1: China e Brasil: Relacionamento econômico Episódio 2: China e Brasil: Tecnologia, cultura e educação Episódio 3: China e Brasil: Relações e conexões

29 de agosto de 2025
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O Temu, plataforma de comércio eletrônico chinesa, liderou o tráfego de e-commerce no Brasil em julho de 2025, segundo o Relatório da Indústria de E-commerce da Conversion. A plataforma registrou 409,7 milhões de visitas, um aumento de 70% em relação a junho, superando o Mercado Livre (393,2 milhões) e o Shopee (286 milhões). O mercado brasileiro de comércio eletrônico enfrenta intensa competição. Temu e Shopee pressionam com preços baixos e logística aprimorada, enquanto plataformas de vídeo curto como Kwai Shop e TikTok Shop expandem rapidamente, desafiando a posição do Mercado Livre. Em abril, o Mercado Livre anunciou que investirá R$34 bilhões (US$6,4 bilhões) no Brasil em 2025, um aumento de 48% em relação ao ano anterior, o maior investimento da história da empresa. Em comunicado, afirmou: “Estamos preparados para a batalha”, em referência ao crescimento de plataformas asiáticas. O duelo com o Shopee: preços e logística O Brasil responde por mais da metade da receita global do Mercado Livre, mas sua posição está ameaçada. O Shopee entrou no país em 2020 e, em cinco anos, alcançou 40% do GMV do Mercado Livre. Até 2024, movimentou cerca de R$60 bilhões, segundo o Itaú, o dobro da Amazon no país. O Shopee oferece frete grátis para compras acima de R$10 e preços médios equivalentes a um terço dos praticados pelo Mercado Livre. Em resposta, o Mercado Livre reduziu em cerca de 40% as taxas de produtos entre R$79 e R$200, baixou o frete grátis de R$79 para R$19 e ampliou cupons e promoções. No entanto, o lucro operacional no 2º trimestre de 2025 caiu para US$825 milhões, e a margem de contribuição no Brasil recuou 8,7 pontos percentuais. A logística se tornou fator decisivo. O Brasil ocupa o 65º lugar no desempenho logístico global, segundo o Banco Mundial, e 72% dos consumidores consideram frete grátis decisivo para a compra, segundo a XP Investimentos. O Mercado Livre possui 2,3 milhões m² de centros logísticos, enquanto o Shopee ampliou sua área para 897 mil m², superando a Amazon (592 mil m²). O Shopee reduziu o custo logístico por pedido em 15% e diminuiu o tempo médio de entrega em mais de dois dias. Na Grande São Paulo, 25% dos pedidos chegam no dia seguinte e 40% em até dois dias. Essa disputa elevou os preços de aluguel de galpões na região para R$ 30/m², com São Paulo registrando R$ 44/m². Competição multifrontal: gigantes do e-commerce em guerra no Brasil O Brasil concentra quase todos os grandes players globais: Alibaba, Shopee, Temu, Shein, TikTok Shop, Kwai, Amazon e Mercado Livre. O Temu iniciou operações em maio de 2024 e, em apenas três meses, superou Shein e AliExpress em tráfego. Em abril de 2025, ultrapassou o Shopee e, em julho, superou o Mercado Livre. O crescimento se deve aos investimentos em publicidade: em abril, a plataforma gastou 800 vezes mais em anúncios do que no mesmo mês do ano anterior, segundo a Sensor Tower. Plataformas de vídeo curto também avançam. O Kwai Shop começou testes no fim de 2023 e foi lançado oficialmente em outubro de 2024. Na Black Friday, registrou GMV acima de R$ 4 milhões. No 2º trimestre de 2025, manteve crescimento de GMV e pedidos, com lucro internacional de RMB 19 milhões, contra prejuízo de RMB 277 milhões no mesmo período de 2024. O TikTok Shop chegou ao Brasil em maio, aproveitando a base de mais de 111 milhões de usuários locais, segundo a Mindgruve. O país é o terceiro maior mercado de anúncios da plataforma, depois de EUA e Indonésia, de acordo com a We Are Social. Analistas do Itaú BBA alertam que a plataforma pode atrair pequenas e médias empresas que hoje vendem pelo Mercado Livre. O Shopee minimiza o impacto, afirmando que o e-commerce cross-border ainda é pequeno, que o TikTok Shop está em fase inicial e o volume de pedidos permanece baixo. A operação do TikTok Shop ainda precisa desenvolver logística, meios de pagamento e confiança do consumidor. Fonte: sina.com.cn

