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Robô humanoide bate recorde dos 100 metros em competição em Pequim

Robô 100 metros
Imagem: CCTV

Um robô humanoide completou os 100 metros em 9,39 segundos durante as eliminatórias da 2ª edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, realizada em Pequim. O equipamento da equipe Tianzhuo, do Centro de Inovação de Robôs Humanoides de Pequim, terminou em primeiro lugar em seu grupo e superou o recorde registrado na edição anterior da competição.

A prova ocorreu antes da cerimônia de abertura dos Jogos, realizada na noite de 22 de agosto no Centro Nacional de Patinação de Velocidade, conhecido como Ice Ribbon. Entre os concorrentes estava a fabricante de robôs Unitree.

O tempo também ficou abaixo dos 9,58 segundos do recorde mundial masculino dos 100 metros de Usain Bolt. A comparação, porém, não significa que um robô tenha superado o desempenho humano nas mesmas condições. Máquinas não possuem músculos, ossos ou limitações fisiológicas e dependem de motores elétricos, sistemas de energia, sensores e algoritmos para se movimentar.

Antes da competição, o robô humanoide Lightning, desenvolvido pela Honor, havia registrado 9,32 segundos durante testes.

Corrida testa mais do que velocidade

A prova de 100 metros funciona como um teste para diferentes tecnologias empregadas na robótica humanoide. Para correr sem perder o equilíbrio, o equipamento precisa identificar sua posição por meio de sensores e ajustar, em tempo real, os movimentos de suas articulações.

Esse processo depende de componentes como motores servo, estruturas mecânicas leves, baterias, sistemas de gerenciamento de energia, sensores, sistemas de visão e algoritmos de controle de movimento baseados em inteligência artificial.

O desafio está principalmente na locomoção bípede. Enquanto o corpo humano ajusta equilíbrio, contato com o solo e movimentos musculares durante uma corrida, o robô precisa reproduzir parte dessas respostas por meio de sensores e sistemas de controle.

Por isso, provas de velocidade, salto e futebol são usadas para avaliar como os robôs se movimentam em situações mais complexas. O objetivo não é substituir modalidades esportivas tradicionais, mas testar tecnologias que poderão ser empregadas em outras atividades.

China aposta em aplicações fora das competições

Os robôs humanoides já conseguem caminhar, manipular objetos e executar interações simples, mas ainda enfrentam dificuldades para operar de forma estável em ambientes mais complexos.

Na China, diferentes regiões adotaram planos para desenvolver essa indústria e aplicar os equipamentos em áreas como manufatura, logística, cuidados para idosos e serviços comerciais.

A cadeia de produção chinesa reúne componentes como redutores de precisão, motores, sensores e baterias, além do desenvolvimento de robôs completos e de aplicações de inteligência artificial.

Outros mercados também disputam espaço nesse segmento. Empresas dos Estados Unidos concentram esforços na integração entre robótica e modelos de inteligência artificial, enquanto Japão e Europa desenvolvem suas próprias tecnologias e cadeias produtivas.

Custo e autonomia ainda limitam uso

Apesar dos resultados nas pistas, os robôs humanoides ainda enfrentam obstáculos antes de uma adoção em larga escala.

Um deles é o custo dos equipamentos de maior desempenho. Outro é a autonomia energética, já que movimentos de alta intensidade exigem grande consumo de energia.

Também permanecem desafios relacionados à segurança, confiabilidade e capacidade de tomada de decisão dos sistemas de inteligência artificial.

Por isso, o desempenho esportivo representa apenas uma etapa do desenvolvimento. A aplicação comercial dependerá da capacidade desses equipamentos de operar de forma estável em fábricas, armazéns, residências e ambientes considerados perigosos para seres humanos.

Fonte: guancha.cn