A China colocou em operação, em 14 de abril, o maior conjunto de computação científica inteligente do país na central da Internet Nacional de Supercomputação, em Zhengzhou. A estrutura reúne 60 mil chips de aceleração de inteligência artificial e amplia a capacidade de pesquisa baseada em IA, com foco na aplicação científica e industrial.
O projeto iniciou a operação experimental em 5 de fevereiro, com mais de 30 mil chips. Agora, com a expansão, o sistema consolida a maior infraestrutura do tipo na China e marca o início da estratégia chamada de “Agente Inteligente de Supercomputação Científica”. Esse modelo busca integrar recursos computacionais avançados ao desenvolvimento científico.
O avanço ocorre em um contexto de mudança no modelo global de pesquisa. Especialistas classificam o momento atual como o quinto paradigma científico, no qual a inteligência artificial passa a estruturar a produção de conhecimento. Nesse cenário, o acesso a poder computacional em larga escala se torna um requisito para acelerar descobertas e aplicações.
Além da capacidade de processamento, o nó central opera com um ecossistema integrado que combina dados, computação, modelos e aplicações. A plataforma reúne bases de dados, ferramentas e mais de mil modelos de código aberto, o que permite implementar projetos com maior rapidez.
Outro ponto é a simplificação do uso. Pesquisadores não precisam configurar sistemas ou gerenciar infraestrutura de TI. Em vez disso, descrevem suas demandas em linguagem natural, enquanto o sistema executa automaticamente as etapas necessárias, como divisão de tarefas, seleção de modelos e alocação de recursos computacionais. Esse processo reduz o tempo de execução das pesquisas.
Fonte: cctv