29 de agosto de 2025
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Em coletiva de imprensa realizada em 28 de agosto, o porta-voz do Ministério do Comércio da China, He Yungqian, afirmou que apoiar empresas de comércio exterior na manutenção de pedidos e expansão de mercados é uma prioridade do governo. Segundo ele, o ministério pretende garantir a aplicação das políticas já anunciadas, fortalecer serviços e assistência às empresas e ajudá-las a enfrentar riscos e desafios. He destacou que o comércio e a economia globais continuam sujeitos a incertezas. Para apoiar empresas de exportação, o governo planeja reforçar os mecanismos de apoio político, ampliar a assistência e diversificar os mercados internacionais. “Vamos implementar as medidas já estabelecidas, garantindo que cheguem diretamente às empresas, estabilizando a confiança e as expectativas do setor. Também vamos levantar e disseminar boas práticas locais, promovendo a troca de experiências. Diante das novas situações e desafios do comércio exterior, fortalecermos a pesquisa e a formulação de políticas”, afirmou He. Ele acrescentou que o governo utilizará mesas-redondas com empresas de comércio exterior para identificar demandas e buscar soluções, além de oferecer maior apoio financeiro e trabalhista para garantir a produção e o cumprimento de contratos. O porta-voz também informou que o governo orientará empresas a utilizar recursos de feiras comerciais, organizará a 138ª Feira de Cantão e promoverá atividades de fomento ao comércio. O apoio de seguros de crédito será ampliado, com diversificação de produtos para atender necessidades de curto prazo das empresas exportadoras. O ministério continuará publicando o Boletim de Promoção do Comércio Exterior e o Guia de Comércio por País, oferecendo informações estratégicas sobre mercados internacionais. Fonte: economy.gmw.cn

29 de agosto de 2025
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De acordo com dados da plataforma Choice, no dia 28 de agosto, 17 das 26 empresas listadas no setor de jogos da A-share divulgaram seus relatórios semestrais de 2025. Entre elas, sete registraram crescimento no lucro líquido, uma reverteu prejuízo e duas reduziram perdas. “O primeiro semestre deste ano mostrou trajetória positiva para a indústria de jogos. A aplicação da inteligência artificial (IA) e a expansão internacional foram os fatores centrais”, afirmou Cao Zhe, diretor de investimentos da Beijing Aiwen Zhilüe Investment Management, em entrevista ao jornal Securities Daily. Crescimento geral do setor O Relatório da Indústria de Jogos da China, publicado pela Associação Chinesa de Áudio, Vídeo e Publicações Digitais, aponta crescimento geral no setor de janeiro a junho de 2025. A receita real de vendas no mercado doméstico atingiu RMB 168 bilhões, alta de 14,08% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número de usuários chegou a quase 679 milhões, aumento de 0,72%. De acordo com o relatório, os segmentos de jogos mobile, para PC e console registraram aumento de receita, enquanto os jogos em navegador apresentaram queda. A receita do mercado de jogos mobile atingiu RMB 125,309 bilhões (+16,55%), para PC RMB 35,403 bilhões (+4,86%), para console RMB 1,034 bilhão (+29,78%) e para navegador RMB 2,203 bilhões. A Administração Nacional de Imprensa e Publicações informou que, no primeiro semestre, foram emitidas 757 aprovações para jogos domésticos, superando o total do mesmo período de 2024. Em junho, 147 títulos receberam aprovação, o maior