Empreendedorismo

China responde por quase 40% das exportações do agronegócio brasileiro em maio

exportações do agronegócio brasileiro

A China comprou US$6,3 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em maio e manteve a posição de principal mercado para o setor. As aquisições chinesas cresceram 12,8% na comparação anual e contribuíram para que as exportações do agro alcançassem US$16 bilhões no mês, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O resultado representa um crescimento de 8,2% em relação a maio de 2025. Com isso, o agronegócio respondeu por 50,2% de todas as exportações brasileiras registradas no período. Entre janeiro e maio, as vendas externas do setor somaram US$70,5 bilhões, alta de 4,6% na comparação anual e recorde para os cinco primeiros meses do ano.

Além da China, a União Europeia foi o segundo principal destino dos produtos agropecuários brasileiros em maio, com importações de US$2,4 bilhões e participação de 15% nas exportações do setor. Os Estados Unidos ficaram na terceira posição, com US$837 milhões, embora tenham reduzido as compras em 28% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Mercados como Bangladesh, Tailândia, Vietnã, Paquistão, Turquia e Jordânia também ampliaram as importações de produtos agropecuários brasileiros no período.

Soja lidera exportações

A soja em grãos permaneceu como principal produto exportado pelo agronegócio brasileiro. As vendas externas alcançaram US$6,3 bilhões em maio, alta de 14,6% em relação ao mesmo mês de 2025. O volume embarcado chegou a 14,8 milhões de toneladas, crescimento de 5,1%.

O complexo soja, que inclui grãos, farelo e óleo, movimentou US$7,5 bilhões no mês, aumento de 16,3% na comparação anual.

China concentra compras de carne bovina

As exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram US$1,7 bilhão em maio, avanço de 50,2% em relação ao ano anterior. O volume embarcado atingiu 262 mil toneladas, crescimento de 20,2%.

A China manteve a liderança entre os compradores da proteína, com aquisições de US$1 bilhão, o equivalente a 61,4% das exportações brasileiras de carne bovina no período.

As exportações de carne de frango in natura alcançaram US$883 milhões, alta de 40%, enquanto os embarques cresceram 32,3%, para 442 mil toneladas. Já a carne suína registrou US$278 milhões em vendas externas e 111 mil toneladas embarcadas, aumentos de 1,4% e 5%, respectivamente.

No conjunto, as proteínas animais movimentaram US$3,2 bilhões em exportações, crescimento de 38% na comparação anual.

DDG amplia presença no mercado chinês

Entre os produtos que ampliaram espaço no comércio exterior está o DDG (Dried Distillers Grains), subproduto da produção de etanol de milho utilizado na alimentação animal.

Entre janeiro e maio, as exportações brasileiras de DDG alcançaram US$130 milhões, crescimento de 37,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume embarcado chegou a 555 mil toneladas, alta de 30,5%. Segundo o Mapa, os resultados representam recordes para o período.

A China foi o principal destino do produto, com compras de US$63,2 milhões. Na sequência aparecem Turquia, Vietnã e Nova Zelândia.

Segundo o Mapa, o Brasil abriu 21 novos mercados para o DDG desde 2023, ampliando a presença internacional do produto.

Saldo comercial supera US$ 14 bilhões

As importações de produtos agropecuários somaram US$1,6 bilhão em maio, recuo de 3,6% na comparação anual. Com isso, o superávit comercial do agronegócio alcançou US$14,4 bilhões no mês, crescimento de 9,7%.

Além da soja e das proteínas animais, segmentos como fibras e produtos têxteis também registraram avanço. As exportações da categoria alcançaram US$483 milhões, alta de 39,6% em relação a maio de 2025.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)