número mensal desde 2022. Entre as empresas que apresentaram crescimento no lucro líquido no primeiro semestre estão: Hubei Century Network: RMB 52,3043 milhões, alta de 1.186,02%; Yoozoo Games: RMB 50,1553 milhões, alta de 989,31%; Zhejiang Daily Digital Culture Group: RMB 377 milhões, aumento de 156,26%. Segundo Zhang Yijun, vice-presidente executivo da Associação Chinesa de Áudio, Vídeo e Publicações Digitais, o crescimento simultâneo da receita e do número de usuários se deve a fatores como lançamento de novos jogos, manutenção de títulos de longa duração e expansão do e-sports e de jogos em miniaplicativos. Novas oportunidades de expansão Em abril, o Ministério do Comércio publicou o Plano de Aceleração da Ampliação da Abertura-Piloto dos Serviços, destacando incentivo à internacionalização dos jogos, expansão de cenários de aplicação e construção de uma cadeia completa de valor, incluindo criação de IP, desenvolvimento, publicação e operação no exterior. Com a divulgação dos relatórios semestrais, várias empresas anunciaram avanços em IA e internacionalização. Hubei Century Network Technology registrou crescimento expressivo da receita de jogos no exterior. Seu jogo 3D Starward, lançado na Coreia do Sul e no Sudeste Asiático, combina mechas femininas e o estilo de luta GVG. A empresa prepara lançamento de produto social baseado em IA ainda em 2025. 37 Interactive Entertainment construiu mais de 40 capacidades de IA com base no modelo proprietário “Xiao Qi”, aplicável a diferentes sistemas internos. Yoozoo Games estruturou sistema de suporte em IA que cobre toda a cadeia de valor, do desenvolvimento à publicação, incluindo versões, integração em plataformas e marketing. A empresa também investe na criação do companheiro virtual “Xiao Youjiang” e NPCs inteligentes. Perfect World desenvolve projetos de IA em parceria com a NVIDIA, utilizando Omniverse Audio2Face, plataforma ACE, ray tracing e tecnologia DLSS. IA transforma desenvolvimento de jogos “O avanço acelerado da IA impulsiona sua aplicação em todas as etapas do desenvolvimento de jogos”, afirmou Zheng Lei, economista-chefe do grupo Samoyed Digital Technology, ao Securities Daily. Segundo ele, a IA permite: Gerar rapidamente enredos, cenários e materiais visuais; Analisar dados dos jogadores e oferecer ajustes personalizados; Realizar traduções mais precisas e eficientes. Lin Xianping, secretário-geral adjunto do Comitê de Especialistas em Cidades da China, afirma que jogos com inovação em IA podem criar novos gêneros e modelos de negócios, remodelando o ecossistema da indústria. Com o avanço de tecnologias como IA e computação em nuvem, o setor de jogos deve expandir seu espaço de crescimento, e empresas listadas têm potencial de alcançar ganhos culturais e comerciais nos mercados doméstico e internacional. Fonte: sina.com.cn

28 de agosto de 2025
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Na tarde de 28 de agosto, a Federação Nacional da Indústria e Comércio da China divulgou a lista das “500 Maiores Empresas Privadas da China 2025” e o Relatório de Pesquisa e Análise das 500 Maiores Empresas Privadas da China 2025. O ranking é liderado por JD.com, Alibaba (China), Hengli Group, Huawei Investment Holdings e BYD . O limite de entrada no ranking subiu para RMB 27,023 bilhões. O faturamento total das 500 maiores empresas privadas alcançou RMB 43,05 trilhões, sendo que 105 empresas registraram faturamento acima de RMB 100 bilhões e 11 superaram RMB 500 bilhões. Além disso, 29 empresas da lista também aparecem no ranking da Fortune Global 500 deste ano. No investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D), as dez primeiras empresas são Huawei, Tencent, Alibaba, BYD, Geely Holding, Xiaomi, Ant Group, Baidu, Meituan e CATL. Metade delas atua no setor de internet, com a Tencent liderando os investimentos em P&D. Huawei e Tencent mantêm posições de destaque em tecnologia e inovação. A Huawei detém o maior número acumulado de patentes concedidas na China, com mais de 150 mil patentes ativas globalmente, conforme seu relatório anual de 2024. Suas patentes abrangem principalmente comunicações móveis e codificação/decodificação de áudio e vídeo. A Tencent ocupa o segundo lugar em patentes, com mais de 88 mil pedidos publicados e 48 mil patentes concedidas, concentradas em inteligência artificial, computação em nuvem, mobilidade e mensagens instantâneas. Tecnologias como seu modelo de IA de grande escala “HunYuan” são aplicadas em seus principais negócios para melhorar serviços e produtos. O relatório também destaca a contribuição das empresas privadas para a economia e o emprego. Em 2024, as 500 maiores empresas privadas pagaram RMB 1,27 trilhão em impostos. Vinte e quatro empresas superaram RMB 10 bilhões em tributos. Entre elas, Tencent, Rongsheng Holdings e BYD ultrapassaram RMB 50 bilhões, com a Tencent liderando com RMB 59,187 bilhões. Entre 2020 e 2024, a Tencent pagou mais de RMB 210 bilhões em impostos, com crescimento médio anual de 20,1%. No ranking das 20 maiores contribuintes do setor de internet, também aparecem JD.com e Ant Group, com impostos de RMB 16,485 bilhões e RMB 11,853 bilhões, respectivamente. Fonte: finance.sina.com.cn

28 de agosto de 2025
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De acordo com os dados divulgados pela Wind, provedora chinesa de informações financeiras, até 25 de agosto o volume de mercado dos ETFs, fundos negociados em bolsa , ultrapassou RMB 5 trilhões, um recorde histórico. O número de ETFs individuais com volume acima de RMB 10 bilhões já supera 100, sendo que o maior chega a RMB 418,3 bilhões. O crescimento do mercado acelerou nos últimos anos, o primeiro trilhão de RMB levou quase 16 anos para ser alcançado, o segundo cerca de 3 anos, o terceiro aproximadamente 13 meses e o quarto cerca de 7 meses. O quinto trilhão foi alcançado em pouco mais de quatro meses, indicando expansão em alta velocidade. O número de produtos também aumentou. Quando o volume atingiu RMB 1 trilhão, havia 366 ETFs; agora são 1.271, indicando crescimento na diversidade do mercado. ETFs de ações lideram o mercado Os ETFs de ações respondem por RMB 3,46 trilhões, equivalente a 68,18% do mercado. Entre os 1.271 ETFs, quase 80% são de ações. Em seguida aparecem os ETFs internacionais, com RMB 753,7 bilhões (14,87%), e os de renda fixa, com RMB 555,9 bilhões (10,96%). Entre os internacionais, o maior é o ETF Hong Kong Stock Connect Internet, com RMB 75,4 bilhões, enquanto o destaque entre os de renda fixa é o ETF de debêntures conversíveis, com RMB 61,3 bilhões. Concentração de volume e efeito “Mateus” Mais de 100 ETFs individuais superam RMB 10 bilhões, somando mais de 70% de todo o mercado. Sete produtos ultrapassam RMB 100 bilhões, a maioria vinculada a índices amplos como CSI 300, SSE 50, CSI 500 e ChiNext. O maior é o CSI 300 ETF, com RMB 418,3 bilhões. Fora desses grandes ETFs, mais de 1.100 produtos somam menos de RMB 1,3 trilhão, e mais de 400 ETFs possuem volume inferior a RMB 200 milhões. O mercado também apresenta forte concentração entre gestoras. Atualmente, 55 companhias oferecem ETFs, incluindo gestoras de corretoras. As 10 maiores representam 70% do mercado, e metade do volume está concentrada nos quatro líderes: China Asset Management (RMB 858,7 bilhões), E Fund, Huatai-Pinebridge e Southern Asset Management. Os ETFs vinculados ao índice CSI 300 dominam o mercado. Até 25 de agosto, o volume desses ETFs superava RMB 1,1 trilhão, muito acima do SSE 50, com RMB 194,9 bilhões. Quatro ETFs do CSI 300 têm mais de RMB 100 bilhões cada. Dez índices têm ETFs com volume acima de RMB 100 bilhões, incluindo CSI 300, SSE 50, SSE STAR 50, CSI A500, CSI 500, CSI 1000, ChiNext, Hang Seng Tech, além de índices de commodities e setoriais como SGE Gold 9999 e CSI All Share Securities. Motivos para o crescimento Especialistas atribuem o avanço acima de RMB 5 trilhões a dois fatores principais: a expansão rápida do mercado nos últimos anos, com aumento de lançamentos e preferência dos investidores por ETFs, que oferecem transparência e funcionam como instrumentos de investimento; e o impulso das condições de mercado, que favorecem crescimento acelerado em ciclos de alta. Fonte: finance.cctv.com

28 de agosto de 2025
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Em 27 de agosto, a equipe de pesquisadores da Universidade de Pequim e da Universidade da Cidade de Hong Kong publicou na revista Nature o desenvolvimento do primeiro chip de comunicação sem fio de banda completa e alta velocidade, baseado em tecnologia de integração optoeletrônica adaptativa. O chip, do tamanho de uma unha, gerencia recursos que vão de micro-ondas e Sub-6GHz a ondas milimétricas e terahertz, transmitindo dados a mais de 120 Gbps. Ele elimina a necessidade de equipamentos separados para cada faixa de frequência, superando limitações dos dispositivos eletrônicos tradicionais. “Estamos entrando em uma era de Internet das Coisas. A rede 6G precisará sustentar aplicações sensíveis a largura de banda e latência, como realidade virtual e fábricas inteligentes, e garantir cobertura em ambientes complexos, incluindo áreas remotas, o fundo do mar e o espaço”, afirmou Wang Xingjun, professor da Universidade de Pequim. Cada faixa de frequência apresenta vantagens e desvantagens: altas frequências oferecem taxas elevadas, mas alcance curto; baixas frequências cobrem grandes áreas, mas têm capacidade limitada. Dispositivos eletrônicos convencionais funcionam geralmente em uma única faixa, tornando o sistema complexo e pouco adaptável. A utilização adaptativa de banda completa sempre foi um desafio para a indústria e a academia. A equipe optou pela fusão optoeletrônica. Usando material fotônico de nióbio de lítio em filme fino, eles criaram uma arquitetura chamada “motor de transceptor sem fio optoeletrônico ultralargo”. O chip integra, no silício, um oscilador optoeletrônico de frequência reconfigurável, capaz de gerar sinais de comunicação em qualquer ponto da faixa ultralarga de 0,5 GHz a 115 GHz, com rapidez, precisão e baixo ruído. Isso elimina o acúmulo de ruído em altas frequências, mantendo a qualidade do sinal estável mesmo a 115 GHz. Um único chip substitui vários dispositivos de diferentes faixas, realizando o conceito de “um chip para múltiplas funções”. Nos testes, o sistema manteve comunicação estável em toda a faixa de frequência, sem perdas nas altas bandas, e atingiu taxas superiores a 120 Gbps, atendendo aos requisitos de pico do 6G . O chip também detecta interferência ou bloqueio em determinada faixa e alterna automaticamente para outra limpa, garantindo estabilidade da comunicação. Segundo Wang Cheng, professor da Universidade de Hong Kong, essa tecnologia vai além da transmissão em alta velocidade. “A solução de reconfiguração de banda completa permitirá redes sem fio baseadas em IA mais flexíveis e inteligentes, com potencial para remodelar todo o cenário de comunicação”, disse. Wang Xingjun destacou que o avanço estabelece a base de hardware para uma “rede nativamente orientada por IA”, capaz de ajustar parâmetros de comunicação com algoritmos internos e se adaptar a ambientes eletromagnéticos complexos. O chip também pode suportar sistemas integrados de comunicação e sensoriamento, permitindo que estações-base e veículos transmitam dados e detectem o ambiente ao redor. Do ponto de vista industrial, o desenvolvimento deve impactar toda a cadeia, de materiais e dispositivos a antenas de banda larga, módulos de integração optoeletrônica e outros componentes-chave. O próximo passo da equipe é integrar laser, fotodetector e antena em um módulo do tamanho de um pendrive, “plug and play”, para uso em celulares, estações-base, drones e dispositivos de IoT. “Esperamos que esta pesquisa conduza a inovação colaborativa e acelere o desenvolvimento de todo o ecossistema industrial de comunicação sem fio”, concluiu Wang Xingjun. Fonte: news.gmw.cn

28 de agosto de 2025
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O filme Ne zha 2, continuação direta de Ne Zha (2019) , estreia nos cinemas brasileiros em 25 de setembro. O trailer dublado em português já está disponível, com vozes de Bianca Alencar, Alexandre Maguolo, Lucas Gama e Tatá Guarnieri. Lançado em 2024 durante o feriado do Ano-Novo Lunar, o longa levou apenas oito dias e cinco horas para quebrar recordes de bilheteria na China. Em junho de 2025, a receita global acumulada atingiu RMB 15,91 bilhões, sendo RMB 401 milhões no mercado internacional. A animação se tornou o filme de maior bilheteria da história do cinema chinês, superando A Batalha do Lago Changjin, ao arrecadar 5,78 bilhões de yuans (US$793 milhões), segundo a plataforma de ingressos Maoyan. Sobre o filme Inspirado no clássico literário do século XVII Investidura dos Deuses, o filme resgata a lenda de Ne Zha, figura mitológica do taoísmo e do budismo. A narrativa apresenta uma releitura contemporânea em que Ne Zha, diferente do herói trágico das versões tradicionais, surge como um jovem rebelde que desafia os deuses para reescrever o próprio destino. A produção triplicou o número de personagens em relação ao primeiro longa e adicionou mais cenas com efeitos especiais do que todas as do original de 2019. Para aproximar a mitologia do público atual, os produtores introduziram elementos da cultura digital e da linguagem da geração z, como memes, gírias contemporâneas e até o sotaque característico da província de Sichuan para o Mestre Taiyi, mentor do protagonista. Essa fusão entre referências tradicionais e códigos da cultura pop busca reforçar a identificação da juventude com a trama. O enredo coloca Ne Zha como símbolo dos excluídos da sociedade, enfrentando preconceito e rejeição. A relação com os pais também foi reformulada, antes retratados como figuras rígidas, agora aparecem como um casal que desafia os deuses para proteger o filho, refletindo mudanças na estrutura familiar chinesa. Assista o trailer completo: https://www.youtube.com/watch?v=Bf33TgHKXj4

27 de agosto de 2025
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Em 26 de agosto, o Escritório de Imprensa do Conselho de Estado da China realizou uma coletiva para apresentar os resultados do desenvolvimento do setor energético durante o 14º Plano Quinquenal. Wang Hongzhi, membro do Comitê do Partido da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e diretor da Administração Nacional de Energia, afirmou que a China alcançou progressos significativos desde o início do plano. Segundo ele, indicadores como capacidade total de produção de energia e participação das fontes não fósseis estão dentro do esperado, posicionando o país como uma força relevante na transição energética global. Fornecimento seguro e sistema resiliente A China, segunda maior economia do mundo com mais de 1,4 bilhão de habitantes, registrou um aumento no consumo de energia equivalente a 980 milhões de toneladas de carvão padrão nos primeiros quatro anos do plano. A expectativa é que, nos próximos cinco anos, o crescimento do consumo de eletricidade supere o total anual da União Europeia. Wang destacou que o país reforçou a produção de carvão, explorou reservas de petróleo e gás e acelerou a adoção de fontes renováveis. “Mais de 90% do aumento no consumo de energia foi garantido com produção nacional”, afirmou. Em 2024, a geração elétrica ultrapassou 10 trilhões de kWh, representando um terço da produção mundial, e a produção total de energia equivalente atingiu cerca de 5 bilhões de toneladas de carvão padrão, garantindo fornecimento estável e preços controlados. A infraestrutura energética também foi aprimorada. Redes de transmissão de leste a oeste e de norte a sul, conectadas a países vizinhos, ampliaram a distribuição. Atualmente, 40% da energia no leste do país vem de grandes corredores de transmissão e transporte de carvão. Além disso, a capacidade de fornecimento para residências aumentou. A China construiu a maior rede de recarga de veículos elétricos do mundo, com dois pontos de recarga para cada cinco veículos, e investiu RMB 25 bilhões do orçamento central para fortalecer a rede elétrica rural, mobilizando mais de RMB 800 bilhões em investimentos totais. Transição energética acelerada e mais verde O plano também acelerou a transição para fontes renováveis. A participação das energias limpas na capacidade instalada total subiu de 40% para cerca de 60%. Li Chuangjun, diretor do Departamento de Novas Energias e Energias Renováveis, destacou quatro resultados principais. A capacidade instalada anual de energia eólica e solar passou de 530 GW em 2020 para 1.680 GW em julho de 2025. A geração dessas fontes cresceu de 9,7% do total em 2020 para 18,6% em 2024, e superou, no primeiro semestre de 2025, o consumo elétrico do setor terciário e das residências urbanas e rurais combinadas. Regiões antes desertas se transformaram em novos polos de energia renovável, com mais de 130 GW de capacidade instalada adicional. A China também reduziu em 60% o custo da energia eólica e 80% da solar nos últimos dez anos e, durante o plano, exportações dessas tecnologias ajudaram outros países a evitar cerca de 4,1 bilhões de toneladas de CO₂. O país também ampliou o uso de veículos elétricos. Até julho de 2025, o número de postos de recarga chegou a 16,69 milhões, dez vezes mais que no final do 13º Plano, e mais da metade dos veículos elétricos do mundo circulam na China. Inovação tecnológica e novos modelos de negócios O 14º Plano marcou avanços em ciência, tecnologia e reformas do setor. A China atingiu perfurações terrestres superiores a 10.000 metros, desenvolveu petróleo em águas profundas, bateu recordes de eficiência em energia solar e turbinas eólicas offshore, e construiu a hidrelétrica de Baihetan, a maior do mundo. Hoje, o país detém mais de 40% das patentes globais em energia renovável. Novos modelos de negócios também cresceram. Wan Jinsong, vice-diretor da Administração Nacional de Energia, afirmou que o armazenamento de energia e hidrogênio avançou, com capacidade de 95 GW até o primeiro semestre de 2025, quase 30 vezes mais que no início do plano. O investimento anual no setor variou entre RMB 4 e 6 trilhões, com empresas privadas representando mais de 85% na construção de infraestrutura elétrica, dominando a fabricação de equipamentos fotovoltaicos e 60% da produção de turbinas eólicas. Rumo a um sistema energético limpo e eficiente A coletiva evidenciou que a China construiu um sistema energético de grande escala e abrangência, com fontes renováveis, rede de recarga de veículos elétricos e capacidade de inovação tecnológica. Para enfrentar o aumento do consumo provocado pela indústria digital, o país planeja integrar centros de dados diretamente a eletricidade gerada por fontes limpas. A transição energética chinesa combina foco no presente e planejamento para o futuro, mantendo o fornecimento seguro e promovendo um modelo de energia limpa, de baixo carbono e eficiente. Segundo especialistas, essa trajetória deve impulsionar o desenvolvimento econômico e social e atender à crescente demanda da população por qualidade de vida. Fonte: gmw.cn